Padres participam de Curso de Atualização e acolhem Congregação que cuidará de entidade social na Diocese
De ontem, dia 23, até amanhã, dia 25, os presbíteros da Diocese de Marília estudam as Diretrizes de Sacramentos em encontro teológico e pastoral. “Recebemos com alegria os padres orionitas a fim de que somem conosco na ação evangelizadora em nossa Diocese”, disse Dom Luiz ao dar as boas vindas à comitiva religiosa que assumirá um projeto social em Dracena
O bispo diocesano de Marília, Dom Luiz Antonio Cipolini, e os padres diocesanos e religiosos de Marília, estão reunidos desde ontem, dia 23, até amanhã, dia 25, para o Curso Anual de Atualização Teológica e Pastoral dos Presbíteros.
O encontro, que ocorre em Adamantina na Casa Pastoral Diocesana Dom Osvaldo Giuntini, foi realizado nos últimos dois anos de forma on-line devido às medidas sanitárias para conter a proliferação da Covid-19.
Neste ano, de modo presencial, assessorado pelo Vigário Geral da Diocese, Pe. Mauricio Pereira Sevilha, o curso presbiteral reflete a “Atualização das Diretrizes dos Sacramentos”. A partir de uma visão geral do Código de Direito Canônico, os padres examinam juntos as especificidades das leis eclesiais à luz da pastoral.
Sobre o encontro que possibilita o estudo, a oração e a convivência dos presbitérios, o coordenador diocesano de pastoral, Pe. Marcos Roberto Cesário da Silva, considera que reflexão conjunta diante dos desafios pastorais impostos pelos tempos atuais “proporciona uma ação comum de toda a Diocese na evangelização diante dos sacramentos”.
VISITA FRATERNA

Comitiva dos Orionitas com Dom Luiz
A partir de outubro, a Diocese de Marília contará com o auxílio evangelizador da Congregação da Pequena Obra da Divina Providência (Orionitas). Os padres Osvaldir Ribeiro Mendes e Gilmar Joaquim Hermes, que assumirão uma área pastoral e as atividades sociais da Pousada Bom Samaritano, em Dracena, participaram do primeiro dia do Curso Anual de Atualização Teológica e Pastoral dos Presbíteros.
Os religiosos estiveram em Adamantina juntamente com o ecônomo provincial dos Orionitas, Pe. Claudinei Niedzwiecki, e o Pe. Claudio Peters, encarregado da Casa de Acolhida Rainha da Paz em Campos do Jordão (SP), para uma visita fraterna.
“Recebemos com alegria os padres orionitas a fim de que somem conosco na ação evangelizadora em nossa Diocese”, ressaltou Dom Luiz ao acolher a comitiva dos religiosos.
PASTORAL DE CONJUNTO
No próximo dia 4 de setembro, em Bastos, a Igreja Matriz de São Francisco Xavier, acolherá o Curso de Atualização Teológica e Pastoral para os Diáconos Permanentes, Consagrados(as) e Leigos(as) a fim de proporcionar a pastoral orgânica na Diocese. Para o encontro de reflexão, o Centro Diocesano de Pastoral (CDP), orienta que as paróquias enviem dois representantes das pastorais da Catequese, do Batismo e Familiar.
Fotos: Vinícius Cruz I Departamento de Comunicação
Comissão oferece sugestões de roteiros para a celebração do dia do Catequista, comemorado em 28 de agosto
No próximo dia 28 de agosto, no domingo, a Igreja celebra o Ministério de Catequista. Mais uma vez como forma de reconhecimento afetuoso e repleto de gratidão, o presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, dom José Antônio Peruzzo, se dirigiu a todos os catequistas, por meio de uma carta, para recordar que a Catequese, juntamente com a Liturgia e a Pregação dos Apóstolos, está na base da formação do Novo Testamento.
“Em outras palavras, o que hoje temos por Palavra de Deus foi antes Catequese dos primeiros cristãos. Cada Catequista de hoje está em linha de continuidade com aquelas vivências mais apaixonadas e alegres da fé partilhada nos primeiros dias da nossa Igreja”.
Em sua carta, dom Peruzzo fala sobre o evangelista Mateus, para ajudar a compreender o sentido deste “ministério”, como chama um outro catequista por excelência, o Papa Francisco.
“Ide… fazei discípulos… ensinai” (Mt 28,19.20). São as últimas palavras do Senhor. E a catequese está no centro da missão para a qual Ele constituíra os seus enviados. Mas também um outro evangelista, desta vez Marcos, nos recorda o caráter precioso da missão do próprio Senhor: “Tomado de compaixão… começou a lhes ensinar muitas coisas” (Mc 6,34).
Na carta, dom Peruzzo salienta que o ministério do catequista não é mera “colaboração” com a comunidade. É parte constitutiva da própria identidade da Igreja. E que a Iniciação à Vida Cristã confere e projeta luzes transfiguradoras para a missão de Catequista e para a evangelização.
Por fim, o arcebispo recomenda aos catequistas, vivamente, ir para conhecer alguma experiência feliz que tenha acontecido em sua paróquia, ou na diocese, ou nas vizinhanças. “São testemunhos maravilhosos. Afloram muitos e criativos encantos pela evangelização”.
