Secretário-Geral da CNBB fala sobre o tema central da 59ª AG CNBB: “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”

O tema central da 59ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil (CNBB) cuja primeira etapa online acontece de 25 a 29 de abril, será “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”, o mesmo tema da 16ª Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, o Sínodo 2023, convocado pelo Papa Francisco.

A opção pela escolha do mesmo tema do Sínodo 2023, segundo o bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, se deu em razão de buscar um alinhamento e atualização das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE 2019-2023) da Igreja no Brasil à luz dos caminhos da Igreja que serão propostos pelo Sínodo 2023. As DGAE serão renovadas na 60ª assembleia do episcopado brasileiro em 2023.

Além do tema central, os bispos também vão aprofundar, durante a 59ª AG CNBB,  seis temas prioritários, entre eles o relatório anual do Presidente, o informe econômico e assuntos das Comissões Episcopais para a Liturgia, para a Tradução dos Textos Litúrgicos (CETEL) e para a Doutrina da Fé (CEPDF). Outros 30 temas estão na pauta desta etapa virtual da 59ª Assembleia Geral da CNBB. São assuntos de estudo, comunicações, análises de conjuntura e os temas que não exigem votações presenciais do episcopado brasileiro.

De acordo com o secretário-geral da CNBB, os temas são escolhidos a partir de uma escuta às dioceses, depois passam pela aprovação do Conselho Permanente da CNBB. São considerados também temas que com origem e  desdobramentos de assembleias anteriores e que precisam de aprovação e encaminhamentos.

16ª Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos

Em 2023 será realizada a 16ª Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, convocada pelo Papa Francisco com o tema “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. O tema da sinodalidade propõe a todo povo de Deus refletir sobre a forma de se compreender como Igreja.

A participação e o caminhar juntos indicam a compartilhada missão evangelizadora que cada batizado deve assumir. O Papa Francisco tem afirmado que o “caminho da sinodalidade é o caminho que Deus espera da Igreja do Terceiro Milênio”.

O sínodo diz respeito aos bispos, no seu serviço de presidir as Igrejas particulares mas implica os demais sujeitos eclesiais, de modo a valorizar a participação de todo o Povo de Deus, numa dinâmica participativa que promove a corresponsabilidade de todos e valoriza os diferentes carismas na Igreja.

Na 60ª AG da CNBB, em 2023, as novas diretrizes da Igreja no Brasil serão atualizadas segundo o apontamentos do Sínodo 2023. Foto: ASCOM CNBB

O processo do Sínodo 2023 na Igreja no Brasil

Atendendo a um pedido da Secretaria do Sínodo, a CNBB articulou a organização da Equipe Nacional de Animação composta por membros da CNBB, suas comissões (Família, Cultura e Educação e Bíblico-Catequética), regionais (Sul 2, Sul 3 e Sul 4); da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), irmã Teresinha Del’Acqua e o padre João da Silva Filho.

Esta comissão se reuniu, dia 21 de junho do ano passado, para conhecimento e planejamento de atividades de mobilização e animação do processo do Sínodo 2023 no Brasil. Realizou dia, 29 de julho, a primeira live sobre o Sínodo 2023 no Brasil, com 244 pessoas de 208 dioceses brasileiras. A live atingiu a participação de 74.82% das 278 circunscrições religiosas no Brasil. Integrou o grupo de participantes, os representantes de dioceses, secretários executivos dos 19 regionais da CNBB e convidados.

Nos dias 9 e 10 de outubro, em Roma, o Papa Francisco abriu, a primeira fase do processo de escuta do povo de Deus nas dioceses do mundo inteiro. Em comunhão com toda a Igreja, as dioceses do Brasil iniciaram a fase local do Sínodo. A fase de escuta às Igrejas Particulares acontece até junho de 2022 com o processo sinodal envolvendo todas as comunidades, paroquias, movimentos e vida consagrada.

No dia 14 de outubro, a Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil promoveu uma segunda live com o tema “Por uma Igreja Sinodal” com foco na organização da etapa de escuta nas Igrejas Particulares, com início em outubro de 2021. Com transmissão ao vivo pelas redes oficiais da CNBB, a live teve o objetivo de formar e capacitar os coordenadores e animadores nas diversas dioceses para conduzirem o processo de escuta sinodal em cada uma das Igrejas Particulares.

A Comissão lançou um hotsite, no site da CNBB, como elemento dinamizador do processo de mobilização do Sínodo, divulgação dos documentos preparatórios como o Vade-mécum da Assembleia sinodal, de notícias e explicações sobre as diferentes fases e etapas.

