Participantes avaliam o “Seminário CNBB 70 anos” no contexto do ano jubilar de comemoração de 7 décadas da conferência

Terminou na manhã desta quinta-feira, 28 de julho, o “Seminário CNBB 70 anos”. O foco da reflexão hoje foi a “Campanha da Fraternidade e as perspectivas pastorais”. Em seus três dias de programação, cujo início se deu na segunda-feira, 26 de julho, o evento reuniu 117 participantes, entre bispos, agentes de pastorais, representantes dos regionais e conferencistas em torno ao lema do ano jubilar: ‘CNBB 70 anos: comunhão, participação e missão’.

Segundo o secretário-executivo  do Instituto Nacional de Pastoral Padre Alberto Antoniazzi (INAPAZ) da CNBB e um dos coordenadores da atividade, padre Danilo Pinto, o seminário foi uma “oportunidade de refletir como bispos, lideranças e inteligências pastorais contracenaram permitindo que a CNBB, consciente da sua identidade, desempenhasse o seu papel, indispensável e intransferível, junto à Igreja no Brasil e à sociedade brasileira ao longo destes 70 anos”.

A irmã Noêmia Terezinha Schneider, da diocese de Teixeira de Freitas (BA), classificou o seminário como muito bom no sentido de ajudá-la a aprofundar a dimensão pastoral do trabalho que desenvolve em sua diocese e na Conferência Nacional dos Religiosos. “O seminário abriu uma perspectiva diferente, nova, mais clara e objetiva da proposta de trabalho da Conferência que nasce inspirada pelas decisões do Concílio Vaticano II”, disse. A irmã dirigiu seus parabéns à toda equipe de organização e à CNBB, organização com a qual disse estar em sintonia pastoral desde a sua juventude.

História que aponta para a Esperança


O bispo da diocese Erexim (RS), dom Adimir Antonio Mazali, deu destaque para o tema: “
A CNBB e a construção da Democracia”,  abordado no segundo dia do seminário. De acordo com ele, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal(STF), fez uma apresentação muito importante e demonstrou lucidez em relação à realidade social brasileira numa visão de quem está também como cristã vivendo as pressões em relação à situação política do Brasil. “Ela reconheceu o papel da CNBB e da Igreja no Brasil como um todo na construção de uma nova sociedade, destacando especialmente o papel da entidade na conscientização para uma sociedade democrática”, observou.

O bispo enalteceu também a fala do arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, no segundo dia do seminário. “Dom Walmor destacou os elementos importantes para a caminhada da Igreja no Brasil como a formação integral, a comunicação e o diálogo social e a gestão pastoral. Segundo o prelado, estes são elementos que  ajudam a compreender a fé como experiência. “Uma Igreja que, pela fé em Cristo, procura caminhar para a realização de sua missão de modo sinodal. Dom Walmor reforçou que a CNBB tem um papel de promover a comunhão entre os bispos mas também de todo o povo de Deus no Brasil”, disse.

Um dos mais jovens participantes do seminário, catequista na arquidiocese de Fortaleza (CE), Yves de Oliveira Fernandes Guimarães, também considerou especial a fala da ministra Cármen Lúcia, do STF. O jovem teve a oportunidade de formular uma pergunta para a magistrada sobre a caminhada da CNBB e do STF com as novas gerações de brasileiros. “De modo inspirador, a fala da Ministra uniu conteúdo e fé, conferência e testemunho, o que me fez vislumbrar um futuro de mais consciência e justiça para o nosso país, abrindo um espaço de maior colaboração com a CNBB e com a juventude, que é presente para o hoje e para o amanhã”, apontou.

Ele disse que o seminário o ajudou a concluir que a história que a CNBB tem escrito ao longo de 70 anos é a de encarnar o Evangelho da presença e da Esperança. “Assistimos conferências e testemunhos de homens e mulheres que servem à Igreja do Brasil e à sociedade brasileira orientados pelo seguimento de Jesus”, concluiu.

Atividade final do Seminário CNBB 70 anos

Na noite desta quinta-feira, 28 de julho, às 19h, o evento será encerrado com um Painel Geral, com transmissão aberta pelo canal de Youtube da CNBB, no qual será apresentado, pelo bispo auxiliar do Rio Janeiro e professor da PUC Rio, dom Antônio Luís Catelan Ferreira, o relato e a síntese final do seminário.

Acompanhe aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=Vdi0s-trcw8&feature=emb_title


CNBB apresenta o cartaz da Campanha da Fraternidade 2023

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta a identidade visual da Campanha da Fraternidade 2023, que tem como tema “Fraternidade e fome”, e o lema “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16). O concurso seguiu as orientações do edital e o parecer final para a escolha coube ao Conselho Permanente da CNBB. O cartaz escolhido foi produzido por Luiz Lopes Jr., de Brasília (DF).

“Vemos no cartaz o mapa do Brasil, país considerado o celeiro do mundo, mas que carrega uma grande contradição: a fome é real e atinge hoje cerca de 33,1 milhões de Brasileiros. Em destaque contemplamos as mãos que repartem e dão vida a solidariedade guiada pela fé. O arroz e o feijão, alimento do povo, passam pelas mãos de homens e mulheres que sabem que a solução do problema da miséria e da fome não está somente nos recursos financeiros mas na vida fraterna. Ninguém deve sofrer com a fome quando realmente vivemos como irmãos e irmãs. Eis o convite: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16)”.

Baixe (aqui) o cartaz.

