Equipe de Animação do Sínodo prepara encontro com macrorregiões para animar o processo sinodal
A Equipe de Animação do Sínodo 2023 no Brasil se reuniu na manhã desta segunda-feira, 21 de março, com o objetivo de realizar uma preparação dos encontros que acontecerão com as macrorregiões a partir da próxima semana com o objetivo de animar o processo sinodal.
“A ideia é partilharmos um pouco das experiências, como tem sido a caminhada com cada um; ouvir também no sentido de partilhar os desafios e também saber dos coordenadores diocesanos se nós, enquanto Equipe Nacional, poderemos contribuir de alguma maneira”, afirmou o padre Júlio Resende, membro da Equipe de Animação do Sínodo.
No encontro com os blocos regionais, padre Júlio também disse que a Equipe de Animação do Sínodo 2023 terá a oportunidade de tecer algumas propostas e indicações de como deverá ser preparada a síntese diocesana, “que é um documento muito importante e que reunirá as contribuições, reflexões de cada diocese no Brasil”.
“O desafio é fazer com que conversemos num processo bem sinodal para que a gente possa ajudar nesses meses finais que faltam, porque todas as dioceses devem entregar suas sínteses até o dia 31 de julho”, explicou o padre.
Padre Julio também argumentou que a fase diocesana, segundo a proposta do Papa, é a fase primordial, porque “é a fase de escutar as bases, de escutar as pessoas que estão nas comunidades, nos movimentos, nos trabalhos pastorais, nas inserções concretas da Igreja, nos diversos aspectos e ambientes da sociedade”.
“Por isso a fase diocesana é tão importante para que realmente a Igreja possa se reconhecer como povo que caminha junto, servindo na missão da Igreja, buscando também participar nos diversos aspectos dessa missão que o Senhor nos concedeu”, salientou.
Os encontros por blocos regionais
Os encontros serão realizados por blocos regionais, das 19h às 21h, com os representantes e/ou equipes diocesanas nos seguintes dias:
28/03 – Norte e Noroeste
(Note 1, Norte 2, Norte 3 e NO);
29/03 – Nordeste
(Nordeste 1, Nordeste 2, Nordeste 3, Nordeste 4 e Nordeste 5);
30/03 – Centro Oeste e Oeste 1 e 2;
06/04 – Sul
(Sul 1, Sul 2, Sul 3, Sul 4);
07/04 – Sudeste
(Leste 1, Leste 2, Leste 3).
O Papa ao Fórum da Água: o mundo tem sede de paz
Aos participantes reunidos no Senegal, Francisco envia uma mensagem assinada pelo cardeal Parolin reiterando o direito à água potável e ao saneamento básico, como primário, universal e básico para a construção da fraternidade. O convite é para fortalecer a cooperação entre os Estados para a gestão sustentável de um "bem indivisível".
O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes do 9º Fórum Mundial da Água sobre o tema da Segurança da Água para a Paz e o Desenvolvimento – que se realiza em Dacar, Senegal, de 21 a 26 de março - assinada pelo cardeal Secretário de Estado do Vaticano Pietro Parolin e lida pelo cardeal Michael Czerny, prefeito interino do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral.
Fazer da água um verdadeiro símbolo de diálogo
O Papa disse que estava acompanhando os trabalhos deste encontro internacional com suas orações para que "possa ser uma oportunidade de trabalhar juntos para a realização do direito à água potável e ao saneamento básico para cada ser humano, e assim contribuir para fazer da água um verdadeiro símbolo de partilha, de diálogo construtivo e responsável em favor de uma paz duradoura".
A água é um bem precioso para a paz
Partindo do pressuposto de que "nosso mundo tem sede de paz", que é um "bem indivisível", o convite é para que todo esforço seja feito para construí-la, através da constante contribuição de todos. Para isso é necessário satisfazer as necessidades essenciais e vitais de cada ser humano. O Papa lembrou que a segurança da água hoje é ameaçada pela poluição, conflitos, mudanças climáticas e abuso dos recursos naturais. "A água não pode ser considerada simplesmente como um bem privado", disse, "que gera lucros mercantis e está sujeito às leis do mercado".
