Campanha “contra a violência no campo” é lançada como parte da programação do Seminário da 6ª Semana Social Brasileira

Em defesa dos povos do campo, das águas e das florestas, organizações sociais lançaram na terça, 2 de agosto, de Campanha Contra a Violência, no auditório do Conselho Nacional dos Direitos Humanos, em Brasília (DF). O evento faz parte da programação do Seminário da 6ª Semana Social Brasileira, que acontece no Centro Cultural de Brasília, até o dia 4 de agosto. O lançamento foi em formato híbrido, presencial e com transmissão ao vivo pelas redes sociais das organizações que compõem a Campanha e, também, da CNDH.

Durante o lançamento foram apresentados relatos de casos de violência contra os povos indígenas, pela Aty Guasu (Grande Assembleia do povo Guarani e Kaiowá), do Mato Grosso do Sul, e também do Território Campestre, comunidade Alegria, do município de Timbiras (MA).

Também foram apresentados dados atualizados sobre a violência no campo, sistematizados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Além da divulgação de uma Carta Compromisso contra a Violência no Campo, para que os candidatos e candidatas nas eleições de 2022 possam aderir, com link abaixo.

Violência no campo

Os assassinatos em conflitos no campo saltaram de um total de 20, em 2020, para 35 em 2021, representando um aumento de 75%. Entre as vítimas estão lideranças que atuam na defesa dos direitos humanos e da natureza. Estes dados são apenas os que tiveram visibilidade nos dados oficiais ou na mídia, coletados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), que faz parte de uma frente formada por 33 organizações de povos do campo, das águas e das florestas, que se uniram em uma campanha contra a violência no campo. “Essas situações se acirram a medida em que as políticas públicas e de fiscalização são desmontadas”.

De acordo com a análise dos dados do Grupo, no período de 2016 a 2021, houve 10.384 conflitos no campo, atingindo 5,5 milhões de pessoas, incluindo crianças, jovens e mulheres. “O número é 54% maior que o período anterior entre 2011 e 2015, confirmando que o impeachment da presidenta Dilma Rousseff foi um golpe articulado entre setores do Estado e do capital, da mídia hegemônica e em particular ligada ao agronegócio”, denunciam as organizações sociais contra a violência no campo, em defesa dos territórios e da vida.

É importante ressaltar que tanto o aumento da violência como o de número de assassinatos se deu na região da Amazônia Legal, evidenciando a violência inerente ao processo de expansão do capital. As populações que mais sofreram violência no campo foram, povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, posseiros e trabalhadores e trabalhadoras rurais sem-terra, segundo os dados da CPT.

Entre 2011 e 2015 foram registrados pelo Centro de Documentação da CPT – Dom Tomás Balduino, 6.737 conflitos no campo, envolvendo mais de 3,5 milhões de pessoas. Já de 2016 a 2021, esses números subiram para 10.384 conflitos, atingindo 5,5 milhões de pessoas, em especial, crianças, jovens e mulheres. O que evidencia que o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff foi um golpe articulado entre setores do Estado e do capital, da mídia hegemônica e em particular ligado ao agronegócio.

Adesão à Campanha

No esteio desse processo de luta dos povos, enfrentar e superar a violência no campo se impõem como objetivo a partir da articulação e unidade das várias frentes de resistência e na defesa da vida. Por isto, como forma de articulação a Campanha propõe a adesão das organizações que apoiam o fim da violência no campo. No link abaixo, as organizações podem aderir à campanha #BastaDeViolênciaNoCampo (Clique aqui).

Fonte: https://www.cnbb.org.br/campanha-contra-a-violencia-no-campo-e-lancada-como-parte-da-programacao-do-seminario-da-6a-semana-social-brasileira/


Papa Francisco participará de VII congresso de religiões mundiais e tradicionais, em setembro, no Cazaquistão

Na manhã desta terça-feira (02/08) a Sala de Imprensa da Santa Sé apresentou o programa oficial da próxima viagem do Papa Francisco. De fato, de 13 a 15 de setembro, Francisco irá ao Cazaquistão por ocasião do VII Congresso de Líderes de Religiões Mundiais e Tradicionais.

No dia 13 de setembro, terça-feira, após a chegada à capital Nursultan às 17h45, Francisco será recebido em uma cerimônia de boas-vindas no Palácio Presidencial e em seguida fará uma visita de cortesia ao Presidente da República Kassym-Jomart Tokayev. No mesmo dia, às 19h30 o Papa terá um encontro com as Autoridades, a Sociedade Civil e o Corpo Diplomático na “Qazaq Concert Hall”, onde fará seu primeiro discurso.

No dia seguinte, quarta-feira 14, depois de um Momento de Oração em silêncio dos Líderes Religiosos, o Papa participará da abertura e sessão plenária do VII Congresso de Líderes de Religiões Mundiais e Tradicionais no Palácio da Paz e da Reconciliação. Na ocasião o Papa fará seu segundo discurso. Na conclusão do evento, cerca de 12 horas o Papa terá alguns encontros privados com líderes religiosos no mesmo local. À tarde (16h30) será realizada uma Santa Missa na Praça da Expo na qual o Santo Padre fará a homilia.