Oração da CF 2023

Também foi aprovada pelos bispos do Conselho Permanente a oração da Campanha da Fraternidade 2023:

Pai de bondade,
ao ver a multidão faminta,
vosso Filho encheu-se de compaixão,
abençoou, repartiu os cinco pães e dois peixes
e nos ensinou: “dai-lhes vós mesmos de comer”.
Confiantes na ação do Espírito Santo,
vos pedimos:
inspirai-nos o sonho de um mundo novo,
de diálogo, justiça, igualdade e paz;
ajudai-nos a promover uma sociedade mais solidária,
sem fome, pobreza, violência e guerra;
livrai-nos do pecado da indiferença com a vida.
Que Maria, nossa mãe, interceda por nós
para acolhermos Jesus Cristo em cada pessoa,
sobretudo nos abandonados, esquecidos e famintos.
Amém

 

A CF 2023

Pela terceira vez a fome é tratada pela Igreja no Brasil, na Campanha da Fraternidade. A primeira foi em 1975, com o tema ‘Fraternidade é repartir’ e o lema Repartir o pão’, no clima do Ano Eucarístico que precedeu o Congresso Eucarístico Nacional de Manaus, que trazia o mesmo tema e lema e desejava intensificar a vivência da Eucaristia em nosso povo. A segunda foi em 1985, outro Ano Eucarístico, desta vez em preparação para o Congresso Eucarístico de Aparecida, com o lema ‘Pão para quem tem fome’.

Agora, em 2023, logo depois do 18º Congresso Eucarístico Nacional, que se realizará em Recife, de 11 a 15 de novembro de 2022, sob o tema ‘Pão em todas as mesas’, a Igreja no Brasil enfrenta pela terceira vez o flagelo da fome. Com o lema que é uma ordem de Jesus aos seus discípulos: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16).

“É vocação, graça e missão da Igreja responder ao chamado e cumprir a ordem de Jesus, afirmamos no contexto do 3º Ano Vocacional que viveremos a partir de novembro deste ano. A fome é um instinto natural de sobrevivência presente em todos os seres vivos. Contudo, na sociedade humana, a fome é uma tragédia, um escândalo, é a negação da própria existência”.


Conheça a nova coordenação nacional da Pascom para os próximos 4 anos

A coordenação é formada pelos comunicadores Marcus Tullius, reconduzido ao cargo de coordenador-geral, pela vice-coordenadora Janaína Gonçalves e pelo secretário-geral, Alex Ferreira.

  • 27 de julho
  • por Redação Pascom Brasil

 

Durante o 7º Encontro Nacional da Pascom, foi apresenta a nova coordenação da Pascom Brasil para o período 2022-2026. A equipe é formada pelo coordenador-geral reeleito para mais um mandato, Marcus Tullius, pela vice-coordenadora Janaina Gonçalves, atual coordenadora da Pascom-Regional Leste 2, ambos de Belo Horizonte (MG), e pelo secretário-geral, Alex Ferreira, também coordenador da Pascom no Regional Nordeste 1, do Ceará. O anúncio foi feito pelo presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, dom Joaquim Mol, que também agradeceu à Patrícia Luz pelo exercício da função de secretária-geral nos últimos quatro anos.

O processo de eleição aconteceu na sexta-feira, 22, durante a reunião anual de coordenadores regionais, assessores eclesiásticos e bispos referenciais. Os presentes, após avaliação da caminhada nos últimos quatro anos, fizeram votação em lista tríplice, que foi posteriormente avaliada e confirmada pelos membros da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB. Após a eleição da coordenação em 2018, o grupo elaborou um regimento que foi utilizado pela primeira vez. Além da formação de lista tríplice, uma das novidades é a ampliação da equipe com o cargo de vice-coordenação.

Coordenadores regionais, assessores eclesiásticos e bispos referenciais presentes na Reunião anual da Coordenação Nacional da Pascom, no mosteiro de Itaici (Créditos: Márcia Marques)

Pedimos aos novos membros da coordenação para que se apresentassem e colocassem também as suas expectativas para esta missão.

 

Marcus Tullius, um coordenador já conhecido 

Pasconeiro há 10 anos, apaixonado por rádio, tv, música e literatura, Marcus Tullius é mestrando em Comunicação Social: Interações Midiatizadas, pela PUC Minas. Na Pascom, atuou na esfera paroquial e na equipe de articulação da Pascom na Arquidiocese de Vitória. Foi coordenador do Regional Leste 2 entre os anos de 2015 e 2019. Foi escolhido como primeiro coordenador-geral da Pastoral da Comunicação, em 2018. É membro do Grupo de Reflexão sobre Comunicação da CNBB (Grecom CNBB) e da equipe de comunicação do Anima PUC Minas. É licenciado em Filosofia e bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda. Atuou como gerente de conteúdo e apresentador da Tv Pai Eterno, na equipe de Comunicação e Marketing da Arquidiocese de Vitória, na Rede Católica de Rádio (RCR Espírito Santo). Membro da Signis Brasil (Associação Católica de Comunicação). Autor do livro Esperançar: a missão do agente da Pastoral da Comunicação, pela editora Paulus e apresentador do programa Igreja Sinodal, em emissoras de inspiração católica.

Sobre a sua recondução como coordenador-geral, Marcus expressou que acredita que os processos são mais importantes do que os resultados e que é saudável a renovação das lideranças eclesiais.

Acolhi com gratidão e desafio o desejo dos coordenadores para que eu continuasse pelos próximos quatro anos, na certeza de que os próximos quatro anos serão diferentes dos primeiros já percorridos. Conheço melhor a realidade e junto com os novos membros poderemos pensar respostas necessárias para as perguntas deste tempo. Estávamos no mosteiro de Itaici, um espaço convidativo à espiritualidade, sob os cuidados dos jesuítas, então abracei a coordenação como experiência de ‘em tudo, amar e servir'”, destacou.

Janaína Gonçalves, a primeira vice-coordenadora da Pascom Brasil

Janaína Gonçalves atua na Pascom desde 2012, incentivada pelo Padre Edecildo Prado e por Dom Joaquim Mol. Atua como Pastoralista para a Comunicação na Região Episcopal Nossa Senhora da Esperança (RENSE), na Arquidiocese de Belo Horizonte. É formada em jornalismo e mestra em Ciências da Religião, pela PUC Minas. É especialita em Mídias Eletrônicas (UNI BH), especialista em Comunicação e Evangelização na Era Digital (FAJE), especialista em Mídias Sociais Digitais (PUC Minas), especialista em Teologia Pastoral (PUC Minas) e aluna da Escola de Comunicação da Pascom Brasil, no curso de Fundamentos da Pastoral da Comunicação.

