Quem foi Santa Teresinha

Conheça a história de Santa Teresinha do Menino Jesus

“Não quero ser santa pela metade, escolho tudo.”

A santa de hoje nasceu em Alençon (França), no dia 02 de janeiro de 1873; e morreu no dia 30 de setembro de 1897, com apenas 24 anos e 271 dias. Nascida em uma família de ótimas condições financeiras e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula, Teresa; quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da santa, que também se tornaram freiras (Maria, Paulina, Leônia e Celina). Com a autorização do Papa Leão XIII, Teresinha pode entrar no Mosteiro das Carmelitas, em Lisieux, com apenas 15 anos de idade.

À primeira vista, parece que Teresinha foi santa desde a sua infância, porém, sua história revela um caminho de amadurecimento à custa de muitos sofrimentos, como por exemplo: A perda de sua mãe quando tinha 4 anos e 8 meses, por conta do câncer; a ida de suas irmãs para o carmelo; separar-se de seu pai e vê-lo sofrer de problemas psiquiátricos; por fim, a tuberculose e outros problemas de enfermidade nos seus últimos anos de vida. Tudo isso levou essa mulher a oferecer-se em holocausto à Misericórdia Divina, dia após dia de sua vida, com muita simplicidade e pequenez.

Depois da morte de sua mãe, a menina desenvolveu uma grande sensibilidade e se achava sempre entristecida e abatida, chorava muito. Porém, aos 10 anos, ela fez uma experiência com Nossa Senhora que ficou em sua vida: “No dia 13 de maio de 1883, festa de Pentecostes, do meu leito, virei meu olhar para a imagem de Maria, e, de repente, a imagem pareceu-me bonita, tão bonita que nunca tinha visto nada semelhante. Seu rosto exalava uma bondade e ternura inefáveis, mas o que calou fundo em minha alma foi o sorriso encantador da Santíssima Virgem. Todas as minhas penas se foram naquele momento, e lágrimas escorreram de meus olhos, de pura alegria. Pensei, a Santíssima Virgem sorriu para mim, foi por causa das orações que eu tive a graça do sorriso da Rainha do Céu” (História de uma alma).

Teresinha também fez uma profunda experiência com o natal, tendo o menino Jesus como doador de uma “total conversão”, aos seus 13 anos de idade, no ano de 1883. Depois disso, sua vida foi transformada e ela começou a dar grandes passos na vida espiritual. Esse fato foi tão importante a ponto de levá-la a assumir o nome de Teresinha do Menino Jesus.

Ao entrar no Carmelo, dedicou-se a rezar pela conversão das almas e pelos sacerdotes. Porém, trazia em seu coração o grande desejo de ser missionária, queria anunciar o evangelho aos cinco continentes do mundo. Até que descobriu no amor um caminho de perfeição: “no coração da Igreja, serei o amor. Assim, serei tudo, e nada impossibilitará meu sonho de tornar-se realidade” (História de uma alma). Logo após a sua morte, seria colocada como padroeira universal das missões católicas pelo Papa Pio XI.

Através do amor, desenvolveu a infância espiritual ou pequena via. Essa consiste na extrema confiança em um Deus que é Pai, o que foi consequência do seu relacionamento com seu pai Luís. Ele levou sua filha a olhar a Deus como um pai bondoso, amoroso e misericordioso. Por isso, pôde confiar e se lançar sem reservas nos braços d’Aquele que a leva como um elevador através de sua graça. Esse relacionamento filial gerou um transbordar de caridade, generosidade e gratuidade, por parte da santa que desembocou na vivência com suas irmãs religiosas. Em sua extrema humildade, acreditava que o caminho era ser como criança diante de Deus, assim buscava sempre rebaixar-se na vida fraterna e amar sem reservas. Tudo isso, levou-a a renovar a espiritualidade carmelita de João da Cruz (Doutor do “tudo ou nada”), vendo nessa caridade gratuita o caminho perfeito. “No crepúsculo desta vida aparecerei diante de vós (Deus) com as mãos vazias” (História de uma alma), ou seja, nem apresentar méritos ou obras, simplesmente confiando no amor gratuito de Deus, que é Pai e nos salva (Cf. 1 Jo 4, 17). Essa experiência fez com que o Papa João Paulo II a proclamasse doutora da Igreja, no dia 19 de outubro de 1997.

Em seu leito de morte, com apenas 24 anos, disse suas últimas palavras: “Oh!…amo-O. Deus meu,…amo-Vos!”. Após a sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos que se tornaram mundialmente reconhecidos. Assim realizou a sua promessa de espalhar uma chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. Sua beatificação aconteceu em 1923; e foi canonizada por Pio XI em 1925, que a chamava de “uma palavra de Deus”.

Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, rogai por nós!

Oração:

Meu Deus, ofereço-vos todas as ações que farei hoje, nas intenções e para a glória do Sagrado Coração de Jesus. Quero santificar as batidas do meu coração, meus pensamentos e obras mais simples, unindo-os aos seus méritos infinitos, e reparar minhas faltas, lançando-as na Fornalha de seu Amor Misericordioso. Oh, meu Deus! Peço-vos para mim e para aqueles que me são caros a graça de cumprir perfeitamente vossa santa vontade, de aceitar por vosso amor as alegrias e as penas desta vida passageira, para que estejamos um dia reunidos no Céu, por toda a eternidade. Assim seja.” (Obras completas de Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face, Oração 10).

