Síntese brasileira para o Sínodo 2023 aponta necessidade de investir na formação e renovação das lideranças comunitárias

A secretária executiva do regional Sul 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Sandra  Zambon, esteve em Brasília (DF), de 8 a 12 de agosto, como membro da Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil, que se reuniu com a missão de consolidar a síntese das escutas das igrejas particulares do Brasil para o processo do Sínodo 2023.

“Foi uma grata surpresa o convite para participar desta equipe com tantas pessoas de vários lugares, com vários pensamentos e em diferentes missões. A experiência me permitiu olhar para o grande mosaico que é a Igreja no Brasil. Os relatos mostram muita vida, muitas pessoas que se envolveram. Quanto empenho, quanta vida e vontade de caminhar como discípulos missionários. É um aprendizado que levo para a vida”, disse sobre a experiência.

Ela ficou responsável por coletar, dos relatos, as respostas sobre a existência dos conselhos de pastoral e de administração nas paróquias bem das assembleias como espaços que promovem a participação na vida eclesial e comunitária. De acordo com ela, os relatos permitiram perceber que há, em muitos lugares, conselhos paroquiais já organizados e caminhando. Contudo, por outro lado os relatos também apontam muitos lugares onde ainda não acontece a participação na vida comunitária conforme seria necessário. “Isto tem a ver com o próprio individualismo de muitos leigos e/ou de pequenos grupos que centralizam o trabalho e que impedem processos mais participativos de todos os fieis”, apontou.

Segundo Sandra, os relatórios fazem um convite à maior participação ativa como pede o Vaticano II. “É um pouco isto que este item provoca à uma maior participação ativa e a descentralização por parte de determinados grupos ou de lideranças que estão à frente dos processos. Foram destacados aspectos muito bonitos desta participação em contrapartida foi apontada a necessidade de envolver mais por meio da escuta, do diálogo e da renovação das lideranças. Aparece forte nos relatos que são as mesmas lideranças à frente dos processos por muito tempo e isto nem sempre é saudável na vida comunitária”, avalia.

Formação e cultivo da espiritualidade

A síntese apontou também, de forma unânime, a necessidade de olhar, reforçar e aprofundar a questão da formação para a vivência da espiritualidade como forma de evitar o ativismo e o intelectualismo nas comunidades. A secretária executiva do Sul 3 disse que apareceu também como apelos a necessidade de promover o diálogo e a pastoral na linha da Igreja em Saída. “Nos relatos aparece muito a expressão ir ao encontro sobretudo das famílias e das pessoas. Aparece também a urgência da necessidade de promover o diálogo com as realidades contemporâneas”, disse

Um convite para abrir-se, colocar-se em movimento e à caminho. Uma Igreja em processo sinodal: escutar, refletir e dialogar”, disse.  A promoção da ecologia integral, a preocupação com a dimensão social e também com o meio ambiente, como pede o Papa Francisco, são outras questões apontadas pelos relatos das Igrejas Particulares.

Fonte: https://www.cnbb.org.br/sintese-brasileira-para-o-sinodo-2023-aponta-necessidade-de-investir-na-formacao-e-renovacao-das-liderancas-comunitarias/


Sínodo 2023: “o exercício da escuta é o único remédio capaz de curar os males do nosso tempo”, afirma dom Dirceu

O atual bispo de Camaçari, na Bahia, dom Dirceu de Oliveira Medeiros, membro da Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil, somou-se durante a semana, de 8 a 12 de agosto, ao trabalho de realizar a síntese das 251 contribuições enviadas da fase de escuta realizada pelas Igrejas Particulares e grupos da Igreja no Brasil. A ele, especificamente, coube a tarefa de sistematizar o tema da participação.

Um dos aspectos que mais se destacou nos relatórios, segundo dom Dirceu, foi o apreço pelo modo com o qual o Papa Francisco exerce autoridade. “A maneira como ele conduz a Igreja com seu esforço de escutar as massas, em promover a sinodalidade é algo que foi muito destacado como um ponto muito positivo e que pode e deve ser uma referência para a Igreja inteira”, disse dom Dirceu.

Dom Dirceu apontou ainda que as comunidades veem como desafio e ao mesmo tempo como algo muito positivo o fortalecimento dos conselhos nos diversos níveis, sejam eles de natureza administrativa, de natureza pastoral. “O fomento dessas instâncias no exercício da colegialidade também proporciona esse caminhar juntos e essa sinodalidade que é o novo jeito da Igreja caminhar no terceiro milênio, como aponta o Papa Francisco”, afirmou.

O bispo também salientou que nas contribuições enviadas ouviu-se muito falar em clericalismo. Segundo dom Dirceu os relatórios apontam que não trata-se de um desvirtuamento próprio dos clérigos.