O acesso à água e ao saneamento básico é um direito primário
O dado que deveria sacudir as consciências e levar à ação concreta dos líderes internacionais diz respeito à situação de mais de dois bilhões de pessoas sem acesso a água potável e/ou ao saneamento básico. Francisco chamou a atenção para as consequências, em particular, para os pacientes em centros de saúde, mulheres em trabalho de parto, prisioneiros, refugiados e pessoas deslocadas. Citando a Laudato si', a mensagem reiterou que o acesso é um "direito humano primário, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas"; também vincula estreitamente este direito ao "direito à vida, que está enraizado na dignidade inalienável da pessoa humana".
Apelo a servir o bem comum com dignidade
O texto destacou a "grave dívida social para com os pobres que não têm acesso à água potável". Sob a lente do Papa estão a poluição que ameaça a segurança, as armas que tornaram a água inutilizável, ou a secaram por causa da má gestão das florestas. Daí o apelo a todos os líderes políticos e econômicos, às diversas administrações, aos diretores de pesquisa, do financiamento, da educação e da exploração dos recursos naturais, para "servir o bem comum com dignidade, determinação, integridade e em espírito de cooperação". Fez-se referência ao Terceiro Encontro Mundial dos Movimentos populares (2016) e se pediu uma melhor gestão da água, especialmente por parte das comunidades: pode ajudar a criar maior coesão social e solidariedade, a iniciar processos e a construir relacionamentos.
Trabalhar juntos como irmãos na gestão da água
Mais uma vez o Papa enfatizou que a água é um dom de Deus e um patrimônio comum que deve ser usado universalmente. Convidou os países, por ser em grande parte um bem transfronteiriço, a trabalharem mais estreitamente juntos: "seria um grande passo avante para a paz". O pensamento voltou-se então para o rio Senegal, ao Níger, ao Nilo... regiões e situações onde a água chama para a necessidade de fraternidade. Gerir a água de forma sustentável e com instituições eficazes e solidárias", concluiu, "é também uma forma de reconhecer este dom da criação que nos foi confiado para que juntos possamos cuidar dele".
Fonte: O Papa ao Fórum da Água: o mundo tem sede de paz - Vatican News
Diocese de Marília cria Comissão para proteção de menores e vulneráveis contra abusos sexuais
Em resposta ao pedido do Papa Francisco, Dom Luiz Antonio Cipolini publicou o Decreto de criação, deu a provisão aos membros e assinalou que a Igreja de Marília quer “o bem estar e a integridade física, psíquica e espiritual dos mais frágeis”. Segundo a advogada que integra a equipe, Bárbara Corrêa Travizi Parpineli, “as pessoas não são protocolos, mas filhos amados de Deus que demandam cuidado, acolhida e responsabilidade”.
Na manhã de hoje, dia 11, a Diocese de Marília deu início à Comissão Diocesana para tutela de menores e pessoas em situação de vulnerabilidade. Em Marília, durante ato no prédio da Cúria, o bispo diocesano, Dom Luiz Antonio Cipolini, reunido com os membros, promulgou o Decreto de criação e entregou a provisão a cada integrante.

A criação da Comissão na Diocese de Marília é uma resposta à Carta Apostólica do Papa Francisco sob forma de Motu Proprio Vos Estis Lux Mundi (Vós sois a luz do mundo), de 9 de maio de 2019. O texto assinala que “os crimes de abuso sexual ofendem Nosso Senhor, causam danos físicos, psicológicos e espirituais às vítimas e lesam a comunidade dos fiéis”. Desta forma, para que tais fenômenos não aconteçam mais, “é necessária uma conversão contínua e profunda dos corações, atestada por ações concretas e eficazes que envolvam a todos na Igreja, de modo que a santidade pessoal e o empenho moral possam concorrer para fomentar a plena credibilidade do anúncio evangélico e a eficácia da missão da Igreja”.
O objetivo é facilitar que as pessoas possam informar para a Comissão sobre possíveis abusos que estejam acontecendo aos menores e pessoas em situação de vulnerabilidade no território diocesano e, ao mesmo tempo, assegurar que as informações recebidas sejam convenientemente averiguadas e que sejam tomadas as medidas necessárias “para o bem estar e integridade física, psíquica e espiritual dos mais frágeis na Diocese”, afirmou Dom Luiz.