Sobre a missão de vice-coordenadora, Janaína descreve:

“Hoje me vejo rodeada de atividades, tarefas, cursos, deveres, desafios, mas também encontro ao meu redor o mais puro sentimento de confiança naquilo que faço! Quando vi a escolha do meu nome para a vice-coordenadora da Pascom no Brasil foi uma mistura de alegria e uma “pitada” de medo. Só que esse medo foi embora logo, afinal, por mais que eu tenha este sentimento de vez em quando, ele não fica por tanto tempo. Tento converter este medo em esperança, confiança, assertividade e perseverança. Quando olhei para o lado e vi Marcus Tullius como coordenador e o Alex como secretário….ah….só respirei fundo e tive a certeza de que vai ser um trio de “parada dura”. Uma trindade…Uma sequência…saberes diversos para enriquecer nossos próximos caminhos!”

Conheça o secretário-geral, Alex Ferreira

Alex Ferreira é coordenador da Pascom no Regional Nordeste 1 da CNBB, que compreende as dioceses do estado do Ceará. É licenciado em Filosofia pelo Instituto Santo Tomás de Aquino. Atua na Pascom desde 2010. Ex-coordenador e atual assessor da Pascom da Região Episcopal Nossa Senhora da Assunção, ex-coordenador e atual secretário da Pascom da Paróquia Nossa Senhora das Graças, membro da coordenação da Pascom na Arquidiocese de Fortaleza e membro honorário da Pascom da Diocese de Itapipoca.

Sobre a missão assumida, Alex manifesta um sentimento de alegria e gratidão.

“Sou apaixonado pelo trabalho da Pascom em todas as suas esferas: paroquial, arquidiocesano, regional e nacional. Acredito no poder da organização para conseguimos os objetivos sonhados. O desafio é grande, substituir uma pessoa tão eficiente como a Patrícia Luz, mas conto com o apoio de tantos. Vamos continuar trilhando os caminhos do avanço”, afirmou.

Fonte: https://pascombrasil.org.br/conheca-a-nova-coordenacao-nacional-da-pascom-para-os-proximos-4-anos/


Papa: a Igreja precisa de cura. Com Jesus, concretizar a "revolução do amor"

"Todos nós, como Igreja, precisamos de cura: ser curados da tentação de nos fecharmos em nós mesmos, de escolhermos a defesa da instituição em vez da busca da verdade, de preferirmos o poder mundano ao serviço evangélico”: palavras do Papa ao realizar um dos gestos mais simbólicos de sua visita ao Canadá, presidindo à peregrinação ao Lago de Santa Ana.

Vatican News – Bianca Fraccalvieri

Na tarde desta terça-feira, o Papa Francisco realizou uma das etapas mais significativas de sua viagem apostólica ao Canadá: a peregrinação ao lago de Santa Ana, a cerca de 70 Km de Edmonton.

Ouça a reportagem completa com a voz do Papa Francisco

No dia em que a Igreja celebra a memória litúrgica dos avós de Jesus, o Pontífice presidiu à Liturgia da Palavra no local que é meta de uma tradicional peregrinação católica desde o final do século XIX. Todos os anos, milhares de peregrinos oriundos do norte dos Estados Unidos e do Canadá se dirigem ao lago para se banharem nas águas consideradas sagradas e milagrosas.

Os povos nativos o denominaram “Lago de Deus” e “Lago do Espírito”, mas foi um sacerdote católico, dos Oblatos de Maria Imaculada, a estabelecer a primeira missão e batizar o local como “Lago de Santa Ana”. A primeira peregrinação foi organizada pelo Oblatos em 1889 e desde então, na semana do dia 26 de julho, festa de Santa Ana, se tornou um dos encontros mais importantes da região.

A igreja original foi destruída por um incêndio em 1928 e reconstruída em 2009. Ali, o Pontífice foi acolhido pelo pároco, pelo sacerdote encarregado das peregrinações e por alguns fiéis. A bordo de um veículo elétrico, Francisco passou ao lado da imagem de Santa Ana, acompanhado pelos sons tradicionais dos tambores. Às margens do lago, fez o sinal da cruz direcionado aos pontos cardeais, segundo o costume indígena, e abençoou as águas do lago.

 

Revolução sem mortos nem feridos

Em sua homilia, o Papa evocou outro lago, que nos remete às “fontes da fé”, que é o Mar da Galileia, onde Jesus pregou o Reino de Deus. Mas não só, ali o Mestre anunciou algo revolucionário: «oferecei a outra face, amai os inimigos». O lago “tornou-se a sede de um inaudito anúncio de fraternidade; de uma revolução sem mortos nem feridos, a revolução do amor”.

Por isso, as águas de Santa Ana nos recordam que “a fraternidade é verdadeira se une os distantes, que a mensagem de unidade que o Céu envia à terra não teme as diferenças e convida-nos à comunhão, a recomeçar juntos, porque todos somos peregrinos a caminho”.

Às margens do lago, o Pontífice levou "a nossa aridez e as nossas fadigas", os traumas das violências sofridas pelos nossos irmãos e irmãs indígenas e os terríveis efeitos da colonização, a dor indelével de tantas famílias, avós e crianças.

Mães e avós ajudam a sarar as feridas

Francisco fez uma menção ao papel vital das mulheres nas comunidades indígenas e recordou de sua própria avó, de quem recebeu o primeiro anúncio da fé e aprendeu como se transmite o Evangelho, mediante a ternura e a sabedoria da vida. “Sim, porque as mães e as avós ajudam a sarar as feridas do coração.”

Se na América Latina foi Nossa Senhora de Guadalupe que transmitiu a reta fé aos indígenas durante “a tragédia da conquista”, no Canadá esta "inculturação materna" deu-se por obra de Santa Ana, unindo a beleza das tradições indígenas à da fé e plasmando-as com a sabedoria de uma avó, que é mãe duas vezes.