Confira (aqui) a carta na íntegra.
Sugestões de celebração para o Dia do Catequista
A Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB também preparou uma sugestão de roteiro para a celebração eucarística com bênção dos catequistas e outra com sugestões para a celebração do Dia do Catequista.
Acesse (aqui) o roteiro para a celebração eucarística com bênção dos catequistas.
Acesse (aqui) a sugestão de roteiro para a celebração do Dia do(a) Catequista 2022.
Foto de capa: O São Paulo
Fonte: https://www.cnbb.org.br/sugestoes-roteiros-dia-do-catequista/
No Mês Vocacional, mais de 900 catequistas participam de encontros nas Regiões Pastorais
No último domingo, dia 21, Marilia, Osvaldo Cruz e Junqueirópolis acolheram manhãs de espiritualidades para os catequistas da Diocese. “Os momentos foram importantes para animar os catequistas e celebrar a nossa vocação!”, explicou a senhora Rosa Fernanda Gutierres Castanha, coordenadora diocesana da Catequese.
O quarto e último final de semana do mês de agosto, a Igreja lembra e reza pela vocação dos leigos e leigas, dando ênfase especial à figura dos catequistas. Por isso, no último domingo, dia 21, as cidades de Marília, Osvaldo Cruz e Junqueirópolis sediaram os encontros regionais dos catequistas da Diocese de Marília.
Os 350 catequistas da Região Pastoral I se reuniram no Patronato da Paróquia Santa Isabel, de Marília, com a condução do Pe. André Luiz Martins dos Santos, assessor diocesano da Catequese. Na Região Pastoral II, 381 catequistas viveram o momento de espiritualidade em Osvaldo Cruz, na Capela Nossa Senhora Rosa Mistica, com a assessoria do Pe. Luciano Ruiz Talarico.
A concentração dos 230 catequistas da Região Pastoral III, com a motivação do Pe. Valdemar Cardoso, ocorreu na Igreja Matriz de Santo Antônio em Junqueirópolis.
“Vale ressaltar que depois de dois anos a participação foi surpreendente. Agora temos um caminho a percorrer”, comentou o Pe. André.
Os três encontros tiveram como tema “Maria, espelho para a Igreja: Comunhão, Participação e Missão”. Sobre as iniciativas nas regiões pastorais, a coordenadora diocesana da Catequese, Rosa Fernanda Gutierres Castanha, disse que “os momentos foram importantes para animar os catequistas e celebrar a nossa vocação!”. Ela explicou também que “os catequistas esperam ansiosos por esse dia, que é de confraternização, reencontro e, por ser uma manhã de espiritualidade, reflete sobre a caminhada diocesana”, concluiu.
Fotos: Amanda Felix I Pascom Paróquia Santa Rita de Cássia (Região I); Roberta Bernardinelli I Pascom Paróquia Sagrada Família (Região II); Fernando Catelan I Catequese Paróquia Santo Antônio Junqueirópolis
Encontro celebra vida consagrada e comemora 90 anos de religiosa
“O terceiro final de semana do mês vocacional, a Igreja destaca a vocação religiosa. Para celebrá-lo, o núcleo da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) em Marília organizou uma peregrinação.”
No último sábado, dia 20, para celebrar a vocação consagrada, em destaque na terceira semana do mês vocacional, os religiosos e religiosas da Diocese de Marília fizeram uma peregrinação ao Santuário Diocesano Nossa Senhora de Fátima, de Dracena.
Acolhido pelo pároco e reitor, Pe. Rui Rodrigues da Silva, e pela equipe do Santuário, o encontro do núcleo da Diocese de Marília da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) contou com 45 membros de 13 congregações e teve como tema “O compromisso de Maria com Deus na caminhada”, assessorado pela Irmã Evanira de Souza, ASCJ.
“Apesar de uma manhã muito fria, de 8° graus com sensação de 6°, estávamos lá presentes com nosso coração cheio de amor”, destacou Irmã Maria de Fátima Simões, ASCJ, coordenadora da CRB, núcleo de Marilia.
O bispo diocesano, Dom Luiz Antonio Cipolini, e o Pe. Marcos Roberto Cesário da Silva, coordenador diocesano de pastoral, também peregrinaram com o grupo dos religiosos.
NOVE DÉCADAS
A peregrinação ao Santuário mariano antecipou a comemoração do aniversário de 90 anos da Irmã Maria Apparecida Dias da Silva, da Congregação Missionária de Jesus Crucificado.
Com residência em Oriente, a Irmã Cida, como é conhecida, auxilia no trabalho pastoral da Paróquia Nossa Senhora Aparecida e, há décadas, ajuda na animação missionária da Diocese, com atuação destacada na Infância e Adolescência Missionária (IAM). A religiosa também já atuou nas paróquias Senhor Bom Jesus, de Arco-Íris, e Santa Rita de Cássia, de Marília.
Fotos: Cláudio José Pasqualeto I Dracena
59ª Assembleia Geral da CNBB: perguntas e respostas sobre a segunda etapa
A segunda etapa da 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) será realizada de 28 de agosto a 2 de setembro, de forma presencial, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo. Para entender mais sobre este encontro do episcopado brasileiro, a Assessoria de Comunicação da CNBB preparou uma série de perguntas e respostas sobre o evento.