“O clericalismo é uma possibilidade, uma tentação na vida de leigos e leigas que as vezes se fecham em grupos, que as vezes querem o poder para si, autoridade ou então em algumas hipóteses eles legitimam o autoritarismo de alguns padres, bispos, ministros ordenados e aí entra a necessidade de uma verdadeira e sincera conversão”, explicou

Por fim, dom Dirceu afirmou que ter participado da equipe de elaboração da síntese foi uma honra. “Me senti muito honrado, privilegiado de ter participado desse momento que é um momento fecundo. Eu dizia para o grupo que nós estamos participando da história eclesial. É um momento fecundo que foi suscitado pelo espírito que está sendo conduzido pelo Papa, pelos bispos, pela Igreja inteira para que nós nos coloquemos na escuta”, disse.

“Eu tenho a intuição de que a sabedoria do Papa é essa: em meio a uma sociedade extremamente polarizada ou mesmo fragmentada, onde cada um quer fazer valer a sua verdade, o Papa nos aponta um único antídoto que é o de nos colocarmos na escuta uns dos outros. Por mais que seja difícil e desafiador esse exercício é o único remédio capaz de curar os males do nosso tempo”.

https://youtu.be/MGJNj78bfYA

Entrevistas sobre o processo de escuta

A Assessoria de Comunicação da CNBB produziu uma série de entrevistas com os membros da Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil que estão sendo publicadas no portal e no canal do yotube da entidade. O documento com a síntese final, de 10 páginas, será apresentado ao episcopado brasileiro na 59ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, como parte do processo indicado pela Secretaria Geral do Sínodo 2023, antes de ser enviado à etapa continental.

Fonte: https://www.cnbb.org.br/sinodo-2023/


Síntese do Brasil para o Sínodo 2023 indica antídotos contra a cultura clerical na igreja, aponta irmã Teresinha Del’Acqua

A irmã Teresinha Mendonça Del’Acqua, da arquidiocese de Goiânia (GO), religiosa Franciscana Maria Imaculada, membro da Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil, somou-se durante a semana, de 8 a 12 de agosto, ao trabalho de realizar a síntese das 251 contribuições enviadas da fase de escuta realizada pelas Igrejas Particulares e grupos da Igreja no Brasil.

A religiosa considera uma bênção “imedível” ter participado da consolidação da síntese das escutas do Brasil. “É um penetrar na sacralidade destas comunidades e dioceses. Perceber o pulsar, ora vibrante ora um tanto marcado por dores sociais, econômicas e eclesiais. Temos estes dois movimentos, o de expansão e o de questionamento. Me sinto privilegiada por integrar esta equipe. O nosso desafio foi o de não deixar escapar as ‘pepitas’ preciosas. Estamos colhendo tudo que pode ser inspirador para a Igreja no Brasil e para a Igreja universal”, compartilhou.

Irmã Terezinha disse estar sendo gratificante demais perceber a alegria dos fieis por serem cristãos, missionários, e poderem atuar como agentes de pastoral na Igreja e no mundo. ” Identificamos a participação de cristãos leigos e leigas nos vários grupos, movimentos, comissões eclesiais e as que visam o bem comum, comissões de caráter social e que é baixa ainda a participação em comissões que visam as mudanças político-sociais e nas políticas públicas”, disse.

Pandemia, clericalismo e protagonismo dos leigos

“O desconhecimento dos documentos da Igreja enfraquece o protagonismo dos leigos”, disse a religiosa. | Fotos: Ascom CNBB

Segundo a irmã Teresinha, os relatórios registraram muitos impactos da pandemia na vivência da fé. “Muitos expressaram sentirem-se desaquecidos na fé por não poderem participar presencialmente das celebrações eucarísticas, dos encontros comunitários e formativos”. Contudo, a religiosa disse que a síntese apontou que, apesar do desânimo e até uma certa acomodação, a Igreja não parou e a participação foi garantida com os meios de comunicação organizados pelas comunidades.

A religiosa disse que os relatórios pontuaram um certo desconhecimento de Jesus Cristo, dos documentos do magistério da Igreja e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. “O desconhecimento dos documentos enfraquece o engajamento e o protagonismo dos cristãos e cristãs como leigos e missionários. Não é porque não querem mas porque não estão conscientes do seu protagonismo como leigos e leigas. Como respostas, sugestões e sinais de esperança, os relatórios apontam a necessidade de investir no aprofundamento da Doutrina Social da Igreja, de investir numa catequese de iniciação, mas também o reforço num processo catequético continuado”, aponta.

Outro elemento que apareceu, como bastante desmotivador da participação dos leigos, é a questão do clericalismo, apontou a religiosa. Do clericalismo dos cleros e também dos leigos, a religiosa disse que os relatórios apontaram que decorre a centralização de fala e das decisões. “Como antidoto contra o clericalismo, as escutas indicaram muitas sugestões. Por exemplo, promover a rotatividade das lideranças, decisões partilhadas em equipe e valorizar mais a participação das mulheres. Apontou-se também a necessidade de um diálogo mais acolhedor com a juventude”, indicou.