De fato, a dor da comunidade indígena é porque as avós indígenas foram impedidas de transmitir a fé na sua língua e na sua cultura. "Uma tragédia", definiu o Papa.

Por isso, todos nós, como Igreja, precisamos de cura: precisamos “ser curados da tentação de nos fecharmos em nós mesmos, de escolhermos a defesa da instituição em vez da busca da verdade, de preferirmos o poder mundano ao serviço evangélico”.

O clamor dos últimos

É hora também de ouvir os gritos dos últimos: o clamor dos idosos, que correm o risco de morrer sozinhos, o grito de adolescentes, que delegam a sua liberdade a um celular ou às dependências. E nos questionar: somos capazes de responder a esses gritos? Ao grito das periferias e dos indígenas.

“Queridos irmãos e irmãs indígenas, vim como peregrino também para lhes dizer quão preciosos são para mim e para a Igreja. Desejo que a Igreja esteja tão unida. Que o Senhor nos ajude a avançar no processo de cura, rumo a um futuro sempre mais sadio e renovado.”

 

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2022-07/papa-francisco-peregrinacao-lago-santa-ana-canada.html


Carta de 25 anos da campanha “de olho aberto para não virar escravo” aponta aumento, em 2021, da prática no Brasil

Às vésperas do Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico Humano, celebrado em 30 de julho, a Campanha Nacional de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo, da CPT, lança carta para a sociedade, rememorando o seu longo histórico de caminhada e luta no enfrentamento ao trabalho escravo no Brasil.

O conceito de tráfico de pessoas segundo o Protocolo de Palermo, adotado em Nova York no dia 15 de novembro de 2000,  do qual o Brasil é signatário, significa recrutar, transportar, alojar, transferir ou acolher pessoas, recorrendo a ameaças ou uso da força ou outras formas de coação, abusos e situações de vulnerabilidade com entrega de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de exploração. Em resumo o conceito geral sobre tráfico humano, consiste no ato de comercializar, escravizar e explorar pessoas como se fossem mercadorias. Ainda que haja consentimento por parte da vítima, estes atos são classificados como crime. No Brasil, desde 2016 existe a Lei Federal nº 13.344/2016, que além de definir o tráfico de pessoas garante a reinserção das vítimas na sociedade.

A carta que relembra os 25 anos da Campanha Nacional de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo foi escrita durante um encontro, em São Félix do Araguaia (MT), de 13 a 15 de julho, que reuniu 45 pessoas lideranças que celebraram o aniversário da campanha: ‘De Olho Aberto Para Não Virar Escravo’. Com a participação de diversas organizações, dentre as quais a CPT, que organiza o encontro, foram partilhadas experiências e debatidos objetivos e estratégias da Campanha.

“De 2003 a 2013, foram encontradas, a cada ano, em média, quatro mil pessoas em situação de Trabalho Escravo, maioria delas no campo. A partir de 2014, e durante sete anos, este número ficou bem menor: “apenas” mil resgatados por ano, como se tivesse recuado a realidade da escravidão ou houvessem desaparecido as vulnerabilidades que expõem determinados grupos ao risco de Trabalho Escravo. (…) Desde 2021, há sinais inequívocos para desmentir a hipótese do declínio do Trabalho Escravo. Todos os estados do país são afetados. Cerca de duas mil pessoas foram resgatadas no ano passado, e já estamos neste final de julho beirando a mil pessoas”, aponta o documento.

“De volta a São Félix do Araguaia, entre 13 e 15 de julho de 2022, para comemorar estes 25 anos, lembramos aqui perto, em Vila Rica, a primeira pedra daquilo que se tornou a “Campanha Nacional da CPT contra o Trabalho Escravo”, alcunhada com esse lema hoje tão atual quanto naquela época: “De Olho Aberto Para Não Virar Escravo!”.

Carta da CPT nos 25 anos da Campanha nacional de prevenção e combate ao Trabalho Escravo

De olho aberto para não virar escravo, 25 anos: a luta continua!

Escrita em São Félix, nas margens do rio Araguaia, esta carta à sociedade e à querida CPT é a atrevida filha daquela outra Carta: a de Pedro Casaldáliga, primeiro bispo daquelas bandas, até então morada de povos indígenas – Xavantes, Karajá, Tapirapé, e de sertanejos, entre os quais muitos peões ou “amansadores de mata”. Nos idos de 1971, de cara com a violência da Ditadura Empresarial-Militar e com a petulância do Capital embrenhado com todo fôlego nas terras desta porção da Amazônia, tornada refém do agronegócio, Pedro lançou profética denúncia e escancarou para o mundo, com rigorosa minúcia, um sistema de lucro movido a escravização de gente e matança da Mãe Natureza, com base no roubo, na grilagem, no aliciamento, na tortura, na discriminação, no racismo etc.

Atrevida filha e grata discípula do evangélico apelo de Pedro!

De volta a São Félix do Araguaia, entre 13 e 15 de julho de 2022, para comemorar estes 25 anos, lembramos aqui perto, em Vila Rica, a primeira pedra daquilo que se tornou a “Campanha Nacional da CPT contra o Trabalho Escravo”, alcunhada com esse lema hoje tão atual quanto naquela época: “De Olho Aberto Para Não Virar Escravo!”.

Nacional, esta Campanha tomou pé, sim, em todas as grandes regiões em que atua a CPT, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, escancarando para o mundo o negacionismo então instalado em Brasília e provocando a gradual construção de políticas públicas e estratégias de enfrentamento que sequer atuais poderes, também e novamente negacionistas, deram conta de demover: Grupo Móvel de Fiscalização, conceito claro do que é Trabalho Escravo, Lista Suja, Planos de Erradicação estaduais e nacional, Fluxo Nacional de Atendimento a Vítimas, instâncias de monitoramento (CONATRAE, COETRAE’s), ações nas cadeias de fornecimento etc. Objetos de denúncia pela CPT perante o Sistema Interamericano de Direitos Humanos, os casos “José Pereira” e “Fazenda Brasil Verde”, que estampavam a criminosa omissão do Estado, foram etapas emblemáticas neste percurso, geraram decisiva jurisprudência.