No início de 2022, a Comissão deu novo fôlego à mobilização das dioceses e Igrejas particulares divulgando notícias do processo de escuta. Foi pensada uma rodada de encontros com as macrorregiões do país, com os coordenadores dos Sínodos nas dioceses, com vistas a partilhar as novidades no processo de escuta nas Igrejas Particulares, animar o processo sinodal e alinhar os procedimentos para a sistematização do relatório diocesano.

Os encontros online foram realizados por blocos regionais, sendo 28/03 – Norte e Noroeste (Norte 1, Norte 2, Norte 3 e NO); 29/03 – Nordeste – (Nordeste 1, Nordeste 2, Nordeste 3, Nordeste 4 e Nordeste 5); 30/03 – Centro Oeste e Oeste 1 e 2; 06/04 – Sul (Sul 1, Sul 2, Sul 3, Sul 4); e 07/04 – Sudeste (Leste 1, Leste 2, Leste 3).


Dom Luiz, juntamente com o Papa Francisco e os bispos do mundo, realiza consagração da Ucrânia e da Rússia ao Imaculado Coração de Maria

Na Catedral Basílica de São Bento, em Marilia, o bispo diocesano, Dom Luiz Antonio Cipolini, celebrou missa da Solenidade da Anunciação do Senhor e, em espírito de unidade, realizou ato de consagração da humanidade, em especial da Rússia e Ucrânia, que estão em conflito desde o último dia 24 de fevereiro

No último dia 21 de março, o Papa Francisco convidou os bispos de todo o mundo e solicitou os sacerdotes, os religiosos e os outros fiéis para se unirem em oração na última sexta-feira, dia 25 de março, Solenidade da Anunciação do Senhor, em um ato de Consagração da Rússia e da Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria.

 

 

Atendendo ao chamado do Romano Pontífice, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Nunciatura Apostólica, fizeram ato com a celebração Eucarística, diretamente da Capela de Nossa Senhora Aparecida, sede na sede da conferência episcopal, em Brasília (DF). A celebração foi presidida bispo auxiliar do Rio Janeiro (RJ) e secretário-geral da CNBB, Dom Joel Portella Amado, e transmitida pelas TV´s de inspiração católicas. Durante a homilia, o bispo destacou o convite do Papa Francisco para o ato de oração pela paz e ressaltou que “guerra nunca se justifica, guerra nunca tem razão de ser, a não ser, exceto pelo pecado no meio de nós, porque o sonho do céu, o sonho plantado no coração de cada um de nós, o sonho que Criador deixou dentro de nós, o sonho que o Redentor nos purificou pra Ele, o sonho que o Espirito Santo nos santifica para isso é um sonho de paz”.

Na continuidade da programação, às 17h00, horário Roma, o Papa Francisco presidiu a Celebração da Penitência na Basílica de São Pedro e, ao final, consagrou a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria, ato este que foi realizado no mesmo dia, em Fátima, Portugal, pelo esmoleiro do Papa, cardeal Konrad Krajewski. Durante sua reflexão, Francisco enfatizou que “nesses dias, notícias e imagens de morte e guerra continuam a entrar pelas nossas casas enquanto as bombas destroem as casas de muitos de nossos irmãos e irmãs. Este ato não se trata de uma fórmula mágica. Trata-se de um ato de esperança e de colocarmos os corações aflitos pela guerra nas mãos de Nossa Senhora”.

Nesta unidade, o bispo diocesano de Marília, Dom Luiz Antonio Cipolini, presidiu a Eucaristia na Catedral Basílica Menor de São Bento Abade, em Marília, e refletiu, em sua homília, as palavras do anjo Gabriel na anunciação a Nossa Senhora e destacou que “Deus está presente e a iniciativa é d´Ele, algo que não podemos esquecer que quando pensamos em ir até Deus é que Ele já veio até nós e nos chamou, por isso, o anjo Gabriel diz ‘o Senhor está contigo!’. Deus está conosco, Ele é o Emanuel, Deus está com o seu povo, Deus está com Maria, Ele está conosco, Deus está presente, embora, muitas vezes, nós não tenhamos o tempo, a paciência, a percepção de que Ele está presente.

O bispo, ao final da liturgia, realizou o Ato de Consagração como solicitado pelo Papa Francisco.

 


Paróquias de Marília se unem para momento de espiritualidade e preparam almoço de Páscoa para os moradores de rua

Impulsionados pelo espírito de sinodalidade, proposto pelo Papa Francisco, agentes da Pastoral com os irmãos em situação de rua das paróquias da cidade de Marília se encontraram para momento de espiritualidade e organização de evento para a população de rua. Iniciativa conta com a participação de grupos espíritas com agenda até o final do ano.