Íntegra da entrevista

A Assessoria de Comunicação da CNBB produziu uma série de entrevistas com os membros da Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil que estão sendo publicadas no portal e no canal do yotube da entidade. Abaixo, segue a íntegra da entrevista com a irmã Teresinha Mendonça Del’Acqua. O documento com a síntese final, de 10 páginas, será apresentado ao episcopado brasileiro na 59ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, como parte do processo indicado pela Secretaria Geral do Sínodo 2023, antes de ser enviado à etapa continental.

 

Fonte: https://www.cnbb.org.br/sintese-do-brasil-para-o-sinodo-2023-indica-antidotos-contra-a-cultura-clerical-na-igreja-aponta-irma-teresinha-delacqua/


Conselho Missionário Nacional realizou sua 37ª Assembleia, de 11 a 14 de agosto, em Brasília na sede das POM

A Igreja do Brasil se encontrou entre os dias 11 e 14 de agosto, na sede das Pontifícias Obras Missionárias em Brasília, para aprofundar a sua essência missionária durante a 37ª Assembleia do Conselho Missionário Nacional (COMINA). A assembleia reúne bispos, padres, religiosas, leigos e leigas que compõem os Conselhos Missionários Regionais (COMIRE), membros das comissões Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial  e Episcopal Especial para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), diretor e secretários das Pontifícias Obras Missionárias (POM), representantes das instituições e organismos missionários membros do COMINA.

Dom Odelir José Magri, presidente da Comissão Missionária da CNBB, fala na abertura da Assembleia. | Fotos: Ascom POM

Neste ano, o encontro propõe aprofundar os conceitos missionários, buscando uma melhor efetividade da animação missionária nas dioceses. Haverá espaço para que os participantes discutam a atualização do Regulamento do COMINA, bem como a avaliação do Programa Missionário Nacional (PMN), oportunizando que os representantes dos grupos de trabalho apresentem os passos concretos realizados. Também estarão em pauta os Congressos Missionários Americano, Nacional e Regionais, o incentivo da formação missionária do Centro Cultural Missionário e a animação das Campanhas Missionárias, que neste ano celebram 50 anos de história.

O coordenador do Conselho Missionário Regional (COMIRE) do Regional Sul 4, padre Edivandro Frare, da diocese de Chapecó (SC), destaca a importância dos encontros presenciais com lideranças missionárias de todo o Brasil. “Esse encontro do Conselho Missionário Nacional nos ajuda a aprofundar aqueles aspectos que são essenciais para a animação missionária. Percebemos que não estamos sozinhos no caminho da missão, são muitas as mãos e corações que colaboram com a caminhada missionária da Igreja”, disse.

Ele disse que encontros como este ajudam também a criar uma unidade naquilo em torno que vai sendo aprofundando, na dimensão da linguagem e também nos encaminhamentos feitos. “A troca de experiências nos torna fortalecidos para sermos animadores da missão em nossos regionais. Esses encontros presenciais, além de fortalecerem na amizade e na convivência, nos ajudam a aprofundar bons encaminhamentos para a vivência da missão”, destacou.

A missão no pós-vacina

Renan Rosário colabora com o COMIRE do Regional Norte 2, dos Estados do Pará e Amapá, e reforça a contribuição dos regionais neste espaço nacional. “Penso que a Assembleia do COMINA, enquanto oportunidade de reunir as forças que já atuam em cada regional, tem em sua importância a oportunidade de estreitar o diálogo. Neste contexto de pós-vacina, a missão encontrou mecanismos e formas de continuar atuando”, disse.

O encontro presencial, de acordo com Renan, ajuda a perceber como os organismos ligados à missão estão se reestruturando após os impactos da pandemia. “Tão importante quanto falar da incidência que o encontro realiza nos regionais é também perceber aquilo que os regionais estão trazendo de novo. A presença da Igreja se reestruturou e isso trouxe novos olhares. Isso ajuda a olharmos de uma forma mais sensível para a presença dos leigos e da juventude nestes espaços, contribuindo para a sinodalidade das ações, conforme o Papa Francisco tem nos auxiliado a refletir”, falou o secretário do COMIRE.

Representando o Regional Sul 3, a jornalista Victória Holzbach, destacou que o encontro celebra o Ano Jubilar Missionário. “Esta Assembleia do COMINA tem um tom ainda mais especial em 2022. Além do reencontro, depois deste tempo de tantas reuniões online, vivemos a celebração do Ano Jubilar Missionário. Celebramos a nossa história, a nossa missão, os nossos projetos ad gentes e reconhecemos uma Igreja em abertura missionária”, disse.

Por outro lado, ela aponta que o encontro também vai oportunizar a revisão dos passos e seguir, dos desafio de implantação e vivência do Programa Missionário Nacional em toda a Igreja no Brasil, em cada comunidade, paróquia, diocese. “O certo é que quando caminhos juntos, vamos mais fortes e esta assembleia reforça não só a missão individual de cada um e cada uma de missionário(a) e animador da missão mas também o nosso compromisso coletivo enquanto Conselho Missionário Nacional”, lembrou a coordenadora do COMIRE.