O convite feito em 2021

Em novembro de 2021, durante uma audiência com Francisco no Vaticano, o presidente do Senado do Cazaquistão, Ashimbayev, havia convidado o Papa para participar do evento internacional. Naquela ocasião, segundo relatou o próprio Ashimbayev sobre o encontro, o Pontífice havia ressaltado o papel fundamental do país na promoção do diálogo inter-religioso na Ásia e no mundo.

Na época, apenas considerando a possibilidade da sua presença, o bispo da Santíssima Trindade em Almaty e presidente da Conferência Episcopal do Cazaquistão, dom José Luis Mumbiela Sierra, era entusiasta, antecipando que estariam prontos para receber o Pontífice, “20 anos após a visita de João Paulo II ao Cazaquistão”. O prelado enalteceu “a grande aproximação entre os valores do diálogo promovidos tanto por Francisco como pelo Congresso. Sabemos também como o Santo Padre é atento às Igrejas da periferia, como a nossa”, disse dom José.

A primeira edição do congresso, que busca promover o diálogo entre as religiões, foi realizada em Astana, em 2003, tomando como modelo o “Dia de Oração pela Paz” no mundo, convocado em Assis por João Paulo II, em janeiro de 2002. A iniciativa tinha como objetivo reafirmar a contribuição positiva das diferentes tradições religiosas para o diálogo e a harmonia entre os povos e as nações após as tensões que se seguiram aos ataques do 11 de setembro de 2001.

O congresso inter-religioso deste ano terá como tema “O papel dos líderes das religiões mundiais e tradicionais no desenvolvimento sócio-espiritual da humanidade no período pós-pandêmico”.

Papa Francisco recebe os bispos do Cazaquistão em visita “ad Limuna Apostolorum” em março de 2019

Com informações de Jane Nogara - Vatican News
Foto: Vatican Media

Em missa de abertura do 42º mês vocacional, Dom Salm desafia a igreja no Brasil a ser um “canteiro fecundo” de vocações

Representantes de todas as expressões da vocação humana (vida religiosa e consagrada, leigos, famílias, sacerdotes e bispos) se reuniram na segunda-feira, 1º de agosto, na capela Nossa Senhora Aparecida, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em torno da celebração de abertura do 42º Mês Vocacional 2022 da Igreja no Brasil.

O tema “Cristo Vive – Somos suas testemunhas”, segundo o bispo de Novo Hamburgo (RS) e presidente da Comissão para os Ministérios e a Vida Consagrada da CNBB, dom João Francisco Salm, foi inspirado na exortação apostólica pós sinodal “Christus vivit”. O lema que animará a celebração do mês é “Eu vi o Senhor!” (Jo 20,18).

A missa, presidida por dom Francisco Salm (ao centro, na foto), foi concelebrada pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, pelo bispo auxiliar da arquidiocese de Manaus (AM) e referencial da Pastoral Vocacional, dom José Albuquerque de Araújo, e por padres assessores da Conferência.

Em sua homilia, dom Salm destacou que a abertura e a programação do Mês Vocacional 2022 foram pensados como forma de “celebrar a nossa resposta amorosa ao convite de Deus para a nossa vida”. O bispo explicou que, neste mês, a Comissão para os Ministérios e a Vida Consagrada da CNBB quer retomar as três verdades apontadas pelo Papa Francisco no capítulo 4º da exortação “Christus Vivit”: “Deus nos ama, Cristo está vivo e nos salva”.

A vocação humana se realiza, de acordo com dom Salm, no diálogo entre a iniciativa de Deus e a resposta que cada pessoa dá. Neste sentido, dom Salm desafiou a Igreja no Brasil, não apenas no mês de agosto, a promover uma verdadeira cultura vocacional. Isto, segundo dom Salm, exige apresentar  Jesus Cristo em cada comunidade eclesial missionária do país.

Para dom Salm, a Igreja pode ser um canteiro fecundo e um ecossistema vocacional. Contudo, o bispo pediu um reforço na oração à vocação neste mês. “Precisamos descruzar os braços, pedir, reunir as pessoas, formar e dar-lhes oportunidades de conhecer e se encantar com a proposta de Jesus Cristo”, disse.

 

“Vede como eles se amam!” 

O abade João Crisóstomo fala da importância do testemunho para despertar novas vocações. | Foto: Ascom CNBB.

O representante da Ordem de São Bento, o abade João Crisóstomo, de 30 anos, foi um dos participantes da celebração. Tendo já professado a sua profissão solene há seis anos, o religioso compartilhou  as alegrias de seu caminho vocacional.

O seu despertar para o chamado de Deus, de acordo com ele, se deu quando tinha 13 anos ao observar as atitudes e os exemplos do sacerdote Willian Lucena, na paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Niterói (RJ). “Ele não era de falar mas de fazer e demonstrar por meio da Eucaristia e da Liturgia o seu amor e zelo pastoral”, disse.