Na noite do último sábado, dia 26, dezenas de agentes da Pastoral com os Irmãos de Rua, da cidade de Marília, se reuniram na Igreja Matriz da Paróquia Santa Rita de Cássia para uma noite de espiritualidade. O encontro se iniciou com a celebração Eucarística presidida pelo Pe. Tiago Barbosa.

Após a missa, o sacerdote conduziu um momento de oração em torno do Evangelho de São João 1, 35-42. Na reflexão, o padre motivou os presentes a permanecerem fiéis no trabalho e buscarem sempre a providência divina: "saber que não estamos sozinhos, tem um Outro conosco, que é Jesus, que no dia seguinte nós da força, nos impulsiona e nos leva para Deus. No espírito de sinodalidade, somos Igreja em caminha para o céu com os pés na realidade, transformando-a por meio de nossos esforços, conversão e ação social”.

 

 

Para a agente de pastoral Sonia Maria de Oliveira, do Santuário Nossa Senhora da Glória, de Marília, o momento de espiritualidade foi muito válido, pois “quando vamos a um trabalho de servir, focamos no pré e pós trabalho e, de certo modo, agimos no automático, deixando um pouco o espiritual de lado”, ressaltou.

A fiel ainda compartilhou seu testemunho e experiência no serviço pastoral: “em um dos acampamentos que estava fazendo e fui convidada a participar da Pastoral da Solidariedade, como é chamada no Santuário, logo ao ingressar veio a pandemia; então a ação pastoral deu uma parada, mas atuávamos nas outras ações como Igreja e na assistência com a cesta básicas para famílias cadastradas do distrito de Rosália! Depois, com o início da melhora da pandemia, começamos a retornar com o café aos moradores em situação de rua. O trabalho é árduo, dependente de doações, além do mais, levamos, inclusive, ração aos animais de estimação dos assistidos. Então, a experiência do servir me fez ter uma proximidade e empatia maior com os assistidos, aumentando o grau de sensibilidade, que me auxiliou muito no meu amadurecimento espiritual”.

 

 

ALMOÇO DE PÁSCOA

A equipe católica da cidade, juntamente com os centros espíritas Chico Chavier e Semeadores de Luz, e o Grupo Doação e Amor, preparam, desde de o mês de fevereiro, uma ação para o próximo domingo, dia 09. Trata-se de uma manhã repleta de atividades no salão da Paróquia Santo Antônio, no centro de Marília, em comemoração à Páscoa de nosso Senhor Jesus Cristo. Os moradores de rua receberão café da manhã, banho, corte de cabelo e barba, música ao vivo, atividades recreativas para as crianças, alguns exames e orientações sanitárias, realizadas pelos alunos do curso de Enfermagem da Universidade de Marília (Unimar), e almoço comemorativo de Páscoa.

Ainda é planejado para o ano de 2022 mais dois eventos semelhantes, um para a celebração do Dia Mundial dos Pobres, em novembro e, em dezembro, por ocasião do Natal. Uma jornada de estudos e espiritualidade que envolve a temática da população de tua também está sendo preparada para o segundo semestre numa parceria entre as paróquias católicas de Marília, os centros espíritas citados e a Faculdade João Paulo II (Fajopa).


Em 25 de março, o Papa consagrará a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria

O ato se realizará durante a Celebração da Penitência que o Papa Francisco presidirá às 17h na Basílica de São Pedro. O mesmo ato será realizado, no mesmo dia, em Fátima pelo cardeal Krajewski, esmoleiro pontifício, enviado do Papa.

"Na sexta-feira, 25 de março, durante a Celebração da Penitência que presidirá às 17h na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco consagrará a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria. O mesmo ato será realizado, no mesmo dia, em Fátima pelo esmoleiro do Papa, cardeal Konrad Krajewski, enviado do Santo Padre."

A notícia foi dada, numa nota, pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. O dia da Festa da Anunciação do Senhor foi escolhido para a consagração.

Nossa Senhora, na aparição de 13 de julho de 1917, em Fátima, pediu a consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração, afirmando que, se este pedido não fosse atendido, a Rússia espalharia "seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja". "Os bons", acrescentou, "serão martirizados, o Santo Padre sofrerá muito, várias nações serão destruídas". Depois das aparições de Fátima houve vários atos de consagração ao Imaculado Coração de Maria: Pio XII, em 31 de outubro de 1942, consagrou o mundo inteiro, e em 7 de julho de 1952, consagrou os povos da Rússia ao Imaculado Coração de Maria na Carta Apostólica Sacro vergente anno:

Assim como há alguns anos atrás consagramos o mundo ao Imaculado Coração da Virgem Mãe de Deus, agora, de forma muito especial, consagramos todos os povos da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.