Com informações das Pontifícias Obras Missionárias 

Fonte: https://www.cnbb.org.br/conselho-missionario-nacional-realiza-sua-37a-assembleia-de-11-a-14-de-agosto-em-brasilia-na-sede-das-pom/

 


Papa: a existência na terra é o tempo da iniciação à vida, que só encontra realização em Deus

"Uma velhice que é consumida no desânimo das oportunidades perdidas causa desânimo a si próprio e a todos. Ao contrário, a velhice vivida com mansidão e respeito pela vida real dissolve definitivamente a incompreensão de um poder que deve ser suficiente para si e para o próprio sucesso."

Vatican News

"A velhice é nobre, não precisa usar maquiagem para mostrar sua nobreza". Depois da pausa no mês de julho e da reflexão na última semana dedicada à sua Viagem Apostólica ao Canadá, o Papa Francisco retomou na Audiência Geral desta quarta-feira suas catequeses - as últimas - sobre a velhice, "tempo projetado para a realização".

Em uma Sala Paulo VI repleta de fiéis, Francisco começou explicando que o Evangelho de São João faz-nos entrar na comovente intimidade do momento em que Jesus se despede dos seus, com palavras de consolação e com uma promessa. O tempo de vida que resta aos discípulos será marcado por fragilidades e desafios, mas também pelas bênçãos oriundas da fé na promessa do Senhor.

Com a chegada da velhice, uma vez que as obras da fé não dependem mais da energia e do ímpeto característicos da juventude e da idade adulta, chega também o tempo propício para o testemunho desta espera no cumprimento da promessa, que constitui o nosso verdadeiro destino: um lugar à mesa com Deus, nos céus.

"Seria interessante - disse o Papa - ver se existe alguma referência específica nas Igrejas locais, destinada a revitalizar este ministério especial da espera no Senhor, encorajando os carismas individuais e as qualidades comunitárias da pessoa idosa", e faz uma observação:

“Uma velhice que é consumida no desânimo das oportunidades perdidas causa desânimo a si próprio e a todos. Ao contrário, a velhice vivida com mansidão, vivida com respeito pela vida real dissolve definitivamente a incompreensão de um poder que deve ser suficiente para si e para o próprio sucesso. Dissolve até a incompreensão de uma Igreja que se adapta à condição do mundo, pensando assim que governa definitivamente a sua perfeição e realização.”

Quando nos libertamos desta presunção - disse o Santo Padre - o tempo do envelhecimento que Deus nos concede já é em si mesmo uma daquelas obras “maiores” de que Jesus fala:

Recordemos que “o tempo é superior ao espaço”. É a lei da iniciação. A nossa vida não se destina a fechar-se em si mesma, numa perfeição terrestre imaginária: está destinada a ir além, através da passagem da morte, porque a morte é uma passagem. Na verdade, o nosso lugar estável, o nosso ponto de chegada não é aqui, é ao lado do Senhor, onde Ele habita para sempre.

Em suma, na terra “somos aprendizes da vida”,  aqui começa o processo do nosso "noviciado", diz o Pontífice, “que, em meio a mil dificuldades, aprendendo a apreciar o dom de Deus, honrando a responsabilidade de o partilhar e de o fazer frutificar para todos”. E “o tempo da vida na terra é a graça desta passagem”.

A presunção de parar o tempo - disse o Papa - “querer juventude eterna, a riqueza ilimitada, poder absoluto”, não só é impossível, mas também delirante.

“[ A nossa existência na terra é o tempo da iniciação à vida: é vida, mas que te leva em frente a uma vida plena, a iniciação daquela vida mais plena, que só encontra realização em Deus. Somos imperfeitos desde o início e continuamos imperfeitos até ao fim. No cumprimento da promessa de Deus, a relação inverte-se: o espaço de Deus, que Jesus nos prepara com todos os cuidados, é superior ao tempo da nossa vida mortal. Eis: a velhice aproxima a esperança desta realização. A velhice conhece definitivamente o significado do tempo e as limitações do lugar em que vivemos a nossa iniciação. A velhice é sábia por isso, os idosos são sábios por isso. Por isso é credível quando nos convida a regozijar-nos com o passar do tempo: não é uma ameaça, é uma promessa. A velhice é nobre, não precisa se maquiar para mostrar a própria nobreza. Talvez a maquiagem venha quando falta a nobreza.]”

Na velhice há "a profundidade do olhar da fé". "O mundo de Deus é um espaço infinito, sobre o qual a passagem do tempo já não tem qualquer peso (...). Na nossa pregação, o Paraíso é muitas vezes, com razão, cheio de felicidade, luz e amor. Talvez lhe falte um pouco de vida. Nas parábolas, Jesus falava do Reino de Deus, dando-lhe mais vida. Será que já não somos capazes de o fazer?", pergunta Francisco.