Assim como a sua vocação foi despertada pelo exemplo de um padre diocesano, o abade acredita que o testemunho apostólico, a fidelidade aos diferentes carismas e a união da própria vida religiosa dentro da Igreja pode inspirar e encantar outros jovens a seguirem o mesmo caminho. Ao ver o testemunho da vida religiosa, as novas gerações, segundo João, precisam perceber o que está descrito no versículo bíblico: “Vede como eles se amam!” (Apolog. 39).

Lançamento do Texto-Base do Ano Vocacional 2023

Após a celebração, aconteceu o lançamento oficial do texto-base do 3º ano vocacional. O terceiro Ano Vocacional da Igreja no Brasil será celebrado de 20 de novembro de 2022 a 26 de novembro de 2023. A iniciativa comemora os 40 anos do primeiro ano temático dedicado à reflexão, oração e promoção das vocações no país. Inspirado no Documento Final do Sínodo dos Bispos sobre Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” o tema do Ano Vocacional 2023 é “Vocação: Graça e Missão” e o lema é “Corações ardentes, pés a caminho” (cf. Lc 24, 32-33). Saiba como foi no vídeo abaixo:

 

Subsídio e programação do 42º Mês Vocacional

 

Durante o mês de agosto acontecerão encontros on-line inspirados no tema do mês vocacional: é “Cristo Vive! Somos suas testemunhas”. A iniciativa acontecerá sempre aos sábados, às 10h, com diversas formações, com o objetivo de promover reflexão e interação vocacional. As inscrições poderão ser feitas (aqui).

A “Hora Vocacional”, como é conhecida, é uma idealização da Revista Rogate de Animação Vocacional. É realizada em parceria com o Serviço de Animação Vocacional/Pastoral Vocacional Nacional da CNBB, Instituto de Pastoral Vocacional (IPV) e outros organismos da Igreja.

“Se não é possível o contato pessoal, por outro lado o encontro virtual permite a participação de pessoas de todas as regiões do Brasil e até mesmo de outros países, de forma segura. De certo modo, estamos buscando odres novos para vinho novo vocacional, em tempos de forte aceleração das tecnologias de presença on-line”.

Confira a programação (aqui).

 

O Mês Vocacional

O Mês Vocacional, celebrado em agosto, quer ajudar toda a Igreja do Brasil a testemunhar o centro da fé cristã. “Jesus está ressuscitado, venceu a morte e ele nos chama para ser sua testemunha no meio deste mundo”.

“Que este Mês Vocacional possa aquecer o coração de cada pessoa, de cada cristão para esse despertar vocacional de toda a Igreja. A Igreja vive a vocação sempre como graça e missão porque Jesus está vivo e nós somos testemunhas”, afirma a Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB.

Em 2022, o tema escolhido pela Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para celebrar o Mês Vocacional é “Cristo Vive! Somos suas testemunhas” e o lema é “Eu vi o Senhor!” (Jo 20,18).

 

Fonte: https://www.cnbb.org.br/em-missa-de-abertura-do-42o-mes-vocacional-dom-salm-desafia-a-igreja-no-brasil-a-ser-um-canteiro-fecundo-de-vocacoes/


Perdão de Assis: a indulgência plenária de São Francisco

Depois do tríduo que precede as 24 horas de indulgência plenária, a partir desta segunda (01/08) inicia o Perdão de Assis, o perdão que São Francisco pediu ao Papa Honório III que na Porciúncula pode ser obtido durante todo o ano, e desde 1966 foi estendido a todas as igrejas paroquiais e franciscanas

Vatican News

Depois de três dias de preparação para o Perdão de Assis com as meditações do Padre Mauro Galesini foi concluída a introdução da celebração da misericórdia proclamada por São Francisco.  Nesta segunda-feira, 1° de agosto, o Padre Massimo Fusarelli, Ministro geral da Ordem dos Frades Menores, preside a solene celebração eucarística que conclui a introdução ao meio-dia com a procissão da "Abertura do Perdão". Desde esse momento até a meia-noite de 2 de agosto, a Indulgência Plenária concedida na Porciúncula é estendida durante todo o dia a todas as igrejas paroquiais e franciscanas dos cinco continentes.

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A história do perdão de Assis