Saiba do que se trata a Assembleia Geral da CNBB; a dinâmica definida para esta segunda edição; quem participa; os temas que serão abordados; como será feita a cobertura pelos jornalistas; além de como acompanhar e estar conectado ao encontro dos bispos.
O que é a Assembleia Geral da CNBB?
A versão atual do texto regimental da Conferência (Documento 70 da CNBB) descreve a Assembleia Geral como “órgão supremo da CNBB, expressão e realização maiores do afeto colegial, da comunhão e corresponsabilidade dos Pastores da Igreja no Brasil”, com a finalidade de realizar os “objetivos da CNBB, para o bem do povo de Deus” (art. 27) e para fazer “crescer a comunhão e a participação” (art. 28). Segundo o que indica o texto, “a Assembleia Geral tratará de assuntos pastorais de ordem espiritual e de ordem temporal e os problemas emergentes da vida das pessoas e da sociedade, sempre na perspectiva da evangelização” (art. 29).
Como será realizada a segunda etapa da 59ª Assembleia Geral da CNBB?
A segunda etapa, presencial, será realizada no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP). A cada dia, serão dois blocos, manhã e tarde. Na parte da manhã, das 8h às 12h e, na parte da tarde, das 14h às 17h. Ao todo serão realizadas 8 sessões.
Quem participa da Assembleia Geral da CNBB?
Participam do evento os cardeais, os arcebispos, os bispos diocesanos, auxiliares e coadjutores, além dos bispos eméritos, administradores diocesanos e representantes de organismos e pastorais da Igreja, que são convidados. A Igreja Católica no Brasil possui 278 circunscrições eclesiásticas. O número de bispos no país é de 478, dos quais 321 estão no exercício do governo pastoral de alguma Igreja Particular (na ativa) e outros 157 são bispos eméritos (aposentados).
Qual o tema central e os outros temas deste ano?
“Igreja Sinodal – Comunhão, Participação e Missão” é o tema da 59ª Assembleia Geral da CNBB. A temática está em sintonia com o processo do Sínodo 2021-2023, convocado pelo Papa Francisco, e também está relacionada às celebrações dos 70 anos de criação da CNBB.
Desta vez, na segunda fase, além do aprofundamento do Tema Central, propostas e indicações para a elaboração das próximas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) serão feitas rumo à consolidação na 60ª Assembleia Geral da CNBB, em 2023.
Os temas que serão votados pelos bispos são as atualizações do Estatuto da CNBB, o Novo Missal, o Ministério do Catequista e o Estudo nº 114 cujo título é: “E a Palavra habitou entre nós” (Jo 1,14) – Animação Bíblica da Pastoral a partir das comunidades eclesiais missionárias”.
Como será feita a cobertura jornalística?
Todos os dias, a Assessoria de Comunicação da CNBB organizará uma Coletiva de Imprensa, às 15 horas, com dois bispos indicados pela presidência da CNBB para apresentar os assuntos e desdobramentos dos debates realizados pelo episcopado brasileiro na Assembleia Geral. Os jornalistas que se credenciaram previamente terão acesso à sala de coletiva, no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida.
Como acompanhar?
No portal da CNBB e nas redes sociais (Facebook e Youtube) será possível acompanhar a cobertura dos principais temas abordados nas sessões. Serão divulgados também boletins diários, com a produção do boletim Igreja no Brasil especial.
Já as coletivas de imprensa poderão ser acompanhadas, ao vivo, pelo portal A12 e redes sociais da CNBB, sempre às 15h. E as celebrações que acontecerão às 18h, pela TV Aparecida e portal A12.
Nas redes sociais, a interação fica por conta da hashtag #59AGCNBB.
Fonte: https://www.cnbb.org.br/59a-assembleia-geral-da-cnbb-perguntas-e-respostas-sobre-a-segunda-etapa/
Grupo de reflexão sobre comunicação revisa últimos capítulos do diretório de comunicação
Com o objetivo de dar continuidade no trabalho de revisão do Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, o Grupo de Reflexão sobre Comunicação (Grecom), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), esteve mais uma vez reunido, virtualmente, nesta sexta-feira, 19 de agosto. Desta vez trata-se dos três últimos capítulos, os de número 8, 9 e 10.
“Dai-nos a graça de fazer com que essa reunião seja conclusiva de uma parte do nosso trabalho e, assim, sigamos evangelizando”, exortou o presidente da Comissão para a Comunicação da CNBB, dom Joaquim Giovani Mol.
O Grecom tem realizado o trabalho de revisão desde fevereiro deste ano. Divididos em subgrupos, os membros se alternaram na leitura e revisão de cada um dos capítulos do subsídio, dando suas contribuições a respeito do que deverá ser acrescentado ou modificado no Diretório, a fim de torná-lo mais atual.
O Diretório de Comunicação para a Igreja no Brasil, documento de número 99 da CNBB, é destinado aos responsáveis que atuam na comunicação eclesial e nas relações com a sociedade. O texto oferece conteúdos com referenciais comunicacionais, sociológicos, éticos, políticos, teológicos e pastorais.
O objetivo é que o Diretório, já com as considerações do Grecom, seja apresentado ao Conselho Permanente da CNBB nos dias 23 e 24 de novembro deste ano, para apreciação.
