Em Marília, colegiada estadual das Comunidades Eclesiais firma identidade de Igreja em saída

Realizado em Marília, no interior do Estado, o encontro reuniu, no último final de semana, lideranças das sub-regiões pastorais das CEBs do Regional Sul 1 da CNBB. “Nos colocamos à disposição de nossas comunidades para levarmos a diante as propostas da Igreja”, ressaltou o bispo referencial, Dom José Benedito Cardoso, que participou de todas as reflexões

 

 

O último final de semana, dias 27 e 28, foi marcado pela colegiada das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Ocorrido em Marília, o encontro reuniu 33 agentes de pastoral do Estado de São Paulo que teve o objetivo de reanimar as atividades da CEBs nesta que foi a primeira oportunidade presencial após a pandemia da Covid-19. “Agradecemos a Deus pelos encaminhamentos realizados e nos colocamos à disposição de nossas comunidades eclesiais para levarmos adiante as propostas da Igreja”, ressaltou Dom José Benedito Cardoso, bispo auxiliar de São Paulo e referencial da CEBs no Regional, que participou de todos os momentos da colegiada.

Avaliada positivamente, o coordenador estadual, Alex Pontes Tadeu, da Diocese de Limeira, explicou que a colegiada firmou a identidade da CEBs de ajudar a ação eclesial na estrutura de saída, como pedido pelo Papa Francisco, e afirmou que as comunidades de base são “como que os braços da Igreja na vida do povo”.

Para o coordenador, as CEBs são as articulações do povo de Deus na sociedade e a intenção do encontro foi animar os agentes para não se perder a identidade: “a nossa intensão é reviver o essencial”, disse. A reunião também definiu a agenda de 2023 que tem como ponto alto o 15º Intereclesial das CEB’s, que acontecerá entre os dias 18 e 22 de julho em Rondonópolis (MT).

Segundo a participante Conceição Aparecida de Brito, da Arquidiocese de São Paulo, a reunião “foi muito proveitosa com decisões importantes para a caminhada das Comunidades, além da beleza dos encontros e abraços fraternos”.

O bispo diocesano de Marília, Dom Luiz Antonio Cipolini, também participou do momento com os agentes de pastoral.

Fotos: Edimar Tadeu de Souza I Santuário Nossa Senhora da Glória


Casais representam a Diocese de Marília no XVI Congresso Nacional da Pastoral Familiar

De Governador Celso Ramos (SC), Regina Célia e Jurandir, e Rui e Lourdes, passaram os três últimos dias com mais de mil agentes de pastoral do âmbito nacional. O encontro, com participantes dos 19 regionais da CNBB, teve como tema “Amor familiar, vocação e caminho de santidade”.

Da última sexta-feira, dia 26, até ontem, dia 28, o município de Governador Celso Ramos (SC), da arquidiocese de Florianópolis, sediou o XVI Congresso Nacional da Pastoral Familiar.

Com o tema “Amor familiar, vocação e caminho de santidade” e o lema Se eu não tenho amor, eu nada sou” (I Cor 13, 2), o evento eclesial foi marcado pelo reencontro presencial dos agentes em âmbito nacional desde o início da pandemia da Covid-19. Da Diocese de Marília, dois casais da Pastoral Familiar partilharam, com mais de 1.300 pessoas dos 19 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), momentos de oração, espiritualidade, palestras e testemunhos.

Entre os casais, bispos, padres, diáconos e religiosos, que estão no evento, Regina Célia Smaniotto de França e Jurandir José de França, da Paróquia Santa Antonieta, de Marília, casal coordenador diocesano da Pastoral Familiar, e os vice-coordenadores, Rui Gonçalves Alves e Lourdes José dos Santos Alves, de Lucélia, da Paróquia Sagrada Família, representaram a Diocese na cidade santa catarinense.

Após partilhar a experiência da participação, do Congresso, a coordenadora diocesana da Pastoral Familiar escreveu que ela, seu esposo e o casal de vice-coordenadores, “abastecidos pelo conhecimento e pelo Espírito Santo, retornamos para nossa Diocese”.