O Perdão de Assis teve origem no século XIII. A história conta que uma noite no ano 1216 São Francisco estava imerso em oração na Porciúncula, (a pequena igreja dos franciscanos abrigada pela Basílica de Santa Maria dos Anjos em Assis) quando de repente uma luz brilhante inundou a igrejinha e acima do altar o humilde frade viu Cristo e sua Mãe cercados por uma multidão de anjos. Perguntaram-lhe o que ele queria para a salvação das almas e Francisco respondeu: "Rogo-lhes que todos os arrependidos e confessados que venham visitar esta igreja, obtenham o perdão amplo e generoso, com completa remissão de todos os pecados”. "O que você pede, frade Francisco, é grande", diz-lhe o Senhor, "mas de coisas maiores você é digno e maiores você terá. Aceito, portanto, sua oração, mas na condição de que você peça a meu vigário na terra esta indulgência". Assim o pobrezinho de Assis se apresentou ao Papa Honório III que o ouviu atentamente, deu sua aprovação e lhe perguntou: "Por quantos anos você quer esta indulgência?". E Francisco: "Santo Padre, eu não peço por anos, mas por almas. Eu quero, Santo Padre, se Vossa Santidade permitir, que todos aqueles que, confessados e contritos, e, como é seu dever, absolvidos pelo sacerdote, entrarem naquela igreja, sejam libertados do castigo e da culpa, no céu e na terra, desde o dia de seu batismo até o dia e a hora de sua entrada na referida igreja". O Pontífice respondeu: "Eis que a partir de agora concedemos que quem quer que venha e entre na referida igreja, devidamente confessado e arrependido, será absolvido da punição e culpa; e desejamos que isto seja perpetuado todos os anos, mas apenas por um dia, desde as primeiras vésperas, incluindo a noite, até as vésperas do dia seguinte". Foi assim que em 2 de agosto de 1216, juntamente com os bispos da Úmbria, Francisco anunciou ao povo reunido na Porciúncula: "Meus irmãos, quero enviar-vos a todos ao Paraíso!”

Ao longo dos séculos, a concessão sofreu muitas variações, até ser estendida a todos os dias para a Igreja da Porciúncula, enquanto que para as igrejas paroquiais e franciscanas somente no dia 2 de agosto. A disciplina atual foi estabelecida por Paulo VI em sua Carta Apostólica Sacrosancta Porziuncolae Ecclesia de 14 de julho de 1966, enviada ao Vigário Geral da Ordem dos Frades Menores, Irmão Constantino Koser, por ocasião do 750º ano da concessão da Indulgência da Porciúncula.


O Papa irá em setembro ao Cazaquistão para Congresso de Religiões Mundiais

O Papa Francisco já havia expresso sua intenção de viajar ao Cazaquistão por ocasião deste Congresso que será realizado nos dias 14 a 15 de setembro em Nursultan, capital do país. O Pontífice havia falado sobre essa possibilidade durante uma conversa por videoconferência em abril passado com o presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev

Raimundo de Lima/Andressa Collet - Vatican News

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“Aceitando o convite das autoridades civis e eclesiais, o Papa Francisco fará a anunciada Viagem Apostólica ao Cazaquistão de 13 a 15 de setembro deste ano, visitando a cidade de Nursultan, por ocasião do VII Congresso de Líderes de Religiões Mundiais e Tradicionais.” É o que informa esta segunda-feira, 1º de agosto, a Sala de Imprensa da Santa Sé.

De fato, o Papa Francisco havia expresso sua intenção de viajar ao Cazaquistão por ocasião deste Congresso que será realizado nos dias 14 a 15 de setembro em Nursultan, capital do país. O Pontífice falou sobre essa possibilidade durante uma conversa por videoconferência em abril passado com o presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev.

O convite feito em 2021

Em novembro de 2021, durante uma audiência com Francisco no Vaticano, o presidente do Senado do Cazaquistão, Ashimbayev, havia convidado o Papa para participar do evento internacional. Naquela ocasião, segundo relatou o próprio Ashimbayev sobre o encontro, o Pontífice havia ressaltado o papel fundamental do país na promoção do diálogo inter-religioso na Ásia e no mundo.

Na época, apenas considerando a possibilidade da sua presença, o bispo da Santíssima Trindade em Almaty e presidente da Conferência Episcopal do Cazaquistão, dom José Luis Mumbiela Sierra, era entusiasta, antecipando que estariam prontos para receber o Pontífice, "20 anos após a visita de João Paulo II ao Cazaquistão". O prelado enalteceu "a grande aproximação entre os valores do diálogo promovidos tanto por Francisco como pelo Congresso. Sabemos também como o Santo Padre é atento às Igrejas da periferia, como a nossa", disse dom José.

A inspiração em Assis

A primeira edição do congresso, que busca promover o diálogo entre as religiões, foi realizada em Astana, em 2003, tomando como modelo o "Dia de Oração pela Paz" no mundo, convocado em Assis por João Paulo II, em janeiro de 2002. A iniciativa tinha como objetivo reafirmar a contribuição positiva das diferentes tradições religiosas para o diálogo e a harmonia entre os povos e as nações após as tensões que se seguiram aos ataques do 11 de setembro de 2001.

O congresso inter-religioso deste ano terá como tema "O papel dos líderes das religiões mundiais e tradicionais no desenvolvimento sócio-espiritual da humanidade no período pós-pandêmico".


Seminário, de 2 a 4 de agosto, sistematizará os acúmulos dos mutirões da 6ª Semana Social Brasileira nos regionais da CNBB

De 2 a 4 de agosto, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da sua Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora realiza, com o apoio da Misereor, o seminário nacional “O Brasil que Temos – rumo ao Projeto Popular, o Brasil que queremos: o bem viver dos povos”. 