Referências:

Vatican News
Livro: “História de uma alma” – Santa Teresinha
Livro: “De mãos vazias” – Conrado de Meester

Fonte: Conheça a história de Santa Teresinha do Menino Jesus (cancaonova.com)


Em Aparecida (SP), Dom Luiz faz comunhão com os bispos do Brasil e reza por todos os diocesanos

Participando dos momentos de oração, convivência e estudos da 59ª edição da Assembleia Geral do episcopado brasileiro, o bispo lembra do povo de Deus das 65 paróquias da Diocese de Marília

 

Desde o último domingo, dia 28, até a próxima sexta-feira, dia 2 de setembro, o episcopado de todo o país se reúne em Aparecida(SP) para a realização da 59ª Assembleia Geral (AG) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

 

Tendo como tema central “a reflexão sobre as atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) da Igreja no Brasil”, os bispos também estudam outras dimensões pastorais e de organização importantes para a vida eclesial, como a reforma do Missal Romano, texto utilizado nas missas, e o Estatuto da CNBB, para regimentar os trabalhos em todo o país.

 

Nestes dias de oração, convivência e trabalhos comuns, o bispo diocesano de Marília, Dom Luiz Antonio Cipolini, se une ao episcopado de todo o país para essa atividade de comunhão. Segundo ele, a 59ª edição da AG, após dois anos de assembleias on-line, “é momento privilegiado de convivência, votação e, particularmente, de oração por todo povo de Deus do nosso imenso Brasil”.

De Aparecida, o bispo diocesano de Marília saudou todos os diocesanos e, da Basílica, junto à imagem de nossa Senhora, rezou suplicando “que a intercessão de Maria, Rainha dos Apóstolos e Mãe de todos os brasileiros, nos ajude na missão de caminhar juntos e evangelizar nas 65 paróquias de nossa Diocese”.

 

 

Fotos: Pe. Tiago Barbosa I Departamento de Comunicação


Comissão de redação da atualização do estatuto da CNBB apresenta texto final à 59ª Assembleia Geral da CNBB

Após três anos de trabalhos de escuta, baseados nas premissas da sinodalidade, a atualização do Estatuto da CNBB deve ser votada durante a 59ª Assembleia Geral da CNBB. O processo de sistematização, nestas fases finais, está sendo conduzido por uma Comissão de Redação, formada pelo arcebispo de Ribeirão Preto (SP), dom Moacir Silva, que preside os trabalhos; pelo bispo auxiliar de Brasília (DF), dom José Aparecido Gonçalves de Almeida; e pelos padres Ewerton Fernandes Moraes, Tarcísio Pedro Vieira, Alberto Montealegre e Valdir Manoel dos Santos, apresentou ao episcopado brasileiro, reunido em Aparecida (SP), para o terceiro dia de assembléia, os passos que levaram ao texto atual, bem como as sugestões de todo o povo de Deus e da Santa Sé que foram incorporadas.

O arcebispo metropolitano de Belo Horizonte (BH) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, reforçou que esta fase de escuta as contribuições de todos foi decisiva e importante para o resultado final e que é preciso “lembrar que esse trabalho de reforma e atualização do Estatuto Canônico da CNBB teve início em 2015, depois de ouvir clamores e indicações de irmãos bispos durante a Assembleia Geral e, desde lá, se trilhou um caminho de escuta e trabalho em comunhão”.

Para o arcebispo de Ribeirão Preto (SP), dom Moacir Silva, o texto atual é resultado de uma escuta participativa e de grande consulta e contribuições, que foram aprovadas pela Assembleia Geral e revisadas pela Santa Sé, que sugeriu algumas sugestões que foram incorporadas.

O bispo auxiliar de Brasília (DF), dom José Aparecido Gonçalves de Almeida, informou que uma das alterações importantes do Estatuto trata de esclarecer a tipologia, o papel e a relação dos Organismos com a CNBB. A proposta é criar uma classificação com três tipos de organismos, que distingue cada tipo de instituição com normas específicas de acordo com sua relação com a CNBB.

Segundo dom Moacir, algumas das demais sugestões incorporadas ao texto atual são relacionadas à incorporação das Comissões Episcopais, a necessidade de manter a estrutura dos Regionais e conteúdos norteadores sobre os bispos eméritos. A aprovação do Estatuto da CNBB vai nortear também a atualização e as alterações do Regimento Interno, que devem ser feitas à luz dos artigos renovados do Estatuto. Depois de ouvidas e recebidas novas sugestões, a comissão irá continuar o trabalho de incorporação e finalização do texto, que deve ser novamente apresentado ao episcopado ainda nesta semana.

Renovação à luz da sinodalidade

O arcebispo de Ribeirão Preto (SP) e presidente da Comissão de Redação, dom Moacir, reforça que a equipe buscou assegurar que, nas alterações da redação do Estatuto da CNBB, sejam incorporados elementos mais recentes da caminhada da Igreja como o princípio da “sinodalidade”, apresentado logo no preâmbulo da nova redação do documento.

A ideia da renovação do estatuto da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), como tem sido destacado desde o início, é que o documento reflita o rosto da Igreja no Brasil e favoreça uma atualização de entendimento da estrutura e do funcionamento para os dias de hoje, contemplando os critérios da sinodalidade e da missão e os eixos de formação integral, comunicação e diálogo estratégico com a sociedade. Todo o processo de atualização do Estatuto da CNBB está sendo acompanhado pelo Instituto Nacional de Pastoral Padre Alberto Antoniazzi (INAPAZ), organismo de assessoria teológico-pastoral da CNBB.