Reunidos em São Félix do Araguaia, acolhemos com alegria, neste ato de memória e compromisso, agentes, parceiros/as e amigos/as da Campanha, bem como trabalhadores e trabalhadoras, todos partícipes desta auspiciosa caminhada, inspirada pela promoção da vida, pela defesa da dignidade e da liberdade humanas, pelo apego à justiça e ao respeito a “todos os direitos para todos e para todas”. Não esquecemos daqueles que alimentaram este sonho em luta, ao longo destes 25 anos. Como Pedro, neste momento, “abrimos nosso coração cheio de nomes”. Lembramos especialmente das cerca de 60 mil pessoas, com nome e identidade que, resgatadas do Trabalho Escravo a partir de 1995, voltaram a se verem “como gente”. Pensamos ainda em tantas outras milhares de pessoas que, pelo trabalho assíduo das nossas equipes na prevenção, na acolhida, na formação e na mobilização, deixaram de ser submetidas à escravidão.

De 2003 a 2013, foram encontradas, a cada ano, em média, quatro mil pessoas em situação de Trabalho Escravo, maioria delas no campo. A partir de 2014, e durante sete anos, este número ficou bem menor: “apenas” mil resgatados por ano, como se tivesse recuado a realidade da escravidão ou houvessem desaparecido as vulnerabilidades que expõem determinados grupos ao risco de Trabalho Escravo. Ora, todos sabemos que foi exatamente o contrário que ocorreu: foram desastrosos os efeitos da reforma trabalhista, da flexibilização e do libera-geral imposto pelo Estado, o corte dos orçamentos, a explosão do desemprego, a pejotização e a uberização maquiadas em empreendedorismo e, por último, a pandemia. Desde 2021, há sinais inequívocos para desmentir a hipótese do declínio do Trabalho Escravo. Todos os estados do país são afetados. Cerca de duas mil pessoas foram resgatadas no ano passado, e já estamos neste final de julho beirando a mil pessoas!

O Trabalho Escravo existe, sim! E nosso grito segue imprescindível. Estamos ainda longe de ter alcançado a meta assumida: a erradicação do Trabalho Escravo. Muitas vezes com novas roupas, mas sempre repetindo os piores atributos da degradação e da humilhação, este crime – uma das manifestações mais visíveis do Tráfico de Pessoas – é ainda brandamente punido e continua tripudiando sobre a dignidade de milhares de trabalhadores/as “escravos/as da precisão”: no campo e na cidade, migrantes e imigrantes, homens negros em sua grande maioria, também mulheres (ainda que invisibilizadas, especialmente no trabalho doméstico), adolescentes, idosos, indígenas, quilombolas.

A escravidão moderna perdura, pois perdura o sistema que, com ela, alimenta seus lucros insaciáveis, beneficiando-se da proteção de políticas cúmplices, como de políticos sócios das violações que quase sempre convivem com o Trabalho Escravo, especialmente nos territórios apropriados pelo agronegócio: grilagem de terra, desmatamento e destruição ambiental, crime organizado, garimpo e mineração ilegais, envenenamento (de terras e territórios), destruição dos ecossistemas, discriminação, racismo (sim! ainda hoje, escravidão tem cor!).

A experiência da Campanha ensina que resgatar do Trabalho Escravo não erradica o sistema da escravidão. As raízes deste crime são múltiplas e interconectadas, exigindo uma abordagem integral, com ações articuladas desde o local onde se constroem as vulnerabilidades que conduzem suas vítimas até a migração de risco e ao Trabalho Escravo, na ausência de qualquer alternativa. Pela sua transversalidade, o Trabalho Escravo está, portanto, ao alcance dos muitos campos em que a Comissão Pastoral da Terra atua no dia a dia: terra, água, direito – este foi umas das conclusões importantes do encontro.

Nosso trabalho continuará calcado nas metodologias da Educação Popular, avançando na escuta dos/as sujeitos/as que estão na base da resistência, da denúncia e do enfrentamento, bem como da construção de alternativas de vida digna.

Em Campanha permanente, seguiremos nessa luta. Continuaremos a abrir o olho, incentivar a vigilância, ampliar e adequar nossas ações, apoiando a organização comunitária e a atuação em rede, cobrando políticas públicas que não apenas sirvam para mitigar, mas consigam chegar até as raízes do sistema escravagista “moderno”, o sistema do capital século XXI.

Colabore! Participe! Com a bênção de (são) Pedro Casaldáliga “presente” nestes mesmos dias de Romaria dos Mártires da Caminhada, em Ribeirão Cascalheira – MT! Essa luta continua!

São Félix do Araguaia, 15 de julho de 2022.

CPT – Campanha De Olho Aberto Para Não Virar Escravo

Com informações e foto: www.cptnacional.org.br

 

Fonte: https://www.cnbb.org.br/carta-de-25-anos-da-campanha-de-olho-aberto-para-nao-virar-escravo-aponta-aumento-em-2021-da-pratica-no-brasil/


Quebec: moradores seguem o Papa por telões gigantes em parque histórico da cidade

Francisco chega nesta quarta-feira (27) em Quebec e parte da população vai poder acompanhar o deslocamento do Pontífice através de telões em uma programação paralela no parque urbano das Planícies de Abraão. Além disso, o local vai receber a delegação dos autóctones de "Puamun Meshkenu", que irão percorrer 275 km para chegar ao parque.

 

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Francisco parte para a segunda etapa da peregrinação penitencial no Canadá quando chega em Quebec nesta quarta-feira (27). A população local vai acompanhar o deslocamento do Pontífice através de telões gigantes instalados nas Planícies de Abraão, ao longo de um planalto acima do Rio Lourenço. O local, uma área histórica dentro do Parque The Battlefields onde aconteceu a batalha de 1759 que provavelmente leva o nome do pescador Abraham Martim, hoje é usado por milhares de turistas todos os dias para concertos, festivais, atividades esportivas e de lazer.