O encontro, que reunirá presencialmente lideranças dos 19 regionais da CNBB que atuam nas Pastorais Sociais e movimentos populares, integra o processo da 6ª Semana Social Brasileira. No primeiro dia do evento, que acontecerá no auditório Padre Thierry Linard, no Centro Cultural de Brasília (CCB), o grupo participará do lançamento da Campanha Nacional Contra a Violência no Campo, no Conselho Nacional de Direitos Humanos, e também fará uma análise de conjuntura tendo como foco: “O Brasil que Temos: Terra, Teto e Trabalho”.

Programação do Seminário Nacional

Na carta enviada aos participantes, a coordenação da 6ª Semana Social Brasileira motiva os participantes a levarem álcool em gel e máscaras para assegurar a proteção contra a Covid-19. “No seminário vamos conversar sobre a conjuntura nacional e projetar ações de superação das desigualdades e das violações dos direitos humanos e da natureza por Terra”, diz um trecho do documento.

O seminário fará memória do processo das Semanas Sociais brasileiras e também sintetizará o acúmulo do processo vivenciado nos mutirões realizados nos estados e regionais, com ênfase para as dificuldades e desafios do caminho. “Queremos sair do Seminário com acumulo do Brasil que Temos e assim teremos força e elementos suficientes para construir o Brasil que Queremos”, aponta Alessandra Miranda, pela coordenação executiva da 6ª Semana Social Brasileira.

Carta aos participantes e programação

Fonte: https://www.cnbb.org.br/seminario-nacional-de-2-a-4-de-agosto-sistematizara-os-acumulos-dos-mutiroes-da-6a-semana-social-brasileira/


O Papa no Angelus: é bom se tornar rico, mas rico segundo Deus

“Que Nossa Senhora nos ajude a compreender quais são os verdadeiros bens da vida, aqueles que permanecem para sempre”: foi o pedido do Papa à Virgem Maria no Angelus ao meio-dia deste XVIII Domingo do Tempo Comum.

Refletindo sobre a página do Evangelho do dia, Francisco destacou a passagem em Lc 12,13 em que um homem dirige um pedido a Jesus: “Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança”. É uma situação muito comum, problemas semelhantes ainda são atuais: quantos irmãos e irmãs, quantos membros da mesma família infelizmente brigam, e talvez não falem mais um com o outro, por causa da herança! – frisou o Papa.

A ganância, uma doença que destrói as pessoas

O Pontífice observou que Jesus, respondendo a este homem, não entra em detalhes, mas vai à raiz das divisões causadas pela posse das coisas, e diz: “Precavei-vos cuidadosamente de qualquer cupidez”.

O que é a cobiça? É a ganância desenfreada pelos bens, o querer sempre enriquecer-se. É uma doença que destrói as pessoas, porque a fome de posses gera dependência. Sobretudo aquele que tem tanto nunca se dá por satisfeito: sempre quer mais, e somente para si mesmo. Mas desta forma não é mais livre: é apegado, escravo daquilo que paradoxalmente deveria servir-lhe para viver livre e sereno. Em vez de servir-se do dinheiro, se torna servo do dinheiro. Mas a ganância é uma doença perigosa também para a sociedade: por causa dela chegamos hoje a outros paradoxos, a uma injustiça como nunca antes na história, onde poucos têm muito e muitos têm pouco ou nada. Pensemos também nas guerras e conflitos: o anseio por recursos e riqueza está quase sempre envolvido. Quantos interesses estão por trás de uma guerra! Certamente, um deles é o comércio de armas. Este comércio é um escândalo ao qual não devemos e não podemos nos resignar.

“Parar e negociar”: novo apelo do Papa em favor da Ucrânia

Francisco acrescentou que Jesus nos ensina hoje que, no cerne de tudo isso, não há apenas alguns poderosos ou certos sistemas econômicos: há a ganância que está no coração de cada um.

Dito isso, o Santo Padre convidou-nos a refletir sobre algumas perguntas:

Como está meu desapego dos bens, das riquezas? Eu me queixo do que me falta ou sei dar-me por satisfeito com o que tenho? Sou tentado, em nome do dinheiro e das oportunidades, a sacrificar as relações e o tempo para os outros? E mais ainda, me ocorre sacrificar a legalidade e a honestidade no altar da ganância? Eu digo “altar” porque bens materiais, dinheiro, riquezas podem se tornar um culto, uma verdadeira idolatria. Portanto, Jesus nos adverte com palavras fortes. Ele diz que não se pode servir a dois senhores, e – tenhamos cuidado – não diz Deus e o diabo, ou o bem e o mal, mas Deus e as riquezas. Servir-se da riqueza sim; servir a riqueza não: é idolatria, é ofender a Deus.

A vida não depende do que se possui

Então – podemos pensar – não se pode desejar ser rico? O Pontífice respondeu: é claro que se pode, de fato, é justo desejá-lo, é bom se tornar rico, mas rico segundo Deus! Deus é o mais rico de todos: é rico em compaixão, em misericórdia. Sua riqueza não empobrece ninguém, não cria brigas e divisões. É uma riqueza que ama dar, distribuir, compartilhar.