Um estatuto é o termo que firma os princípios gerais de uma instituição. Não se confunde, portanto, com um regimento que, por sua natureza, se ocupa dos detalhes mais operacionais. Neste sentido, a reforma estatutária pretende apresentar, em linguagem jurídico-eclesiástica, os princípios para a constituição, organização e funcionamento da Conferência Episcopal no Brasil.

Para o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, a crise contemporânea mostra a necessidade de fortalecer as instituições: “E não se trata apenas de fortalecer as instituições nas suas letras legislativas, mas fazer com que elas, na sua identidade e na sua missão, realmente cumpram o seu papel”.

Bispos na plenária geral do segundo dia. | Fotos: Victoria Holzbach – Ascom 59ª AG CNBB

Saiba mais sobre as etapas de atualização do Estatuto da CNBB em:
Atualização do Estatuto da CNBB busca acentuar a sua missão e alinhar-se com a perspectiva sinodal e de serviço à Igreja – CNBB

Por Vanusa Wistuba

 

Fonte: https://www.cnbb.org.br/comissao-de-redacao-da-atualizacao-do-estatuto-da-cnbb-apresenta-texto-final-a-59a-assembleia-geral-da-cnbb/

Perfil e curiosidades do episcopado brasileiro presente na 59ª Assembleia Geral da CNBB

O Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida do Santuário Nacional de Aparecida (SP) reúne nessa semana, de 29 de agosto a 2 de setembro, o episcopado brasileiro para a 59ª Assembleia Geral da CNBB. Estão presentes 296 bispos que estão na ativa nas 278 circunscrições eclesiásticas do Brasil (arquidioceses, dioceses, prelazias, eparquias, exarcados, ordinariato militar e administração apostólica pessoal) e 13 bispos eméritos. Além dos bispos, participam assessores das comissões episcopais pastorais, secretários (as) executivos dos regionais, convidados e uma grande equipe de trabalho, em vários setores de atuação. Ao todo, o evento reúne mais de 400 pessoas.

Segundo dados coletados numa pesquisa realizada pelo professor Fernando Altemeyer Junior, assistente doutor do departamento de Ciências Sociais da PUC-SP, o Brasil tem 465 bispos, sendo 308 na ativa e 157 eméritos, além de 12 administradores diocesanos. Enquanto organização eclesial, o Brasil tem 278 circunscrições eclesiásticas, sendo: 45 arquidioceses ou sedes metropolitanas, 1 arquieparquia de rito oriental, 220 dioceses, sendo 217 dioceses de rito latino + três do rito oriental, 8 prelazias territoriais, um exarcado apostólico de rito oriental, um ordinariato para fieis de rito oriental sem ordinário próprio, um ordinariato militar para todo o Brasil e uma Administração Apostólica pessoal.

Bispo mais jovem, em idade

Com 47 anos de idade, o bispo da diocese de Rubiataba-Mozarlândia (GO), dom Francisco Agamenilton Damascena, é o mais jovem em idade no episcopado brasileiro. Escolhido do clero da diocese de Uruaçu (GO), ele foi ordenado bispo em dezembro de 2020, com 45 anos de idade. Dom Agamenilton contou que sua primeira participação na Assembleia Geral foi em 2019, quando ainda era padre e foi administrador diocesano de Uruaçu (GO).

“Estou aqui, pela primeira vez como bispo, e destaco duas coisas. A primeira é que a providência divina me permitiu vir aqui como padre. Depois, vir na condição de bispo é um dom e uma responsabilidade. Ajudar Jesus a fazer o seu Evangelho acontecer aqui no Brasil, junto com meus irmãos bispos”.

“Até os 75 anos, tenho 29 anos assembleias pela frente”, disse dom Agamenilton. | Foto: Karina de Carvalho – Ascom 59ª AG CNBB.

Com um sorriso no rosto, dom Agamenilton contou que até já fez até as contas de quantas assembleias deve participar até atingir a idade da emeritude: “até os 75 anos, tenho 29 anos assembleias pela frente”. Chegando numa Conferência Episcopal prestes a completar 70 anos de história, dom Agamenilton disse sentir a acolhida dos irmãos bispos:

“Sinto-me honrado de herdar uma bonita história e responsável de tocar o barco para frente, junto com meus irmãos que me acolheram desde a notícia da minha nomeação. Sentir o afeto, a fraternidade, a proximidade dos irmãos bispos é um fator muito relevante que me ajudou a dizer sim”. No outro extremo da idade, o bispo mais idoso do Brasil é o emérito da diocese de Limoeiro do Norte (CE), dom Manuel Edmilson da Cruz, que no próximo dia 3 de outubro completa 97 anos de idade e tem 56 de episcopado.

Bispos recém ordenados

No mês de agosto, os dois últimos padres nomeados pelo Papa Francisco no Brasil foram ordenados bispos. Dom Marcos José dos Santos, nomeado bispo da diocese de Cornélio Procópio (PR), foi ordenado no dia 13; e Dom Maurício da Silva Jardim, nomeado bispo da diocese de Rondonópolis–Guiratinga (MT), foi ordenado no dia 19.

Primeiro padre escolhido para o episcopado na Arquidiocese de Londrina (PR), dom Marcos afirma que participar dessa Assembleia é um momento de graça extraordinária para sua vida.

