Defender a vida sempre: CNBB manifesta preocupação com decisões judiciais sobre o aborto
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota nesta terça-feira, 21 de outubro, reafirmando sua posição inabalável em defesa da vida humana “em todas as suas etapas – desde a concepção até o seu fim natural”. Para a entidade, “a vida é dom sagrado de Deus e fundamento de todos os demais direitos”.
A nota foi publicada após duas decisões judiciais que, segundo a Presidência da CNBB, suscitaram “legítima preocupação e reflexão ética em todo o país”. A primeira diz respeito às ADPFs 989 e 1207, que tratam da possibilidade de enfermeiros e técnicos de enfermagem realizarem procedimentos de abortamento, nas hipóteses já previstas em lei, mediante a administração de fármacos abortivos.
A CNBB expressou apreço pela “sensibilidade e compromisso com a vida” dos profissionais da enfermagem, destacando que “cuidar é a essência dessa nobre profissão” e que “transformar o cuidado em instrumento de eliminação da vida inocente contraria o sentido profundo da missão de quem promove saúde”.
Na nota, a Presidência da Conferência também reconhece como “um passo importante em defesa da ética profissional, da segurança jurídica e do respeito à vida humana” a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que ao longo do fim de semana formou maioria para derrubar a liminar que permitia a prática por esses profissionais.
Por outro lado, a CNBB manifestou atenção ao andamento da ADPF 442, que propõe a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. A Conferência considerou “inexplicável e inédita” a rotina regimental adotada no julgamento e afirmou que a suspensão do processo – após pedido de retirada de pauta – deve ser vista como “uma oportunidade para o país refletir com serenidade e profundidade sobre o valor inalienável da vida humana”.
O texto enfatiza que o tema do aborto “não pode ser reduzido a um problema de saúde pública ou de política criminal”, por envolver o princípio maior da dignidade humana. “A verdadeira saúde pública é aquela que salvaguarda todas as vidas e não opta pela morte dos mais inocentes”, diz a nota.
Inspirada na Doutrina Social da Igreja, a CNBB defende que mulheres e crianças devem receber igual amparo e proteção, com políticas públicas eficazes de prevenção, acolhimento e cuidado integral. “A defesa da vida exige políticas públicas eficazes de prevenção, acolhimento e cuidado integral, e não a ampliação de práticas que eliminem a vida antes mesmo de nascer”, reforça o texto.
Ao final, a Conferência conclama os fiéis e pessoas de boa vontade a permanecerem “vigilantes e em oração”, pedindo a Deus que ilumine as consciências e inspire as instituições do país “a tomarem sempre decisões em favor da vida, da justiça e da dignidade humana”.
Leia (aqui) a nota da Presidência na íntegra.
Foto de capa: Hafsa Rahma | Pexels
Pe. João Victor é o quarto presbítero ordenado na Diocese durante o Jubileu 2025
Na última sexta-feira, dia 17, a Diocese de Marília acolheu o seu mais novo sacerdote, o Pe. João Victor Ribeiro Silva. Nascido em Dracena, a rito de ordenação ocorreu na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e reuniu familiares, presbitério, amigos e agentes de pastoral.

“A força da ressurreição torna os presbíteros capazes de amar mesmo quando parece que o amor perdeu as suas razões”, enfatizou o bispo diocesano de Marília, Dom Luiz Antonio Cipolini, ao ordenar o quatro padre durante o Ano Jubilar.
O bispo retomou a figura compassiva e misericordiosa do presbítero observada pelo Papa Leão XIV na Exortação Apostólica Dilexi te (Eu te amei), sobre o amor para com os pobres, e aconselhou que os presbíteros “tragam de volta os desgarrados, visitem todos os doentes, não descuidam da viúva, do órfão e do pobre, mas sejam sempre solícitos no bem diante de Deus e dos homens” (n. 39).
“Caro João Victor”, disse Dom Luiz, “continue a se interessar pela missão, como você sempre fez no tempo de seminário. Continue a olhar sempre além, confie na ressurreição de Jesus que nos dá a graça de esperar no inesperado”.
“Confirmar a vida ao mistério da Cruz do Senhor” (Rito de Ordenação) foi o lema que o Pe. João Victor escolheu para guiar seu ministério e, durante os agradecimentos finais, explicou: “configurar completamente a minha vida a Cristo, onde eh possa me unir a cada dia ao sacrifício da Cruz”.