Fotos: Fabíola Goulart e Divulgação I Arquidiocese de Florianópolis


Ao concluírem Curso de Anual, presbíteros recebem indicações sanitárias e testemunho missionário

A preocupação com crescimento da varíola dos macacos e a presença da religiosa adamantinense Irmã Maria Zelinda Cardim, que reside no Haiti, marcaram os últimos momentos de reflexão dos padres da Diocese de Marília que, ao longo da semana, estudaram o Código de Direito Canônico.

 

O Curso Anual de Atualização Teológica e Pastoral dos Presbíteros da Diocese de Marília que se encerrou ontem, dia 25, em Adamantina, contou com orientações sanitárias sobre a doença “varíola dos macacos” ou monkeypox, com transmissões confirmadas na região.

A prevenção, a transmissão e o tratamento das lesões foram explicados pelo o Prof. Dr. Miguel Ângelo De Marchi, coordenador geral do curso de medicina do Centro Universitário de Adamantina (Unifai).

O médico, que também é secretário de saúde de Tupã, esteve na Casa Pastoral Dom Osvaldo Giuntini juntamente com a coordenadora de ensino do curso de medicina da Unifai, Profa. Daniela Buchaim. Eles indicaram aos padres que trata-se de “um vírus que determina lesões bolhosas e microbolhosaa em face, tronco, membros superiores e inferiores, mãos e pés” e falaram da capacidade de transmissão de pessoa a pessoa, em contato com materiais e objetos contaminados, e também por meio da respiração. Disseram que, após o diagnóstico positivo, o paciente precisa manter-se isolado no período de 20 a 30 dias, pois “não há tratamento e vacina específicos”.

Os profissionais de saúde alertaram sobre todos os cuidados durante as celebrações, reuniões e eventos eclesiais, e ressaltaram a responsabilidade da Igreja na precaução e conscientização dos fiéis. “Temos que ficar atentos no contato com as superfícies. Lavar as mãos e uso de máscaras são indicados para a prevenção”, finalizou o médico.

Um segundo momento que marcou a conclusão dos dias de estudos dos padres foi a presença e testemunho da Irmã Maria Zelinda Cardim, ASCJ. Nascida em Adamantina, a apóstola do Sagrado Coração de Jesus vive no Haiti desde 2011 e, durante uma das celebrações eucarísticas, partilhou com o clero sua experiência missionária: “o que tenho para testemunhar é a fé do povo haitiano. Diante das catástrofes vividas lá, sejam naturais e até mesmo as políticas e sociais, são pessoas que acreditam em Deus e mantêm viva a esperança de dias melhores”.

A missionárias que, além fronteiras, trabalha com a educação de crianças carentes e também presta auxílio na área da saúde, atua com mais três religiosas, sendo duas brasileiras e uma nativa.

AVALIAÇÃO

A edição presencial de 2022 do Curso de Atualização Teologia e Pastoral dos presbíteros foi bem avaliada pelos padres e também pelo bispo diocesano que, sobre a responsabilidade canônica do clero de pastorear os fiéis, pediu para que os ministros ordenados estejam cada vez mais próximos das pessoas, cuidando bem das necessidades espirituais e sociais, “a fim de que a Diocese de Marília esteja mais próxima daquilo que Jesus espera de nós”.

Em suas considerações finais, Dom Luiz também agradeceu o vigário geral, Pe. Mauricio Pereira Sevilha, que assessorou a reflexão sobre o Código de Direito Canônico, “em sua clareza e eficiência ao apresentar o tema de estudos”, e ao Pe. Marcos Roberto Cesário da Silva, coordenador de pastoral, e aos colaboradores do Centro Diocesano de Pastoral (CDP), pela organização dos dias de oração, reflexão e convivência sacerdotal.

 

Fotos: Pe. Tiago Barbosa I Departamento de Comunicação


Com celebrações, Seminários da Diocese festejam exemplos de seus padroeiros

São Pio X e Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, patronos, respectivamente, do Seminário Propedêutico e do Seminário de Filosofia e Teologia, receberam homenagens de formadores e vocacionados no início da semana. Dom Luiz explicou que a casa de formação “é o lugar da configuração do vocacionado a Cristo Bom Pastor e d’Ele depende em grande parte a continuidade e a fecundidade do ministério sacerdotal da Igreja

No início da semana, os seminários da Diocese de Marília celebraram seus respectivos patronos.