“Estou me inserindo dentro dessa caminhada tão rica da nossa Igreja, da CNBB, que está celebrando 70 anos de existência. Trata-se de uma grande mudança em minha vida. Uma mudança ontológica, que é a mudança sacramental, porque o episcopado confere um novo grau do sacramento da ordem, e é também uma mudança da vida, do pastoreio, da missão. Mas o mais bonito de tudo isso é que a graça de Deus me enriquece e me fortalece para essa nova missão que estou iniciando”, disse dom Marcos.

Dom Maurício da Silva Jardim, nomeado bispo da diocese de Rondonópolis–Guiratinga (MT). | Foto: Karina de Carvalho – Ascom 59ª AG CNBB.

Desde 2016 na direção nacional das Pontifícias Obras Missionárias, dom Maurício já participava das Assembleias Gerais da CNBB. Este ano, no entanto, é a primeira vez que participa como membro do episcopado.

“A assembleia da CNBB é um encontro que favorece a comunhão, a participação e a colegialidade episcopal. As decisões aqui tomadas, as reflexões feitas, as análises de conjuntura social e eclesial, as votações, a carta ao Papa e a carta ao Povo de Deus são alguns dos momentos da assembleia que me ajudam muito. Estou ordenado bispo há apenas 10 dias e me sinto muito feliz e bem acolhido aqui no meio dos bispos da nossa Conferência Episcopal”, afirmou dom Maurício. O próximo Dia Mundial das Missões, 23 de outubro, foi a data escolhida para a sua posse canônica na diocese de Rondonópolis-Guiratinga (MT).

Desde a última Assembleia Geral, que aconteceu de 1º a 10 de maio de 2019, foram nomeados 36 novos bispos. Os dois bispos com maior tempo de ordenação, 56 anos, são o arcebispo emérito de Curitiba (PR), dom Pedro Antônio Marchetti Fedalto, e o bispo emérito de Limoeiro do Norte (CE), Dom Manuel Edmilson da Cruz.

Comunhão com as Igrejas de Rito Oriental

O arcebispo da Metropolia Católica Ucraniana São João Batista, dom Volodemer Koubetch. | Foto: Karina de Carvalho – Ascom 59ª AG CNBB

Na Igreja do Brasil há quatro Igrejas de rito oriental: armênio, maronita, greco-melquita e ucraniano e ainda uma para os fiéis de ritos orientais sem ordinário próprio. São católicos, submissos ao Papa, possuem suas sedes próprias (como as dioceses), e seus bispos pertencem a CNBB.

A Igreja Católica do Rito Ucraniano é a única que possui duas circunscrições eclesiásticas: a Metropolia São João Batista, com sede em Curitiba-PR, e a Eparquia Imaculada Conceição, com sede em Prudentópolis-PR. Estão no Paraná, pois é onde está concentrada a maior comunidade de descendentes ucranianos do Brasil. São aproximadamente 600 mil pessoas, das quais mais de 90% são católicas.

O arcebispo da Metropolia Católica Ucraniana São João Batista, dom Volodemer Koubetch, afirma ser muito importante a participação dos bispos das Igrejas Orientais na Assembleia Geral da CNBB.

“Estar aqui é uma manifestação máxima, muito significativa, de sinodalidade. A CNBB congrega todas as dioceses do Brasil, com suas diferenças culturais, que já são uma riqueza. Nesse contexto de maioria da Igreja Católica do rito latino, entra essa minoria que somos nós, os Católicos orientais. Penso que nossa participação ajuda a enriquecer esse patrimônio religioso e cultural do Brasil, reforçando a sinodalidade. É um embelezamento da própria Igreja”, disse dom Volodemer.

Desde 2004, quando foi ordenado bispo, dom Volodemer participa das Assembleias Gerais da CNBB e das Assembleias do Regional Sul 2. Ele afirma que os temas sempre foram muito convergentes com a Igreja que pastoreia, assim como neste ano. “O tema principal desta Assembleia, que trata da sinodalidade, converge com aquilo que os bispos ucranianos já trataram em seu sínodo, que aconteceu na Polônia. Sinodalidade não é teoria, é prática, é união é entre ajuda, é solidariedade. É isso que vivemos aqui nessa Assembleia”, afirmou o arcebispo.

Outras curiosidades da Igreja do Brasil

Na história da Igreja Católica no Brasil já foram nomeados 1.206 bispos, entre 25/02/1551 até 28/08/2022. No mundo atualmente 5.614 bispos vivos, sendo 465 do Brasil. Eles são oriundos de 24 estados brasileiros e 18 países.

Na foto de capa, de Victoria Holzbach, parte dos bispos nomeados de 2019 até a 59ª AG CNBB. Outros bispos estão participando do curso Anual para Formação de novos bispos em Roma. Os bispos recém ordenados foram concelebrantes da missa da segunda-feira, 29 de agosto.

Por Karina de Carvalho

Fonte: https://www.cnbb.org.br/perfil-e-curiosidades-do-episcopado-brasileiro-presente-na-59a-assembleia-geral-da-cnbb/


Dom Walmor motiva junho verde: compreender com responsabilidade para ação missionária nos regionais

A Campanha Junho Verde é “assunto importantíssimo que precisamos compreender com responsabilidade para uma ação missionária em nossos regionais”. Assim afirmou o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor de Oliveira de Azevedo, ao final da segunda sessão, na manhã desta segunda-feira, 29 de agosto.