Ao concluir, o Papa oferece uma síntese de sua catequese sobre a terceira idade, vista na perspectiva da passagem para a vida eterna:

A velhice é a fase da vida mais adequada para difundir a boa notícia de que a vida é uma iniciação para uma realização definitiva. Os velhos são uma promessa, um testemunho de promessa. E o melhor ainda está por vir. O melhor ainda está por vir. É como a mensagem do velho e da velha que acreditam, o melhor ainda está por vir. Deus nos conceda a todos uma velhice capaz disso. Obrigado!


Equipe de animação do sínodo 2023 no Brasil se encontra com o desafio de fazer a síntese das escutas diocesanas

A Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil se encontra na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com a tarefa de realizar, entre os dias 8 a 12 de agosto, a síntese das contribuições enviadas da fase de escuta realizada pelas Igrejas Particulares. Até esta segunda-feira, 8 de agosto, chegaram cerca de 200 contribuições das Igrejas Particulares, o que representa 70% das dioceses brasileiras. A equipe tem o trabalho, a partir das orientações da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, de reunir em um único e breve arquivo as contribuições elaboradas por cada Igreja Particular em um documento de apenas 10 páginas.

Dom Joel define o trabalho como “escuta das escutas”. | Fotos: ASCOM CNBB.

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, membro da Equipe de Animação do Sínodo 2023 no país, definiu esse momento de síntese como a “escuta das escutas”, um trabalho, segundo ele, muito exigente.

O maior desafio, de acordo com o secretário-geral, é assegurar a fidelidade a tudo que, por meio das falas locais, o Espírito Santo falou à Igreja no Brasil. “Por isso, elaborar esta síntese exige uma atitude reverente, cheia de fé e compromisso”, descreve.

O secretário-executivo do regional Sul 2 da CNBB, padre Valdecir Badzinski, contou que a equipe está admirada com a diversidade de aspectos eclesiais contidos nas sínteses vindas das dioceses. Segundo ele, o material é um relevante raio X das múltiplas realidades do Brasil, onde as experiências se multiplicam a partir de cada realidade eclesial. “Estas sínteses servirão de base propulsora e inspiradora para novos projetos relacionados à Igreja no Brasil, aprimorando a bela e profícua caminhada eclesial já realizada”, afirmou.

Segundo ele, os desafios que acompanham todo o processo sinodal também aparecem nas contribuições enviadas pelas dioceses, como: a questão geográfica, a multiplicidade cultural, a experiência eclesial, o fato do ouvir a todos, o tempo presente, os múltiplos meios de influência, a liberdade de expressão e o clericalismo. “Estes e outros desafios exigem da equipe de síntese aguçadas habilidades para não desconsiderar o que chegou e, ao mesmo tempo, conciliar uns com os outros em vista de uma igreja melhor”, destaca.

Metodologia de trabalho da síntese

De acordo com assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, Mariana Venâncio, a Equipe de Animação do Sínodo 2023 fez um trabalho prévio de preparação para a realização da síntese. Desde o fim de julho, cada um dos 14 integrantes da equipe, ficou responsável por analisar um dos horizontes indicados pelo Documento Preparatório para a escuta diocesana.

“À medida em que as sínteses diocesanas eram enviadas, iam sendo também compartilhadas com toda a equipe para a leitura. Hoje, no nosso primeiro dia presencial de trabalho, alinhamos detalhes como os horários da semana, a metodologia da redação da síntese e a linguagem que vamos adotar, por exemplo. No início desta semana, estamos concluindo essas leituras e preparando uma apresentação geral, que será feita por cada integrante do grupo, a toda equipe”, informou.

Ela explica que essa visão geral tem por objetivo fazer com que todos tenham ciência sobre as contribuições apresentadas, não só sobre o horizonte pelo qual ficou responsável. Assim todo o grupo poderá contribuir sobre os temas e as contribuições que precisam figurar na síntese final. “A partir do meio da semana, pretendemos que cada um já possa ir redigindo a síntese da parte que assumiu para que, até a sexta, possamos fechar o texto todo, fazendo as revisões, correções e adequações necessárias.

Segundo a assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB um dos maiores desafios é elaborar uma síntese que ofereça o panorama da escuta em um Brasil tão diversificado, incluindo a maior parte das contribuições e não apenas privilegiando o discurso da maioria. Ela destaca que o primeiro contato com as contribuições demonstra que elas serão um importante instrumento de estudo e aprofundamento, tanto no campo da pesquisa, quanto no âmbito pastoral, em benefício da caminhada da Igreja no Brasil e, até mesmo, em âmbito universal.

 

Saiba mais:
Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil divulga orientações para padronização da síntese diocesana – CNBB
31 de julho: termina o prazo para que as Igrejas Particulares enviem a síntese da fase diocesana do Sínodo 2023 – CNBB

Fonte: https://www.cnbb.org.br/equipe-de-animacao-do-sinodo-2023-no-brasil-se-encontra-com-o-desafio-de-fazer-a-sintese-das-escutas-diocesanas/


Dom Walmor abre o curso “Fake News, religião e política”: Comunicadores cristãos precisam inspirar transformações

“Os comunicadores cristãos precisam inspirar transformações”. Assim motivou o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, na abertura do curso “Fake news, Religião e Política”. A formação gratuita será realizada até dia 12, de forma on-line, e reúne mais de 500 inscritos.