Antes de concluir, o Papa lembrou, por fim, o que realmente conta na vida:

Irmãos, irmãs, acumular bens materiais não é suficiente para viver bem, porque – diz Jesus novamente – a vida não depende do que se possui (cf. Lc 12,15). Em vez disso, depende de bons relacionamentos: com Deus, com os outros, e também com aqueles que têm menos. Então, nós nos perguntemos: como eu quero me enriquecer? De acordo com Deus ou de acordo com a minha ganância? E voltando ao tema da herança, que herança eu quero deixar? Dinheiro no banco, coisas materiais, ou pessoas contentes ao meu redor, boas obras que não são esquecidas, pessoas que eu ajudei a crescer e amadurecer?

Raimundo de Lima – Vatican News

Comissão volta a realizar, em agosto, série de lives formativas sobre os 30 anos do Catecismo da Igreja Católica

A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) volta neste mês de agosto a realizar a série de lives formativas sobre os 30 anos do Catecismo da Igreja Católica.

Desta vez a live formativa tem como objetivo refletir sobre a terceira parte do Catecismo: “A vida em Cristo”. Serão feitas duas seções que contarão com reflexões da professora e doutora em Teologia, Maria Inês Millen, nos dias 4 e 25 de agosto, às 19h30, com transmissão ao vivo pelas redes sociais da CNBB (Youtube e Facebook) e Catequese do Brasil, no Youtube.

A primeira seção, segundo o assessor da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, padre Jânison de Sá, desenvolve a moral fundamental: a vocação do homem; a Vida no Espírito (1699-2051). Já a segunda vai se dedicar à moral especial: Os 10 mandamentos (2052- 2557). “Elas serão formações importantes para revisitar os ensinamentos contidos no Catecismo, particularmente esta terceira parte que reflete sobre a teologia moral”, explica o padre.

O Catecismo da Igreja Católica começou a ser pensado a partir do Sínodo Extraordinário dos Bispos que celebrava o XXV aniversário do encerramento do Concílio Vaticano II. Padre Jânison salienta que o Documento é fruto de um longo processo colegial que, para além da participação dos bispos, contou com a contribuição de especialistas em catequese, Bíblia, teologia dogmática e demais, resultando assim como fruto do Concílio Vaticano II.

“O Catecismo da Igreja Católica não apresenta uma metodologia e pedagogia catequética, ou seja, a dinâmica usada para os encontros de catequese a serviço da Iniciação à vida Cristã em nossas paróquias e comunidades. Mas encontramos as grandes linhas e temas que devem ser alimento sólido para quem pretende conhecer os conteúdos da vida cristã e vivenciar no quotidiano como discípulos e missionários de Jesus Cristo. É também um instrumento importante para a formação teológica de nossos catequistas”, diz o padre Jânison.

Acompanhe a live:

As lives formativas sobre os 30 anos do Catecismo ocorrem desde o mês de março deste ano e têm ajudado a revisitar as principais temáticas do Documento, além de aprofundar o seu sentido com a ajuda de assessores convidados para cada mês.

Segundo Mariana Venâncio, assessora da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, as lives que aconteceram até agora foram importantes para que todos tivessem a consciência da riqueza do material contido no Catecismo da Igreja Católica.

“Muitos relatos que acompanhávamos pelos comentários do chat ao vivo, testemunhavam o quanto as pessoas ficavam, ao mesmo tempo, maravilhadas diante da profundidade e abrangência do conteúdo, mas também mais conscientes das razões da própria fé”, disse.

Para Mariana as lives estão sendo uma ferramenta importante para uma leitura mais consciente do Catecismo da Igreja Católica, que reconheça seu lugar e sua conexão com a Escritura, a Tradição e o Magistério.

“Além disso, elas também contribuíram para que, desde o início do ano, já marcássemos 2022 com a celebração dos 30 anos do CIgC, que vai se intensificar agora, que a data se aproxima”, afirmou.

Até o momento foram realizadas 9 lives, com diferentes temáticas como “A Profissão da Fé” e a “Celebração do Mistério Cristão”. Reveja cada uma delas nos links abaixo:

Mês    Tema    Assessor    Datas  
Fevereiro   Introdução    Assista (aqui) 24 de Fevereiro de 2022  
Março    PRIMEIRA PARTE – A PROFISSÃO DA FÉ
Primeira seção   
Padre Abimar    10 e 24 de Março de 2022   

Assista (aqui).

e  

Assista (aqui)   

Abril    PRIMEIRA PARTE – A PROFISSÃO DA FÉ
Segunda seção   
Irmã Sueli    07 e 21 de Abril de 2022   

Assista (aqui)

  

Assista (aqui)

  

Maio     SEGUNDA PARTE – A CELEBRAÇÃO DO MISTÉRIO CRISTÃO   

Primeira seção   

Pe. Patrick Brandão    05 e 19 de Maio de 2022    

Assista (aqui)

  

Assista (aqui) 

  

Junho    SEGUNDA PARTE – A CELEBRAÇÃO DO MISTÉRIO CRISTÃO   

Segunda seção   

Dom Armando Bucciol    23 e 30 de Junho de 2022   

Assista (aqui) 

e  

Assista (aqui)  