O presidente da CNBB motivou os bispos a assumirem a campanha em suas realidades locais e sugeriu alguns passos para a promoção da iniciativa que virou lei após sugestão da CNBB ao Poder Legislativo. A indicação é que sejam procurados os poderes legislativos estaduais e municipais para uma possível regulamentação, se necessária, e também para a realização de alguma atividade da campanha, principalmente na rede de educação pública.

Outra proposta aos bispos é viabilizar nas arquidioceses e dioceses uma programação para o mês de junho que priorize a campanha. Às Comissões Episcopais e Organismos, dom Walmor indica que os planejamentos de 2023 contemplem ações relativas.

Antes da motivação de dom Walmor, o assessor político-institucional da CNBB, padre Paulo Renato de Campos, apresentou o objetvivo da Campanha e lembrou do processo que teve início com a proposta da CNBB ao poder legislativo para que fosse instituído um mês para a promoção da ecologia integral. Ele salientou que foram envolvidos parlamentaes de diversos particdos na tramitação da matéria e que as aprovações foram por unanimidade.

A Campanha Junho Verde, proposta da Presidência da CNBB para instituir a campanha Junho Verde, foi sancionada como Lei número 14.393/2022. A norma altera a Política Nacional de Educação Ambiental e institui a celebração do mês temático como parte das atividades educativas na relação com o meio ambiente. O texto foi sancionado na segunda-feira, 4 de julho.

O objetivo da Campanha Junho Verde, segundo o texto sancionado, é “desenvolver o entendimento da população acerca da importância da conservação dos ecossistemas naturais e de todos os seres vivos e do controle da poluição e da degradação dos recursos naturais, para as presentes e futuras gerações”.

 

Fotos: Victória Holzbach/CNBB Sul 3

Fonte: https://www.cnbb.org.br/dom-walmor-motiva-junho-verde-como-responsabilidade-acao-missionaria-nos-regionais/


Coletiva de Imprensa: Dom Leomar Brustolin fala sobre a reflexão do tema central durante a 59ª AG da CNBB

“O desafio atual é fortalecer a comunidade cristã numa sociedade em rápida mudança que gera comportamentos inéditos e apresenta problemas éticos totalmente novos. Não há receitas prontas e nem fórmulas universais diante da complexidade e pluralidade dos contextos atuais. O caminho é a sinonalidade, caminhar juntos”.

A frase acima foi dita pelo arcebispo de Santa Maria (RS) e presidente da Comissão do Tema Central da 59ª AG CNBB, dom Leomar Antônio Brustolin, durante a primeira Coletiva de Imprensa, da segunda fase da 59ª Assembleia Geral da CNBB, realizada em 29 de agosto de 2022, às 15h, na sala de imprensa do Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida.

O tema central  da 59ª Assembleia Geral da CNBB:  “Igreja Sinodal – Comunhão, Participação e Missão” e as propostas e indicações para a elaboração das próximas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) será aprofundado durante todo o evento, que acontece até sexta-feira, 02 de setembro.

Para dom Leomar, nesse momento, é preciso fazer a escolha de Jesus Cristo, pois o discernimento que vem da escuta é resultado da busca pelo cerne. “Com esse processo de discussão sobre o Tema Central da 59ª AG CNBB, que irá resultar nas próximas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), a CNBB se preocupa em mostrar a eclesialidade, o senso de pertença e importância de não ser só parte da Igreja, mas, sim, ser Igreja”, ressalta.

Trata-se da continuidade de um processo de escuta que foi iniciado na primeira fase da 59ª AG CNBB, realizada em formato on-line, em abril deste ano, com os 19 regionais da CNBB sobre a atualização das DGAE (2019-2023) à luz do processo do Sínodo 2023 .

Nesta segunda fase, a partir de uma escuta especializada e da síntese das respostas de todos os regionais, colhidas durante a primeira etapa da 59ª AG da CNBB, a Comissão do Tema Central propõe que, durante a Assembleia presencial, “ocorra a continuidade da escuta pastoral em relação às atuais DGAE e, em 2023, seja elaborada a primeira versão das novas DGAEs, que deve levar em consideração o espírito e o processo sinodal, os impactos da pandemia da Covid 19 na vida da Igreja no Brasil – o cenário de ansiedade e de desânimo em muitos leigos e ministros ordenados e as situações sociais, culturais, políticas e econômicas que preocupam os cristãos; e incorporar as indicações do magistério do Papa Francisco e a caminhada pastoral latino-americana”.

“Há o entendimento por parte da comissão do Tema Central de que, para as próximas DGAE tende-se a optar pela manutenção das atuais. Sugere-se esperar os resultados do atual processo sinodal para a elaboração das novas DGAE e aguarde-se a conclusão do Sínodo, permitindo que as Igrejas particulares possam melhor assimilar suas indicações e que a própria CNBB conjugue as suas várias iniciativas pastorais”, afirma dom Leomar.

Dom Leomar reforça também que deve-se dar destaque para os temas: “ministeridade (ministérios laicais reconhecidos e instituídos, tais como catequistas, leitores e acólitos); conselhos que permitem que a Igreja renove suas estruturas para melhor evangelizar; participação do povo de Deus que ajuda na superação para melhor evangelizar; subsidiar a formação de leigos e leigas para escreverem sua liderança nas comunidades; consciência missionária; pacto educativo global; cuidado com a ecologia integral; amizade social e o diálogo ecumênico e inter-religioso”.