O Diretório
O Documento foi aprovado em 2014 pelo Conselho Permanente da CNBB e tem como principal objetivo motivar a Igreja para a reflexão sobre os aspectos da comunicação e sua importância na vida da comunidade eclesial.
Atualmente, o Diretório é composto por dez capítulos, divididos em artigos que buscam apresentar diferentes aspectos do fenômeno comunicativo, são eles: 1- Comunicação e Igreja em um mundo em mudanças; 2- Teologia da Comunicação; 3- Comunicação e vivência da fé; 4- Ética e comunicação; 5- O protagonismo dos leigos na comunicação evangelizadora; 6- Igreja e mídia; 7- Igreja e mídias digitais; 8- Políticas de Comunicação; 9- Educar para a comunicação; 10- Comunicação na Igreja: atuação da Pascom.
Relembre o processo de aprovação do Diretório: https://www.cnbb.org.br/diretorio-de-comunicacao-e-aprovado-para-a-igreja-no-brasil/
O Grecom
São integrantes do Grecom os pesquisadores Andréia Gripp, Joana Puntel, Moisés Sbardelotto, Aline Amaro, Mozahir Salomão Bruck, Ricardo Alvarenga, além do coordenador nacional da Pascom, Marcus Tullius, os assessores da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, Manuela Castro e padre Tiago Sibula, e o presidente da Comissão para a Comunicação, dom Joaquim Mol.
Fonte: https://www.cnbb.org.br/grupo-de-reflexao-sobre-comunicacao/
Pastoral familiar realiza assembleia eletiva e congresso nacional nesta semana
A cidade de Governador Celso Ramos (SC) vai receber dois eventos da Pastoral Familiar nesta semana. Nos dias 24 e 25, ocorre a 45ª Assembleia Nacional, que será eletiva. E, de 26 a 28, ocorre o XVI Congresso Nacional da Pastoral Familiar, com o tema “Amor Familiar: vocação e caminho de santidade”.
Assembleia
Bispos referenciais, padres assessores e coordenações de setores e de regionais estarão presentes no encontro, realizado de forma presencial pela primeira vez desde 2019. Na ocasião, serão eleitos os casais que estarão na coordenação e vice-coordenação nacionais da Pastoral Familiar durante os próximos três anos.
O encontro também será oportunidade de apresentar novos materiais que vão auxiliar o trabalho da Pastoral Familiar no Brasil. Na última assembleia, ficou definido o processo de atualização de vários textos utilizados na evangelização das famílias brasileiras.
A atualização levou em conta aspectos do contexto atual da Igreja presentes no novo Diretório de Catequese, a Centralidade da Palavra de Deus, a Iniciação à Vida Cristã, a exortação apostólica Amoris Laetitia e todo o magistério do Papa Francisco.
Congresso
Reagendado duas vezes, por causa da pandemia do novo coronavírus, o XVI Congresso Nacional da Pastoral Familiar vai marcar o reencontro dos agentes de todo o Brasil de forma presencial. Este é o primeiro evento presencial realizado em âmbito nacional desde o 10º Simpósio, em maio de 2019. O último congresso foi em 2017, em Cuiabá (MT).
Quem acolhe e promove de forma conjunta o evento com a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) é o Regional Sul 4 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por meio da arquidiocese de Florianópolis (SC). Mais de 1200 pessoas se inscreveram para o evento. São agentes de pastoral e integrantes de movimentos e serviços que atuam com as famílias em todo o país.
O tema “Amor familiar: vocação e caminho de santidade” está em sintonia com o X Encontro Mundial das Famílias com o Papa, realizado em junho. E o lema “Se eu não tenho amor, eu nada sou”.
De acordo com o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB e secretário executivo da CNPF, padre Crispim Guimarães, o congresso foi pensado para “aprofundar aquilo que aconteceu em Roma e nas dioceses de todo o mundo” e “fazer com que a dimensão da santidade seja algo que chegue no coração das pessoas”.
Ainda sobre o tema, o bispo de Rio Grande e presidente da Comissão para a Vida e a Família da CNBB, dom Ricardo Hoepers, ressaltou a necessidade de cuidar da família, “espaço vital” para a sociedade: “‘Amor familiar: vocação e caminho de santidade’ é acreditar que, pela família, nós vamos santificar o mundo”. disse durante encontro com a diocese de Lorena (SP).
Padre Cícero, servo de Deus
Cardeal Orani João Tempesta - Vatican News
No dia de São Bernardo deste ano de 2022, na manhã de Juazeiro do Norte, em uma missa campal uma notícia foi proclamada e que iria percorrer o Brasil como um grande anúncio esperado há decênios. Isso foi anunciado pelo bispo da Diocese de Crato (CE), Sua Excelência Dom Magnus Henrique Lopes: a Santa Sé autorizou a abertura do processo de beatificação do Padre Cícero Romão Batista que, a partir de agora, receberá o título de Servo de Deus. Assim noticiou a imprensa do Vaticano:
“O bispo da Diocese de Crato (CE), dom Magnus Henrique Lopes, anunciou na manhã deste sábado (20/08), durante uma grande romaria que se realiza todo dia 20, em Juazeiro do Norte, que a Santa Sé autorizou a abertura do processo de beatificação do Padre Cícero Romão Batista.