Paulo VI, em 21 de novembro de 1964, renovou a consagração da Rússia ao Imaculado Coração na presença dos Padres do Concílio Vaticano II. O Papa João Paulo II compôs uma oração para o que definiu de "Ato de entrega" a ser celebrado na Basílica de Santa Maria Maior em 7 de junho de 1981, Solenidade de Pentecostes. Este é o texto:

Ó Mãe dos homens e dos povos, Tu conheces todos os seus sofrimentos e as suas esperanças, Tu sentes maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas que abalam o mundo, acolhe o nosso clamor no Espírito Santo diretamente ao teu coração e abraça com o amor de Mãe e de Serva do Senhor aqueles que esperam mais este abraço, junto com aqueles que cuja entrega Tu também esperas de modo particular. Tomai sob a tua proteção materna toda a família humana que, com carinho afetuoso, a Ti, ó mãe, nós confiamos. Que se aproxime para todos o tempo da paz e da liberdade, o tempo da verdade, da justiça e da esperança.

Depois, para responder mais plenamente aos pedidos de Nossa Senhora, quis explicitar durante o Ano Santo da Redenção o ato de entrega de 7 de Junho de 1981, repetido em Fátima a 13 de maio de 1982. Em memória do Fiat pronunciado por Maria no momento da Anunciação, em 25 de março de 1984, na Praça São Pedro, em união espiritual com todos os bispos do mundo, previamente "convocados", João Paulo II confiou todos os povos ao Imaculado Coração de Maria:

E por isso, ó Mãe dos homens e dos povos, Tu que conheces todos os seus sofrimentos e todas as suas esperanças, Tu que sentes maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas, que abalam o mundo contemporâneo, acolhe o nosso grito que, movido pelo Espírito Santo, dirigimos diretamente ao teu Coração: abraça com amor de Mãe e Serva do Senhor, este nosso mundo humano, que Te confiamos e consagramos, cheio de inquietude pela sorte terrena e eterna dos homens e dos povos. De modo especial Te confiamos e consagramos aqueles homens e nações que têm necessidade particular desta entrega e consagração.

Em junho do ano 2000, a Santa Sé revelou a terceira parte do segredo de Fátima e o então arcebispo Tarcisio Bertone, secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, sublinhou que irmã Lúcia, numa carta de 1989, tinha confirmado pessoalmente que este ato de consagração solene e universal correspondia ao que Nossa Senhora queria: "Sim, foi feito", escreveu a vidente, "como Nossa Senhora havia pedido, em 25 de março de 1984".

Fonte: Em 25 de março, o Papa consagrará a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria - Vatican News


Papa promulga a Constituição Apostólica Praedicate evangelium sobre a Cúria Romana

O texto contém e sistematiza muitas reformas já implementadas nos últimos anos. Entrará em vigor no dia 5 de junho, Solenidade de Pentecostes. A nova Constituição confere uma estrutura mais missionária à Cúria para que esteja cada vez mais a serviço das Igrejas particulares e da evangelização. Propaganda Fide Unificada e Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, o prefeito será o Papa.

Foi promulgada neste sábado, 19 de março, Solenidade de São José, a nova Constituição Apostólica sobre a Cúria Romana e seu serviço à Igreja e ao mundo Praedicate evangelium: entrará em vigor no dia 5 de junho, Solenidade de Pentecostes.

Fruto de um longo processo de escuta iniciado com as Congregações Gerais que antecederam o Conclave de 2013, a nova Constituição, que substitui a “Pastor Bonus” de João Paulo II - promulgada em 28 de junho de 1988 e em vigor desde 1º de março de 1989 - é constituído de 250 itens.

Na próxima segunda-feira, 21 de março, às 11h30, o texto será apresentado na Sala de Imprensa da Santa Sé pelo cardeal Marcello Semeraro, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, por Dom Marco Mellino, secretário do Conselho dos Cardeais, e pelo jesuíta padre Gianfranco Ghirlanda, canonista, professor emérito da Pontifícia Universidade Gregoriana.

O texto, como mencionado, é o resultado de um longo trabalho colegial, que se inspirou nas reuniões pré-conclave de 2013, envolveu o Conselho dos Cardeais, com reuniões de outubro de 2013 a fevereiro passado, e continuou sob a orientação do Papa com várias contribuições de Igrejas de todo o mundo.

Digno de nota que a nova Constituição sanciona um processo de reforma que já foi quase totalmente implementado nos últimos nove anos, por meio das fusões e ajustes realizados, que levaram ao nascimento de novos Dicastérios. O texto sublinha que "a Cúria Romana é composta pela Secretaria de Estado, pelos Dicastérios e pelos Organismos, todos juridicamente iguais entre si".