O neo-sacerdote, que iniciará o ministério como vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, de Adamantina, agradeceu aos familiares, ao bispo, ao presbitério, às paróquias onde fez o estádio pastoral, seus formadores, paróquia de origem e a que acolheu sua ordenação, e concluiu: “saibam que sou muito grato pelas vossas orações, pelo amor que demonstram a mim e por estarem aqui e celebrarem comigo este momento especial na minha vida. Muito obrigado!”.
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Leão XIV fará primeira viagem apostólica à Turquia e ao Líbano, de 27 de novembro a 2 de dezembro
Comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé
O anúncio da viagem foi feito nesta terça-feira, 7 de outubro, pela Sala de Imprensa da Santa Sé. O comunicado diz: “Aceitando o convite do Chefe de Estado e das autoridades eclesiásticas do país, o Santo Padre Leão XIV realizará uma Viagem Apostólica à Turquia de 27 a 30 de novembro próximo, indo em peregrinação a İznik por ocasião do aniversário de 1.700 anos do Primeiro Concílio de Niceia. Sucessivamente, atendendo ao convite do Chefe de Estado e das autoridades eclesiásticas do Líbano, o Santo Padre realizará uma Viagem Apostólica ao país de 30 de novembro a 2 de dezembro.”
Niceia, bússola para a unidade de todos os cristãos
Há, portanto, duas etapas na primeira viagem internacional de Robert Francis Prevost, cujos detalhes serão anunciados posteriormente. A primeira é na Turquia, para o aniversário de Nicéia, a assembleia na qual os Padres aprovaram o Credo rezado todos os domingos por muitos cristãos. Como sabemos, o Papa Francisco expressou em diversas ocasiões públicas o desejo de ir à Turquia em maio e participar das celebrações, ao lado de seu “querido” irmão Bartolomeu, Patriarca Ecumênico de Constantinopla. Após sair de sua longa recuperação no Hospital Gemelli, o Papa argentino pediu a seus colaboradores para partir para aquela que provavelmente seria sua última viagem, independentemente de sua condição física. É muito importante estar presente na comemoração deste capítulo fundamental da história da Igreja, que “não é apenas um acontecimento do passado, mas uma bússola que deve continuar nos guiando em direção à plena unidade visível de todos os cristãos”. Essas palavras foram proferidas pelo Leão XIV durante a audiência aos participantes do simpósio organizado, em junho, no Angelicum, “Niceia e a Igreja do Terceiro Milênio: rumo à unidade católica e ortodoxa”.
Essas palavras sobre a unidade dos cristãos também foram reiteradas por Bartolomeu, que, tendo vindo a Roma em meados de maio para encontrar o novo Papa e prestar homenagem ao seu antecessor, disse aos jornalistas que Leão XIV “manifestou-lhe seu profundo desejo de visitar a Turquia ainda neste ano e em data a ser estabelecida”. Em outra ocasião, o patriarca tinha antecipado a possibilidade de 30 de novembro, dia em que a Igreja Ortodoxa e a Igreja Católica celebram Santo André, irmão de Pedro e um dos primeiros discípulos de Jesus, que marca a visita de uma delegação da Santa Sé à Turquia. Uma delegação ortodoxa retribuiu a visita em 29 de junho, festa dos Santos Pedro e Paulo.
Numa entrevista à mídia vaticana em agosto, durante o Encontro de Rimini, o patriarca, falando sobre Leão XIV, disse: “Estamos particularmente felizes que sua primeira viagem ao exterior será ao Patriarcado Ecumênico, na Turquia, a nós e a Niceia, onde juntos testemunharemos nossa firme convicção de continuar o diálogo ecumênico e o compromisso de nossas Igrejas diante dos desafios globais. Aguardamos por ele com grande expectativa.”
Uma carícia no Líbano
Segunda etapa, Líbano. No voo de retorno do Iraque, naquela inesquecível peregrinação em março de 2021, realizada não obstante os temores em relação à Covid-19 e à segurança, o Papa Francisco respondeu à pergunta de um jornalista sobre uma possível visita, dizendo que tinha escrito ao patriarca Béchara Raï, que lhe pedira para fazer uma parada em Beirute: “Escrevi uma carta para ele, prometi fazer uma viagem.”
Essa promessa não foi cumprida por Francisco, assim como aconteceu com o Iraque durante o pontificado de João Paulo II. Foi seu sucessor na Sé de Pedro quem a cumpriu, pois, para usar uma frase do Pontífice argentino, nas viagens, “Pedro está sempre presente”. Não o homem, mas o Papa.