No domingo, dia 21, a Igreja lembrou a memória litúrgica de São Pio X, que leva o nome do Seminário Propedêutico. Uma Missa, presidida pelo reitor, Pe. Luiz Eduardo Cardoso de Sá, com a presença dos três seminaristas da etapa inicial, celebrou o testemunho do santo.

“O que devemos levar de São Pio X é sua humildade e simplicidade” explicou o reitor ao afirmar que, como Papa, o santo “não esqueceu suas origens e dedicação em servir os mais pequenos. Sempre considerando seu coração de pároco de aldeia, disponível para atender a todos que o procurava”, disse.

Já na segunda-feira, dia 22, o Seminário Diocesano de Filosofia e Teologia também comemorou a data litúrgica de sua padroeira, Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos. Em Missa presidida pelo bispo diocesano, Dom Luiz Antonio Cipolini, a celebração contou a presença dos 21 seminaristas e do reitor, Pe. Júlio Pereira de Souza Neto, e com a coroação da imagem da Virgem Maria, com o Menino Jesus em seu colo, fixada no jardim da casa de formação.

“Celebrar a Festa de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos foi muito importante para todos nós, pois tivemos a graça de sentir um pouco do amor e

do carinho que a Virgem Mãe e seu Filho Jesus Cristo tem por nosso seminário, bem como por todos nós, seminaristas. A presença de nosso bispo também foi algo muito importante, ele que, com sua presença paterna, não tem medido esforços para estar conosco e nos formar”, disse o seminarista João Gabriel de Souza Ferreira, do 2º ano de Teologia, sobre as festividades da padroeira.

Para o reitor, Pe. Júlio Pereira de Souza Neto, a preparação e o dia de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos “foram momentos singelos de espiritualidade mariana, coroados de zelo e amor à Mãe de Deus”.

O sacerdote também ressaltou como positiva a presidência do bispo diocesano: “alegrou-nos a presença pastoral e paterna de Dom Luiz na Santa Eucaristia, seguida do rito da coroação da imagem de Nossa Senhora”, e concluiu desejando que “Maria Mestra, Mãe e Rainha abençoe nosso seminário, formadores e seminaristas”.

CORAÇÃO DA DIOCESE

Em entrevista, o bispo diocesano ressaltou que os seminários são de tal modo importantes à vida eclesial que o Concílio Vaticano II (1962-1965), “lhes chamam de coração da Diocese”, no decreto ‘Presbyterorum Ordinis’ e concluiu afirmando que o seminário “é o lugar da configuração do vocacionado a Cristo Bom Pastor e d’Ele depende em grande parte a continuidade e a fecundidade do ministério sacerdotal da Igreja”.


Papa a legisladores católicos: curar o mundo da violência com amor político aos vulneráveis

Francisco recebe parlamentares católicos de uma rede internacional e pede um compromisso, em nível nacional e internacional, pela "justiça, fraternidade e paz" sobretudo voltadas aos mais vulneráveis. Um empenho que, afirma o Papa, "não é apenas a ausência de guerra", mas o resultado da cooperação, do diálogo e de projetos políticos voltados para o futuro.

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Francisco recebeu na manhã desta quinta-feira (25), na Sala Clementina, no Vaticano, um grupo de 200 pessoas da Rede Internacional de Legisladores Católicos (ICLN - International Catholic Legislators Network), uma associação privada apartidária que nasceu em Trumau, na Áustria, em 2010. Eles participam de uma conferência anual realizada em Roma, que inclui uma audiência com o Pontífice no Vaticano.

Ouça e compartilhe

Em discurso, Francisco começou saudando as presenças do arcebispo de Viena, o cardeal Christoph Schönborn; do Patriarca da Igreja Sírio-ortodoxa, Ignatius Aphrem II; e do professor Alting von Geusau; e fez justamente referência ao encontro. Neste ano, a reflexão é baseada na promoção da justiça e da paz na atual situação geopolítica, marcada por conflitos e divisões em diferentes partes do mundo.