"Queridos filhos e filhas da Diocese do Crato, romeiros de todo Brasil. É com grande alegria que vos comunico nesta manhã histórica que recebemos oficialmente da Santa Sé, por determinação do Santo Padre, o Papa Francisco, uma carta do Dicastério das Causas dos Santos, datada do dia 24 de junho de 2022. Recebemos a autorização para a abertura do processo de beatificação do Padre Cícero Romão Batista que, a partir de agora, receberá o título de Servo de Deus", disse o bispo de Crato durante a romaria.
Os fiéis presentes receberam o anúncio de dom Magnus com uma salva de palmas e fogos.”
Já no passado havia gestões para esse passo e uma carta do Secretário de Estado de Sua Santidade, o Cardeal Pietro Parolin, datada de 20 de outubro de 2015 e dada a conhecer no dia 13 de dezembro do mesmo ano, data da abertura das portas santas da misericórdia nas catedrais do mundo, reconhecendo as virtudes e bem que o Padre Cícero fez ao povo de Deus no Nordeste foi amplamente divulgada. Tive a oportunidade de celebrar em dois momentos importantes nesse abençoado local e constatei a fé do povo e a importância da missão do Pe. Cícero na região do Cariri. Eu me uno a todos os que hoje se alegram com esse esperado e desejado anúncio.
Nosso “Padim Ciço” é assim chamado pelo povo que o admira e diz que é porque, após a proibição de celebrar os sacramentos, ele foi chamado a ser padrinho de batismo de muitas crianças. É com essa expressão carinhosa e confiante que muitos de nossos irmãos, nordestinos ou não, se dirigem ao Padre Cícero Romão Batista (1844-1934).
Padre Cícero nasceu no dia 24 de março de 1844, em uma casa humilde da Rua Grande, hoje Miguel Limaverde, em Crato (CE), cidade localizada no Sopé da Chapada do Araripe, como segundo filho do casal de agricultores Joaquim Romão Batista e Joaquina Vicência Romana. Conta-se que, criado por duas de suas irmãs, Mariquinha e Angélica, sempre quis ser padre e já aos doze anos, depois de ler a vida de São Francisco de Sales, fez, piedosamente, voto de castidade.
Ingressou no seminário da Prainha, em Fortaleza, com 21 anos de idade e aos 26 foi ordenado sacerdote, atuando um pouco na própria cidade de Crato, depois durante 60 anos morou e atuou em Juazeiro do Norte, povoado vizinho à sua terra natal. Aí exerceu um imenso bem à população, segundo as diretrizes pastorais de seu tempo, com o incentivo de missões populares, novenas, terços públicos, procissões e celebração da Missa com frequência. Teve uma grande sensibilidade social para com os pobres e necessitados.
Aqui é preciso lembrar que era comum a celebração da Eucaristia principalmente aos domingos e durante o dia, um pouco devido ao jejum eucarístico. Nelas, na maioria das vezes, as comunhões eram raras. A Missa durante a noite, salvo a de Natal (chamada de “Missa do Galo”), só foi possível com as reformas litúrgica que aos poucos foram acontecendo e culminaram com os documentos do Concílio Vaticano II (1962-1965). A comunhão frequente passou a ser estimulada, inclusive às crianças devidamente preparadas, pelo Papa São Pio X (1903-1914), por quem o Papa Francisco tem grande devoção. Desde que era arcebispo de Buenos Aires promovia, anualmente, um encontro com os (as) catequistas no dia 21 de agosto, memória do santo que fez grandes trabalhos em favor do Povo de Deus. Dessas formações de Bergoglio, resultou o livro Anunciar o Evangelho (Campinas: Ecclesiae, 2013).
Padre Cícero foi fiel ao espírito de certa recusa à obediência às ideias portuguesas que existiam na época, influenciadas pela cultura do Regime de Padroado, no qual Igreja e Estado se achavam ligados e que só seria extinto com a república em 1889. No Padre Cícero havia plena fidelidade ao Santo Padre, o Papa, e ao Bispo diocesano em comunhão com o Papa, alicerces da unidade a ser mantida na Igreja sob pena de esfacelamento da face humana do Corpo místico de Cristo prolongado na história (cf. 1Cor 12,12-21; Cl 1,24).
O Pe. Comblin, sacerdote belga que muito atuou no Nordeste na época de Dom Helder Câmara, arcebispo de Olinda e Recife (PE), escreveu que o Padre Cícero “dedicou-se a corrigir os vícios e os abusos morais”. Proibiu as danças, conseguiu que os homens parassem de beber. Obrigou as prostitutas a confessar seus pecados. Em pouco tempo, Juazeiro tornou-se um modelo de ordem e de virtudes. Padre Cícero era no Juazeiro o equivalente ao Santo Cura D’Ars. (Padre Cícero de Juazeiro. S. Paulo: Paulinas, 1991, apud Henrique Cristiano José de Matos. Caminhando pela história da Igreja. Belo Horizonte: O Lutador, 1993, vol. 3, p. 172).
Insistia também com seus fiéis sobre o Juízo Final e a necessidade de se confessarem a fim de estarem puros na volta do Senhor e, consequentemente, escaparem dos castigos de Deus para a humanidade pecadora que, segundo suas pregações, não tardariam vir demonstrando a força de Deus.