Entre as inovações mais significativas a esse respeito contidas no documento está a unificação do Dicastério para a Evangelização da precedente Congregação para a Evangelização dos Povos e do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização: os dois chefes de dicastério se tornam pró prefeitos, porque a prefeitura deste novo Dicastério é reservada ao Papa. De fato, a Constituição diz: “O Dicastério para a Evangelização é presidido diretamente pelo Romano Pontífice”.

Depois, também é instituído o Dicastério para o Serviço da Caridade, representado pela Esmolaria, que assume assim um papel mais significativo na Cúria: “O Dicastério para o Serviço da Caridade, também chamado Esmolaria Apostólica, é uma expressão especial da misericórdia e, partindo da opção pelos pobres, os vulneráveis ​​e os excluídos, exerce em qualquer parte do mundo a obra de assistência e ajuda a eles em nome do Romano Pontífice, o qual, nos casos de particular indigência ou de outra necessidade, disponibiliza pessoalmente as ajudas a serem alocadas".

A Constituição Apostólica apresenta antes de tudo, nesta ordem, os Dicastérios da Evangelização, da Doutrina da Fé e do Serviço da Caridade.

Outra unificação diz respeito à Comissão para a Proteção de Menores, que passa a fazer parte do Dicastério para a Doutrina da Fé, continuando a funcionar com suas próprias regras e tendo seu próprio presidente e secretário.

Uma parte fundamental do documento é aquela que diz respeito aos princípios gerais. No preâmbulo é recordado que todo cristão é um discípulo missionário. Fundamental, entre os princípios gerais, é a especificação de que todos - e portanto também leigos e fiéis leigos - podem ser nomeados em funções de governo da Cúria Romana, em virtude do poder vicária do Sucessor de Pedro: "Todo cristão, em virtude do Batismo, é um discípulo-missionário na medida em que encontrou o amor de Deus em Cristo Jesus. Não se pode ignorar isso na atualização da Cúria, cuja reforma, portanto, deve incluir o envolvimento de leigas e leigos, também em papéis de governança e responsabilidade".

Sublinha-se, ademais, que a Cúria é um instrumento ao serviço do Bispo de Roma também em benefício da Igreja universal e, portanto, dos episcopados e das Igrejas locais. "A Cúria Romana não se coloca entre o Papa e os Bispos, mas coloca-se ao serviço de ambos, segundo as modalidades que são próprias da natureza de cada um".

Outro ponto significativo diz respeito à espiritualidade: também os membros da Cúria Romana são "discípulos missionários". Destacada, em particular, a sinodalidade, como modalidade de trabalho habitual para a Cúria Romana, um caminho já em curso, a ser cada vez mais desenvolvido.

Entre outros aspectos contidos no documento está a definição da Secretaria de Estado como "secretaria papal", a transferência do Escritório do Pessoal da Cúria para a Secretaria para a Economia (Spe), a indicação de que a Administração do Patrimônio da Sé Apostólica (Apsa) deve atuar por meio da atividade instrumental do Instituto para as Obras de Religião.

Além disso, estabelece-se que para os clérigos e religiosos em serviço na Cúria Romana o mandato é de cinco anos e pode ser renovado por mais cinco anos, e que ao final regressem às dioceses e comunidades de referência: "Em regra, passados ​​cinco anos, os Oficiais clérigos e membros dos Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica que tenham servido nas Instituições e Ofícios da Cúria voltam à pastoral na sua Diocese/Eparquia, ou nos Institutos ou Sociedades a que pertencem. Se os Superiores da Cúria Romana o julgarem oportuno, o serviço pode ser prorrogado por mais cinco anos”.

 

Fonte: Papa promulga a Constituição Apostólica Praedicate evangelium sobre a Cúria Romana - Vatican News


Secretaria do Sínodo e Congregação para o Clero motivam participação dos presbíteros no processo sinodal

Neste sábado, 19 de março, a Congregação para o Clero e a Secretaria do Sínodo publicaram uma carta assinada pelo cardeal Mario Grech, secretário geral do Sínodo dos Bispos, e pelo prefeito da Congregação para o Clero, dom Lazzaro You Heung Sik, com uma motivação para o envolvimento do clero no processo sinodal.

Na carta, mais do que convidar o clero a multiplicar as atividades, a Congregação quer encorajá-los a olhar para “vossas comunidades com aquele olhar contemplativo que nos fala o Papa Francisco na Evangelii Gaudium (n. 71) para descobrir os muitos exemplos de participação e partilha que já estão germinando em vossas comunidades”.