“Cada um de vocês assumiu o bonito compromisso de testemunhar o Evangelho por meio das muitas linguagens que configuram o campo da comunicação”, afirmou dom Walmor. Além de dominar técnicas, o comunicador cristão “exerce o seu discipulado buscando configurar-se a partir de Jesus, aquele que é o caminho, a verdade e a vida”.

No contexto das fake news, a inspiração de transformações deve ocorrer ante o “clima hostil que toma conta das redes sociais, em que muitos se acham no direito de dizer o que bem entendem sem a devida fidelidade à verdade e aos princípios éticos”.

Fake news contaminam os processos de decisão, induzindo muitos a escolhas equivocadas, com incidências graves na própria vida, no contexto social, na vivência da espiritualidade. São, pois, um perverso mecanismo de manipulação, enraizado em interesses nada nobres, antiéticos. Buscam destruir, inclusive, reputações para beneficiar seus disseminadores, que se acham no direito de alcançar vitórias a qualquer preço”, afirmou o presidente da CNBB.

A atuação dos comunicadores, nesse sentido, de ter como ponto de partida “não se deixar contaminar pelo ódio e pela animosidade que inviabiliza as relações. A nossa voz, as nossas muitas linguagens, sejam instrumentos para edificar a paz, construir pontes e inspirar conversão”.

Outro compromisso que se coloca aos comunicadores é ajudar as pessoas a não se deixar enganar pelas notícias falsas. Assim, segundo o presidente da CNBB, o curso “é oportunidade para se tecer laços de cooperação, uma rede de comunicadores discípulos e discípulas de Jesus, essencial para enfrentar as fake news que contaminam a vida social”.

 

Desinformação

No primeiro dia do curso, foram os expositores o professor emérito da Universidade de Brasília Venício de Lima e a professora da PUC Minas Fernanda Sanglard. Os dois abordaram, respectivamente, os temas “Democracia e desinformação” e “Fake news, pós-verdade e desinformação”.

Venício de Lima explicou que desinformação e fake news não constituem um fenômeno novo e que não são realidades que tiveram início com a revolução digital. A desinformação, segundo ele, “viola um pressuposto básico da democracia política, na medida em que corrompe a formação da opinião pública, manipula a consciência da cidadã ou do cidadão. Mais do que isso, ela cria um ambiente propício para o descrédito dos padrões de referência da verdade”.

O professor também chamou atenção para a utilização da religião como forma explícita de manipulação política. “Agora, sobretudo, eleitoral”.

 Professor Venício de Lima

Em sua apresentação, a professora Fernanda Sanglard tratou de questões relativas à relação entre democracia e desinformação, partindo da noção que hoje vem sendo chamada de fake news pela sociedade, no sentido de “tentar sair do senso comum e partir para uma perspectiva acadêmica” que tem sido desenvolvida para municiar com embasamento teórico a discussão da temática.

“As notícias falsas podem ser consideradas enquanto fenômeno social, não somente do jornalismo, mas do campo da comunicação política. É um fenômeno da comunicação, da política e, especificamente, um fenômeno que a gente precisa considerar hoje em relação ao digital”, explicou.

Sanglard partilhou conceitos e gêneros relacionados à desinformação, além das motivações para a criação desse tipo de conteúdo. Também abordou a iniciativa do fact-checking (checagem dos fatos), que começa como prática de apuração e checagem nas redações, antes da publicação. E depois, num contexto mais atual, transforma-se em pratica específica e complementar após a publicação.

Professora Fernanda Sanglard

Segundo a professora, as experiências de fact-checking “são extremamente importantes, mas a gente não pode focar apenas nessa noção de combate”.

“É preciso criar espaços mais genuínos de participação política, que envolva construção de formas de educação midiática, espaços de contestação, de divergência, defesa de perspectivas mais plurais, mas que também a sociedade saiba e aprenda essa educação para a mídia, em uma convivência com a mídia, entendendo que esse é um fenômeno que traz prejuízos inúmeros e enormes para o nosso processo democrático, mas que a gente precisa pensar, e é isso que a gente tem feito na pesquisa: tentar compreender o que é o fenômeno, como são os nomes, quais são os responsáveis pelos conteúdos, que plataformas digitais contribuem para o compartilhamento desse conteúdo e de que forma a gente pode fazer o gerenciamento das políticas de uso e de outras formas para se tentar minimizar esse impacto e também mitigar os danos e quais as formas de agir diante dele”, enumerou.

 

 

O curso é oferecido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, a Assessoria de Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Pastoral da Comunicação (Pascom-Brasil), em parceria com os Jovens Conectados, com a Bereia – Informação e Checagem de Notícias e com a PUC Minas, por meios de seus núcleos Anima, Núcleo de Estudos Sociopolíticos (Nesp) e Núcleo de Estudos em Comunicação e Teologia (Nect).

