Em 2º dia do Seminário “CNBB 70 Anos”, ministra Cármen lúcia, do STF, defende o estado democrático de direito no país

‘CNBB e a construção da democracia’ foi a temática refletida no segundo dia do Seminário CNBB 70 anos: comunhão, participação e missão’, organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) por meio do Instituto Nacional de Pastoral Padre Alberto Antoniazzi (INAPAZ). Compuseram a mesa do evento on-line no segundo dia do evento, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia Antunes Rocha e o doutor em Teologia e professor da Faculdade Jesuíta, em Belo Horizonte (MG), padre Manoel Godoy.

A abertura foi feita pelo doutor em Direito e professor da Universidade de Brasília (UnB), Jose Geraldo de Sousa Junior. Ele destacou os horizontes de um momento histórico, além das experiências e as alianças que a CNBB fez ao longo do período, em nome do Povo de Deus.

A ministra do STF, Cármen Lúcia Antunes Rocha, foi a primeira expositora do dia. Em sua fala, agradeceu como cidadã brasileira a participação e destacou que “os tempos necessitam dar sentido, no presente, aos princípios na realidade que estamos vivendo. Em tempos em que a fome retornou, drama humano pessoal e social. Estamos em um momento em que precisamos preservar a democracia”, disse.

A magistrada deu ênfase, em sua abordagem, aos princípios que asseguram o Estado Democrático de Direito, especialmente em sua efetivação constitucional e na garantia de direitos:  “Não basta falar em igualdade. Não há apenas um conjunto de princípios constitucionais. Constituição é lei. E lei é para ser cumprida”, ressaltou. A ministra fez referência ao papel educativo que a CNBB vem exercendo nos processos eleitorais, com a publicação de cartilhas como “Cartilha de Orientação Política 2022”, publicada pelo Regional Sul 2 da CNBB.

Diretrizes da Evangelização no Brasil

O professor doutor padre Manoel Godoy foi o segundo palestrante do dia. Ele falou sobre a transição das Diretrizes Gerais da ação Pastoral 1975-1978 para as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023.

“Na temática da evangelização não houve rupturas, mas um novo contexto que serviu de pretexto”, disse

De acordo com o professor, como fonte geradora, havia o Plano Pastoral de Conjunto em 1975, da contribuição do padre Raimundo Caramuru e o Chico Whitaker, ajudando na estruturação do plano, com destaque à relação com a Guadium et Spes como relação entre fé e a ação transformadora na sociedade. Em 1995, no papado de São João Paulo II e das demandas da sociedade brasileira, com uma ação mais aberta para a sociedade, na busca de uma terminologia que correspondesse a uma ação mais ativa, surgiram segundo ele, um novo empenho da Igreja na ação evangelizadora que adota 3 desafios: O secularismo, a pobreza e o pluralismo religioso.

Padre Manoel Godoy destacou também que no DNA da CNBB há uma permanente relação entre Igreja e Sociedade e o respeito pelo Estado Laico. “A evangelização cresce no coração da Igreja após o Evangelli Nuntiandi, de São Paulo VI, e a Redemptoris Missio, de São João Paulo II. Perspectiva de 5 pontos nas exigências da evangelização a partir da ideia de inculturação. Destacou 4 pontos finais: variedade e complementariedade, autonomia, subsidiariedade, participação responsável”.

Além das considerações dos participantes, houve ainda um breve relato testemunhal do membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), organismo vinculado à CNBB, doutor Carlos Moura. Ele acompanha a conferência desde o Rio de Janeiro. O encerramento do seminário será nesta quinta-feira, 28 de junho, com a temática Campanha da Fraternidade 2023 e as perspectivas pastorais, com a presença do presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, o secretário-geral, dom Joel Portella Amado, e a presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade Lima.

O evento integra as ações pensadas pera celebrar o ano jubilar da entidade, iniciado mediante convocação da presidência da entidade em 14 de outubro de 2021.