Padre Cícero ficou conhecido por todo o Brasil, a partir do ano de 1889, quando se deram os chamados “milagres da hóstia”. Trata-se do seguinte: Maria de Araujo (1860-1914), conhecida como “Beata”, solteira de 29 anos e costureira de prestígio, foi comungar e viu a hóstia verter sangue, conforme ela mesma narrou ante as autoridades eclesiásticas, no inquérito instaurado para apurar os fatos. Disse Maria que, no dia 6 de março de 1889, “pela primeira vez, fui tomada de um rapto extático, resultando na transformação da hóstia em sangue, tanto que além do que não sorvi, parte caiu na toalha e parte no chão” (Maria do Carmo P. Forti. Maria de Araujo, a beata de Juazeiro. S. Paulo: Paulinas, 1991, apud Matos, obra citada, p. 173).
O fato, tido, então, por milagroso, se repetiu diversas vezes, ocasionando muitas peregrinações do povo a Juazeiro e certo espanto no meio do clero, pouco afeito a esse tipo de fenômeno que precisa ser sempre muito bem investigado. A Igreja é prudente e não afoita na análise de assuntos como esse. Nos meios populares, no entanto, surgiu uma possível explicação para as ocorrências: ante a grande maldade do mundo, dentre as quais se destacou a proclamação da República no Brasil, Nosso Senhor tinha decidido derramar o Seu sangue uma segunda vez para redimir novamente a humanidade. Outros, mais atentos às pregações apocalípticas do zeloso sacerdote, defendiam que o sangue saído da hóstia na boca da jovem Maria era sinal claro do Juízo Final muito próximo. (Cf. Matos, obra e página citadas).
Ora, parece que o Padre Cícero via, apoiado no parecer de um médico e de um farmacêutico local, um verdadeiro milagre na hóstia sangrante, mas o Bispo, à luz do parecer de uma comissão específica por ele nomeada, notou apenas um fenômeno incomum, mas não milagroso. Mais: ambas as lições extraídas do fenômeno foram (e são) exageradas e errôneas. Com efeito, o sacrifício de Cristo na Cruz é único e supera todos os demais sacrifícios (cf. Hb 10,10), de modo a não se pode afirmar que o Senhor voltou a derramar seu sangue pela humanidade, como se tivesse de fazer uma reedição de sua aliança nova e eterna (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 613-614). Sobre o juízo final sabemos que ocorrerá, como professamos no Credo, mas não temos, por escolha divina, como prever com certeza exata o dia e a hora da segunda vinda de Cristo em poder e glória (cf. Mt 24,36).
Pois bem, foi essa interpretação popular, mas errônea dos fenômenos – que alguns afirmavam ser apoiada pelo Padre Cícero – uma das causadoras das reservas de Dom Joaquim José Vieira (1883-1912), Bispo do Ceará, a respeito do famoso sacerdote. Suspeitando de heresia (negação de verdades de fé) e temendo um cisma (rompimento com a Igreja em sua estrutura hierárquica), o Prelado proibiu o padre de atender Confissões, pregar e orientar os fiéis. Em 1886, Padre Cícero foi suspenso de poder celebrar Missas e, mesmo tendo recorrido à Santa Sé, indo, inclusive, pessoalmente a Roma, jamais teve a alegria de poder voltar a exercer o ministério sacerdotal. Contudo – isso é importante –, segundo as notícias, ele nunca teria sido excomungado.
Além disso, outra acusação que se fez contra “Padim Ciço” foi a de ser, na opção política, um possível apoiador do comunismo. Ele, porém, rebatia a acusação dizendo que “o comunismo foi fundado pelo demônio”. E acrescentava: “Lúcifer é o seu chefe e a disseminação de sua doutrina é a guerra do diabo contra Deus. Conheço o comunismo e sei que é diabólico. É a continuação da guerra dos anjos maus contra o Criador e seus filhos”. (Autorizada pelo Vaticano a reconciliação de Padre Cícero com a Igreja, ACI Digital, 14/12/15, online). O trabalho social do Pe. Cícero levou o povo confundir a ideologia.
O fato é que em meio a tudo isso, o povo nunca deixou de procurar o padre. Ele se tornou, na verdade, o grande Patriarca do Nordeste e vivia dando conselhos, resolvendo conflitos de várias naturezas, dando remédios certos para muitas doenças e até ajudando na escolha de matrimônios (tinha fama de “casamenteiro”).
Preocupava-se também com os mais pobres, especialmente os trabalhadores e as crianças. A essas estimulava a aprenderem algum bom ofício da época a fim de se tornarem, no campo financeiro, independentes e poderem ajudar a seus pais. A partir de 1911, Padre Cícero, já afastado das atividades sacerdotais, entrou na política, muito mais forçado pelas circunstâncias do que motivado por gosto pessoal. Chegou a ser o primeiro prefeito de Juazeiro, emancipado naquele ano, e vice-governador do Ceará por dois mandatos. Em 1914, juntando-se a vários coronéis locais, foi contra a intervenção do Governo Federal no Estado.