Com o texto, a Congregação motiva, ainda, o clero a descobrir, cada vez mais a igualdade fundamental de todos os batizados e de encorajar todos os fiéis a participar ativamente do caminho e da missão da Igreja. “Assim, teremos a alegria de estar ao lado de irmãos e irmãs que compartilham conosco a responsabilidade da evangelização”, diz o texto.

Neste sentido, a Congregação pede uma tripla contribuição para o atual processo sinodal:

– Fazer todo o possível para que o caminho se baseie na escuta e na vivência da Palavra de Deus;
– Trabalhar para que o o caminho seja caracterizado pela mútua escuta e recíproca aceitação;
– Cuidar para que o caminho não nos leve à instrospecção, mas nos estimule a sair ao encontro de todos.

“Caríssimos irmãos sacerdotes, temos a certeza de que a patir destas prioridades encontrareis um modo de dar vida a iniciativas concretas, segundo as necessidades e as possibilidades, porque a sinodalidade é verdadeiramente o chamado de Deus para a Igreja do terceiro milênio. Encaminharmos nesta direção não será isento de questionamentos, fatigas e suspeições, mas podemos confiar que nos retornará o cêntuplo em fraternidade e nos frutos da vida evangélica”.

Confira (AQUI) o texto na íntegra.

Fonte: Secretaria do Sínodo e Congregação para o Clero motivam participação dos presbíteros no processo sinodal - CNBB


POM disponibiliza Cartilha de Preparação ao 4º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas

Os seminaristas, reitores e formadores de todo o Brasil podem acessar um importante subsídio de oração e reflexão da vida missionária na Igreja. Foi lançada a Cartilha de Preparação ao 4º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas (4COMINSE), encontro que acontece nos dias 11 a 17 de julho.

O material oferece roteiros para dez encontros refletindo a vida e a missão do Beato Pe. Paolo Manna, nascido há 150 anos, fundador da Pontifícia União Missionária, Obra que objetiva sensibilizar e animar para a missão os sacerdotes, os religiosos e as religiosas, lideranças leigas e todo o povo de Deus.

A proposta do 4COMINSE é aprofundar a reflexão sobre a missão ad gentes no processo de formação dos candidatos ao presbiterado. O evento será uma oportunidade para a celebração da caminhada missionária, conhecimento de diversas expressões da cultura e arte paraibana e fortalecimento do conhecimento recíproco.

Seu objetivo principal será animar e aprimorar a formação missionária dos futuros presbíteros no Brasil, de maneira que a missão seja realmente eixo central da formação e os ajude a adquirir um autêntico espírito missionário.

A organização do evento sugere que o subsídio seja estudado pelos seminaristas (propedêutico, discipulado, configuração, síntese vocacional), diocesanos e religiosos, durante o primeiro semestre de 2022, como preparação efetiva de todos os formandos.

Acesse aqui a Cartilha de Preparação ao 4º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas

Sobre o 4COMINSE

A cidade de João Pessoa vai acolher o 4º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas (4COMINSE), evento realizado pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) e pela coordenação nacional dos Conselhos Missionários de Seminaristas (COMISEs).

O congresso terá como tema “Missão ad gentes na formação de seminaristas” e o lema “Sereis minhas testemunhas até os confins da terra” (At 1,8). Pretende reunir 350 participantes, entre seminaristas, reitores e formadores de seminários, bispos e convidados, sendo um espaço de reflexão, troca de experiências e celebrações. Seu objetivo será animar e aprimorar a formação missionária dos futuros presbíteros no Brasil, de maneira que a missão seja realmente eixo central da formação e os ajude a adquirir um autêntico espírito missionário.

Para garantir o êxito na realização do evento, contam com a parceria e o apoio da Arquidiocese da Paraíba, Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB) e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

As inscrições serão realizadas através das coordenações regionais dos COMISEs.

 

Font: POM disponibiliza Cartilha de Preparação ao 4º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas - CNBB


O Papa: o gasto com armas é um escândalo, suja o coração, suja a humanidade

Em seu discurso aos membros da organização italiana de voluntariado "Eu tive sede", Francisco sublinhou que "o acesso à água, especialmente água potável e limpa, é agora um ponto crítico para o presente e o futuro próximo da família humana. É uma questão prioritária para a vida do planeta e para a paz entre os povos". O Pap disse também que o gasto com armas é um escândalo e que é preciso "criar a consciência de que gastar em armas, suja a alma, suja o coração, suja a humanidade".

O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta segunda-feira (21/03), na Sala Clementina, no Vaticano, sessenta membros da organização italiana de voluntariado "Eu tive sede", que completa este ano dez anos de fundação.

Fundada em 2012, em Modena, a organização realiza projetos humanitários em várias áreas do mundo e eventos culturais e sociais de conscientização no território italiano.