Caminhando Juntos

Os moradores, assim, poderão acompanhar a chegada do Papa no Aeroporto Internacional de Quebec, quando será acolhido por autoridades; e também o discurso de Francisco na cerimônia de boas vindas na Cidadela de Quebec, onde estarão reunidos o primeiro-ministro do país Justin Trudeau, a governadora geral Mary May Simon,  autoridades civis, representantes das populações indígenas e o corpo diplomático.

Com a chegada do Pontífice, o parque urbano - com entrada gratuita - também vai oferecer uma programação paralela com animação cultural temática durante toda a tarde desta quarta-feira (27). Está prevista a participação de artistas indígenas e não indígenas, francófonos e anglófonos, de uma grande variedade de origens culturais e espirituais. Cada um a sua maneira dará o testemunho do encontro no coração da sociedade, ilustrando bem o tema do evento: "Walking Together: Hope for Reconciliation", ou seja, "Caminhando Juntos: Esperança de Reconciliação".

Segundo os organizadores - que também fazem parte do comitê da visita do Papa ao Canadá - o evento será vivido de maneira sóbria, num espírito de consciência sobre a questão da reconciliação, em solidariedade com os sobreviventes das escolas residenciais. Na temática dos shows, repertórios sobre fraternidade, canções ligadas à conexão com a natureza com o ritmo dado pelos tradicionais tambores, celebrações de paz pela improvisação vocal e poesia.

Marcha pela Cura

O destaque da programação, além da chegada do Papa Francisco a Quebec, será para os caminhantes de "Puamun Meshkenu". Eles estão percorrendo cerca de 275 km para chegar até as Planícies de Abraão nesta quarta-feira (27), onde serão recebidos. No palco principal, a delegação vai testemunhar a experiência do percurso intitulado "Marcha pela Cura" e falar sobre o objetivo comum de cura e reconciliação.

Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2022-07/papa-francisco-quebec-teloes-da-visita-planicies-abraao.html


Tempo aberto: Cáritas brasileira lança série de podcasts do programa resposta emergencial Bahia e Minas Gerais

A Cáritas Brasileira lançou o ‘Tempo Aberto’, uma série de podcast  do programa Resposta Emergencial Bahia e Minas Gerais com 10 episódios. A produção é voltada às famílias atingidas pelos efeitos das fortes chuvas do final de 2021 na Bahia e em Minas Gerais que causaram enchentes, inundações e deslizamentos de terra. A tragédia devastou diversas cidades e povoados no final de 2021 e afetou mais de 1 milhão de pessoas.

A série aborda temas como:

  • mudanças climáticas
  • prevenção contra doenças causadas por contato com a água de enchentes e inundações
  • atenção psicossocial nas situações de desastre
  • proteção de PCDs
  • pessoas idosas
  • diálogo inter-religioso
  • combate à violência e exploração sexual infantil e à violência baseada em gênero
  • segurança alimentar e nutricional
  • organização da economia familiar
  • divisão justa do trabalho doméstico

O lançamento foi com episódio Mudanças Climáticas, que explica como as tragédias ambientais, a exemplo das enchentes, inundações e deslizamentos de terra estão ligadas diretamente às ações humanas. Já o segundo episódio do podcast aborda a Prevenção contra doenças causadas por enchentes.

As consequências das fortes chuvas afetaram na Bahia, 166 municípios que decretaram estado de emergência. Em Minas Gerais, esse número chegou a 449. Segundo a Defesa Civil, um total de 156.836 pessoas foram obrigadas a deixar suas casas. Em decorrência dos efeitos das fortes chuvas, 56 pessoas perderam a vida: 26 na Bahia e 30 em Minas Gerais.

Acesse a série completa: https://spoti.fi/3z47Wb7

Resposta Emergencial

Durante seis meses, o programa Resposta Emergencial Bahia e Minas Gerais buscou atender às necessidades emergentes das famílias afetadas pelas consequências das fortes chuvas nos municípios de Itabuna, Ilhéus, Itajuípe, Itamaraju, Jucuruçu e Dário Meira, na Bahia, e Palmópolis e Rio do Prado, em Minas Gerais.

Ao todo foram mais de 24.000 pessoas beneficiadas com a distribuição de cartões multipropósito – no valor de R$ 3.000 cada – e de kits de limpeza e de higiene familiar e infantil.

Com informações da Cáritas Brasileira

Fonte: https://www.cnbb.org.br/tempo-aberto-caritas-brasileira-lanca-serie-de-podcasts-do-programa-resposta-emergencial-bahia-e-minas-gerais-da-caritas-brasileira/


Representantes da Jornada Mundial da Juventude 2023 virão ao Brasil mobilizar os jovens para o evento em Portugal

Uma comitiva de cinco pessoas de Portugal, presidida pelo bispo auxiliar de Lisboa, dom Américo Aguiar, percorrerá o Brasil de 26 de agosto a 12 de setembro deste ano com o intuito de mobilizar os jovens brasileiros e a Igreja no Brasil para participação na Jornada Mundial da Juventude(JMJ)  2023. A primeira parada do grupo, segundo dom Américo, é São Paulo, onde  chegam no dia 26 de agosto.

A XXXIII Jornada Mundial da Juventude será realizada na cidade de Lisboa, em Portugal, entre os dias 1º e 6 de agosto de 2023, e foi anunciada pelo Papa Francisco em 27 de janeiro de 2019, ao final da missa que assinalou o final da XXXII Jornada Mundial da Juventude, no Panamá. “Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1, 39) é a citação bíblica escolhida pelo Papa Francisco como lema da Jornada Mundial da Juventude que acontecerá, pela primeira vez, em Lisboa, capital de Portugal.

A comitiva da JMJ 2023 estará com um estande na etapa presencial da 59ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, de 29 de agosto a 2 de setembro, em Aparecida (SP).

Todos os membros da comitiva integram o Comitê Organizador Local da JMJ 2023. O objetivo, segundo dom Américo Aguiar, que também preside a Fundação da JMJ 2023, é cativar os bispos brasileiros a viver a experiência da Jornada Mundial da Juventude em Portugal.