E o Papa irá abraçar este povo cujo sofrimento é comparável à sua resiliência diante da crise econômica, da explosão do porto de Beirute em 2020 e suas consequências, do impasse político que parece ter sido superado desde janeiro com a eleição do presidente Joseph Aoun, e das esperanças que a presença de um novo líder político traz consigo. O povo libanês é resiliente, mesmo diante da guerra de Israel contra o Hezbollah nos últimos meses, que devastou o sul do país.
Em fevereiro passado, o prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, cardeal Michael Czerny, sob mandato do Papa, realizou uma missão no Líbano para transmitir a proximidade do Bispo de Roma aos representantes das Igrejas, às organizações caritativas, aos fiéis e refugiados. Ao final de cada encontro, todos manifestaram a esperança de que essa proximidade se tornasse presença e que o Líbano voltasse a ver a presença de um Papa, após a visita de Bento XVI em 2012 — uma das últimas de seu pontificado. Essa esperança se tornou realidade com a chegada do Papa Leão XIV.
Salvatore Cernuzio | Vatican News. Foto de capa: Pixabay
Papa Leão XIV convida a rezar o Rosário pela paz durante o mês de outubro: pessoalmente, em família e em comunidade
Ao final da Audiência Geral desta semana, o Papa Leão XIV convidou a todos a rezarem o Rosário pela paz durante o mês de outubro. Especialmente no dia 11, haverá a meditação na Praça São Pedro.
“Queridos irmãos e irmãs, o mês de outubro, já próximo, é dedicado na Igreja ao santo Rosário. Por isso, convido todos, em cada dia do próximo mês, a recitar o Rosário pela paz, pessoalmente, em família e em comunidade”, pediu o Papa.
Os que prestam serviço no Vaticano foram convidados a rezar na Basílica de São Pedro, todos os dias, às 19 horas.
Já no dia 11, às 18h, durante a Vigília da Espiritualidade mariana, também haverá a oração do Rosário. A data recorda o aniversário da inauguração do Concílio Vaticano II, no ano de 1962, com o famoso “discurso à lua”, do Papa João XXIII, ao final de um “grande dia de paz”.
E Vatican News recorda justamente o Papa Roncalli, celebrado na Igreja neste mesmo 11 de outubro. Ele é o autor da Encíclica Pacem in Terris e da mensagem de rádio implorando aos líderes dos EUA e da União Soviética para “salvar a paz” no auge da Crise dos Mísseis de Cuba.
Durante as saudação, na audiência geral, o Papa Leão XIV dirigindo-se aos fiéis de língua portuguesa falando em superar o ódio:
“Queridos irmãos e irmãs, neste nosso tempo, entre os escombros do ódio que mata, sejamos portadores do amor de Jesus que ilumina e reergue a humanidade.”
Imagem original de Nossa Senhora de Fátima
Durante a Vigília, a imagem original de Nossa Senhora de Fátima, conhecida por fiéis de todo o mundo e símbolo da “Esperança que não desilude”, estará no adro da Basílica Vaticana.
Esta será a quarta vez que a imagem deixa o Santuário de Fátima rumo a Roma: a primeira foi em 1984, para o Jubileu Extraordinário da Redenção, quando, em 25 de março, São João Paulo II consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria; a segunda vez foi no Grande Jubileu do Ano 2000; e a terceira, em outubro de 2013, para o Ano da Fé com o Papa Francisco.
A escultura, criada pelo artista português José Ferreira Thedim, em 1920, é conservada na Capelinha das Aparições do Santuário de Nossa Senhora de Fátima. Ela foi solenemente coroada em 13 de maio de 1946, e a bala que atingiu João Paulo II no atentado de 1981 foi posteriormente inserida na coroa.
Com informações de Vatican News e foto de Vatican Media
Paróquia São Miguel acolhe ordenação do Pe. Pedro, primeira vocação da comunidade para o presbitério diocesano
Na noite de ontem, dia 19, repleta de fiéis, a Paróquia São Miguel Arcanjo, em Marília, acolheu o mais novo sacerdote diocesano: o Pe. Pedro Rogério Stevanin Timóteo.
Em 2025, a comunidade paroquial completou 70 anos de criação, sendo o neo-sacerdote o primeiro filho da Paróquia ordenado presbítero para a Diocese de Marília. Em seus agradecimentos, o Pe. Pedro enfatizou que “aqui o Senhor me chamou! Aqui me fez dar grandes e importantes passos na fé, e de certa forma renasci! Aqui sempre me senti em casa e em família!”.