Depois de agradecer as palavras do presidente do organismo, o Papa recordou o objetivo claro e urgente da organização "Eu tive sede": levar água potável a quem não tem. Essas palavras de Jesus, "tornaram-se o seu nome e o seu lema", sublinhou Francisco.

O acesso à água, especialmente água potável e limpa, é agora um ponto crítico para o presente e o futuro próximo da família humana. É uma questão prioritária para a vida do planeta e para a paz entre os povos. Isso diz respeito a todos. No entanto, no mundo, especialmente na África, existem populações que sofrem mais do que outras com a falta de acesso a esse bem primário. Por isso, vocês realizaram seus projetos humanitários na África, em muitos países, em diferentes regiões do continente. Isso é muito bonito. Também é algo muito bonito que os trabalhos sejam sempre realizados com trabalhadores locais e em colaboração com os missionários e as comunidades eclesiais do território.

A seguir, o Papa sublinhou que "a sede não faz sentir mal quando existe abundância de água para beber", mas nós "sabemos que se faltar água, e faltar por muito tempo, a sede pode se tornar insuportável". "A vida na Terra depende da água, e também nós, seres humanos. Todos precisamos da irmã água para viver", disse ainda Francisco.

"Por que entrar em guerra por causa de conflitos que devemos resolver conversando como homens? Por que não unir nossas forças e nossos recursos para combater juntos as verdadeiras batalhas da civilização: a luta contra a fome e a sede; a luta contra doenças e epidemias; a luta contra a pobreza e a escravidão de hoje. Por quê?", perguntou Francisco, afirmando que gastar com armas significa tirar de quem precisa.

Isso é um escândalo: os gastos com armas. Quanto se gasta em armas: é terrível! Não sei qual porcentagem do PIB, não sei, não tenho o valor exato, mas é uma porcentagem alta. Gasta-se com armas para fazer guerras, não só esta que é gravíssima e estamos vivendo agora, e a sentimos mais porque está mais perto, mas na África, no Oriente Médio, na Ásia, as guerras continuam. Isso é grave. É grave. Criar a consciência de que gastar em armas, suja a alma, suja o coração, suja a humanidade.

"Para que serve comprometermo-nos todos juntos, solenemente, a nível internacional, nas campanhas contra a pobreza, contra a fome, contra a degradação do planeta, se voltamos então ao velho vício da guerra, à velha estratégia do poder dos armamentos, que leva tudo e todos para trás?", perguntou ainda Francisco. "A guerra é um retrocesso. Caminha-se para trás e tem de começar tudo de novo", sublinhou.

A seguir, o Papa disse que foi para ele uma surpresa encontrar na Itália um voluntariado tão forte. "Esta é sua herança cultural, italiana, que vocês devem preservar bem", concluiu Francisco.

Fonte: O Papa: o gasto com armas é um escândalo, suja o coração, suja a humanidade - Vatican News


Equipe de Animação do Sínodo prepara encontro com macrorregiões para animar o processo sinodal

A Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil se reuniu na manhã desta segunda-feira, 21 de março, com o objetivo de realizar uma preparação dos encontros que acontecerão com as macrorregiões a partir da próxima semana com o objetivo de animar o processo sinodal.

“A ideia é partilharmos um pouco das experiências, como tem sido a caminhada com cada um; ouvir também no sentido de partilhar os desafios e também saber dos coordenadores diocesanos se nós, enquanto Equipe Nacional, poderemos contribuir de alguma maneira”, afirmou o padre Júlio Resende, membro da Equipe de Animação do Sínodo.

No encontro com os blocos regionais, padre Júlio também disse que a Equipe de Animação do Sínodo 2023 terá a oportunidade de tecer algumas propostas e indicações de como deverá ser preparada a síntese diocesana, “que é um documento muito importante e que reunirá as contribuições, reflexões de cada diocese no Brasil”.

“O desafio é fazer com que conversemos num processo bem sinodal para que a gente possa ajudar nesses meses finais que faltam, porque todas as dioceses devem entregar suas sínteses até o dia 31 de julho”, explicou o padre.

Padre Julio também argumentou que a fase diocesana, segundo a proposta do Papa, é a fase primordial, porque “é a fase de escutar as bases, de escutar as pessoas que estão nas comunidades, nos movimentos, nos trabalhos pastorais, nas inserções concretas da Igreja, nos diversos aspectos e ambientes da sociedade”.

“Por isso a fase diocesana é tão importante para que realmente a Igreja possa se reconhecer como povo que caminha junto, servindo na missão da Igreja, buscando também participar nos diversos aspectos dessa missão que o Senhor nos concedeu”, salientou.

