Diocese de Marília cria Comissão para proteção de menores e vulneráveis contra abusos sexuais

Em resposta ao pedido do Papa Francisco, Dom Luiz Antonio Cipolini publicou o Decreto de criação, deu a provisão aos membros e assinalou que a Igreja de Marília quer “o bem estar e a integridade física, psíquica e espiritual dos mais frágeis”. Segundo a advogada que integra a equipe, Bárbara Corrêa Travizi Parpineli, “as pessoas não são protocolos, mas filhos amados de Deus que demandam cuidado, acolhida e responsabilidade”.

Na manhã de hoje, dia 11, a Diocese de Marília deu início à Comissão Diocesana para tutela de menores e pessoas em situação de vulnerabilidade. Em Marília, durante ato no prédio da Cúria, o bispo diocesano, Dom Luiz Antonio Cipolini, reunido com os membros, promulgou o Decreto de criação e entregou a provisão a cada integrante.

 

 

A criação da Comissão na Diocese de Marília é uma resposta à Carta Apostólica do Papa Francisco sob forma de Motu Proprio Vos Estis Lux Mundi (Vós sois a luz do mundo), de 9 de maio de 2019. O texto assinala que “os crimes de abuso sexual ofendem Nosso Senhor, causam danos físicos, psicológicos e espirituais às vítimas e lesam a comunidade dos fiéis”. Desta forma, para que tais fenômenos não aconteçam mais, “é necessária uma conversão contínua e profunda dos corações, atestada por ações concretas e eficazes que envolvam a todos na Igreja, de modo que a santidade pessoal e o empenho moral possam concorrer para fomentar a plena credibilidade do anúncio evangélico e a eficácia da missão da Igreja”.

O objetivo é facilitar que as pessoas possam informar para a Comissão sobre possíveis abusos que estejam acontecendo aos menores e pessoas em situação de vulnerabilidade no território diocesano e, ao mesmo tempo, assegurar que as informações recebidas sejam convenientemente averiguadas e que sejam tomadas as medidas necessárias “para o bem estar e integridade física, psíquica e espiritual dos mais frágeis na Diocese”, afirmou Dom Luiz.

 

 

Em Marília, a Comissão para tutela de menores e pessoas em situação de vulnerabilidade tem a presidência do bispo diocesano e a coordenação do vigário geral, Pe. Mauricio Pereira Sevilha. Integram a equipe o chanceler do bispado, Pe. Adeflor Xavier Pereira Junior, o coordenador diocesano de pastoral, Pe. Marcos Roberto Cesário da Silva, a advogada auditora da Câmara Eclesiástica Auxiliar de Marília, Bárbara Corrêa Travizi Parpineli, e a notaria, a arquivista Vanessa Ferreira da Cunha Faxina. As psicólogas Alessandra Faria Rossi e Maria Apparecida Gomes Piola também compõem o grupo que “tem o objetivo de ouvir, tutelar, proteger e tratar os menores e vulneráveis”, como indicou o Dom Luiz durante a cerimônia de instituição.

“A Igreja tem enfrentado muitos escândalos nesta dimensão e o Papa Francisco nos pede para olhar, acolher e ajudar as vítimas. É um trabalho muito delicado, mas queremos ser instrumentos de purificação da Igreja; o fundamento de tudo é servir aos pequenos, como Jesus fez”, ressaltou o vigário geral.

Ao entregar a provisão para os membros, Dom Luiz Antonio reforçou a responsabilidade da Comissão, agradeceu a disponibilidade de todos e afirmou que “o Reino de Deus vai acontecendo à medida que se adere à voz do Espírito Santo que nos pede cada vez mais transparência”.

No ato, ao resumir o compromisso da equipe, em nome de todos, a psicóloga Maria Apparecida disse que a Comissão “não quer ser indiferente à dor de quem já foi abusado, mas ao contrário, instrumento do cuidado de Deus”. Para advogada Bárbara, os trabalhos da equipe, que nos últimos meses estudou o assunto, assinalaram a responsabilidade de zelar pela vida dos menores e vulneráveis: “as pessoas não são protocolos, mas filhos amados de Deus que demandam cuidado, acolhida e responsabilidade”.