  

Julho   Seminário Nacional de Catequese      11 a 15 de Julho    

Assista (aqui) 

  

Agosto   TERCEIRA PARTE – A VIDA EM CRISTO   

Primeira seção   

Maria Inês de Castro Millen    

 

04 e 25 de Agosto de 2022   

Assista (aqui)

e

Assista (aqui)

O Catecismo da Igreja Católica (CIC)

O Catecismo da Igreja Católica é uma exposição sistemática da doutrina Católica publicada no ano de 1992. A apresentação do seu conteúdo está organizada em quatro partes, a saber, a fé professada (a explicação do Credo), a fé celebrada (a apresentação da liturgia da Igreja), a fé vivida (a moral ou exigências dos mandamentos) e a fé rezada (a vida de oração da Igreja).

As bases que fundamentam toda essa apresentação são: a Sagrada Escritura, a Tradição Apostólica e o Magistério da Igreja. Esse conteúdo constitui a riqueza do pensamento da Igreja sobre os mais variados assuntos e dimensões da vida da pessoa humana, da Igreja e da sociedade.

Saiba onde adquirir a publicação, pelas Edições CNBB, (AQUI).

Fonte: https://www.cnbb.org.br/comissao-retoma-em-agosto-serie-de-lives-formativas-sobre-os-30-anos-do-catecismo-da-igreja-catolica/


Sínodo: ecos do encerramento da fase diocesana do processo sinodal 2021-2023

Com o encerramento do prazo para a conclusão da fase diocesana do Sínodo 2023, em 31 de julho, as Igrejas particulares têm promovido celebrações para marcar o exercício de escuta e os passos no sentido da sinodalidade. Em várias partes do Brasil, as paróquias enviaram representantes para concluir a etapa do sínodo iniciada em outubro do ano passado.

Mariana

Na arquidiocese de Mariana, foi realizada uma reunião Pré-Sinodal, no dia 23 de julho, com a participação de cerca de 115 pessoas. O encontro teve como objetivo a apresentação da síntese do processo de escuta realizado nas cinco regiões da arquidiocese. O documento final contempla cinco eixos: Acolhida; Celebração; Comunhão e Participação; Diálogo na Igreja e na Sociedade; e Ecumenismo e Juventude, apresentando os pontos positivos e os desafios partilhados, bem como as inspirações para a caminhada pastoral.

Foto: reprodução/arquidiocese de Mariana

Durante o evento, os presentes puderam, em grupos, discutir sobre a síntese apresentada e refletir, diante do que foi exposto, o que o Espírito Santo ainda suscita para que a arquidiocese de Mariana cresça no caminho da Sinodalidade. As respostas fruto desse momento de diálogo também foram acrescidas ao documento final.

 

Londrina

Na última sexta-feira, 29 de julho, o arcebispo de Londrina (PR) e membro da equipe de animação nacional do Sínodo, dom Geremias Steinmetz, presidiu a missa de encerramento da fase diocesana do Sínodo dos Bispos, na qual foi feito o lançamento do caminho sinodal arquidiocesano. Uma carta pastoral do arcebispo vai iluminar o processo para que, de acordo com dom Geremias, “possamos, de fato, conseguir entrar na história da nossa arquidiocese, perceber passos que já foram dados para que os passos que deveremos dar possam ser sempre mais seguros”.

No início da celebração, a motivação ressaltou que a sinodadlidade “representa a via mestra para a Igreja, chamada a renovar-se sob a ação do Espírito Santo e graças à escuta da Palavra”.

“A capacidade de imaginar um futuro diferente para a Igreja e para as suas instituições à altura da missão recebida depende, em grande medida, da escolha de iniciar processos de escuta, diálogo, discernimento comunitário em que todos e cada um possam participar e contribuir. A escolha de caminhar juntos constitui um sinal profético para a família humana que tem a necessidade de um projeto comum, apto a perseguir o bem para todos”.

Representantes das 84 paróquias da arquidiocese de Londrina depositaram folhas douradas em uma árvore disposta à frente do presbitério, representando o caminho sinodal.

 

Florianópolis

Em Florianópolis, foi realizada uma caminhada, seguida da celebração da missa, neste domingo, dia 31 de julho. A movimentação começou com uma concentração na Igreja Divino Espírito Santo, no centro da capital catarinense. Em seguida, os participantes saíram em procissão até a Catedral carregando consigo cartazes das paróquias e foranias, juntamente com a imagem de Nossa Senhora do Desterro.

Pode ser uma imagem de 5 pessoas, pessoas em pé, rua e estrada
Caminhada antecedeu a missa de encerramento da fase arquidiocesana do Sínodo em Florianópolis | Foto: reprodução/Facebook

“Essa celebração solene é uma resposta a um pedido do Papa Francisco de pedir que essa [conclusão da] etapa diocesana do Sínodo sobre a Sinodalidade fosse uma celebração solene com a participação de toda a diocese. Não foi possível fazer um estádio inteiro, mas temos representação da diocese toda. E os que aqui estão representam os que lá ficaram”, disse o arcebispo de Florianópolis, dom Wilson Tadeu Jönck.