Fonte: https://www.cnbb.org.br/dom-walmor-comunicadores-cristaos-inpirar-transformacoes/


Comissão promove jornada catequética com o tema “catequese e família”; conferencistas internacionais confirmados

A Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove nos dias 10 e 11 de agosto, das 20h às 21h30, em modalidade virtual, a jornada catequética com o tema “Catequese e Família”. A iniciativa tem por objetivo ajudar a despertar e animar as comunidades eclesiais sobre a importância da catequese de iniciação à vida cristã com inspiração catecumenal nas famílias, que são sujeitos da catequese.

Segundo o assessor da Comissão, o padre Jânison de Sá, a família é a primeira educadora da fé de seus filhos. Ele afirma que o contexto atual exige de todos os agentes de pastorais e movimentos eclesiais um trabalho mais articulado onde se procura unir forças num grande mutirão evangelizador superando assim a “departamentalização”.  

Padre Jânison salienta que é urgente procurar o envolvimento das famílias, de alguns de seus membros ou de pessoas ligadas a elas. “A família cristã é a primeira e mais básica comunidade eclesial. Nela se vivem e se transmitem os valores fundamentais da vida cristã. Ela se chama Igreja Doméstica” (DAP, 204).

“A iniciação à vida de fé na família acontece naturalmente a partir das relações de afeto, acolhida, gratuidade, nos momentos de alegria e dor e no testemunho de fé de seus membros. Seria importante resgatar também a possibilidade dos pais e avós narrar aos filhos a sua fé, as historias bíblicas e os fatos da vida que nos ensinam”, afirma o padre.  

O que diz o Diretório para a Catequese com relação às famílias?

O Diretório para a Catequese (2020) apresenta novas possiblidades para a catequese com as famílias.  O Documento motiva a fazer encontros formativos e orantes com as famílias dos catequizandos.

“Nos itinerários de catequese a serviço da iniciação à vida cristã é importante dedicar mais tempo às famílias oferecendo oportunidade de convivência e formações para ajudar a crescer na fé e nas relações de amizade e  solidariedade na comunidade eclesial missionária”, afirma o padre Jânison.  

Já está presente em nossas realidades a catequese com os pais dos filhos que estão na catequese, mas o Diretório para a Catequese (2020) pede para buscar novos caminhos da catequese com as famílias. Por isso, segundo o padre Jânison, as comissões de catequese a serviço da iniciação à vida cristã com inspiração catecumenal são desafiadas a buscar novos percursos para uma catequese querigmática e mistagógica com os que se preparam para o matrimônio, com os jovens casais e com os pais que pedem o batismo para seus filhos (cf. DC 232). 

Programação da jornada catequética

A jornada catequética poderá ser acompanhada pelo canal da Catequese do Brasil, no Youtube, e pelas redes sociais da CNBB, no Youtube.

No primeiro dia, 10 de agosto, haverá a participação da Carmita Coronado, do Equador, que abordará a temática “Catequese e Família”.  Na sequência haverão dois testemunhos, um deles é do padre Luciano Tokarski, da arquidiocese de Curitiba (PR) e Rossana Maria Ferreira dos Santos, da diocese de Oeiras (PI).

Já no segundo dia, 11 de agosto, a temática “História da Catequese familiar no Chile” será abordada pelo Daniel Morales Figueroa, do Departamento de Catequese do Chile. Ainda outros testemunhos estão previstos, um deles do Pedro Henrique Mendonça Fernandes e Laiara Cristina Leite Mendonça, da diocese da Campanha (MG); do Victor de Paiva, da diocese de Castanhal (PA) e o do Airton Bonet e Andréia Bonet, da diocese de Joinville (SC).

Fonte: https://www.cnbb.org.br/comissao-promove-jornada-catequetica/


59ª Assembleia geral da CNBB: Aberto o credenciamento para a cobertura da imprensa e veículos de comunicação

A Assessoria de Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu o credenciamento para os profissionais de imprensa que desejam cobrir a etapa presencial da 59ª Assembleia Geral da entidade, que será realizada de 28 de agosto a 2 de setembro, no Santuário Nacional de Aparecida, na cidade de Aparecida (SP).

O credenciamento ficará aberto até o dia 22 de agosto, às 12h, e é exclusivo para os profissionais que estarão no Santuário Nacional de Aparecida durante o evento. Aos profissionais credenciados, será permitido o acesso ao Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, onde os bispos estarão reunidos. A liberação será realizada após apresentação de documento de identidade com foto. Haverá uma sala de imprensa com mesas e cadeiras e acesso a internet para uso. Os profissionais também receberão comunicados e releases da Assembleia por e-mail.

ACESSE O FORMULÁRIO PARA CREDENCIAMENTO

A etapa presencial da 59ª Assembleia Geral da CNBB vai ser oportunidade do episcopado continuar a aprofundar o tema central Igreja Sinodal – Comunhão, Participação e Missão, e também pensar propostas e indicações para a elaboração das próximas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), rumo à consolidação na 60ª Assembleia Geral da CNBB, em 2023.