Depois da 59ª AG CNBB, se tudo isso for aprovado, não irá sair um documento, mas uma carta à Igreja como instrumento para ampliar a participação das comunidades na parte final da elaboração das DGAEs. “Em seguida, ao longo de 2023, haverá um trabalho, que será realizado após o sínodo, de ir ao cerne, e focar no tripé  liturgia, catequese e caridade; que deve ser apontar o caminho para descobrir como a Igreja pode se tornar mais sinodal”, afirma dom Leomar.

Além de dom Leomar fazem parte da Comissão do Tema Central o bispo de Cajazeiras (PB), dom Francisco de Sales Alencar Batista; o bispo de Cristalândia (TO), dom Wellington Queiroz Vieira; o bispo de Tefé (AM), dom Altevir José da Silva; o padre Abimar Oliveira de Moraes, da PUC-Rio; o subsecretário ajunto de pastoral da CNBB, padre Marcus Barbosa Guimarães, e o padre Tiago de Fraga Gomes, da PUC-RS.

 

Por Vanuza Wistuba. Foto de capa: Adielson Agrelos

Dom José Altevir sobre o tema central: “papel das DGAE é o de inspirar a ação pastoral das Igrejas particulares e da CNBB”

O tema central da 59ª Assembleia Geral da CNBB “Igreja Sinodal – Comunhão, Participação e Missão” foi a pauta principal da primeira Coletiva de Imprensa da AG CNBB na tarde desta segunda-feira, 29 de agosto, em Aparecida (SP). O momento foi conduzido pelo presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB e bispo auxiliar de Belo Horizonte, dom Joaquim Giovani Mol, e contou com a participação dos membros da Comissão do Tema Central da 59ª AG CNBB, o arcebispo de Santa Maria (RS), dom Leomar Brustolin, e o bispo de Tefé (AM), dom José Altevir da Silva.

A temática refletida por este grupo propõe à Igreja do Brasil um olhar mais amplo para a sua ação sugerindo um processo diferente para a construção das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) que se iniciou neste ano e se estenderá até 2024, em um processo de escuta, discernimento e ação.

Dom José Altevir explicou que o papel das DGAE é o de inspirar a ação pastoral da Igreja no Brasil, além de guiar a CNBB e as Igrejas Particulares por todo o país. “É preciso transformar as DGAE em projetos pastorais concretos, através de uma recepção criativa; leitura e estudo pessoal e em grupo; realização de assembleias e encontros para diálogo e troca de opiniões; e avaliação da caminhada pastoral”, aponta o prelado.

Tema central e os desafios da Igreja

O tema central de uma Assembleia Geral da CNBB é tradicionalmente algo que expressa uma resposta aos desafios que a Igreja está vivendo. Conforme dom Altevir, o tema desta 59ª Assembleia Geral é composto por uma série de elementos fundamentais, que são a sinodalidade, a comunhão e a missão. Para ele, o tema é também um desafio para compreender a profundidade das Comunidades Eclesiais Missionárias: “A Igreja é por natureza missionária e é fundamental que tomemos consciência disso”, alertou dom José Altevir.

As Comunidades Eclesiais Missionárias (CEM) precisam ser embaixadoras da misericórdia de Deus neste mundo, como sal e luz, defendeu o membro da Comissão do Tema Central da 59ª AG CNBB. “As CEM são pequenas comunidades onde se oferece um referencial concreto para a conversão pastoral: lugar de vivência da comunhão e da solidariedade, onde há ambiente e meios para a Iniciação à Vida Cristã e para uma formação cristã sólida, integral e permanente, a fim de propiciar um crescimento espiritual e uma fé autêntica”, destaca.

O tema central desta 59ª Assembleia Geral – “Igreja Sinodal – Comunhão, Participação e Missão” – ainda será trabalhado na plenária da terça-feira, 30, com os quase 300 bispos participantes, aprofundando o conceito e a prática das Comunidades Eclesiais Missionárias e as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora.

Primeira coletiva de Imprensa da 59ª AG CNBB – Ascom 59ª AG CNBB. | Foto: Willian Bonfim – Ascom 59ª AG CNBB.

Por Victoria Holzbach

Fonte: https://www.cnbb.org.br/dom-jose-altevir-sobre-o-tema-central-papel-das-dgae-e-o-de-inspirar-a-acao-pastoral-das-igrejas-particulares-e-da-cnbb/


Dom Hélder Câmara, um dos criadores da CNBB, é homenageado em agenda comemorativa dos 70 anos da entidade

Durante a 59ª Assembleia Geral, que acontece de 28 de agosto a 02 de setembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio de sua Edições CNBB, homenageia um dos fundadores da Instituição, com a Agenda comemorativa Dom Helder Câmara – Sonhado Juntos.

Ao apresentar a publicação aos bispos, o bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, disse tratar-se de uma publicação para acompanhar as pessoas com frases inspiradoras de dom Hélder ao longo de 2023. “É um bom presente de aniversário e de Natal”, disse.

A publicação, por meio de fotos e frases do arcebispo emérito de Olinda e Recife, reconhece o legado do prelado como um bispo que inspirou e continua inspirando a missão da Igreja do Brasil. Ao recordar a própria história, a CNBB faz memória do passado como um exercício que a situa no presente em vista de um futuro que se abre.