Ele ressaltou que a caminhada sinodal deve motivar o novo e o pensamento para frente, “que faça brotar dentro de nós atitudes cristãs pra lá do que nós já fazemos, que possa surgir também fora de nós essas mesmas atitudes, os sinais da vida cristã naqueles três termos que fomos meditando durante a nossa caminhada: comunhão, participação e missão. E é importante que tenhamos feito essa caminhada. E caminhada sempre nos lembra que a Igreja caminha. A Igreja não está parada, ela caminha à luz da Palavra, ela caminha ao encontro de Deus”.

São Luís do Maranhão

Em São Luís do Maranhão, o arcebispo dom Gilberto Pastana Oliveira, presidiu a celebração de encerramento da fase diocesana, neste domingo, 31 de julho. Foram acolhidos fiéis de todas as 10 Foranias da arquidiocese. O arcebispo ressaltou a alegria deste momento, “por estar participando de um momento sem precedentes na Igreja”.

(Foto: Helton Charles, Pascom Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Pretos, Rosário)
Foto: Helton Charles, Pascom Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Pretos

 

 

Foto de capa: arquidiocese de Florianópolis

Fonte: https://www.cnbb.org.br/sinodo-ecos-do-encerramento-da-fase-diocesana-do-processo-sinodal-2021-2023/


31 de julho: termina o prazo para que as igrejas particulares enviem a síntese da fase diocesana do sínodo 2023

A Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil chama a atenção que o prazo final para o envio da síntese diocesana se encerra no próximo dia 31 de julho. No dia 5 de maio, a Equipe divulgou os encaminhamos e as principais orientações para a padronização do formato da síntese diocesana. Trata-se, segundo informe da Equipe, de um material não para padronizar conteúdos, mas para oferecer um suporte tanto às Equipes Diocesanas quanto ao processo subsequente de elaboração da síntese nacional.

Padre Júlio César: “A Síntese Diocesana é um marco do processo do Sínodo”. | Foto: reprodução.

Em discurso por ocasião dos 50 anos do Sínodo dos Bispos, o Papa Francisco frisou que “um aspecto importante do caminho do Sínodo 2021-2023 está na fase diocesana do Sínodo, pois a Igreja particular por sua própria realidade de proximidade com a vida concreta dos fiéis é o lugar para se promover reais experiências de comunhão e participação na missão”.

O membro da Equipe Nacional de Animação no Brasil do Sínodo 2023, padre Júlio César  Resende, destaca que a síntese da fase diocesana do Sínodo não é a conclusão de um caminho mas, antes, um marco deste percurso no qual cada Igreja particular pode reunir em um texto os frutos do discernimento nascido da escuta atenta do povo de Deus.

“As experiências que vêm das dioceses indicam as múltiplas formas que as comunidades encontraram para promover momentos de diálogo, escuta e oração. Este caminho sinodal reforça nossa identidade como Igreja povo de Deus que assume sua responsabilidade batismal e ativamente participa da missão”, avalia.

Recomendações para a elaboração da síntese:

 

A Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil elaborou as orientações tendo em conta os materiais indicados pela Secretaria Geral do Sínodo. A Equipe Nacional reforça que a síntese não é o ponto final do processo sinodal na (arqui) diocese, mas uma comunicação de tal processo, que também ajudará a vislumbrar possibilidades futuras advindas de tal experiência sinodal. Como parte do processo sinodal, a Equipe Nacional recomenda que a síntese final da Igreja Local seja tornada pública.

“É importante, portanto, que a síntese seja objetiva, mas abranja a diversidade de opiniões e vozes expressas. Também é interessante recordar que a síntese visa colher e expressar os frutos do processo sinodal de modo que sejam compreensíveis mesmo àqueles que não participaram dele, indicando como o chamamento do Espírito Santo para a Igreja foi compreendido no contexto local”.

O documento oferece ainda orientações sobre a formatação da síntese, a estrutura e o conteúdo (introdução, corpo da síntese e conclusões) e informações sobre como quem deve produzir a sistematização final do documento.

Prazo para o envio da síntese

 

De acordo com a irmã Raquel Colet, que integra o Grupo de Reflexão Ecumênica e Diálogo Inter-religioso (GREDIRE) da CNBB “as sínteses, expressão dos caminhos do Espírito nas Igrejas locais, também comunicam a comunhão eclesial. Por isso, ao propor um percurso metodológico comum, quer-se reforçar as sintonias e singularidades da reflexão do Povo de Deus, favorecendo que estas ecoem nas demais etapas do Sínodo”.

O prazo para envio da síntese diocesana se encerra no próximo dia 31 de julho e o material deverá ser  enviado para a Equipe Nacional de Animação do Sínodo de 2023, no e-mail: sinodo_2023@cnbb.org.br

Para acessar o material clique aqui: Sínodo 2023 – Orientações para as sínteses diocesanas

Saiba mais:
Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil divulga orientações para padronização da síntese diocesana – CNBB


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