 

 

Para entender como fazer uma denúncia e receber a assistência da Comissão, basta acessar no site da Diocese, ler o Decreto de instalação e o Regulamento, que contêm as informações necessárias. O mesmo link proporciona o acesso também à nomeação e provisão dos membros da equipe.

 

 

O Departamento de Comunicação da Diocese de Marília preparou um Press kit da Comissão para proteção de menores e vulneráveis contra abusos sexuais.


Encontro Diocesano do Terço dos Homens

Encontro Diocesano do Terço dos Homens

Dia 25 de março, às 21h.

Encontro totalmente online, inscreva-se!


Seminário sobre a fome abre a preparação da cnbb para a campanha da fraternidade 2023

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) já deu início à preparação da Campanha da Fraternidade (CF) de 2023. De hoje (14) até quarta-feira (16), é realizado um Seminário Temático para aprofundamento da questão da fome, centro das reflexões na CF do ano que vem. Os debates e as reflexões vão contribuir na elaboração do texto base. O tema escolhido para a CF 2023 após consulta popular é “Fraternidade e fome” com o lema bíblico “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14, 16).

Participam do Seminário assessores das Comissões Episcopais, subsecretários, o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora da CNBB, dom Valdeci Santos Mendes, e alguns convidados. Especialistas ajudam na reflexão proposta para o evento, que lança o olhar para o estado da questão da fome no Brasil, considerando a segurança alimentar, os impactos da pandemia de Covid-19 e a contradição dos recordes de produção e exportação agrícola frente o aumento da fome.

O Seminário está organizado a partir da metodologia “ver, julgar e agir”, sendo que, a cada dia, as reflexões são dedicadas a um dos tópicos. Após olhar a realidade, o grupo vai refletir no próximos dois dias sobre o lema bíblico e deve propor sugestões e pistas de ação para o texto-base.

Tema recorrente

No início do encontro, nesta segunda-feira, o secretário executivo de Campanhas da CNBB recordou as duas Campanhas da Fraternidade que abordaram a temática da fome: em 1975, com o tema “Repartir o Pão”; e em 1985, com o tema “Pão para quem tem fome”. A última, de modo particular, destacou a importância do problema para a sociedade brasileira, que viu, três anos depois, o estabelecimento da erradicação da pobreza e da marginalização e a redução das desigualdades sociais e regionais como objetivos fundamentais na Constituição Federal de 1988.

Elementos que podem ser abordados

O membro do grupo de Análise de Conjuntura da CNBB Melillo Dinis apresentou elementos que são importantes para serem abordados na apresentação do estado da questão da fome no Brasil e que deve estar presentes texto-base da próxima CF. Ele citou a passagem dos dois cestos de figos, do capítulo 24 do profeta Jeremias, quando o profeta disse o que Deus faria com o rei Sedecias e seu partido, mandando a guerra, a fome e a peste.

“A gente está vivendo um pouco esse tempo. Tem espada, tem fome e tem peste. E acho que isso é um primeiro elemento que não pode faltar”, ressaltou Melillo.

Para o advogado, apesar da longa história de experiência com o tema, é preciso refletir o motivo de voltar à questão. É importante também colocar o debate no eixo da fraternidade, “dentro de um quadro onde a fome nos persegue, e não é um fenômeno natural. Quanto menos humanismo, mais fome há. E o Brasil é um país forjado de fome e de lutas”.

Melillo apresentou alguns dados que atestam a realidade da fome e da insegurança alimentar no país, indicando também fatores determinantes que devem ser refletidos e discutidos, como a relação de desigualdade e fome, fome e ecologia, fome e educação, fome e política, o silêncio em torno da fome, recordando o escritor Josué de Castro. Também devem ser levados em conta elementos econômicos e geográficos.