Patriarca da Igreja Sírio-ortodoxa, Ignatius Aphrem II

Aos representantes dos legisladores cristãos em todo o mundo, o Papa os encorajou a se tornarem, então, "fermento para a renovação da vida civil e política, testemunhas do 'amor político' (cf. Fratelli tutti, 180) para os mais necessitados". Assim, o Pontífice propôs a análise de três palavras-chave, apostando no "compromisso com a justiça e a paz, alimentado por um espírito de solidariedade fraterna" que irá orientá-los diariamente "no nobre trabalho de contribuir para a vinda do Reino de Deus no mundo".

A justiça

Sobre a primeira palavra, justiça, definida classicamente como a vontade de dar a cada pessoa o que é direito implica, de acordo com a tradição bíblica, ações concretas destinadas a promover relações justas com Deus e com os outros. Sobretudo, lembrou o Papa, quando se trata dos mais vulneráveis "que muitas vezes não têm voz e que esperam que os líderes civis e políticos" protejam a dignidade deles, "através de políticas e leis públicas eficazes":

“Penso, por exemplo, nos pobres, migrantes e refugiados, nas vítimas do tráfico de pessoas, nos doentes e idosos, e em tantos outros indivíduos que correm o risco de serem explorados ou descartados pela cultura de hoje do 'usa e joga fora': a cultura do 'usa e joga fora', a cultura do descarte. O desafio de vocês é trabalhar para salvaguardar e valorizar na esfera pública aquelas relações justas que permitam que cada pessoa seja tratada com o respeito e o amor que lhe são devidos.”

A fraternidade

Ao tratar da segunda palavra, a fraternidade, ou seja, "um senso de responsabilidade compartilhada e de preocupação pelo desenvolvimento e o bem-estar integral" de todos, o Papa falou da sua importância para "curar o mundo tão duramente provado por rivalidades e formas de violência que surgem do desejo de dominar e não de servir". Aos legisladores católicos, motivou para a necessidade de se criar líderes inspirados no amor fraterno e voltado aos mais vulneráveis:

"Encorajo os esforços contínuos de vocês, em nível nacional e internacional, para adotar políticas e leis que procurem abordar, num espírito de solidariedade, as muitas situações de desigualdade e injustiça que ameaçam o tecido social e a dignidade inerente de todas as pessoas."

A paz

Finalmente, o esforço para a busca constante da paz, salientou Francisco. Uma paz que "não é simplesmente a ausência de guerra", mas a cooperação na busca de objetivos que beneficiem a todos.

“A paz vem de um compromisso duradouro pelo diálogo mútuo, de uma busca paciente da verdade e da vontade de colocar o bem genuíno da comunidade acima do ganho pessoal. Nesta perspectiva, o trabalho como legisladores e líderes políticos é mais importante do que nunca. Pois a verdadeira paz só pode ser alcançada quando nos esforçamos, através de processos políticos e legislativos voltados para o futuro, para construir uma ordem social fundada na fraternidade universal e na justiça para todos.”


Em reunião extraordinária, conselho gestor do FNS aprova recursos para 42 projetos dos três eixos previstos no edital

Membros do Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) se reuniram de forma extraordinária na terça-feira, 23 de agosto, para avaliar os projetos do Eixo 2: “auxílio a situações de insegurança alimentar e vulnerabilidade social” e do Eixo 3: “capacitação para geração de renda”.

Em 2022, conforme definição do edital, os projetos a serem apoiados atenderão a três eixos. O eixo que mais recebeu propostas, 35 ao todo, foi o eixo I – Apoio a projetos educativos – , seguido pelo eixo 2 – Auxílio a situações de insegurança alimentar e vulnerabilidade social – com 21 e o eixo 3 – Capacitação para a geração de renda – com 18 propostas.

Em sua última reunião, realizada em 3 de agosto deste ano, o Conselho Gestor analisou apenas 35 projetos do Eixo 1, aprovou 30 deles e pediu informações mais detalhadas sobre 5. Para os 35 projetos do eixo 1 serão destinados R$ 1.012.122,59.