Padre Cícero faleceu em 20 de julho de 1934, com 90 anos de idade, em paz com a Igreja que tanto amou e a quem foi obediente até o fim, tendo em seu sepultamento aproximadamente 60.000 pessoas, que logo passaram também a peregrinar a Juazeiro a fim de rezar a Deus por meio do “Padim Ciço”. Fizeram, com isso, que aquela cidade se tornasse a “cidade santa” a receber, segundo dados do site oficial do Governo do Estado do Ceará (www.juazeiro.ce.gov.br) cerca de 2,5 milhões de pessoas por ano.
Tudo isso motivou a Diocese de Crato, por meio do então Bispo Diocesano, Sua Excelência Dom Fernando Panico, a pedir que a Santa Sé estudasse o caso do Padre Cícero. Eu me recordo do seu trabalho quando ainda estava na Comissão de Cultura da CNBB e de todas as suas lutas para chegar a esse momento. Foi nessa época que o Papa Francisco, por meio do Eminentíssimo Senhor Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado da Santa Sé, enviou uma Carta na qual aponta o lado benemérito de todo o apostolado que se realiza em torno da figura do sacerdote a favor do Povo de Deus. É esse ato que a imprensa chamou de reabilitação do Padre Cícero com a Igreja, embora, como dito, ele nunca teria sido excomungado. Todos os bons historiadores garantem que ele morreu firme na fé católica. (Cf. Matos. Obra citada, p. 174). Os Bispos Diocesanos seguintes continuaram. D. Gilberto Pastana trabalhou conosco e promoveu um Seminário na PUC do Rio sobre o Pe. Cícero e realizou vários pedidos à Santa Sé.
Sempre foi do nosso desejo que a questão chegasse a bom termo, com a graça de Deus, pois Ele, dentro de seus santos e sábios desígnios, nunca deixa de atender ao seu povo sedento de santos pastores e dignos ministros, a fim de que estes possam, nas dificuldades do dia a dia, batalhar em demanda da Jerusalém celeste. Eis que agora sob o pastoreio de D. Magnus, atual bispo do Crato é anunciada a notícia traz alegria não só aos irmãos nordestinos, mas a todos os brasileiros que amamos nosso País e queremos ver o seu autêntico progresso, livre de todas as mazelas e corrupções nos vários âmbitos em que elas se encontrem.
No Rio de Janeiro a presença nordestina é grande e a influência do Padre Cicero se faz sentir com muita clareza, principalmente na “Feira de São Cristóvão” onde estive há uma semana levando a imagem de N. Sra. de Nazaré, e que concentra as tradições nordestinas (CTN) e sente-se o carinho do povo pelo seu “Padim Ciço”.
Sem dúvida que um belo sinal de trabalho evangelizador é a tradição nordestina do Padre Cícero, e a Igreja reconheceu essa missão. Agora inicia o grande processo de anos que, queira Deus, chegará ao êxito de uma futura canonização, na intenção da qual rezamos. Esse momento para a Igreja do Brasil é muito importante renovar a ligação com essas raízes neste tempo de grande necessidade de evangelização. As terras nordestinas com Pe. Ibiapina, Pe. Cícero, Frei Damião mostram os frutos da perseverança e de um povo forte como disse Euclides da Cunha em seu livro “Os Sertões”. Eis que um novo capítulo se abre, que seja para a maior glória de Deus.
Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2022-08/dom-orani-tempesta-padre-cicero-romao-batista.html
Economia de Francisco: até os mais jovens comprometidos com a ecologia integral
Vatican News
Não só os jovens, mas também os adolescentes entre os participantes da Economia de Francisco, a grande comunidade que assinará um Pacto com o Santo Padre para uma nova economia no dia 24 de setembro próximo, ao final dos três dias programados desse encontro de 22 a 24 de setembro, em Assis. A comunidade, que nestes três anos nunca deixou de se reunir e trabalhar on-line, é composta por cerca de vinte adolescentes, de diferentes países, incluindo Ralyn Satidtanasarn conhecida como Lilly, uma jovem ativista da ecologia integral tailandesa que luta contra o uso de plástico há anos. Embora a maioria dos adolescentes seja italianos (eles vêm do Colégio São Carlos de Milão, do Instituto Maria Auxiliadora de Lecco e de Ragazzi Mondo Unito e Nomadelfia), há também jovens provenientes da Síria, Vietnã, Tailândia, Eslováquia e Brasil. Todos têm entre 13 e 17 anos. Jovens engajados em iniciativas como a de #ZeroHunger e outros interessados em temas de ecologia integral. Presente também uma jovem brasileira, envolvida no projeto Pacar School, que nasceu dentro da Economia de Francisco.
O pedido dos jovens por mudança
"Este tempo" - comenta Luigino Bruni, diretor científico de Economia de Francisco - "é um tempo de novo protagonismo dos jovens e, em particular, dos adolescentes. Nunca, como nos últimos anos, os adolescentes assumiram a liderança no pedido por uma mudança radical na economia e na sociedade, a mais radical das últimas décadas. "Greta Thunberg e a geração de Fridays for Future" - acrescenta Bruni - "são a novidade mais importante do século XXI em termos de cultura ambiental e de um novo modelo de desenvolvimento. Hoje esses adolescentes estão na fronteira da mudança mundial, são professores, exercem um verdadeiro magistério para todos nós e estamos particularmente felizes que os adolescentes, a profecia de Francisco, estejam presentes e ativos na Economia de Francisco de forma significativa".