Não pode deixar de ter no ver de uma Campanha da Fraternidade sobre a fome a fala numa linha profética. Eu não comecei com meu querido profeta Jeremias à toa, porque, se nós não tivermos aquele grau de indignação ‘vétero-testamentária’, aquela ‘jeremiada’ permanente a respeito disso, nós não precisamos tratar disso de novo, de maneira burocrática. A fome é ato indigno, a fome dói, a fome destrói vidas, nós temos que transformar isso numa exigência ética, não só de quem está submetido à ideia de Povo de Deus, mas também numa sociedade que deseja ser justa e fraterna. Esse tipo de exigência ética é imperativa numa Campanha da Fraternidade sobre esse tema”.

 

Após a exposição de Melillo, os participantes puderam interagir com o expositor e também apontar outros elementos considerados essenciais para a reflexão sobre o tema. Destacaram a relação do sistema econômico e com o sistema de produção; o papel da agricultura familiar; a questão da alimentação e a preocupação com a obesidade nas pessoas mais pobres; a segurança alimentar como exemplo de dignidade humana; a contradição das políticas públicas para o agronegócio e a inexistência para a agricultura familiar; e os impactos do modelo de produção de commodities nas comunidades tradicionais e nos povos indígenas.

Entendendo os fatores

Outro especialista no tema da fome convidado para o Seminário foi ex-diretor da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva. Ele lembrou de quando atuou na organização, sediada em Roma, e recebia a visita do Papa Francisco, sempre indignado com o tema da fome. Segundo Graziano, o pontífice sempre tratava do assunto, pedindo medidas para a erradicação.

Atual diretor geral do Instituto Fome Zero, José Graziano apresentou dados que permitem o entendimento dos fatores que geram a fome. Em sua exposição, recordou que a agropecuária brasileira apresentou crescimento surpreendente nos últimos 30 anos, mas também observou que a concentração da distribuição acelera a concentração da produção.

A realidade brasileira constata no período da pandemia a alta em dólar do preço das commodities e a desvalorização do real, por conta da política monetária do governo. Para José Graziano, “os preços alimentos não estão altos; os salários é que estão muito baixos”.

Ele apresentou dados sobre a estrutura agrária do país, e sobre a atuação da agricultura familiar. Em seguida, destacou as pesquisas que apontam a volta da fome e da insegurança alimentar no país onde o “agro é exportador e o mercado interno está limitado pela miséria”.

Para Graziano são três as principais causas da fome no Brasil atualmente: a falta de renda, em função dos baixos níveis de remuneração, alto nível de desemprego e informalidade resultante do baixo crescimento econômico; o modelo agroexportador, que não distribui renda e gera crescimento intersetorial menor que o necessário para absorver o crescimento da população ativa; e o alto nível de concentração de renda.

Ao final de sua exposição, indicou políticas que podem ajudar a mudar o cenário atual no país. Para ele, é necessária uma agência reguladora da alimentação no Brasil.

 

Ação da Cidadania

Outro convidado para o primeiro dia de Seminário foi o presidente da Ação da Cidadania, Daniel de Souza. Ele partilhou a atuação da entidade nos últimos anos, destacando que, desde março de 2020, a campanha de arrecadação de alimentos antes realizada pontualmente no período do Natal precisou se tornar mensal.

“O que a gente faz é muito mais para evidenciar e trabalhar a solidariedade, que é força motriz da humanidade, do que propriamente para resolver o problema da fome”, destacou.

O seminário continua na terça e na quarta-feira. As reflexões serão apresentadas aos bispos para encaminhamento da elaboração do texto-base da CF 2023.

 

Fonte: Seminário sobre a fome abre a preparação da CNBB para a Campanha da Fraternidade 2023 - CNBB


Abertas as inscrições para o 18º Congresso Eucarístico Nacional

Realizado pela arquidiocese de Olinda e Recife, em parceria com o regional nordeste 2 da CNBB, de 11 a 15 de novembro. Esta edição tem como tema “Pão em todas as mesas”.