Na reunião extraordinária do Conselho Gestor também foram avaliados os 5 projetos dos quais foram solicitadas, na reunião realizada dia 3 de agosto,  documentação complementar. Destes, o Conselho Gestor do FNS aprovou 4 projetos, sendo dois de Minas Gerais, 1 da Paraíba e 1 de Rondônia, perfazendo um total de R$ 90.000,00.

Do Eixo 2, foram aprovados 19 projetos, sendo 2 para Bahia, 1 para o Distrito Federal, 1 para o Espírito Santo, 1 para o Maranhão, 4 para Minas Gerais, 1 para o Pará, 1 para Paraíba, 1 para o Piauí, 2 para o Paraná e 5 para o Rio Grande do Norte. Para estes, foi destinado um total de R$ 500.187,33. Do terceiro eixo, foram aprovados 18 projetos, sendo 3 da Bahia, 1 do Ceará, 10 de Minas Gerais, 3 do Rio Grande do Sul e 1 de Tocantins. Para estes foi destinado um total de R$ 393.787,30.

Próximos passos

De acordo com a assessora social da CNBB, Aldiza Soares, a equipe técnica enviará os  contratos às organizações para que estas assinem e os devolvam ao FNS para que seja, de fato, liberado o envio dos recursos para o início da execução dos projetos. A próxima reunião do Conselho Gestor do FNS está prevista para o dia 8 de setembro. Informações mais detalhadas sobre os projetos aprovados e sobre os prazos podem ser acessadas no site do fundo: fns.cnbb.org.br

35 projetos do eixo 1 contemplados por macrorregiões brasileiras:

Região Norte: AM – 03, RO – 02 e TO – 01
Região Nordeste: BA – 04, CE – 02, PB – 03, MA – 1, PE – 01, SE – 01
Região Centro-Oeste: GO – 04 e DF – 02
Região Leste: MG – 02SP – 03 e RJ – 01
Região Sul: RS – 01 e SC – 01

19 projetos do eixo 2 contemplados por macrorregiões brasileiras:

Região Norte: PA – 01
Região Nordeste: BA – 02, PB – 01, MA – 01, PI – 01, RN – 05
Região Centro-Oeste: DF – 01
Região Leste: ES – 01, MG – 04
Região Sul: PR – 02

18 projetos do eixo 3 contemplados por macrorregiões brasileiras:

Região Norte: TO – 01
Região Nordeste: BA – 03 e CE – 01
Região Leste: MG – 10
Região Sul: RS – 03

Saiba mais:
Conselho Gestor do FNS da CNBB inicia análise de 74 projetos que atenderam os requisitos do edital 2022 – CNBB

Fonte: https://www.cnbb.org.br/em-reuniao-extraordinaria-conselho-gestor-do-fns-aprova-recursos-para-42-projetos-dos-tres-eixos-previstos-no-edital/


Papa aos Institutos Seculares: estejam onde os direitos são violados e a guerra divide os povos

Francisco disse aos membros dos Institutos Seculares que a missão que eles "desempenham é peculiar e os leva a estar no meio das pessoas, a conhecer e entender o que acontece nos corações dos homens e mulheres de hoje, a se alegrar com eles e sofrer com eles, com o estilo de proximidade, que é o estilo de Deus".

Mariangela Jaguraba - Vatican News

O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta quinta-feira (25/08), na Sala do Consistório, no Vaticano, os participantes da Assembleia Geral da Conferência Mundial dos Institutos Seculares (CMIS).

Em seu discurso, o Papa ofereceu algumas reflexões para ajudá-los "a considerar a peculiaridade da vocação que lhes foi dada, para que seu carisma se torne mais incisivo no tempo em que vivemos".

Viver a precariedade do provisório

Segundo Francisco, "o termo secularidade, que não equivale plenamente ao de laicidade, é o centro da vocação" dos Institutos Seculares "que manifesta a natureza secular da Igreja, do Povo de Deus, no caminho entre os povos e com os povos. É a Igreja em saída, não distante ou separada do mundo, mas imersa no mundo e na história para ser ali sal e luz, germe de unidade, esperança e salvação. A missão que vocês desempenham é peculiar e os leva a estar no meio das pessoas, a conhecer e entender o que acontece nos corações dos homens e mulheres de hoje, a se alegrar com eles e sofrer com eles, com o estilo de proximidade, que é o estilo de Deus".