Itinerário no Brasil

Após a assembleia da CNBB, os membros do Comitê Organizador Local e o presidente da Fundação da JMJ 2023 vão visitar Brasília, Rio de Janeiro, Belém, Bahia e Fortaleza com o intuito de fortalecer a participação do país na Jornada Mundial da Juventude. Eles encontrarão com lideranças juvenis para ouvir as dúvidas e também apresentar as propostas sobre o que esperam da juventude brasileira na JMJ. A organização da logística da viagem está contando com o apoio da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB.

A assessora da Comissão para a Juventude da CNBB, irmã Valéria Leal, disse que o Brasil aguarda com muita alegria esta Comitiva da JMJ 2023 e que, com o mesmo espírito, o país está organizando a logística de visita aos estados brasileiros. “Infelizmente, a Comissão não tem condições de percorrer o Brasil de Norte a Sul, mas queremos que os representantes da Jornada Mundial se encontrem com lideranças jovens nas capitais, sintam um pouquinho da alegria da juventude católica do país e compartilhem a alegria de vivenciar esta Jornada Mundial da Juventude”, disse.

 

Fonte: https://www.cnbb.org.br/representantes-da-jornada-mundial-da-juventude-2023-virao-ao-brasil/


No Canadá, papa Francisco pede perdão aos povos indígenas por atitudes cristãs incompatíveis com o Evangelho

O Papa Francisco fez do seu primeiro discurso em terras canadenses na segunda-feira, 25 de julho, no encontro com os povos indígenas das Primeiras Nações, Métis e Inuítes, em Maskwacis, área localizada na região central de Alberta, a cerca de 70 km ao sul da cidade de Edmonton, um ato penitencial.

Em seu discurso, o Pontífice ressaltou que aguardava o momento de estar ali junto com os indígenas. “Quero iniciar daqui, deste lugar tristemente evocativo, o que tenho em mente de fazer: uma peregrinação penitencial. Chego às vossas terras nativas para vos expressar, pessoalmente, o meu pesar, implorar de Deus perdão, cura e reconciliação, manifestar-vos a minha proximidade, rezar convosco e por vós”, disse Francisco.

Encontros realizados no Vaticano

A seguir, o Papa recordou os encontros realizados há quatro meses, em Roma. “Naquela altura, foram-me entregues dois pares de mocassins, sinal das tribulações sofridas pelas crianças indígenas, particularmente por aquelas que, infelizmente, não mais regressaram a casa das escolas residenciais. Pediram-me para restituir os mocassins quando chegasse ao Canadá; o farei no final destas palavras, inspiradas precisamente neste símbolo que foi reavivando em mim, nos meses passados, o pesar, a indignação e a vergonha. A recordação daqueles meninos infunde consternação e incita a agir para que toda a criança seja tratada com amor, veneração e respeito. Mas estes mocassins falam-nos também dum caminho, dum percurso que desejamos fazer juntos. Caminhar juntos, rezar juntos, trabalhar juntos, para que os sofrimentos do passado deem lugar a um futuro de justiça, cura e reconciliação.”

As políticas de assimilação foram devastadoras

“Repenso o drama sofrido por muitos de vós, pelas vossas famílias, pelas vossas comunidades; repenso o que partilhastes comigo sobre as tribulações sofridas nas escolas residenciais. Mas é justo fazer memória, porque o esquecimento leva à indiferença e, como já foi dito, “o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença (…), o contrário da vida não é a morte, mas a indiferença face à vida ou à morte”. Fazer memória das experiências devastadoras que aconteceram nas escolas residenciais impressiona, indigna e entristece, mas é necessário”, disse ainda o Papa.

É necessário recordar como as políticas de assimilação e alforria, que incluíam o sistema das escolas residenciais, foram devastadoras para as pessoas destas terras. Quando os colonizadores europeus chegaram aqui pela primeira vez, eles se depararam com a grande oportunidade de desenvolver um encontro fecundo entre culturas, tradições e espiritualidades. Mas isso, em grande parte, não aconteceu. E voltam-me à mente os vossos relatos: de como as políticas de assimilação acabaram por marginalizar sistematicamente os povos indígenas; de como as vossas línguas e culturas, também através do sistema das escolas residenciais, foram denegridas e suprimidas; de como as crianças foram submetidas a abusos físicos e verbais, psicológicos e espirituais; de como foram levadas de suas casas quando eram pequeninas e de como isso afetou indelevelmente a relação entre os pais e os filhos, os avós e os netos.

  

Perdão pela mentalidade colonizadora

A seguir, o Papa agradeceu por terem “feito entrar no coração tudo isto, por terdes mostrado os fardos pesados que carregais no vosso íntimo, por terdes partilhado comigo esta memória sanguinolenta. Encontro-me hoje nesta terra que, junto com uma memória antiga, guarda as cicatrizes de feridas ainda abertas”.

Estou aqui, porque o primeiro passo desta peregrinação penitencial no meio de vós é o de vos renovar o pedido de perdão e dizer com todo o coração que o deploro profundamente: peço perdão pelas formas em que muitos cristãos, infelizmente, apoiaram a mentalidade colonizadora das potências que oprimiram os povos indígenas.

“Sinto pesar. Peço perdão, em particular pelas formas em que muitos membros da Igreja e das comunidades religiosas cooperaram, inclusive através da indiferença, naqueles projetos de destruição cultural e assimilação forçada dos governos de então, que culminaram no sistema das escolas residenciais.”

A seguir o Papa disse que, “embora estivesse presente a caridade cristã e tivesse havido não poucos casos exemplares de dedicação às crianças, as consequências globais das políticas ligadas às escolas residenciais foram catastróficas. A fé cristã nos diz que se tratou dum erro devastador, incompatível com o Evangelho de Jesus Cristo. Perante este mal que indigna, a Igreja ajoelha-se diante de Deus e implora o perdão para os pecados dos seus filhos. Desejo reiterá-lo claramente e com vergonha: peço humildemente perdão pelo mal cometido por tantos cristãos contra as populações indígenas”.