Programação:

28/07/22 – (quinta-feira) – 09:00 às 12:00
8h30 – Abertura da Sala Virtual
9h00 – Ambientação e Oração inicial
9h10 – Acolhida do coordenador acadêmico
9h20 – Apresentação dos conferencistas e comunicadores

CAMPANHA DA FRATERNIDADE E PERSPECTIVAS PASTORAIS
10h50 – Palavra aberta para reações
11h10 – Devolução da palavra aos painelistas para pontuar alguns temas
12h00 – Sistematização
12h15 – Oração de encerramento
19h00 – Painel Geral (Youtube): aberto ao público em geral

Mais informações:

cnbb.org.br/70anos

Reveja a série de vídeo da série “Testemunhos CNBB 70 anos” publicada pelo portal da CNBB

Fonte: https://www.cnbb.org.br/em-2o-do-seminario-cnbb-70-anos-ministra-carmen-lucia-do-stf-defende-o-estado-democratico-de-direito-no-pais/


CNBB oferece subsídio oficial de preparação para o 3º Ano Vocacional do Brasil

O terceiro Ano Vocacional da Igreja no Brasil será celebrado de 20 de novembro de 2022 a 26 de novembro de 2023. A iniciativa comemora os 40 anos do primeiro ano temático dedicado à reflexão, oração e promoção das vocações no país.

 

Inspirado no Documento Final do Sínodo dos Bispos sobre Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” o tema do Ano Vocacional 2023 é “Vocação: Graça e Missão” e o lema é “Corações ardentes, pés a caminho” (cf. Lc 24, 32-33). 

 

Texto base

Com o objetivo de aprofundar a temática, a editora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Edições CNBB, lança o texto-base do 3º Ano Vocacional. O subsídio foi redigido pela Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB e já encontra-se disponível em pré-venda (aqui).

 

“Seu sentido está em favorecer que cada pessoa acolha o chamado de Jesus como Graça, de maneira que mais corações ardam e que os pés se ponham a caminho, em saída missionária”.

Subsídio catequético

 

Além do texto-base, a Comissão também preparou um subsídio catequético para crianças e adolescentes, com roteiros para encontros. O subsídio possui reflexões que são apresentadas de forma lúdica e pedagógica e conta ainda com um encarte, colorido e destacável, com jogos e atividades. O texto é ideal para educadores, pais e catequistas.

 

Lançamento oficial

O lançamento oficial do texto-base do 3º ano vocacional acontecerá após a missa de abertura do mês vocacional no próximo dia 1º de agosto. A celebração acontecerá às 19h, na capela da CNBB, e será transmitida por emissoras de televisão de inspiração católica (TV Nazaré, TV Rede Século 21 e TV Horizonte) e também pelas redes sociais da CNBB  (Youtube e Facebook) e da Conferência dos Religiosos do Brasil, a CRB Nacional (Youtube e Facebook).

Após a missa, haverá a live de lançamento do texto-base, às 21h, com um bate papo que contará com a participação da irmã Maristela Ganassini, do Setor Juventude e Vocações da CRB; do referencial da Pastoral Vocacional, dom José Albuquerque e do presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, dom João Francisco Salm.

A transmissão será pelas redes sociais da CNBB, Edições CNBB e Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

Fonte: https://www.cnbb.org.br/cnbb-oferece-subsidio-oficial-de-preparacao-para-o-3o-ano-vocacional-do-brasil/


Corpus Christi reúne fiéis de Marília em torno da Eucaristia com conscientização social

A celebração de Corpus Christi, expressão pública da fé católica na Eucaristia, ocorrerá em Marília, amanhã, dia 16, no Estádio Municipal Bento de Abreu Sampaio Vidal. Com início às 16h, e com a presidência do bispo diocesano de Marília, Dom Luiz Antonio Cipolini, a Missa única contará com a presença dos padres e fiéis das 19 paróquias da cidade.

Com o tema “Eucaristia e Missão” e lema “Pão em todas as mesas”, os fiéis que participarem são convidados a levar 1 kg de alimento não perecível como apelo social para garantir o alimento às pessoas menos favorecidas. Toda a arrecadação será destinada às famílias carentes de Marília, assistidas pelas comunidades paroquiais.