Estão abertas as inscrições para o 18° Congresso Eucarístico Nacional (CEN), que será realizado pela arquidiocese de Olinda e Recife, em parceria com o regional nordeste 2 da CNBB, de 11 a 15 de novembro. Esta edição tem como tema “Pão em todas as mesas” e lema “Repartiam o pão com alegria e não havia necessitados entre eles” (At 2,46).

Os interessados em participar poderão realizar um cadastro gratuito que deverá ser feito pelo endereço eletrônico: cen2020.com.br/inscricoes. Ao acessar a página, o participante precisa antes escolher entre as abas “Público em Geral” ou “Bispos, Padres e Diáconos” e preencher o formulário com dados pessoais, tais como nome completo, e-mail e a qual diocese ou arquidiocese pertence.

No caso do clero, além de participar das atividades abertas do CEN, os inscritos poderão concelebrar nas missas de abertura e encerramento, desde que também apresentem o documento de identificação emitido pela CNBB ou diocese.

Voluntariado – Leigos e leigas residentes no território da arquidiocese de Olinda e Recife não só podem participar do CEN, como são convidados a servir no evento como voluntários. As fichas de inscrição para o voluntariado e para o coral já estão disponíveis no site oficial.

Os treinamentos e os ensaios serão realizados de maneira presencial meses antes do congresso. Por esse motivo as vagas para os serviços são restritas a moradores do território da arquidiocese pernambucana.

Simpósio Teológico

O CEN reúne milhares de pessoas para professar e dar testemunho público da fé no mistério eucarístico. O encontro também é uma oportunidade para aprofundar a Teologia da Eucaristia.

Nessa perspectiva, dentro da programação do congresso está prevista a realização do Simpósio Teológico, de 12 a 14 de novembro, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. A programação contará com conferências e oficinas que serão desenvolvidas a partir do Texto-base.

O subsídio é uma das ferramentas de preparação para o CEN, que nesta edição tem como tema “Pão em todas as mesas” e lema “Repartiam o pão com alegria e não havia necessitados entre eles” (At 2,46).

Para participar do Simpósio Teológico, os interessados devem preencher o formulário eletrônico específico neste link. Para essa atividade, é cobrada uma taxa de R$108, que pode ser paga com cartões de crédito e débito ou boleto bancário. Os inscritos terão direito a certificado.

De acordo com a Comissão Central do Congresso, a partir do quantitativo de inscrições será possível preparar melhor o evento e garantir uma acolhida adequada a todos. Por isso, é importante que os interessados garantam as vagas o mais rápido possível.

“Caros irmãos, tenham a certeza de que a presença de vocês muito nos alegrará. A participação de cada um é importante para assegurarmos a comunhão entre as nossas Igrejas particulares do Brasil, ao redor da Eucaristia”, afirma o secretário-geral do 18° CEN, monsenhor José Albérico Bezerra.

Outras informações podem ser encontradas diretamente no site do CEN (aqui).

Fonte: CNBB

Cante o hino do 18º Congresso Eucarístico Nacional


Papa: pensar nas crianças que sofrem hoje com a guerra na Ucrânia

"Eles são como nós, como vocês: seis, sete, dez, quatorze anos e vocês têm um futuro pela frente, uma segurança social de crescer numa sociedade em paz. Em vez disso, esses pequenos, e até mesmo os pequeninos, precisam fugir das bombas", disse Francisco às crianças e adolescentes da Escola "La Zolla" de Milão.

No final do encontro com os estudantes e funcionários italianos da Escola "La Zolla" de Milão, na Basílica de São Pedro, na manhã desta quarta-feira (16/03), o Papa Francisco pediu a todos para pensar nos "muitos meninos, meninas e adolescentes que estão em guerra, que sofrem hoje na Ucrânia".

Eles são como nós, como vocês: seis, sete, dez, quatorze anos e vocês têm um futuro pela frente, uma segurança social de crescer numa sociedade em paz. Em vez disso, esses pequenos, e até mesmo os pequeninos, precisam fugir das bombas. Estão sofrendo, muitos. Com o frio que faz ali... Pensemos. Cada um de nós pense nessas crianças, nesses meninos, nessas meninas. Hoje estão sofrendo, hoje, a três mil quilômetros daqui.