Em Marília, a Comissão para tutela de menores e pessoas em situação de vulnerabilidade tem a presidência do bispo diocesano e a coordenação do vigário geral, Pe. Mauricio Pereira Sevilha. Integram a equipe o chanceler do bispado, Pe. Adeflor Xavier Pereira Junior, o coordenador diocesano de pastoral, Pe. Marcos Roberto Cesário da Silva, a advogada auditora da Câmara Eclesiástica Auxiliar de Marília, Bárbara Corrêa Travizi Parpineli, e a notaria, a arquivista Vanessa Ferreira da Cunha Faxina. As psicólogas Alessandra Faria Rossi e Maria Apparecida Gomes Piola também compõem o grupo que “tem o objetivo de ouvir, tutelar, proteger e tratar os menores e vulneráveis”, como indicou o Dom Luiz durante a cerimônia de instituição.
“A Igreja tem enfrentado muitos escândalos nesta dimensão e o Papa Francisco nos pede para olhar, acolher e ajudar as vítimas. É um trabalho muito delicado, mas queremos ser instrumentos de purificação da Igreja; o fundamento de tudo é servir aos pequenos, como Jesus fez”, ressaltou o vigário geral.
Ao entregar a provisão para os membros, Dom Luiz Antonio reforçou a responsabilidade da Comissão, agradeceu a disponibilidade de todos e afirmou que “o Reino de Deus vai acontecendo à medida que se adere à voz do Espírito Santo que nos pede cada vez mais transparência”.
No ato, ao resumir o compromisso da equipe, em nome de todos, a psicóloga Maria Apparecida disse que a Comissão “não quer ser indiferente à dor de quem já foi abusado, mas ao contrário, instrumento do cuidado de Deus”. Para advogada Bárbara, os trabalhos da equipe, que nos últimos meses estudou o assunto, assinalaram a responsabilidade de zelar pela vida dos menores e vulneráveis: “as pessoas não são protocolos, mas filhos amados de Deus que demandam cuidado, acolhida e responsabilidade”.

Para entender como fazer uma denúncia e receber a assistência da Comissão, basta acessar no site da Diocese, ler o Decreto de instalação e o Regulamento, que contêm as informações necessárias. O mesmo link proporciona o acesso também à nomeação e provisão dos membros da equipe.

O Departamento de Comunicação da Diocese de Marília preparou um Press kit da Comissão para proteção de menores e vulneráveis contra abusos sexuais.
Encontro Diocesano do Terço dos Homens
Encontro Diocesano do Terço dos Homens
Dia 25 de março, às 21h.
Encontro totalmente online, inscreva-se!
Seminário sobre a fome abre a preparação da cnbb para a campanha da fraternidade 2023
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) já deu início à preparação da Campanha da Fraternidade (CF) de 2023. De hoje (14) até quarta-feira (16), é realizado um Seminário Temático para aprofundamento da questão da fome, centro das reflexões na CF do ano que vem. Os debates e as reflexões vão contribuir na elaboração do texto base. O tema escolhido para a CF 2023 após consulta popular é “Fraternidade e fome” com o lema bíblico “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14, 16).
Participam do Seminário assessores das Comissões Episcopais, subsecretários, o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora da CNBB, dom Valdeci Santos Mendes, e alguns convidados. Especialistas ajudam na reflexão proposta para o evento, que lança o olhar para o estado da questão da fome no Brasil, considerando a segurança alimentar, os impactos da pandemia de Covid-19 e a contradição dos recordes de produção e exportação agrícola frente o aumento da fome.
O Seminário está organizado a partir da metodologia “ver, julgar e agir”, sendo que, a cada dia, as reflexões são dedicadas a um dos tópicos. Após olhar a realidade, o grupo vai refletir no próximos dois dias sobre o lema bíblico e deve propor sugestões e pistas de ação para o texto-base.