Ao destacar o lema escolhido pelo Pe. Pedro para inspirar seu sacerdócio ministerial, a saber, “Amou-os até o fim” (Jo 13, 1), o bispo diocesano de Marília, Dom Luiz Antonio Cipolini, ressaltou que “a vida cristã consiste em se descobrir amado por Deus Pai de maneira incondicional e gratuita”, e continuou, “somos filhos no Filho Jesus, autênticos irmãos e irmãs uns para os outros”.
Dirigindo-se ao Pe. Pedro, o bispo desejou: “exerça o ministério em atitude de serviço e de proximidade com as pessoas”.
VOCÊS SÃO MEU LAR, MINHA BETÂNIA…
No final da celebração, o sacerdote recém-ordenado explicou que “o padre é aquele que, em sua pessoa, dá lugar a Cristo para que Ele mesmo aja através de suas mãos, de sua voz e de todo o seu ser” e rogou a Jesus: “peço a Ele que me ajude em cada dia imitar as palavras do Evangelho que escolhi como lema, ‘Amou-os até o fim’”.
Pe. Pedro ainda agradeceu ao bispo, aos padres formadores; à sua paróquia de origem; às comunidades paroquiais por onde passou no período formativo; à Paróquia Santa Rita de Cássia, de Marília, onde exercerá o ministério como vigário paroquial; às equipes envolvidas na execução da celebração e da confraternização; aos padres e diáconos de sua turma; aos seminaristas; e ao Ministério para os Seminaristas da Renovação Carismática Católica (Renasem).
“Papai e mamãe, nem a vida inteira seria suficiente para agradece-los por tudo que fizeram por mim. Se hoje sou padre, é porque vocês me mostraram o caminho de Deus. Nosso lar foi sempre minha primeira Igreja, onde aprendi a rezar e a amar Jesus, Maria e o céu!”, emocionou ao agradecer seus pais e dirigir-se também aos seus irmãos: “Bia e Lucas, sou tão feliz por ver o que nos tornamos como irmãos! Sou tão feliz por ver nossa união, e por ver o quanto crescemos humanamente e na fé, junto”.
Pe. Pedro também agradeceu seus demais familiares; seu cunhado Erik, e ao Jose Pedro, seu sobrinho que está sendo gestado, e concluiu: “Eu amo vocês, minha família! Vocês são meu lar, minha Betânia”.
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Fotos: Érica Montila I Diocese de Marília
Pastoral Carcerária da Província de Botucatu reúne suas lideranças e prepara peregrinação nos presídios da região
A Paróquia Sagrado Coração de Jesus, na zona norte da cidade de Marilia, acolheu na manhã de hoje, dia 13, a reunião da Pastoral Carcerária (PCr) da Província Eclesiástica de Botucatu.