A seguir, o Papa convidou a todos a rezarem esta oração:

"Senhor Jesus, peço-lhe pelos meninos, meninas e adolescentes que estão vivendo sob as bombas, que veem esta guerra terrível, que não têm nada para comer, que devem fugir, deixando casa, tudo: Senhor Jesus, olhe para essas crianças, esses adolescentes: olhe para eles, proteja-os. Eles são vítimas da soberbia de nós adultos. Senhor Jesus, abençoe essas crianças e as proteja", concluiu Francisco, convidando a todos a rezar uma Ave-Maria.

Fonte: Papa: pensar nas crianças que sofrem hoje com a guerra na Ucrânia - Vatican News


Edições CNBB apresenta publicações para fortalecer a reflexão e a ação no campo educacional

Neste tempo da Quaresma no qual a Igreja no Brasil está aprofundando o tema “Fraternidade e Educação”, proposto pela Campanha da Fraternidade 2022, a Edições CNBB, por meio de seu representante comercial, Wallison Machado, divulgou um vídeo no qual apresenta as publicações que colaboram para a reflexão e a ação sobre a temática da educação, com o objetivo de dinamizar os processos da comunidade escolar e da Pastoral da Educação.

Assista ao vídeo:

Compêndio de Pastoral Escolar para a Educação Básica na Escola Católica

Um guia completo para a educação básica em escolas católicas. Assim a Edições CNBB descreve o “Compêndio de Pastoral Escolar para a Educação Básica na Escola Católica” lançado em dezembro de 2021 para os diversos atores envolvidos na dinâmica das escolas ligadas à Igreja.

O Compêndio reúne a história e a identidade da prática evangelizadora no âmbito escolar, bem como seus fundamentos e desdobramentos pedagógicos. O subsídio é fruto da parceria da Edições CNBB com a Editora Vozes e apresenta-se como imprescindível para as escolas católicas. A obra também “é de grande ajuda para todos aqueles interessados em uma educação capaz de formar para uma vida mais solidária e fraterna”.

Pastoral da Educação: estudo para diretrizes nacionais

Com primeira edição publicada em 2016 sob o número 110 na coleção “Estudos da CNBB”, a publicação foi elaborada pela equipe da Coordenação Nacional da Pastoral da Educação.

Na apresentação da obra, com a edição revisada em 2018, o arcebispo de Goiânia e presidente da Comissão Episcopal Pastoral  para Cultura e a Educação da CNBB, dom João Justino de Medeiros, considera esperar que o texto se torne um instrumento para provocar o interesse pela Pastoral da Educação nas comunidades e igrejas particulares do Brasil.

Além da introdução, o aprofundamento sobre o conceito de Pastoral da Educação e o que esta pastoral pretende, a publicação organiza as reflexões em cinco capítulos: a) objetivos da Pastoral da Educação; b) a realidade da educação brasileira; 3) o referencial teológico para uma educação cristã; 4) propostas para uma Pastoral da Educação; e 5) considerações finais.

A Igreja e a educação

Além de ter sido tema central do 10º Simpósio Nacional das Famílias (2020), a Educação também está entre uma das preocupações do pontificado do Papa Francisco. Em 2020, o Santo Padre apresentou o Pacto Educativo Global, cuja proposta é incentivar “uma educação humanista e solidária como modo de transformar a sociedade”. No Brasil, a história da educação está intimamente ligada ao empenho da Igreja Católica pela educação.

O texto base da CF 2022 reflete: “A Campanha da Fraternidade nos recorda que educar não é um ato isolado. É encontro no qual todos são educadores e educandos. É tarefa da própria pessoa, da família, da escola, da Igreja e de toda a sociedade. Afinal, como nos ensina o conhecido provérbio de origem africana, ‘é preciso uma aldeia para se educar uma criança’.”