Tema recorrente
No início do encontro, nesta segunda-feira, o secretário executivo de Campanhas da CNBB recordou as duas Campanhas da Fraternidade que abordaram a temática da fome: em 1975, com o tema “Repartir o Pão”; e em 1985, com o tema “Pão para quem tem fome”. A última, de modo particular, destacou a importância do problema para a sociedade brasileira, que viu, três anos depois, o estabelecimento da erradicação da pobreza e da marginalização e a redução das desigualdades sociais e regionais como objetivos fundamentais na Constituição Federal de 1988.
Elementos que podem ser abordados
O membro do grupo de Análise de Conjuntura da CNBB Melillo Dinis apresentou elementos que são importantes para serem abordados na apresentação do estado da questão da fome no Brasil e que deve estar presentes texto-base da próxima CF. Ele citou a passagem dos dois cestos de figos, do capítulo 24 do profeta Jeremias, quando o profeta disse o que Deus faria com o rei Sedecias e seu partido, mandando a guerra, a fome e a peste.
“A gente está vivendo um pouco esse tempo. Tem espada, tem fome e tem peste. E acho que isso é um primeiro elemento que não pode faltar”, ressaltou Melillo.
Para o advogado, apesar da longa história de experiência com o tema, é preciso refletir o motivo de voltar à questão. É importante também colocar o debate no eixo da fraternidade, “dentro de um quadro onde a fome nos persegue, e não é um fenômeno natural. Quanto menos humanismo, mais fome há. E o Brasil é um país forjado de fome e de lutas”.

Melillo apresentou alguns dados que atestam a realidade da fome e da insegurança alimentar no país, indicando também fatores determinantes que devem ser refletidos e discutidos, como a relação de desigualdade e fome, fome e ecologia, fome e educação, fome e política, o silêncio em torno da fome, recordando o escritor Josué de Castro. Também devem ser levados em conta elementos econômicos e geográficos.
Não pode deixar de ter no ver de uma Campanha da Fraternidade sobre a fome a fala numa linha profética. Eu não comecei com meu querido profeta Jeremias à toa, porque, se nós não tivermos aquele grau de indignação ‘vétero-testamentária’, aquela ‘jeremiada’ permanente a respeito disso, nós não precisamos tratar disso de novo, de maneira burocrática. A fome é ato indigno, a fome dói, a fome destrói vidas, nós temos que transformar isso numa exigência ética, não só de quem está submetido à ideia de Povo de Deus, mas também numa sociedade que deseja ser justa e fraterna. Esse tipo de exigência ética é imperativa numa Campanha da Fraternidade sobre esse tema”.
Após a exposição de Melillo, os participantes puderam interagir com o expositor e também apontar outros elementos considerados essenciais para a reflexão sobre o tema. Destacaram a relação do sistema econômico e com o sistema de produção; o papel da agricultura familiar; a questão da alimentação e a preocupação com a obesidade nas pessoas mais pobres; a segurança alimentar como exemplo de dignidade humana; a contradição das políticas públicas para o agronegócio e a inexistência para a agricultura familiar; e os impactos do modelo de produção de commodities nas comunidades tradicionais e nos povos indígenas.
Entendendo os fatores
Outro especialista no tema da fome convidado para o Seminário foi ex-diretor da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva. Ele lembrou de quando atuou na organização, sediada em Roma, e recebia a visita do Papa Francisco, sempre indignado com o tema da fome. Segundo Graziano, o pontífice sempre tratava do assunto, pedindo medidas para a erradicação.
Atual diretor geral do Instituto Fome Zero, José Graziano apresentou dados que permitem o entendimento dos fatores que geram a fome. Em sua exposição, recordou que a agropecuária brasileira apresentou crescimento surpreendente nos últimos 30 anos, mas também observou que a concentração da distribuição acelera a concentração da produção.
A realidade brasileira constata no período da pandemia a alta em dólar do preço das commodities e a desvalorização do real, por conta da política monetária do governo. Para José Graziano, “os preços alimentos não estão altos; os salários é que estão muito baixos”.
Ele apresentou dados sobre a estrutura agrária do país, e sobre a atuação da agricultura familiar. Em seguida, destacou as pesquisas que apontam a volta da fome e da insegurança alimentar no país onde o “agro é exportador e o mercado interno está limitado pela miséria”.