Os encontros por blocos regionais

Os encontros serão realizados por blocos regionais, das 19h às 21h, com os representantes e/ou equipes diocesanas nos seguintes dias:

28/03 – Norte e Noroeste
(Note 1, Norte 2, Norte 3 e NO);

29/03 – Nordeste
(Nordeste 1, Nordeste 2, Nordeste 3, Nordeste 4 e Nordeste 5);

30/03 – Centro Oeste e Oeste 1 e 2;

06/04 – Sul
(Sul 1, Sul 2, Sul 3, Sul 4);

07/04 – Sudeste
(Leste 1, Leste 2, Leste 3).

 

Fonte: Equipe de Animação do Sínodo prepara encontro com macrorregiões para animar o processo sinodal - CNBB


O Papa ao Fórum da Água: o mundo tem sede de paz

Aos participantes reunidos no Senegal, Francisco envia uma mensagem assinada pelo cardeal Parolin reiterando o direito à água potável e ao saneamento básico, como primário, universal e básico para a construção da fraternidade. O convite é para fortalecer a cooperação entre os Estados para a gestão sustentável de um "bem indivisível".

O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes do 9º Fórum Mundial da Água sobre o tema da Segurança da Água para a Paz e o Desenvolvimento – que se realiza em Dacar, Senegal, de 21 a 26 de março - assinada pelo cardeal Secretário de Estado do Vaticano Pietro Parolin e lida pelo cardeal Michael Czerny, prefeito interino do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral.

Fazer da água um verdadeiro símbolo de diálogo

O Papa disse que estava acompanhando os trabalhos deste encontro internacional com suas orações para que "possa ser uma oportunidade de trabalhar juntos para a realização do direito à água potável e ao saneamento básico para cada ser humano, e assim contribuir para fazer da água um verdadeiro símbolo de partilha, de diálogo construtivo e responsável em favor de uma paz duradoura".

A água é um bem precioso para a paz

Partindo do pressuposto de que "nosso mundo tem sede de paz", que é um "bem indivisível", o convite é para que todo esforço seja feito para construí-la, através da constante contribuição de todos. Para isso é necessário satisfazer as necessidades essenciais e vitais de cada ser humano. O Papa lembrou que a segurança da água hoje é ameaçada pela poluição, conflitos, mudanças climáticas e abuso dos recursos naturais. "A água não pode ser considerada simplesmente como um bem privado", disse, "que gera lucros mercantis e está sujeito às leis do mercado".

O acesso à água e ao saneamento básico é um direito primário

O dado que deveria sacudir as consciências e levar à ação concreta dos líderes internacionais diz respeito à situação de mais de dois bilhões de pessoas sem acesso a água potável e/ou ao saneamento básico. Francisco chamou a atenção para as consequências, em particular, para os pacientes em centros de saúde, mulheres em trabalho de parto, prisioneiros, refugiados e pessoas deslocadas. Citando a Laudato si', a mensagem reiterou que o acesso é um "direito humano primário, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas"; também vincula estreitamente este direito ao "direito à vida, que está enraizado na dignidade inalienável da pessoa humana".

Apelo a servir o bem comum com dignidade

O texto destacou a "grave dívida social para com os pobres que não têm acesso à água potável". Sob a lente do Papa estão a poluição que ameaça a segurança, as armas que tornaram a água inutilizável, ou a secaram por causa da má gestão das florestas. Daí o apelo a todos os líderes políticos e econômicos, às diversas administrações, aos diretores de pesquisa, do financiamento, da educação e da exploração dos recursos naturais, para "servir o bem comum com dignidade, determinação, integridade e em espírito de cooperação". Fez-se referência ao Terceiro Encontro Mundial dos Movimentos populares (2016) e se pediu uma melhor gestão da água, especialmente por parte das comunidades: pode ajudar a criar maior coesão social e solidariedade, a iniciar processos e a construir relacionamentos.

Trabalhar juntos como irmãos na gestão da água

Mais uma vez o Papa enfatizou que a água é um dom de Deus e um patrimônio comum que deve ser usado universalmente. Convidou os países, por ser em grande parte um bem transfronteiriço, a trabalharem mais estreitamente juntos: "seria um grande passo avante para a paz". O pensamento voltou-se então para o rio Senegal, ao Níger, ao Nilo... regiões e situações onde a água chama para a necessidade de fraternidade. Gerir a água de forma sustentável e com instituições eficazes e solidárias", concluiu, "é também uma forma de reconhecer este dom da criação que nos foi confiado para que juntos possamos cuidar dele".

Fonte: O Papa ao Fórum da Água: o mundo tem sede de paz - Vatican News


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