Sobre dom Hélder

Eleito padre conciliar, dom Hélder participou ativamente das sessões do Concílio Vaticano II, e foi um dos propositores e signatários do Pacto das Catacumbas, documento assinado por cerca de 40 padres conciliares nas Catacumbas de Domitila, em Roma.

Além da CNBB, criada em 14 de outubro de 1952, ele impulsionou a criação da Conferência Episcopal Latino-americana, em 1955. “Neste contexto, São João Paulo II teve um papel importante por ser um grande incentivador de todos esses processos, um apoiador das conferências episcopais e incentivador da continuidade das Assembleias”, enfatizou o bispo emérito de Novo Hamburgo (RS), dom Zeno Hastenteufel.

“Para cumprir a missão sagrada de levar a paz, voo de qualquer maneira, em qualquer direção, com vento ou sem vento, com força ou sem força, até morrer…”. Este é um dos muitos pensamentos de dom Hélder que compõem a Agenda comemorativa para inspirar os leitores na promoção do diálogo e da paz.

Dom Hélder dizia que suas forças decorriam de suas horas noturnas de oração. “Um homem que envelheceu sorrindo e chegou à ancianidade em paz embora tenha tido muitos adversários. Não foram fortes o bastante para tirar-lhe a paz ou seja, as ameaças não o ameaçaram”, assegura o arcebispo de Curitiba (PR), dom José Antônio Peruzzo.

Por Ir. Rosa Maria Martins

 


Reforma do hall de entrada do Centro de Eventos e espaços ‘instagramáveis” fazem parte da nova ambientação da 59ª AG CNBB

No primeiro dia da 59ª Assembleia Geral da Conferência dos Bispos do Brasil (AG CNBB), os participantes ao entrarem no Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho de Almeida se depararam com um painel de fotos históricas sobre os 70 anos da CNBB. De outro lado, na entrada, um painel do Sínodo 2023 que lhes animam a viver a sinodalidade.

Estas novidades foram pensadas, pela organização da Assembleia e do Centro de Eventos, como espaços “instagramáveis” onde os prelados também podem fazer fotos para marcar sua passagem pelo evento. Trata-se de instalações pensadas para favorecer o diálogo, a interação digital e a comunicação nas redes sociais.

Além destes painéis, o ambiente do Centro de Eventos conta também, com a reforma concluída em julho deste ano, com uma nova recepção e um espaço gourmet café para um bom bate-papo e convivência fraterna para alimentar a alma e reforçar as forças de quem vive uma vida intensa de doação a serviço da vida nos centros e nas periferias do Brasil.

A adesão da 59ª Assembleia Geral da CNBB a essa nova tendência está em sintonia com a fala de Papa João Paulo II sobre os novos areópagos com o cuidado também de integrar a comunicação que acontece mediada por novas tecnologias de comunicação e redes sociais.

O arcebispo de Curitiba (PR) e presidente da Comissão Bíblico-Catequética da CNBB, dom José Antônio Peruzzo, falou sobre a importância de a Igreja aderir à criatividade e inventividade da inteligência humana no mundo digital. Para ele, se a Igreja não se conectar com esse o ambiente das redes sociais ficará sem interlocutores. Ainda, segundo dom Peruzzo, os meios digitais não atendem a tudo, mas sem eles é possível que algumas portas não se abram. “A instagramação não é uma moda ou uma cortesia, mas uma urgência”, defendeu.

“Se não aderirmos ao mundo digital, teríamos uma mensagem maravilhosa do Evangelho, mas não teríamos uma adequada tradução para chegar aos olhos e aos ouvidos e por esses meios, ao coração das pessoas”, disse.

Bispo da diocese de Lorena (SP), dom Wladimir Lopes Dias. | Foto: Victória Holzbach – Ascom 59ª AG CNBB.

O bispo da diocese de Lorena (SP), dom Wladimir Lopes Dias, enfatizou que a Assembleia da CNBB está demonstrando que a Igreja pode estar antenada com a comunicação moderna.

“Esta Assembleia se mostra dentro do tempo por meio deste espaço, comunicando a todo momento e nos dando possibilidade de comunicar por meio de nossas redes sociais com uma visualização moderna que atrai todas as pessoas, principalmente os jovens que estão muito ligados com a comunicação”, disse.

Segundo ele, a Igreja precisa evangelizar todas as pessoas, por meio de uma evangelização de inclusão, de acolhida, de fraternidade que não discrimine ninguém, muito objetiva, muito prática sobre todos os telhados, isto é, abrangendo todas as pessoas dentro dessa Casa Comum como pede o Papa Francisco.

Conexões presenciais e digitais

Para o arcebispo da arquidiocese de Uberaba (MG), dom Paulo Mendes Peixoto, a pandemia provocou a emergência das redes sociais. “O fato de as pessoas precisarem ficar enclausuradas as levou a buscar caminhos de continuidade, a tal ponto que a Igreja não parou. As pastorais continuaram caminhando e permanecem, inclusive com menos despesas, e de certa forma trazendo uma grande riqueza para a Igreja”.

Espaço gourmet café. | Fotos: Adielson Agrelos – Ascom 59ª AG CNBB.

Contudo, dom Paulo faz um alerta para o perigo da perda do sentido do presencial. “Estamos tentando fazer trabalho de orientar as pessoas a retornarem ao presencial, criar calor humano. Não obstante a isso, as redes vêm sendo uma grande força na caminhada”.