Como adquirir:

As publicações podem ser encontradas no site da Edições CNBB: www.edicoescnbb.com.br
Também é possível falar com a equipe de vendas pelo WhatsApp: (61) 2193-3019

 

Fonte: Edições CNBB apresenta publicações para fortalecer a reflexão e a ação no campo educacional - CNBB


A Quaresma: tempo favorável para a confissão

Amados irmãos e irmãs, a Quaresma é o tempo favorável para a conversão, para a confissão sacramental, para romper com a indiferença e vivenciar o amor e a solidariedade. São 40 dias que nos preparam para viver e celebrar o mistério central da nossa fé: a Paixão, Morte e Ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo.

O profeta Joel, cinco séculos antes do nascimento de Jesus, diante dos sofrimentos e calamidades, exortou o povo à conversão e convidou os sacerdotes a chorar pedindo: “Senhor, tem piedade do teu povo!” (2,17). O grito do profeta nos lembra que a conversão é uma graça. É o Senhor que toma a iniciativa e procura a “ovelha perdida”; é Ele que está continuamente à espera da volta do “filho pródigo”; é Ele que aguarda a nossa confissão: “Vou-me embora, procurar meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho” (Lc 15, 18).

O pecado é o verdadeiro mal a ser vencido, pois impede a harmonia da pessoa com Deus, consigo mesma e com a comunidade de fé. O pecado provoca angústia e fere as relações fundadas na verdade, no amor, na justiça e na solidariedade; afasta de Deus e pode produzir a morte eterna.

O remédio que nos é dado no sacramento da confissão é a misericórdia de Deus que, movido por compaixão, perdoa, reconcilia e restaura a pessoa.

Jesus nos ensinou que o Pai é rico em misericórdia: “Ele estava ainda ao longe, quando seu pai o viu, encheu-se de compaixão, correu e lançou-se ao pescoço, cobrindo-o de beijos” (Lc 15, 20).

 

Para receber o dom da misericórdia de Deus, o penitente pede o sacramento da confissão ou reconciliação com fé, humildade e coração contrito, sempre que a consciência o exigir. Ele se entrega ao abraço do Pai que, ao perdoá-lo, reintegra-o em sua condição de discípulo e membro da Igreja. Eis os atos do penitente para uma boa confissão: o exame de consciência, o arrependimento, o firme propósito de não mais pecar, a confissão dos pecados perante o sacerdote e o cumprimento dos atos de penitência indicados pelo mesmo, para reparar o dano causado pelo pecado.

O sacramento da confissão, como todo sacramento, é ordenado à Eucaristia. É um momento de graça onde acontece o amor e a reconciliação das pessoas com Deus, entre si e consigo mesmas. Desejo a todos uma ótima confissão e excelente Quaresma!

 

Dom Luiz Antonio Cipolini é bispo diocesano de Marília (SP).


Aula inaugural da Escola Nacional de Comunicação acontece neste sábado

Transmissão aberta pelo YouTube da Pascom Brasil acontece neste sábado, às 8h

Acontece no próximo sábado, 12 de março, às 8h, a aula inaugural da Escola Nacional de Comunicação da Pascom Brasil, que tem como primeiro curso Fundamentos da Pastoral da Comunicação. A aula inaugural, com transmissão pelo YouTube da Pascom Brasil, será ministrada pela Professora Francilaide Ronsi, professora de Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, PUC-Rio, onde doutorou-se em Teologia Sistemática, com o tema “Pastoral para o tempo presente”. Os alunos matriculados no curso participarão da aula por meio da plataforma Teams. Para acompanhar a aula, basta acessar o link abaixo.

 

O evento contará com a presença do reitor da PUC Minas e presidente da Comissão para Comunicação da CNBB, Dom Joaquim Mol; do coordenador-geral da Pascom Brasil, Marcus Tullius; do coordenador do Anima PUC Minas, Pe. Áureo Nogueira e do coordenador do GT Formação da Pascom Brasil, Pe. Tiago Barbosa.