“Vocês são chamados a viver toda a precariedade do provisório e toda beleza do absoluto na vida comum, nas ruas onde as pessoas caminham, onde o cansaço e a dor são mais fortes, onde os direitos são violados, onde a guerra divide os povos, onde se nega a dignidade. É lá, como Jesus nos mostrou, que Deus continua nos dando a salvação e vocês estão lá, vocês são chamados a estarem lá a fim de testemunhar a bondade e ternura de Deus com gestos cotidianos de amor.”

O Papa frisou que a força e a coragem para se colocar a serviço dos outros com generosidade e tomar decisões que testemunham, "são encontradas na oração e na contemplação silenciosa de Cristo. O encontro orante com Jesus enche o coração de sua paz e seu amor que vocês poderão doar aos outros. A busca assídua por Deus, a familiaridade com as Sagradas Escrituras e a participação nos sacramentos são a chave para a fecundidade de suas obras".

Não há um destino solitário

De acordo com o Pontífice, a vocação dos Institutos Seculares "é uma vocação de fronteira", e em várias ocasiões, os membros de Institutos Seculares "afirmaram que nem sempre são conhecidos ou reconhecidos pelos pastores e essa falta de estima talvez os levou a se retirar, a evitar o diálogo, e isso não é bom. No entanto, sua vocação abre caminhos".

Penso nos contextos eclesiais bloqueados pelo clericalismo, que é uma perversão, onde sua vocação fala da beleza de uma secularidade abençoada, abrindo e aproximando a Igreja de cada homem e mulher. Penso nas sociedades onde os direitos das mulheres são negados e onde vocês, como aconteceu também na Itália com a beata Armida Barelli, têm a força para mudar as coisas promovendo sua dignidade. Penso nessas realidades, que são muitas, como a política, a sociedade, a cultura, em que se renuncia a pensar, em que se padroniza de acordo com a corrente dominante ou a própria conveniência, enquanto vocês são chamados a recordar que o destino de cada ser humano está unido ao dos outros. Não há um destino solitário.

Banir costumes que não dizem mais nada a ninguém

O Papa convidou os participantes da Assembleia Geral da Conferência Mundial dos Institutos Seculares, a não se cansarem de "mostrar o rosto de uma Igreja que precisa se redescobrir a caminho com todos, e acolher o mundo com suas fadigas e com a beleza que há nele".

A Igreja não é um laboratório para se tranquilizar e descansar. A Igreja é uma missão. Somente juntos podemos caminhar como povo de Deus, como pessoas que buscam o sentido junto com os homens e mulheres do nosso tempo, guardiões da alegria de uma misericórdia feita carne em nossa vida. Esse percurso exige banir costumes que não dizem mais nada a ninguém, romper esquemas que impedem o anúncio, sugerindo palavras encarnadas, capazes de alcançar a vida das pessoas porque são nutridas da vida delas e não de ideias abstratas. Ninguém dá testemunho com ideias abstratas. Ou você evangeliza com sua vida, e este é o testemunho, ou você é incapaz de evangelizar.

O Papa os encorajou "a fazer a secularidade presente na Igreja com afabilidade, sem reivindicações, mas com a determinação e a autoridade que vem do serviço". "Ouçam o Espírito Santo com docilidade para entender como tornar suas obras cada vez mais eficazes, inclusive trilhando novos caminhos que tornam visível a riqueza que vocês têm", concluiu Francisco.


Sobre a síntese brasileira ao Sínodo 2023, Dom Joel afirma: “estamos aprendendo a nos escutar e a escutar o Espírito Santo”

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado, considerou a elaboração da Síntese Brasileira ao Sínodo 2023, que reuniu contribuições de 254 dioceses e de 8 organizações religiosas, como uma experiência muito rica.  A  Equipe Nacional de Animação do Sínodo 2023 esteve reunida na sede da CNBB, em Brasília (DF), de 8 a 12 de agosto, se debruçando sobre as contribuições das dioceses para elaborar a síntese única da Igreja no Brasil.