Para além destes espaços, a 59ª AG CNBB conta com a plenária geral, que será ocupada por 375 bispos, espaço onde acontecem as votações, um espaço para refeições, salas de apoio (imprensa), recepção, financeiro, secretaria, reprografia e também com os stands com produtos católicos voltados para os bispos e as Igrejas particulares. A 59ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil teve início na noite deste domingo, 28, com a Celebração Eucarística de abertura, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida e segue até a próxima sexta-feira, 2 de setembro.

Por Ir. Rosa Maria

Fonte: https://www.cnbb.org.br/reforma-do-hall-de-entrada-do-centro-de-eventos-e-espacos-instagramaveis-fazem-parte-da-nova-ambientacao-da-59a-ag-cnbb/


59ª AG CNBB: Análise de conjuntura social reflete sobre !Exigências éticas, justiça social e democracia”

“Exigências éticas, justiça social e democracia” este foi o título da Análise de Conjuntura Social apresentada ao episcopado brasileiro durante a primeira sessão da 59ª Assembleia Geral da CNBB, que teve início nesta segunda-feira, 29 de agosto, no Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho de Almeida.

A análise foi inspirada no Documento 42 da CNBB cujo título é “Exigências da Ordem Democrática” e  apresentada pelo bispo de Carolina (MA), dom Francisco de Lima Soares, coordenador do grupo de Análise de Conjuntura da CNBB, como provocação ao episcopado.

No texto, a equipe considerou todo o contexto de um segundo semestre do ano com eleições gerais no Brasil, em um ambiente mundial e regional de muitas tensões, além da erosão da democracia e da qualidade de vida da população.

América Latina – Os recentes movimentos políticos e eleitorais – A nova onda eleitoral, dos últimos anos, mudou o quadro recente das direções dos países da região. A análise aponta que há uma crise multidimensional agravada pela pandemia, pela guerra da Rússia e Ucrânia e outros fatores. “O quadro na Nicarágua, na América Central, é preocupante. Em recente manifestação, nossa própria Conferência manifestou solidariedade a um país, uma Igreja em conflito com as autoridades”.

Chegamos no segundo semestre com muitas tensões e uma escalada de crises (econômica, social, sanitária, hídrica, ambiental e política) com muitos desafios no campo dos direitos humanos, socioambientais e da cidadania.

A análise apontou, ainda, que no campo da saúde pública, a pandemia no Brasil, com cerca de 685 mil mortos, é um dos piores exemplos de gestão, com um impacto entre vítimas que excedeu a maioria do resto do mundo. “Continuamos a desmatar os biomas, de forma alarmante. A Casa Comum está sob um ataque inédito”.

Mineração – O texto afirma que ano de 2021 foi marcado pelo aprofundamento e pela dramática intensificação da violência e das violações no Brasil, especialmente no caso dos povos indígenas. No campo do trabalho e da geração de renda, apesar das recentes melhoras, a análise reitera que há um exército de desempregados, subempregados, desalentados. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o IPEA, ajudaram na compreensão dos bispos.

Religião e Política – Segundo a análise, há uma necropolítica em curso, matriz geradora da ação política perpetrada por grupos mais conservadores, que se materializa no controle dos meios para matar através da difusão do medo de morrer.

O papel da religião no atual momento político brasileiro não é periférico; o fundamentalismo religioso tem uma relação com o voto. Seja pelo triunfalismo e pelo desejo de um domínio completo, pela simbiose entre a Teologia do Domínio e a Teologia da Prosperidade, a religião se tornou interlocutora em pé de igualdade com a política.

Eleições 2022 – A análise apresentou também que, enquanto se volta a atenção à eleição presidencial, outra parte fundamental, as eleições de governadores, senadores, deputados despertam pouco interesse.

Outro fator recordado foi o número de candidatas mulheres que cresceu em termos absolutos e relativos, na comparação com as eleições nacionais. Entretanto, a análise salientou que a presença de candidatas mulheres ainda está distante da sua participação no eleitorado nacional, que corresponde atualmente a mais de 50% da população.

Ao menos 902 candidatos escolherem ter um nome religioso nas urnas. O nome “pastor” é o que mais parece, com 476 candidatos, em 2022.

O  Grupo de Análise expôs que o eleitorado brasileiro tem um duplo político: encanto-desencanto. “Muitos apostam que as eleições são uma forma de transformação da realidade e esperança”, apontaram.

A política brasileira ganhou nos tempos atuais muita violência institucional, simbólica e física. Um dos fenômenos mais insistentes e preocupantes tem a ver com o conjunto “desinformação, fake news e infodemia”.

O grupo reiterou que dois principais concorrentes têm suas diferenças, especialmente quanto ao compromisso com as regras democráticas. Entretanto, não há um debate, em decorrência da própria dinâmica eleitoral que se apresenta, sobre projetos para o país.

Quem assumir se verá diante de enormes desafios sociais, políticos e econômicos, com uma governabilidade cada vez mais frágil e pouco tempo para “dar certo”.

Conclusões e sinais de esperança – Para o Grupo de Análise não é simples, mas é fundamental retomar os caminhos da esperança. Os movimentos sociais e populares ganharam nova força e as ruas em 2022. Experiências comuntárias, populares e organizadas, como as experiências espalhadas pelo país da Economia de Francisco e Clara.

Que em 2022 saibamos encontrar com diálogo e esperança, a nossa conversão.

 

A análise de Conjuntura na íntegra pode ser acessada (aqui).

 

Foto de capa: Luiz Lopes Jr./Ascom CNBB

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