Também chamada de Sub-região pastoral de Botucatu, a Província possui oito dioceses; dentre elas, cinco dioceses, a saber, Assis, Bauru, Lins, Marília e Presidente Prudente, participaram do encontro que reuniu 27 pessoas.

Em entrevista, o coordenador da PCr na Diocese de Presidente Prudente e na Província de Botucatu, Adalto da Silveira, destacou que a partilha dos trabalhos pastorais é a grande motivação da reunião que acontece a cada três meses.

“Esse encontro significa a unidade e a renovação do ardor missionário junto aos cárceres”, explicou o assessor do encontro, coordenador estadual da Pastoral Carcerária, Pe. Marcos Alves, do clero de Guarulhos (SP).

A reunião também contou com a presença do Pe. Valdo Bartolomeu de Santana, da Diocese de Marília, assessor da PCr no Estado de São Paulo, que falou da expectativa dos presos e dos agentes de pastoral com a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida que ocorre nos cárceres paulistas e que, neste mês de setembro, será levada aos presídios da região.

O bispo diocesano de Marília, Dom Luiz Antonio Cipolini, referencial da PCr no Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), participou de toda a reunião, presidiu a Missa e ressaltou a importância dos agentes ao levar a presença misericordiosa e samaritana da Igreja nas unidades prisionais.
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Fotos: Vinícius Cruz I Diocese de Marília
Missa encerra Retiro Anual do Clero e celebra os 43 anos de ordenação episcopal de Dom Osvaldo
Entre os dias 8 e 12 de setembro, o clero da Diocese de Marília esteve em Agudos (SP) para o Retiro Anual dos ministérios ordenados. Ao todo, 64 padres diocesanos, nove padres religiosos e três diáconos transitórios participaram da semana de espiritualidade que foi conduzida pelo bispo diocesano de Limeira (SP), Dom José Roberto Fortes Palau.

Ao longo dos dias, o pregador do retiro espiritual discorreu sobre a dimensão do cálice na vida dos presbíteros a partir da pergunta de Jesus aos discípulos no Evangelho de São Mateus (20, 22), com destaque ao silêncio, à vida de oração e aos desafios que a realidade atual impõe à ação evangelizadora e ao ministério sacerdotal.
OLHAR PARA O FUTURO COM ESPERANÇA!

“A Igreja é a comunidade daqueles que experimentam a misericórdia”, afirmou Dom Luiz Antonio Cipolini, bispo diocesano de Marília, na manhã de hoje, dia 12, durante a Missa de encerramento do retiro, ao enfatizar a importância dos dias de reclusão do clero, no Seminário Santo Antônio, para a intimidade com Jesus e a vivência da fraternidade presbiteral. Por ocasião da memória do Nome de Maria, proposta para a liturgia do dia, o bispo de Marília confiou à intercessão da Mãe de Deus o presbitério e a ação pastoral na Diocese.

“Não me recordo de um pregador que tenha falado tanto das experiências vividas”, afirmou Dom Luiz ao agradecer o bispo de Limeira pela condução do retiro espiritual e, a partir das reflexões de Dom José ao longo da semana, concluiu: “obrigado por nos ajudar a entender que olhar para o futuro com esperança equivale a ter uma vida de entusiasmo para transmitir o Evangelho”.