Deixar um mundo melhor aos filhos
Na longa entrevista dada por Ralyn Satidtanasarn a Marina Rosati, responsável de comunicação da Economia de Francisco, a garota de 14 anos ressalta o compromisso das pessoas muito jovens como ela. "Adolescentes e crianças não podem mais se dar ao luxo de ignorar o mundo que os circunda. Fomos obrigados a resolver os problemas dos adultos por medo de não ter um futuro limpo e sustentável. Os adultos devem deixar um mundo melhor para seus filhos e descendentes. Devem tomar medidas concretas para resolver os problemas atuais, como os das mudanças climáticas, a poluição e desigualdade e não apenas falar sobre isso".
Responsabilidade pela sustentabilidade
O compromisso da jovem tailandesa começou quando criança, como ela mesma conta. "Quando criança, sempre me preocupei com o meio ambiente e me comprometi com o ambiente: como cidadãos do mundo, todos nós temos a responsabilidade pela sustentabilidade. Apesar de ter apenas oito anos na época, tentei fazer o que era certo, reduzindo o plástico e dizendo aos meus colegas de classe e familiares para estarem cientes do impacto do plástico no meio ambiente".
O compromisso de Ralyn na redução do uso de plástico
"Infelizmente, o ativismo individual não pode fazer muito, então decidi enfrentar o problema na raiz, nos níveis empresariais e governamentais. (....) No início de 2020, o uso de sacolas de plástico foi proibido em todo o país em mais de 70 grandes revendedores. Este foi um dos meus sucessos. Aprendi que as questões ambientais afetarão a todos, então todos nós temos a responsabilidade de contribuir para a mudança."
Agradecimento ao Papa Francisco
Para Ralyn, a Economia de Francisco é "uma ótima maneira de iniciar um diálogo sobre o impacto que os jovens podem ter sobre o clima" e quando ela estiver em Assis tem ideias claras sobre o que dirá: "Gostaria, primeiramente, de agradecer ao Papa Francisco pelos ensinamentos e a gentileza que compartilhou nos anos de seu pontificado. Gostaria também de agradecê-lo por conscientizar as pessoas sobre os problemas atuais do mundo e por apoiar fortemente os jovens como eu em levantar a voz e ser ouvidos por grandes pessoas, como ele, que podem nos ajudar a fazer a diferença."
Carta do XXI Encontro Nacional da Educação: “o descompromisso com a educação”
Vatican News
O arcebispo de Goiânia, cidade anfitriã do encontro, e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e Educação, dom João Justino de Medeiros e Silva, reafirmou que o 21º Encontro Nacional da Pastoral da Educação é o primeiro encontro nacional que a arquidiocese recebe após o período da pandemia. O prelado lembrou da Campanha da Fraternidade 2022 que, após 40 anos, voltou a aprofundar pela terceira vez o tema da “educação”.
“Nestes dias trabalharemos aqui para compreender a importância da Pastoral da Educação em nossas igrejas diocesanas. A identidade ou as identidades, ou seja as muitas formas de realizar este pastoreio no âmbito da educação. E qual é mesmo a missão da Pastoral da Educação? Certamente é nosso desejo voltarmos para nossos locais de atuação na educação muito animados para fazer multiplicar ainda mais este trabalho”, disse.

Carta do Encontro reafirma a “crença na educação”
No último dia do encontro, os participantes aprovaram a “Carta de Goiânia – XXI Encontro Nacional da Pastoral da Educação” cujo título é “Cremos na Educação”. No documento, os educadores católicos compartilham “aquilo que o Espírito Santo suscitou como inspiração e chamado ao longo destes dias”.
A carta denúncia o descompromisso das autoridades com a Educação, “que se materializa no desmonte das políticas públicas educacionais, na falta planejamento e investimento, na má remuneração dos professores, na mercantilização do saber e no abandono das comunidades originárias, ribeirinhas e quilombolas”.
De acordo com os educadores católicos, a “falta de um projeto de Estado para a educação e o contínuo processo de enfraquecimento das escolas e universidades tem levado ao fechamento de unidades educacionais em todo o país, impedindo que milhares de crianças e jovens se formem e busquem um futuro promissor”.
Esta situação, apontam no documento, foi piorada pelas condições precárias que a pandemia submeteu os educadores e as instituições públicas e privadas, penaliza sobretudo os mais pobres e vulneráveis, aumentando as desigualdades sociais. “Reconhecemos que durante o duro período da pandemia, o esforço dos educadores foi fundamental para que as consequências da pandemia fossem menos devastadoras no campo educativo”, diz um trecho da carta.
A carta convida as forças vivas da Igreja no Brasil a se juntarem à Pastoral da Educação para colocar a educação como prioridade desta hora e também para se empenharem na consolidação da Pastoral da Educação nas comunidades, paróquias, dioceses e regionais, “somando forças com educadoras e educadores das redes pública, privada e confessional, reanimando nossa missão e engajando-nos com responsabilidade”.
Conheça a íntegra do documento: Carta de Goiânia – Cremos na Educação











