Para o coordenador do GT Formação, Pe. Tiago Barbosa, o início das atividades da escola, bem como a aula inaugural, é aguardado com alegria pelos agentes de pastoral, especialmente os que atuam Pascom. Para ele,

“o curso, além de reunir comunicadores comprometidos com a Palavra de Jesus, irá nos ajudar na construção do saber e no aprimoramento da técnica a fim de que, enquanto Igreja, consigamos anunciar o Evangelho nos quatro cantos de nosso país, reafirmando sempre a comunhão eclesial, instaurando uma efetiva participação de todos e abraçando o mandado missionário de nosso Senhor!”

Fundamentos da Pastoral da Comunicação 

Fundamentos da Pastoral da Comunicação é o primeiro curso da Escola Nacional de Comunicação, uma iniciativa da Pascom Brasil e da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC Minas. A primeira turma foi encerrada apenas uma semana após a abertura das inscrições por ter preenchido o limite de vagas.

Segundo o coordenador-geral da Pascom Brasil e membro da equipe de comunicação do Anima PUC Minas, Marcus Tullius, este efeito tão rápido é uma resposta das necessidades dos agentes da Pascom.

“Confesso que esperava atingir as vagas disponíveis em uns 15 dias. Mas, em apenas uma semana, foi surpreendente! Para nós, isso representa o anseio pela formação, pela busca do conhecimento, que deve ser uma característica do discípulo-missionário de Jesus Cristo na seara da comunicação”, ressaltou.

Quem não teve a oportunidade de se inscrever para a primeira turma, pode manifestar o interesse na próxima oferta do curso. A opção já está disponível na plataforma da PUC Virtual, que oferece toda a estrutura técnica e acadêmica para a realização do curso.

Fonte: Aula inaugural da Escola Nacional de Comunicação acontece neste sábado - Pascom Brasil


Em live celebrativa, comissão abordou a temática “a profissão de fé”, com o Padre Abimar Oliveira

Dando sequência à série de lives celebrativas, por ocasião dos 30 anos do Catecismo da Igreja Católica, a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou a live “A profissão de fé”.

A live contou com a exposição do padre Abimar Oliveira de Moraes, professor do Departamento de Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Segundo o padre Abimar, o objetivo das lives é o de fazer entender as relações profundas que existem entre as atividades da catequese, principalmente em sua atualidade, e os conteúdos que o catecismo apresenta.

“De maneira especial, na sua primeira parte, o catecismo fala sobre o tema da profissão da fé; toda a primeira seção é dedicada à revelação de Deus, como Ele revela o seu desígnio de bondade, as etapas desta revelação, como elas se desenvolvem em nossa tradição de fé alcançando, claro, em Jesus Cristo a sua plenitude”, explicou.

Na segunda parte da live, já no dia 24 de março, padre Abimar explica que pretende fazer uma reflexão sobre como entender a catequese atual colocando-a em referência estreita e direta com a revelação cristã “e a compreensão de que a pessoa humana é capaz de ter acesso, é capaz de se abrir a essa revelação”.

“Essa revelação, portanto, ela toca a vida da pessoa humana e ao tocá-la consegue justamente fazer com que a pessoa realize a maior de todas as suas inspirações”, diz.

Então, primeiro, padre Abimar relembra que o foco será o de olhar para os conteúdos que o catecismo apresenta sobre a revelação e a segunda live será sobre revelação e catequese.

As lives serão realizadas em dois dias -, 10 e 24 de março -, às 19h30, com transmissão ao vivo pelas redes sociais da CNBB (Youtube e Facebook) e Catequese do Brasil, no Youtube. Acompanhe:


Lives celebrativas

A Comissão para a Animação Bíblico Catquética da CNBB propõe uma série de lives por ocasião dos 30 anos do Catecismo da Igreja Católica com o objetivo de “celebrar a publicação deste texto, que se tornou uma grande referência para o caminho da Igreja, especialmente da Catequese, nos últimos anos”, informa a assessora da Comissão, Mariana Venâncio.

Mariana Venâncio informou que os eventos periódicos, propostos pela Comissão, ajudarão a retornar ao texto do Catecismo da Igreja Católica, revisitando suas principais temáticas e aprofundando seu sentido com a ajuda de assessores convidados para cada mês.