A conclusão do retiro foi marcada pelo aniversário de 40 anos de ordenação sacerdotal do Pe. José Ribeiro da Silva, pároco da Paróquia Santo Antônio, de Junqueirópolis, e pela presença do bispo emérito de Marília, Dom Osvaldo Giuntini que, na ocasião, completou 43 anos de ordenação episcopal. “Que Deus abençoe o senhor com saúde; que sua jornada seja iluminada pela graça de Deus e que seu coração continue a arder por amor ao Senhor, à Igreja e à Diocese de Marília”, desejou Dom Luiz ao seu antecessor!

O Pe. Marcos Alves, do clero de Guarulhos (SP), coordenador estadual da Pastoral Carcerária (PCr), também participou do encerramento do retiro espiritual e convidou os padres e diáconos ao apostolado junto às unidades prisionais paulistas. Amanhã, dia 13, em Marília, o sacerdote vai assessorar o Encontro da PCr das oito dioceses que compõem a Província Eclesiástica de Botucatu.


Fotos: Vinícius Cruz I Departamento de Comunicação
Instituição de ministérios marca a Solenidade de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos no Seminário de Filosofia e Teologia
A Solenidade de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, padroeira do Seminário Diocesano de Filosofia e Teologia, em Marília, no último dia 22, foi marcada pela celebração eucarística com o rito de instituição dos ministérios de leitor e de acólito de dois seminaristas.

Presidida pelo bispo diocesano, Dom Luiz Antonio Cipolini, a missa reuniu os futuros padres da Diocese, agentes do Serviço de Animação Vocacional - Pastoral Vocacional (SAV-PV), membros do Conselho de Formação, colaboradores da casa de formação e familiares dos seminaristas Carlos Rafner de Oliveira e Silva, que recebeu o ministério de acólito; e Felipe Robledo Ferreira, que foi instituído leitor.

“Nós estamos aqui como uma família que se reúne para apoiar dois irmãos nossos que dão um passo a mais rumo ao ministério sacerdotal”, motivou Dom Luiz.
ENTENDA OS MINISTÉRIOS
O leitor é instituído para o ministério de fazer a leitura da Palavra de Deus na assembleia litúrgica e, deste modo, tanto na Missa, como em outros momentos comunitários, é ele quem profere as leituras da Sagrada Escritura, exceto o Evangelho. Já o acolitato é instituído enquanto ministério para cuidar do altar e auxiliar o diácono e o sacerdote nas ações litúrgicas, sobretudo na celebração eucarística.

Após agradecer a Deus, ao bispo, ao reitor do Seminário de Filosofia e Teologia, Pe. Júlio Pereira de Souza Neto, ao SAV-PV, seminaristas, amigos, comunidades e familiares, em nome dos dois que receberam os ministérios, o acólito instituído ressaltou: “hoje também elevamos nosso louvor a Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe. Que ela interceda por nós, nos ajude a repetir com fidelidade o seu ‘sim’ e a permanecer firmes na vontade do Senhor em nossas vidas”.
Fotos: Érica Montilha I Diocese de Marília.
Casa de Formação celebra padroeiro com Missa e confraternização entre os ‘amigos do seminário’
São Pio X, padroeiro do Seminário Diocesano Propedêutico, foi celebrado por meio de uma Missa na última quinta-feira, dia 21, com a presença de aproximadamente 90 pessoas na seminaristas da fase inicial e também do período de filosofia e teologia, padres formadores e fiéis de diversas paróquias de Marília.

“Que o Senhor nos ajude a formar, neste seminário, homens que sejam pastores conforme o seu coração, dedicados à verdade cristã e à caridade pastoral. E que Nossa Senhora, Mãe das divinas vocações, interceda pela Igreja a fim de que nunca falte pastores santos para apascentá-la”, evocou durante a homilia o Pe. Pe. Willians Roque de Brito, reitor do Seminário Diocesano Propedêutico São Pio X.