De acordo com o secretário-geral da CNBB, as dioceses que não enviaram não o fizeram porque estavam em processo de mudança de seu pastor ou vão ainda fazer suas assembleias em período posterior ao estabelecido pela Secretaria Geral do Sínodo. “Um número muito significativo: 94% das dioceses brasileiras enviaram suas escutas”. Dom Joel destacou que todas as respostas foram lidas e estudadas.

“A primeira grande impressão que fica, além dos detalhes e pontos que apareceram em um e em outro relatório, é um detalhe que me parece fundamental que é o processo sinodal. A elaboração das respostas mostrou para nós a diversidade do Brasil e a diversidade no modo de proceder com as respostas. Mostrou que nós estamos aprendendo a realizar escutas”, disse.

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro destaca que mais do que ter uma versão final do documento, ainda com 37 páginas, o processo de escuta e o empenho da equipe foi uma escola que não se pode perder. “Como se sabe, a equipe é composta de 13 pessoas. Dentro do possível, a equipe é sinodal. Nela há consagrados e consagradas, leigas, presbíteros, bispos e representantes de algumas regiões do Brasil”, ressaltou.

Próximos passos

O próximo passo, já iniciado, segundo dom Joel, é a construção da síntese do Cone Sul do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), que envolve o Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina. “Tivemos uma reunião virtual com a equipe do Celam onde foram colocados os parâmetros para este trabalho. Na semana que se inicia em 6 de março, aqui no Brasil, estarão representantes destes quatro países para um intercâmbio com os relatórios de cada país a fim de construir o relatório do Cone Sul. Depois o relatório do Celam e assim por diante”, informou.

O secretário-geral da CNBB disse que na etapa presencial da 59ª Assembleia da CNBB, em Aparecida (SP), de 28 agosto a 2 de setembro, será apresentado aos bispos um resumo de tudo o que consta na síntese com enfoque nos principais pontos, dificuldades e sugestões.

Dom Joel reitera algo no qual o Papa Francisco tem insistido muito com relação aos próximos passos: “processos são mais importantes que documentos”. “Podemos até não ter documentos ao final de toda esta etapa que satisfaçam a um ou a outro, mas se todos nós conseguimos aprender processos de escuta e de participação nós teremos ganho muito neste momento sinodal. Pode ocorrer que um ou outro assunto não chegue até o final da etapa sinodal. Mas nós precisamos, cada vez mais unidos, chegar até essa etapa final aprendendo a nos escutar uns aos outros e a escutar o Espírito Santo”, defende.

Veja, abaixo, a íntegra da entrevista do secretário-geral da CNBB: https://youtu.be/ASAilsTpaRY

 

Fonte: https://www.cnbb.org.br/sobre-a-sintese-brasileira-ao-sinodo-2023-dom-joel-afirma-estamos-aprendendo-a-nos-escutar-e-a-escutar-o-espirito-santo/


Após a ordenação, grupo de diáconos tem seu primeiro retiro espiritual

Com a pregação do Pe. Augusto José Canali, CP, missionário passionista, 30 diáconos permanentes passaram três dias em Adamantina para encontro de oração. Dom Luiz acompanhou os ministros no momento de espiritualidade

 

Inspirados na passagem bíblica de São Tiago (2, 26), “a fé sem obras é morta”, o grupo de diáconos permanentes da Diocese fez seu primeiro Retiro após as ordenações, ocorridas no último trimestre do ano passado.

O momento de oração, reflexão e encontro entre os 30 ministros ordenados ocorreu na Casa Pastoral Diocesana Dom Osvaldo Giuntini, em Adamantina, e contou com a pregação do missionário passionista, Pe. Augusto José Canali, CP, no último final de semana, entre os dias 19 e 21 de agosto.

“De maneira simples e humilde, o Pe. Augusto mostrou-nos que vivemos a continuidade de um processo de amor primeiro, que já aconteceu em nossas vidas. Um amor gratuito sempre presente, atuante e revelador, através do mistério Trinitario podemos fazer uma experiência de amor, de discernimento de nossa caminhada com Deus nos últimos tempos”, explicou o Diác. Mário Osvaldo Bravi, da Paróquia São José Operário de Tupã.