Outro ponto relevante para essa etapa presencial é a votação de temas que, estatutariamente, exigem a presencialidade do episcopado, como as atualizações no Estatuto da CNBB, a votação da tradução do Missal, o Ministério de Catequista e o Estudo nº 114 sobre a animação bíblica da Pastoral.

 

Fonte: https://www.cnbb.org.br/59a-assembleia-geral-da-cnbb-aberto-o-credenciamento-para-a-cobertura-da-imprensa-e-veiculos-de-comunicacao/


Comissão se reúne na sede da CNBB, em Brasília, e articula programação do ano vocacional 2023

A Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está reunida na sede da entidade, em Brasília (DF), desde o dia 1º de agosto, data em que se inicia as comemorações do mês vocacional no Brasil.

Esse é o primeiro encontro presencial da Comissão pós-pandemia e o objetivo é o de dar encaminhamentos na programação do Ano Vocacional, que será inaugurado em novembro, e planejar a reunião ampliada da Comissão, programada para os dias 13 a 15 de setembro, de forma on-line.

“Nós programamos essa reunião, dentre outros aspectos, para rever o nosso trabalho, para tratar da próxima reunião ampliada e também para definir questões orçamentárias para o ano que vem”, explicou o presidente da Comissão, dom João Francisco Salm.

Dom Salm também salientou que a Comissão está organizando uma live de lançamento do hino e a oração do Ano Vocacional para o próximo dia 31 de agosto. Também será preparada uma missa de abertura do Ano para o dia 19 de novembro, em Aparecida (SP).

“Trata-se de uma reunião proveitosa e que irá trazer bons frutos”, ponderou o bispo.

Dom José Albuquerque, bispo auxiliar de Manaus e referencial da Pastoral Vocacional, ponderou a satisfação da Comissão em organizar o Ano Vocacional. “Temos como proposta fazer com que o Ano Vocacional alcance o grande objetivo: fortalecer a cultura vocacional no país”, disse.

O Ano Vocacional

O terceiro Ano Vocacional da Igreja no Brasil será celebrado de 20 de novembro de 2022 a 26 de novembro de 2023. A iniciativa comemora os 40 anos do primeiro ano temático dedicado à reflexão, oração e promoção das vocações no país.

Inspirado no Documento Final do Sínodo dos Bispos sobre Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” o tema do Ano Vocacional 2023 é “Vocação: Graça e Missão” e o lema “Corações ardentes, pés a caminho” (cf. Lc 24, 32-33). 

O tema “Vocação: Graça e Missão” se fundamenta na afirmação de que “a vocação aparece realmente como um dom de graça e de aliança, como o mais belo e precioso segredo de nossa liberdade”, conforme o Documento Final de nº 78.

Já o texto bíblico iluminador Jesus chamou e enviou os que ele mesmo quis (cf. Mc 3, 13-19)” ajuda a aprofundar que a origem, o centro e a meta de toda a vocação e missão é a pessoa de Jesus Cristo.

“Encarar o desafio de uma espiritualidade para o Ano Vocacional: “vocação” é iniciativa de Deus, é mistério, é graça, é experiência de encontro com Jesus, é fascínio e alegria, é assombro, é sensibilidade ao apelo, é inconformidade, é resposta pessoal, é envolvimento comunitário, é missão, é tarefa, é serviço, é disposição para o sacrifício, é entrega da vida, é coragem e determinação, é esperança e convicção firme, é testemunho de fé: é “espiritualidade” como a que moveu o próprio Jesus e marcou sua personalidade, imprimindo-lhe caráter e identidade”, disse a Comissão organizadora.

O lema “Corações ardentes, pés a caminho” (cf. Lc 24, 32-33) fala do coração e dos pés. Recorda os discípulos de Emaús. O coração que arde ao escutar a Palavra do Ressuscitado e os pés que se colocam a caminho para anunciar o encontro com o Cristo.

“Desejamos que o Ano Vocacional ajude cada pessoa a acolher o chamado de Jesus como graça, seja uma oportunidade para que mais e mais corações ardam e que os pés se ponham a caminho, em saída missionária”, finalizou a Comissão.

SAIBA MAIS

 

“VOCAÇÃO: GRAÇA E MISSÃO”; DIVULGADO O CARTAZ DO 3º ANO VOCACIONAL DO BRASIL

 

ANO VOCACIONAL 2023: COMISSÃO REÚNE-SE PARA PENSAR OS ROTEIROS CELEBRATIVOS DIRECIONADOS ÀS FAMÍLIAS, AOS JOVENS, CRIANÇAS E ADOLESCENTES

COMISSÃO RESPONSÁVEL PELA INDICAÇÃO DE SUBSÍDIOS PARA CELEBRAR O ANO VOCACIONAL NO BRASIL, EM 2023, REUNIU-SE PELA PRIMEIRA VEZ


Privacy Preference Center