Após a celebração uma confraternização reuniu os formadores, seminaristas e os agentes de pastoral representantes do Movimento Serra, Pastoral Vocacional, alguns vocacionados e membros de várias comunidades.
O PADROEIRO E A CASA DE FORMAÇÃO
Nascido em 1835, na pequena cidade de Riesse, no norte da Itália, São Pio X foi o primeiro papa da era moderna de origem humilde. Durante a sua vida, foi um dedicado pastor, muito aplicado no zelo pastoral, tanto espiritual quanto caritativo. Além disso, atuou como capelão o hospitalar e diretor espiritual do seminário. Antes de tornar-se papa, foi nomeado bispo para a Diocese de Mantova e, em seguida, Patriarca de Veneza.
Com a morte de Leão XIII, foi escolhido como o sucessor de Pedro. Desde muito cedo foi reconhecido por sua fama de santidade e, aos 20 de agosto de 1914, fez a sua Páscoa. Sua canonização o ocorreu em 1954, tornando-se o primeiro papa a ser canonizado depois de quase 300 anos. Pouco menos de uma década depois, Dom Hugo Bressane de Araújo, primeiro arcebispo bispo diocesano de Marília, escolhe-o como padroeiro do primeiro seminário diocesano, seguindo a sugestão do Papa Pio XII numa visita no ano de 1956.
O seminário foi aberto em 1963, onde hoje funciona Seminário Diocesano de Filosofia e Teologia Rainha dos Apóstolo, tendo o então Pe. Nivaldo Restell como seu primeiro reitor acompanhado de 20 jovens formandos. Desde o dia primeiro de maio de 1996, a casa de formação inicial da Diocese de Marília funciona no prédio atual.
Fotos: Nelson Jr. I Pascom Santa Antonieta
Papa Leão XIV convida fieis a viver o dia 22 de agosto em jejum e oração pela paz
Na conclusão da Audiência Geral desta quarta-feira, 20 de agosto, o Papa Leão XIV lançou um apelo aos fiéis, recordando a celebração litúrgica da memória da Bem-Aventurada Virgem Maria Rainha, que será comemorada na próxima sexta-feira, 22 de agosto:
“Maria é Mãe dos que acreditam aqui na terra e é invocada também como Rainha da Paz, enquanto a nossa terra continua a ser ferida por guerras na Terra Santa, na Ucrânia e em muitas outras regiões do mundo. Convido todos os fieis a viverem o dia 22 de agosto em jejum e oração, suplicando ao Senhor que nos conceda paz e justiça, e que enxugue as lágrimas daqueles que sofrem por causa dos conflitos armados em curso. Maria, Rainha da Paz, interceda para que os povos encontrem o caminho da paz.”
Dirigindo-se aos fieis de língua portuguesa, o Papa Leão, que dedicou sua catequese ao nobre gesto de perdoar, recordou o pressuposto fundamental da convivência pacífica entre os povos e entre as pessoas: “Sem perdão nunca haverá paz!”
Ao saudar os peregrinos poloneses presentes em Roma, bem como aqueles vindos do Santuário de Nossa Senhora de Jasna Góra, na Polônia, onde se conserva o ícone de Nossa Senhora de Częstochowa, pediu-lhes que “incluam em suas intenções a súplica pelo dom da paz – desarmada e desarmante – para todo o mundo, em particular para a Ucrânia e o Oriente Médio”.
O arcebispo de Porto Alegre e presidente da Conferência Nacional do Bispos do Brasil, cardeal Jaime Spengler, enviou carta ao conjunto do episcopado brasileiro motivando o envolvimento de toda a Igreja no Brasil no Dia de Oração e Jejum pela paz convocado pelo Papa Leão XIV.

Por Thulio Fonseca - Vatican News. Foto de capa: Vatican Media
Fonte: CNBB









