O pedido é que os fiéis utilizem máscaras durante a celebração e também no trajeto da procissão que, após a Missa, irá até as escadarias da Catedral Basílica Menor de São Bento Abade para a benção com o Santíssimo Sacramento. Todo o trajeto do cortejo, que passará pela ruas Limeira e Pedro de Toledo, será enfeitado em homenagem a Jesus Eucarístico, motivo da manifestação pública dos católicas na Eucaristia por meio da procissão.

Em parceria com a Prefeitura Municipal de Marília e com a Empresa Municipal de Mobilidade Urbana de Marilia (EMDURB), para a preparação dos tapetes, as vias serão parcialmente interditadas na madrugada da quinta-feira, para a montagem dos enfeites, porém as ruas paralelas estarão liberadas para favorecer o trânsito.

“Vamos participar deste momento de unidade e, alimentando-nos da Eucaristia, abramos nossas mãos em doações para ajudarmos nossos irmãos e irmãs carentes que, nesta pandemia, foram afetados fortemente pela crise!”, ressaltou o Dom Luiz Antonio.

 

Fotos: Erica Montilha | Celebração de Corpus Christi 2019 (Ano antes da Pandemia)


Ensino religioso é destaque no encerramento da Assembleia dos Bispos do Estado de São Paulo

“Saímos daqui com mais entusiasmo para ampliarmos a reflexão na Assembleia das Igrejas Particulares com a presença de nossos leigos e leigas”, considerou Dom Pedro Luiz Stringhini, presidente do Regional Sul 1 da CNBB, ao anunciar próximo encontro do episcopado paulista no segundo semestre, em Aparecida (SP).

 

Na manhã de hoje, dia 9, os bispos do Estado de São Paulo concluíram a 84ª edição da Assembleia Regional. Como tema central, o encontro, que também contou com a participação dos coordenadores de pastoral das seis arquidioceses e 36 dioceses paulistas, refletiu as novas questões que desafiam a vida e a missão eclesiais 15 anos após a realização da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe.

O Documento de Aparecida, como é conhecido o texto final da V Conferência, perpassou o conteúdo das apresentações e discussões do episcopado paulista reunido desde a última terça-feira, dia 7, em Indaiatuba (SP), no Mosteiro de Itaici.

“O tema central é muito importante para a vida pastoral de nossas Arquidioceses e Dioceses. As atividades foram todas pensadas nas perspectivas futuras de aplicação junto ao povo de Deus”, afirmou o presidente do Regional, Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo diocesano de Mogi das Cruzes (SP).

Sobre a conclusão dos trabalhos, Dom Pedro já antecipou a expectativa de continuidade do encontro episcopal do Estado de São Paulo com representantes dos fiéis que ocorrerá em Aparecida (SP), entre os dias 14 e 16 de outubro. “Saímos daqui com mais entusiasmo para ampliarmos a reflexão na Assembleia das Igrejas Particulares com a presença de nossos leigos e leigas: é assim que a Igreja no Estado de São Paulo vai caminhando e realizando a sua missão de levar Jesus Cristo para todos!”, finalizou.

CONCLUSÃO DOS TRABALHOS

As atividades da Assembleia dos Bispos do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foram encerradas com a reflexão sobre o Ensino Religioso conduzida pelo bispo auxiliar de São Paulo (SP), Dom Carlos Lema Garcia.

 

 

Na apresentação, o bispo auxiliar explicou algumas orientações do recente Documento do Dicastério para a Educação e Cultura, sobre a identidade das escolas católicas, publicado em 25 de janeiro de 2022. Em sua fala, Dom Carlos abordou alguns indicadores do caráter confessional das escolas ligadas à Igreja, como a seleção dos professores de Ensino Religioso, e a sua formação, e os conteúdos da disciplina de Ensino Religioso Confessional.

“Sabemos que há um crescente analfabetismo religioso numa sociedade secularizada. Nesse contexto, as proposta do Ensino Religioso vem atender à demanda das questões cruciais sobre o sentido da vida humana: quem somos, de onde viemos, o que devemos fazer nessa vida e para onde iremos após a nossa morte. São perguntas que somente encontram respostas na referência a Deus e ao sentido religioso da vida”, disse o prelado ao desenvolver a contribuição eclesial na orientação moral da sociedade.