Para Graziano são três as principais causas da fome no Brasil atualmente: a falta de renda, em função dos baixos níveis de remuneração, alto nível de desemprego e informalidade resultante do baixo crescimento econômico; o modelo agroexportador, que não distribui renda e gera crescimento intersetorial menor que o necessário para absorver o crescimento da população ativa; e o alto nível de concentração de renda.
Ao final de sua exposição, indicou políticas que podem ajudar a mudar o cenário atual no país. Para ele, é necessária uma agência reguladora da alimentação no Brasil.
Ação da Cidadania
Outro convidado para o primeiro dia de Seminário foi o presidente da Ação da Cidadania, Daniel de Souza. Ele partilhou a atuação da entidade nos últimos anos, destacando que, desde março de 2020, a campanha de arrecadação de alimentos antes realizada pontualmente no período do Natal precisou se tornar mensal.
“O que a gente faz é muito mais para evidenciar e trabalhar a solidariedade, que é força motriz da humanidade, do que propriamente para resolver o problema da fome”, destacou.

O seminário continua na terça e na quarta-feira. As reflexões serão apresentadas aos bispos para encaminhamento da elaboração do texto-base da CF 2023.
Fonte: Seminário sobre a fome abre a preparação da CNBB para a Campanha da Fraternidade 2023 - CNBB
Abertas as inscrições para o 18º Congresso Eucarístico Nacional
Realizado pela arquidiocese de Olinda e Recife, em parceria com o regional nordeste 2 da CNBB, de 11 a 15 de novembro. Esta edição tem como tema “Pão em todas as mesas”.
Estão abertas as inscrições para o 18° Congresso Eucarístico Nacional (CEN), que será realizado pela arquidiocese de Olinda e Recife, em parceria com o regional nordeste 2 da CNBB, de 11 a 15 de novembro. Esta edição tem como tema “Pão em todas as mesas” e lema “Repartiam o pão com alegria e não havia necessitados entre eles” (At 2,46).
Os interessados em participar poderão realizar um cadastro gratuito que deverá ser feito pelo endereço eletrônico: cen2020.com.br/inscricoes. Ao acessar a página, o participante precisa antes escolher entre as abas “Público em Geral” ou “Bispos, Padres e Diáconos” e preencher o formulário com dados pessoais, tais como nome completo, e-mail e a qual diocese ou arquidiocese pertence.
No caso do clero, além de participar das atividades abertas do CEN, os inscritos poderão concelebrar nas missas de abertura e encerramento, desde que também apresentem o documento de identificação emitido pela CNBB ou diocese.
Voluntariado – Leigos e leigas residentes no território da arquidiocese de Olinda e Recife não só podem participar do CEN, como são convidados a servir no evento como voluntários. As fichas de inscrição para o voluntariado e para o coral já estão disponíveis no site oficial.
Os treinamentos e os ensaios serão realizados de maneira presencial meses antes do congresso. Por esse motivo as vagas para os serviços são restritas a moradores do território da arquidiocese pernambucana.
Simpósio Teológico
O CEN reúne milhares de pessoas para professar e dar testemunho público da fé no mistério eucarístico. O encontro também é uma oportunidade para aprofundar a Teologia da Eucaristia.
Nessa perspectiva, dentro da programação do congresso está prevista a realização do Simpósio Teológico, de 12 a 14 de novembro, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. A programação contará com conferências e oficinas que serão desenvolvidas a partir do Texto-base.
O subsídio é uma das ferramentas de preparação para o CEN, que nesta edição tem como tema “Pão em todas as mesas” e lema “Repartiam o pão com alegria e não havia necessitados entre eles” (At 2,46).
Para participar do Simpósio Teológico, os interessados devem preencher o formulário eletrônico específico neste link. Para essa atividade, é cobrada uma taxa de R$108, que pode ser paga com cartões de crédito e débito ou boleto bancário. Os inscritos terão direito a certificado.
De acordo com a Comissão Central do Congresso, a partir do quantitativo de inscrições será possível preparar melhor o evento e garantir uma acolhida adequada a todos. Por isso, é importante que os interessados garantam as vagas o mais rápido possível.