O Retiro, que teve a participação de alguns padres que acompanham os diáconos, também contou com a presença do bispo diocesano de Marília, Dom Luiz Antonio Cipolini.

“Foi emocionante ver a dedicação e o zelo do padre Augusto”, explicou o Pe. Valdo Bartolomeu de Santana, que acompanhou toda a formação diaconal da Diocese como diretor espiritual, ao indicar uma enfermidade do missionário passionista, e concluiu: “seu testemunho de amor pela Igreja é edificante e com certeza marcou o retiro”.

Sobre a importância do momento de interiorização dos diáconos permanentes, o Diác. Romildo Melato Júnior, da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, de Marília, ressaltou que o encontro de espiritualidade o conduziu “a vislumbrar a grandeza de Deus a partir de um objetivo e de uma avaliação dos sentimentos e apelos que em mim estavam presentes”.

ATUALIZAÇÃO

Nesta semana, deste a terça-feira, dia 23, até hoje, os padres diocesanos e religiosos participam do Curso Anual de Atualização Teológica e Pastoral dos Presbíteros. O corpo de diáconos da Diocese, por sua vez, também terá a oportunidade de formação permanente.

Os diáconos permanentes se reunirão em Curso de Atualização juntamente com os leitos e consagrados no dia 4 de setembro na Igreja Matriz de São Francisco Xavier na cidade de Bastos.

Fotos: Daiane Peixoto I No Click com o Senhor


Padres orionitas que assumirão área pastoral e Pousada Bom Samaritano participam da Atualização dos Presbíteros

A partir de outubro, a Congregação da Pequena Obra da Divina Providência será recebida na Diocese, divulgou o bispo em Circular emitida na última sexta-feira, dia 19 de agosto. Nesta semana, uma comitiva de religiosos esteve no Curso Anual de Atualização Teológica e Pastoral em Adamantina

 

ORIONITAS EM DRACENA

A partir do próximo dia 19 de outubro, a Diocese de Marília contará com a atuação da Congregação da Pequena Obra da Divina Providência (Orionitas). O anúncio foi formalizado por meio da Circular nº 05/2022 do bispo diocesano, Dom Luiz Antonio Cipolini, enviada ao povo de Deus na última sexta-feira, dia 19 de agosto.

Comitiva dos orionitas com parte dos padres de Dracena

O trabalho dos religiosos ocorrerá na cidade de Dracena cuidando pastoralmente de uma área pastoral, da capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, e assumindo a Pousada Bom Samaritano. Os padres orionitas Osvaldir Ribeiro Mendes e Gilmar Joaquim Hermes participaram ontem, dia 23, do primeiro dia do Curso Anual de Atualização Teológica e Pastoral dos Presbíteros que ocorre até amanhã, dia 25, na Casa Pastoral Diocesana Dom Osvaldo Giuntini, em Adamantina.

Os religiosos estiveram acompanhados do Pe. Claudinei Niedzwiecki, ecônomo provincial, e o Pe. Claudio Peters, encarregado da Casa de Acolhida Rainha da Paz em Campos do Jordão (SP).

 

BOM SAMARITANO

Entidade sem fins lucrativos que nasceu do coração e do trabalho do Frei Moacir Chinelatto, OFMCap, a Pousada Bom Samaritano, que os orionitas administrarão, atende homens com dependência química e de álcool.

Os padres Osvaldir e Gilmar chegarão em Dracena no dia 19 de outubro e serão recebidos com celebração da Santa Missa, às 19h30, na Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida.

Padres Osvaldir e Gilmar que assumirão os trabalhos em Dracena

“Roguemos a Virgem Maria, que inspire nosso ‘sim’ a Deus no serviço de evangelização e promoção de nossos irmãos necessitados. E rezemos pelos sacerdotes Orionitas para que Deus continue abençoando e iluminando seu trabalho de evangelização segundo o carisma de São Luís Orione de renovar tudo em Cristo”, escreveu o bispo diocesano no documento emitido a toda a Diocese.

Fotos: Vinícius Cruz I Departamento de Comunicação


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