Do clero de Sorocaba (SP), o secretário da Sub-região Sorocaba, Pe. Julio César Fernandes, em entrevista, destacou que o “Ensino Religioso é alheio a toda forma de doutrinação, proselitismo ou catequização. É uma proposta de formação pedagógica para promoção da dignidade centrada nos valores humanos para o sentido da vida e a promoção da sociedade de modo qualitativo”.

 

 

Sobre a importância do Ensino Religioso para que a estrutura eclesial continue a contribuir com o desenvolvimento humano, Dom Carlos ressaltou que a Igreja sempre esteve na vanguarda na certa de respostas aos anseios da sociedade e, para exemplificar, fez o seguinte apontamento sobre o âmbito da educação: “baste considerar o papel preponderante das ordens e congregações religiosas no mundo da educação: a cidade de São Paulo, hoje a maior metrópole da América do Sul, foi fundada no Páteo do Colégio, com uma missa, no dia 25 de janeiro de 1554, e com uma pequena escola para indígenas e filhos de portugueses, numa missão dos padres jesuítas”.

Dando continuidade, o bispo auxiliar de São Paulo ressaltou que, mesmo com muitos percalços, “a história vem se repetindo com o passar dos séculos e as instituições ligadas à Igreja se sucedem para oferecer a formação religiosa às novas gerações. Hoje reparamos que estão surgindo escolas que oferecem formação católica, promovidas por um número considerável de  novas comunidades na maioria dos estados da federação”, finalizou.

“Diante do que ouvimos de Dom Carlos, entendemos que a perspectiva de fundamentação das bases religiosas na educação é de urgência para que a Igreja continue sua evangelização e ajude a sociedade na construção dos reais valores que podem se perder diante do secularismo”, salientou o Pe. Anatoli Konstantin Gradiski, secretário da Sub-região Botucatu e docente da Faculdade João Paulo II (Fajopa), de Marília (SP), cuja mantenedora é composta pelos bispos da Província Eclesiástica de Botucatu.


Conversão pastoral e centralidade bíblica integram o segundo dia da Assembleia do Regional Sul 1

A partir da apresentação de Dom Odilo Scherer sobre os 15 anos da Conferência de Aparecida, os bispos, reunidos em Indaiatuba (SP), refletiram os desafios pastorais do tempo presente e a necessidade da organização de Comissões de Animação Bíblica nas dioceses paulistas.

O segundo dia da 84ª Assembleia dos Bispos do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada no Mosteiro de Itaici, em Indaiatuba (SP), foi marcado pela apresentação central do evento: os 15 anos da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, conhecida também como Conferência de Aparecida.

A reflexão da primeira sessão foi conduzida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo. Durante sua fala, o prelado destacou as questões mais importantes no Documento de Aparecida, avaliou o que já caminhou na vida e missão da Igreja, a partir da Conferência de Aparecida, e discerniu com os presentes sobre o que ainda precisa ser retomado e colocado em prática.

A reflexão abordou também as novas questões que desafiam a vida e a missão eclesiais depois da Conferência e afirmou que, no texto de Aparecida, “é marcante o encontro pessoal com Jesus Cristo e seu Evangelho. A partir disso, também a renovação missionária”.

Assim, Dom Odilo Scherer ressaltou que, na Conferência, há um forte chamado à missão para que a Igreja consiga “reconhecer a necessidade da conversão, não apenas em sua dimensão moral, mas também nos métodos que não estão sendo adequados para o verdadeiro anúncio do Evangelho, assim como nos ensina o Papa Francisco”.

Para o Pe. João Victor Fransoia Bonzanini, coordenador diocesano de pastoral de Itapeva (SP), que participa pela primeira vez da Assembleia, a reflexão do Cardeal Scherer foi ao encontro da realidade eclesial, para que as dioceses possam renovar a vida pastoral e, com isso, todo o povo de Deus, “se abra ao encontro com o Senhor na missão da qual todos fazemos parte pelo Batismo”, disse o jovem padre.

CONVERSÃO PASTORAL

Os trabalhos de hoje também contaram com a assessoria do bispo diocesano de Barretos (SP), Dom Milton Kenan Júnior, referencial da Comissão de Animação Bíblica da Pastoral no Regional Sul 1 da CNBB.