“Caros irmãos, tenham a certeza de que a presença de vocês muito nos alegrará. A participação de cada um é importante para assegurarmos a comunhão entre as nossas Igrejas particulares do Brasil, ao redor da Eucaristia”, afirma o secretário-geral do 18° CEN, monsenhor José Albérico Bezerra.
Outras informações podem ser encontradas diretamente no site do CEN (aqui).
Fonte: CNBB
Cante o hino do 18º Congresso Eucarístico Nacional
Papa: pensar nas crianças que sofrem hoje com a guerra na Ucrânia
"Eles são como nós, como vocês: seis, sete, dez, quatorze anos e vocês têm um futuro pela frente, uma segurança social de crescer numa sociedade em paz. Em vez disso, esses pequenos, e até mesmo os pequeninos, precisam fugir das bombas", disse Francisco às crianças e adolescentes da Escola "La Zolla" de Milão.
No final do encontro com os estudantes e funcionários italianos da Escola "La Zolla" de Milão, na Basílica de São Pedro, na manhã desta quarta-feira (16/03), o Papa Francisco pediu a todos para pensar nos "muitos meninos, meninas e adolescentes que estão em guerra, que sofrem hoje na Ucrânia".
Eles são como nós, como vocês: seis, sete, dez, quatorze anos e vocês têm um futuro pela frente, uma segurança social de crescer numa sociedade em paz. Em vez disso, esses pequenos, e até mesmo os pequeninos, precisam fugir das bombas. Estão sofrendo, muitos. Com o frio que faz ali... Pensemos. Cada um de nós pense nessas crianças, nesses meninos, nessas meninas. Hoje estão sofrendo, hoje, a três mil quilômetros daqui.
A seguir, o Papa convidou a todos a rezarem esta oração:
"Senhor Jesus, peço-lhe pelos meninos, meninas e adolescentes que estão vivendo sob as bombas, que veem esta guerra terrível, que não têm nada para comer, que devem fugir, deixando casa, tudo: Senhor Jesus, olhe para essas crianças, esses adolescentes: olhe para eles, proteja-os. Eles são vítimas da soberbia de nós adultos. Senhor Jesus, abençoe essas crianças e as proteja", concluiu Francisco, convidando a todos a rezar uma Ave-Maria.
Fonte: Papa: pensar nas crianças que sofrem hoje com a guerra na Ucrânia - Vatican News
Edições CNBB apresenta publicações para fortalecer a reflexão e a ação no campo educacional
Neste tempo da Quaresma no qual a Igreja no Brasil está aprofundando o tema “Fraternidade e Educação”, proposto pela Campanha da Fraternidade 2022, a Edições CNBB, por meio de seu representante comercial, Wallison Machado, divulgou um vídeo no qual apresenta as publicações que colaboram para a reflexão e a ação sobre a temática da educação, com o objetivo de dinamizar os processos da comunidade escolar e da Pastoral da Educação.
Assista ao vídeo:
Compêndio de Pastoral Escolar para a Educação Básica na Escola Católica
Um guia completo para a educação básica em escolas católicas. Assim a Edições CNBB descreve o “Compêndio de Pastoral Escolar para a Educação Básica na Escola Católica” lançado em dezembro de 2021 para os diversos atores envolvidos na dinâmica das escolas ligadas à Igreja.
O Compêndio reúne a história e a identidade da prática evangelizadora no âmbito escolar, bem como seus fundamentos e desdobramentos pedagógicos. O subsídio é fruto da parceria da Edições CNBB com a Editora Vozes e apresenta-se como imprescindível para as escolas católicas. A obra também “é de grande ajuda para todos aqueles interessados em uma educação capaz de formar para uma vida mais solidária e fraterna”.
Pastoral da Educação: estudo para diretrizes nacionais
Com primeira edição publicada em 2016 sob o número 110 na coleção “Estudos da CNBB”, a publicação foi elaborada pela equipe da Coordenação Nacional da Pastoral da Educação.
Na apresentação da obra, com a edição revisada em 2018, o arcebispo de Goiânia e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e a Educação da CNBB, dom João Justino de Medeiros, considera esperar que o texto se torne um instrumento para provocar o interesse pela Pastoral da Educação nas comunidades e igrejas particulares do Brasil.