“Consideramos que esta seja uma forma catequética de celebrar seus 30 anos: destacando sua grande contribuição, aprofundando em seu conhecimento e percebendo como sua recepção vai se modificando e amadurecendo com o passar do tempo, sem que o brilho de suas páginas deixe de refletir a luz da Igreja, em sua fidelidade ao Evangelho”, salientou.

Padre Jânison de Sá, também assessor da Comissão, acrescentou que nesses 30 anos se fizeram muitas reflexões, estudos. “Nos 20 anos, a CNBB organizou um Congresso e agora nos 30 anos, nós estamos realizando uma série de formações e também teremos um Seminário Nacional de Catequese, nos dias 11 a 15 de julho, com o tema: CIgC – 30 anos, e assim, o catecismo é importante no seu conteúdo para ajudar os cristãos a aprofundar e conhecer melhor a fé católica”, explica.

Para ele, o texto já é conhecido, mas sempre novo e importante para “revisitarmos e aprofundarmos os conteúdos do Catecismo com a diversidade de assessores que nós teremos durante o ano”.

Ao menos duas lives por mês, até novembro, estão programadas. E além do Seminário Nacional de Catequese, em julho, também em outubro, de 3 a 7, a Comissão realizará um Curso de Catequese Missionária, em parceria com o Centro Cultural Missionário, o CCM.

Confira as temáticas das lives e os dias:

Fevereiro Introdução Vídeos – Mariana e pe. Jânison

 

24 de Fevereiro
Março Primeira parte – A profissão da fé

Primeira seção

Pe. Abimar Oliveira de Moraes 10 de Março
24 de Março
Abril Primeira parte – A profissão da fé

Segunda seção

Ir. Sueli da Cruz Pereira 07 de Abril
21 de Abril
Maio  Segunda parte – A celebração do mistério cristão

Primeira seção

Pe. Patrick Brandão 05 de Maio
19 de Maio
Junho Segunda parte – A celebração do mistério cristão

Segunda seção

Dom Armando Bucciol 23 de Junho
30 de Junho
Julho Seminário nacional de catequese   11 a 15 de Julho
Agosto Terceira parte – A vida em Cristo

Primeira seção

Prof.ª Maria Inês de Castro Millen 04 de Agosto
25 de Agosto
Setembro Terceira parte – A vida em Cristo

Segunda seção

Prof. Sérgio Mendes 15 de Setembro
29 de Setembro
Outubro Quarta parte – A oração cristã

Primeira seção

Ir. Ivete Holthmam 13 de Outubro
27 de Outubro
Novembro Quarta parte – A oração cristã

Segunda seção

Prof. Matthias Grenzer 03 de Novembro
17 de

Novembro

O Catecismo da Igreja Católica (CIC)

Catecismo da Igreja Católica é uma exposição sistemática da doutrina Católica publicada no ano de 1992. A apresentação do seu conteúdo está organizada em quatro partes, a saber, a fé professada (a explicação do Credo), a fé celebrada (a apresentação da liturgia da Igreja), a fé vivida (a moral ou exigências dos mandamentos) e a fé rezada (a vida de oração da Igreja).

As bases que fundamentam toda essa apresentação são: a Sagrada Escritura, a Tradição Apostólica e o Magistério da Igreja. Esse conteúdo constitui a riqueza do pensamento da Igreja sobre os mais variados assuntos e dimensões da vida da pessoa humana, da Igreja e da sociedade.

Padre Jânison, salienta que o CIC traz referências importantes para a catequese, para os catequistas em todas as suas etapas. Ele também reafirma que o seu conteúdo está presente em todos os processos itinerários catequéticos.

“O catecismo é, de fato, um dom. É importante para a Igreja. Um presente deixado por São João Paulo II”, recordou.

Saiba onde adquirir a publicação, pelas Edições CNBB, (AQUI)

 

Fonte: Em live celebrativa, Comissão abordou a temática "a profissão de fé", com o padre Abimar Oliveira - CNBB


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