Em sua fala, Dom Milton tratou a necessidade de uma organização mínima nas dioceses para fazer da animação bíblica um eixo transversal da pastoral. Ele também ressaltou que a formação, o anúncio do Evangelho e a oração compõem os três eixos propostos pela Conferência Episcopal como indicações para todas as atividades pastorais.

“O Documento de Aparecida nos diz que a conversão pastoral exige dar à Sagrada Escritura a sua centralidade, desencadeando processos de formação dos discípulos missionários à luz da Palavra de Deus”, explicou o bispo referencial ao afirmar que, na renovação da pastoral, “somente a Palavra de Deus torna-se o elemento que permite um discernimento lúcido, capaz de compreender a ação do Espírito Santo no nosso tempo que nos interpela pelos desafios dentro e fora da Igreja”.

Diante das afirmações de Dom Milton, o Pe. Thiago Reis, secretário da Sub-região pastoral Ribeirão Preto II (RP II), o cenário atual, refletido também pelo Cardeal Scherer, na primeira sessão, “é uma grande oportunidade para redescobrirmos a força da Palavra de Deus na ação evangelizadora”.

Segundo ele, “a organização das comissões bíblico-catequéticas nas dioceses serão uma grande oportunidade dos cristãos fazerem a experiência com a Palavra de Deus”.

A apresentação do relatório econômico e reuniões reservadas dos bispos e dos padres coordenadores diocesanos de pastoral também fizeram parte da programação de hoje na Assembleia.

 

 

Fonte: Conversão pastoral e centralidade bíblica integram o segundo dia da Assembleia do Regional Sul 1 | CNBB Regional Sul 1 (cnbbsul1.org.br)


Em assembleia, bispos dos Regional Sul 1 recordam os 15 anos da Conferência de Aparecida

Com “caráter de retomada presencial”, como motivou Dom Pedro Luiz Stringhini, o primeiro dia da 84ª edição da Assembleia dos Bispos também refletiu aspectos da conjuntura política brasileira.

 

O episcopado do Estado de São Paulo iniciou na tarde da terça-feira, 7, a 84ª edição da Assembleia do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que continua até a quinta-feira, dia 9, no Mosteiro de Itaici, em Indaiatuba (SP), com a participação de arcebispos, bispos e padres coordenadores de pastoral das seis arquidioceses e 36 dioceses paulistas.

Na abertura, os 40 bispos, 53 sacerdotes responsáveis pela animação pastoral no estado de São Paulo e oito convidados de pastorais foram acolhidos pela Presidência do Regional. “Depois de dois anos on-line devido à pandemia, esta Assembleia tem caráter de retomada presencial entre nós, bispos, e também de celebração dos 15 anos do Documento de Aparecida que teve a coordenação do então Cardeal Bergoglio, hoje Papa Francisco”, destacou Dom Pedro Luiz Stringhini, Bispo de Mogi das Cruzes e Presidente do Regional, ao dar as boas-vindas aos participantes e ressaltar a importância pastoral e espiritual da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, realizada em Aparecida (SP) no ano de 2007.

Trabalhos

A sessão do primeiro dia da 84ª Assembleia Regional dos Bispos contou com a análise de aspectos da conjuntura política brasileira, apresentada pelo Padre Paulo Renato Campos. As consequências econômicas e sanitárias da pandemia, questões do capitalismo globalizado, fome e diversos aspectos da democracia foram refletidos com o episcopado.

Na quarta-feira, 8, haverá a apresentação do tema central, “Aparecida – 15 anos depois”, com assessoria do Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo. Neste dia, também Dom Milton Kenan Júnior, Bispo diocesano de Barretos (SP), tratará sobre a Animação Bíblica da Pastoral. No último de trabalhos, na quinta-feira, Dom Carlos Lema Garcia, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, falará sobre o Ensino Religioso. Também haverá a organização da Assembleia das Igrejas Particulares (AIP) e a celebração de encerramento. Outros detalhes do evento podem ser acessados em https://cnbbsul1.org.br.