Na igreja dedicada a Nossa Senhora das Sete Dores, o Papa Francisco abençoa uma longa faixa com os nomes das crianças das escolas residenciais | Foto: VaticanNews

O programa da viagem apostólica ao Canadá

Numerosos encontros com povos indígenas, incluindo ex-alunos das escolas residenciais e os fiéis que participam da sugestiva peregrinação ao Lago de Santa Ana, marcam esta 37ª Viagem Apostólica de Francisco. O Papa tem etapas em Edmonton, Maskwacis, Quebec, Iqaluit, onde profere 4 discursos, 4 homilias, e uma saudação. Uma agenda cheia de compromissos, com muitos espaços entre eles para permitir ao Pontífice momentos de descanso. Continue acompanhando a peregrinação penitencial do Papa no Canadá.

Terça-feira, 26 de julho de 2022

EDMONTON – LAC STE. ANNE – EDMONTON

10h15 SANTA MISSA junto ao “Commonwealth Stadium” em Edmonton
17h PARTICIPAÇÃO AO “LAC STE. ANNE PILGRIMAGE” E LITURGIA DA PALAVRA – “Lac Ste. Anne”
Quarta-feira, 27 de julho de 2022

EDMONTON – QUÉBEC

9h Partida do Aeroporto Internacional de Edmonton para Québec
15h05 Chegada ao Aeroporto Internacional de Québec
15h40 CERIMÔNIA DE BOAS-VINDAS na Residência do Governador Geral, “Citadelle de Québec”
16h VISITA DE CORTESIA AO GOVERNADOR GERAL na “Citadelle de Québec”
16h20 ENCONTRO COM O PRIMEIRO MINISTRO na “Citadelle de Québec”
16h45 ENCONTRO COM AS AUTORIDADES CIVIS, COM OS REPRESENTANTES DAS POPULAÇÕES INDÍGENAS E COM O CORPO DIPLOMÁTICO na “Citadelle de Québec”

Quinta-feira, 28 de julho de 2022

QUÉBEC

10h SANTA MISSA no Santuário Nacional de Sainte Anne de Beaupré
17h15 VÉSPERAS COM OS BISPOS, OS SACERDOTES, OS DIÁCONOS, OS CONSAGRADOS, OS SEMINARISTAS E OS AGENTES DA PASTORAL na Catedral de Notre Dame em Québec
Sexta-feira, 29 de julho de 2022

QUÉBEC – IQALUIT – ROMA

9h ENCONTRO PRIVADO COM OS MEMBROS DA COMPANHIA DE JESUS no Arcebispado de Québec
10h45 ENCONTRO COM UMA DELEGAÇÃO DE INDÍGENAS PRESENTES EM QUÉBEC no Arcebispado de Québec
12h45 Partida do Aeroporto Internacional de Québec para Iqaluit
15h50 Chegada ao Aeroporto de Iqaluit
16h15 ENCONTRO PRIVADO COM ALGUNS ALUNOS DAS EX-ESCOLAS RESIDENCIAIS na escola de ensino fundamental em Iqaluit
17h ENCONTRO COM OS JOVENS E OS IDOSOS na praça da escola de ensino fundamental em Iqaluit
18h15 CERIMÔNIA DE DESPEDIDA no Aeroporto de Iqaluit
18h45 Partida do Aeroporto de Iqaluit para Roma
Sábado, 30 de julho de 2022

ROMA

7:50
Chegada ao Aeroporto Internacional de Roma/Fiumicino

Fuso horário:
Roma +2h UTC
Edmonton – 8h UTC
Québec – 4h UTC
Iqaluit – 4h UTC

Com informações do VaticanNews

Fonte: https://www.cnbb.org.br/no-canada-papa-francisco-pede-perdao-aos-povos-indigenas-por-atitudes-cristas-incompativeis-com-o-evangelho/


Animação bíblica da pastoral é temática do primeiro dia de seminário nacional

O primeiro dia do Seminário Nacional de Animação Bíblica da Pastoral (ABP), promovido pela Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, aconteceu na segunda-feira, 25, e abordou a temática “A Animação Bíblica da Pastoral”. A saudação aos participantes foi feita pelo presidente da Comissão, dom José Antônio Peruzzo.

Na ocasião, dom Peruzzo salientou o quanto a Palavra de Deus move e comove sensibilidades, pessoas e discípulos. “Faço votos que esse dias de estudos sejam também dias de intimidade com a Palavra, sejam também dias de experiências comunitárias, de partilhas, de esperanças, de descobertas das ternuras de Deus que se tornaram letra na Sagrada Escritura”, disse dom Peruzzo.

“Que esses dias de estudos sejam também traços de santidade de discípulos que querem se deixar ensinar por seu Senhor”, finalizou.

 

Na sequência, o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) e referencial da Animação Bíblico-Catequética no regional Leste 2, dom Joel Maria dos Santos, realizou um momento de oração/espiritualidade com os participantes.

Em seguida, o padre Décio Walker falou sobre o que é a Animação Bíblica da Pastoral (ABP). E a Mariana Venâncio, assessora da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, abordou a temática sobre os círculos bíblicos e as experiências contemporâneas. 

Acompanhe o Seminário na íntegra em:

 

Programação dos dias 26 e 27 de julho

No segundo dia, 26 de julho, a temática será a ABP e o Mês da Bíblia 2022. Neste dia serão aprofundados o “ensinamento da Lei em Josué a formação bíblica hoje”, além da temática da “hospitalidade da Terra e as hospitalidades de hoje”, com o professor Altamir Andrade. 

Já no último dia, 27 de julho, serão aprofundadas as temáticas do “Cerco de Jericó: diversidade de abordagens do texto bíblico no cenário atual”, com a professora Patrícia Zaganin e “As guerras pela reconquista da Terra Prometida: como compreender hoje?”, com o professor Ildo Perondi.  

Fonte: https://www.cnbb.org.br/animacao-biblica-da-pastoral-e-tematica-do-primeiro-dia-de-seminario-nacional/


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