Além da introdução, o aprofundamento sobre o conceito de Pastoral da Educação e o que esta pastoral pretende, a publicação organiza as reflexões em cinco capítulos: a) objetivos da Pastoral da Educação; b) a realidade da educação brasileira; 3) o referencial teológico para uma educação cristã; 4) propostas para uma Pastoral da Educação; e 5) considerações finais.
A Igreja e a educação
Além de ter sido tema central do 10º Simpósio Nacional das Famílias (2020), a Educação também está entre uma das preocupações do pontificado do Papa Francisco. Em 2020, o Santo Padre apresentou o Pacto Educativo Global, cuja proposta é incentivar “uma educação humanista e solidária como modo de transformar a sociedade”. No Brasil, a história da educação está intimamente ligada ao empenho da Igreja Católica pela educação.
O texto base da CF 2022 reflete: “A Campanha da Fraternidade nos recorda que educar não é um ato isolado. É encontro no qual todos são educadores e educandos. É tarefa da própria pessoa, da família, da escola, da Igreja e de toda a sociedade. Afinal, como nos ensina o conhecido provérbio de origem africana, ‘é preciso uma aldeia para se educar uma criança’.”
Como adquirir:
As publicações podem ser encontradas no site da Edições CNBB: www.edicoescnbb.com.br
Também é possível falar com a equipe de vendas pelo WhatsApp: (61) 2193-3019
Fonte: Edições CNBB apresenta publicações para fortalecer a reflexão e a ação no campo educacional - CNBB
A Quaresma: tempo favorável para a confissão
Amados irmãos e irmãs, a Quaresma é o tempo favorável para a conversão, para a confissão sacramental, para romper com a indiferença e vivenciar o amor e a solidariedade. São 40 dias que nos preparam para viver e celebrar o mistério central da nossa fé: a Paixão, Morte e Ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo.
O profeta Joel, cinco séculos antes do nascimento de Jesus, diante dos sofrimentos e calamidades, exortou o povo à conversão e convidou os sacerdotes a chorar pedindo: “Senhor, tem piedade do teu povo!” (2,17). O grito do profeta nos lembra que a conversão é uma graça. É o Senhor que toma a iniciativa e procura a “ovelha perdida”; é Ele que está continuamente à espera da volta do “filho pródigo”; é Ele que aguarda a nossa confissão: “Vou-me embora, procurar meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho” (Lc 15, 18).
O pecado é o verdadeiro mal a ser vencido, pois impede a harmonia da pessoa com Deus, consigo mesma e com a comunidade de fé. O pecado provoca angústia e fere as relações fundadas na verdade, no amor, na justiça e na solidariedade; afasta de Deus e pode produzir a morte eterna.
O remédio que nos é dado no sacramento da confissão é a misericórdia de Deus que, movido por compaixão, perdoa, reconcilia e restaura a pessoa.
Jesus nos ensinou que o Pai é rico em misericórdia: “Ele estava ainda ao longe, quando seu pai o viu, encheu-se de compaixão, correu e lançou-se ao pescoço, cobrindo-o de beijos” (Lc 15, 20).

Para receber o dom da misericórdia de Deus, o penitente pede o sacramento da confissão ou reconciliação com fé, humildade e coração contrito, sempre que a consciência o exigir. Ele se entrega ao abraço do Pai que, ao perdoá-lo, reintegra-o em sua condição de discípulo e membro da Igreja. Eis os atos do penitente para uma boa confissão: o exame de consciência, o arrependimento, o firme propósito de não mais pecar, a confissão dos pecados perante o sacerdote e o cumprimento dos atos de penitência indicados pelo mesmo, para reparar o dano causado pelo pecado.
O sacramento da confissão, como todo sacramento, é ordenado à Eucaristia. É um momento de graça onde acontece o amor e a reconciliação das pessoas com Deus, entre si e consigo mesmas. Desejo a todos uma ótima confissão e excelente Quaresma!
Dom Luiz Antonio Cipolini é bispo diocesano de Marília (SP).