Dom Leonardo Steiner e Dom Paulo Cezar Costa revelam surpresa com escolha do Papa Francisco para o cardinalato

O arcebispo de Manaus (AM), dom Leonardo Ulrich Steiner, e o arcebispo de Brasília (DF), dom Paulo Cezar Costa, foram surpreendidos ao acompanharem a oração da Regina Coeli conduzida pelo Papa Francisco, na manhã de ontem. O pontífice anunciou o nome dos dois brasileiros entre os 21 novos membros do Colégio de Cardeais da Igreja Católica.

Os dois partilharam como foi receber a notícia do novo serviço que irão exercer em seu ministério episcopal. Dom Leonardo disse que, primeiro, ficou incrédulo e acredita ser uma alegria para para todos da Amazônia. Do Paulo Cezar Costa avalia como uma “grande delicadeza do Papa Francisco” com a Igreja em Brasília e no Brasil.

Carinho pela Amazônia

Dom Leonardo afirmou que a nomeação para o cardinalato não diz respeito apenas a sua pessoa.

“Nós sabemos como o Papa Francisco tem um carinho especial pela Amazônia e pelas Igrejas que estão na Amazônia. Nós sabemos que no tempo da pandemia ele teve a delicadeza de ligar para nós. E agora, com essa nomeação, mostra mais uma vez o quanto ele está próximo das nossas Igrejas, está próximo da nossa região. É por isso que nós nos alegramos”.

Em entrevista coletiva à imprensa na capital amazonense, dom Leonardo falou da responsabilidade que se assume na Igreja; da necessidade de viagens a Roma e da indicação que deverá ser feita pelo Papa Francisco para participar de algum Dicastério na Cúria Romana. Mas, para ele, o mais importante “é a alegria de ter um cardeal na Amazônia, que a Amazônia não ficou esquecida”.

“Eu me alegro de poder participar agora mais intensamente da construção dessa Igreja que deseja ser uma Igreja cada vez mais missionária, cada vez mais presente e uma Igreja cada vez mais viva”, disse dom Leonardo.

Padre Zenildo Lima e dom Leonardo Steiner | Foto: arquidiocese de Manaus

Perguntado sobre a relação da escolha do Papa com o processo de animação e fortalecimento da atuação da Igreja na região amazônica, cujo ponto importante foi o Sínodo para a Amazônia, em 2019, dom Leonardo acredita que o fato de sua nomeação para o Colégio Cardinalício seja expressão do Sínodo e que o Papa “esteja pedindo das nossas Igrejas que realmente assumam o Sínodo, especialmente o texto Querida Amazônia e o documento final”.

 

Servir com alegria

Dom Paulo Cezar Costa falou para as redes sociais da arquidiocese de Brasília e com a imprensa durante visita à Paróquia Divino Espírito Santo Paráclito, na região do Park Way, no DF.

“Estava assistindo ao Regina Coeli do Papa pela TV, como gosto de fazer aos domingos pela manhã, quando o Papa falou sobre a convocação do consistório. Disse o nome de Dom Leonardo e, depois, chamou o meu. A emoção foi grande.”, afirmou o arcebispo.

Dom Paulo Cezar Costa | Foto: reprodução/redes sociais

Para dom Paulo, “é uma grande delicadeza dele com a Igreja de Brasília, uma grande delicadeza dele com a Igreja do Brasil”. Ele salientou que a responsabilidade aumenta, lembrando que os cardeais “são homens mais próximos do Papa e devem ajudá-lo no governo da Igreja”.

“E eu quero continuar a servir com alegria, olhando sempre pra Maria, que é a serva do Senhor, e sempre peço a ela que me ajude a servir, a continuar a servir à Igreja com alegria. Os cardeais vestem vermelho, vermelho significa sempre o Cristo que nos amou a ponto de dar por nós a própria vida. Que eu possa fazer sempre da minha vida um dom de serviço, um dom de amor, servindo à Igreja de Brasília, servindo à Igreja do Brasil e ajudando o Papa a servir, governando a Igreja do mundo”, disse.

 

 

Presidência da CNBB saúda dom Leonardo Steiner e dom Paulo Cezar Costa, anunciados pelo Papa como novos cardeais do Brasil


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