Ucrânia: Papa Francisco pede que cessem os ataques e prevaleça a negociação e o bom senso

O Papa Francisco lançou no domingo, 6 de março, após a oração mariana do Angelus, um novo apelo em favor da Ucrânia, para que seja garantido o acesso às zonas de guerra e sejam assegurados os corredores humanitários. O pontífice agradece a todos os envolvidos no acolhimento de refugiados e aos jornalistas comprometidos em relatar a crueldade da guerra. Francisco relança a ação diplomática da Santa Sé para as negociações de paz.

“Correm rios de sangue e lágrimas na Ucrânia. Não se trata apenas de uma operação militar, mas de guerra, que semeia morte, destruição e miséria. As vítimas são cada vez mais numerosas, assim como as pessoas que fogem, especialmente mães e crianças. A necessidade de assistência humanitária neste país atormentado está crescendo dramaticamente a cada hora”

Assegurar corredores humanitários

O Pontífice dirigiu seu veemente apelo a fim de que sejam realmente assegurados os corredores humanitários e para que seja garantido e facilitado o acesso das ajudas às zonas sitiadas, para oferecer o socorro vital aos oprimidos por bombas e pelo medo.

“Agradeço a todos aqueles que estão acolhendo refugiados. Acima de tudo, imploro que os ataques armados cessem e que prevaleçam a negociação e o bom senso. E um retorno ao respeito ao direito internacional!”

Agradecimento aos jornalistas

O Papa dirigiu um agradecimento particular aos jornalistas que, colocando em risco a própria vida, contam a dura realidade da guerra:

“E também gostaria de agradecer às jornalistas e aos jornalistas que colocam suas vidas em risco para garantir a informação: obrigado, irmãos e irmãs, por seu serviço! Um serviço que nos permite estar perto da tragédia daquela população e nos permite avaliar a crueldade de uma guerra. Obrigado, irmãos e irmãs”.

Esforço diplomático da Santa Sé a serviço da paz

O Papa concluiu ressaltando o esforço diplomático da Santa Sé para colocar-se a serviço da paz:

A Santa Sé está pronta para fazer tudo, para colocar-se a serviço desta paz. Nestes dias, dois cardeais foram à Ucrânia, para servir o povo, para ajudar. O cardeal Krajewski, esmoleiro, para levar ajuda aos necessitados, e o cardeal Czerny, prefeito (interino) do Dicastério (para o Serviço) do Desenvolvimento Humano Integral. Esta presença dos dois cardeais ali é a presença não só do Papa, mas de todo o povo cristão que quer se aproximar e dizer: ‘A guerra é uma loucura! Parem, por favor! Vejam esta crueldade.


Subsídio Campanha da Fraternidade 2022 - Diocese de Marília

Todos os anos, a Igreja no Brasil proporciona a Campanha da Fraternidade (CF) como indicação de reflexão para gerar conversão entre os fiéis. Sempre com um tema social, a CF buscar unir a fé à ação para que os católicos espalhados pelo país sejam sal da terra e luz do mundo (cf. Mt 5,13-14).

Em 2022, o tema proposto é Fraternidade e Educação e o lema “Fala com sabedoria, escuta com amor” (cf. Pr 31, 26). Em vídeo, lançado hoje nas redes sociais, o Pe. Danilo Nobre dos Santos, assessor diocesano da CF, motiva que a proposta neste ano quer estabelecer “diálogos em vista de uma educação que seja humanizadora para a prática integral da caridade”. As produções, feitas em parceria entre a Pastoral da Comunicação (Pascom) Diocesana, Pascom da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, de Marília, e equipe diocesana da CF, divulgará nas redes sociais vídeos explicativos nas quartas-feiras da Quaresma e na Oitava da Páscoa.

A Diocese de Marília também preparou um subsídio com cinco encontros de meditação da CF 2022, com a Oração da Via-Sacra e um roteiro de celebração penitencial. “Nosso objetivo é proporcionar aos nossos fiéis a prática da oração quaresmal unida à reflexão a fim de gerar vida à sociedade”, explicou o coordenador diocesano de pastoral, Pe. Marcos Roberto Cesário da Silva, ao indicar que o material foi entregue às 65 paróquias durante o mês de fevereiro e concluiu: “reze conosco e façamos desta Quaresma uma oportunidade de conversão que nos configure cada vez mais a Nossa Senhor Jesus Cristo!”.


Missas com imposição de cinzas marcam a abertura da Quaresma

Celebrações recordam o diálogo de Deus com Adão após o pecado: “Pois tu és pó, e ao pó tornarás” (Gn 3,19). No Brasil, a Igreja inicia também a Campanha da Fraternidade (CF) que, em 2022, terá a educação como temática. Na Diocese de Marília, um subsídio e uma série de vídeos auxiliarão os fiéis na reflexão.

Hoje, dia 2 de março, em todo o mundo, a Igreja inicia o Tempo litúrgico da Quaresma com a celebração da Quarta-feira de Cinzas. O rito de imposição das cinzas quer lembrar o diálogo de Deus com Adão após o pecado: “Pois tu és pó, e ao pó tornarás” (Gn 3,19).

Segundo o assessor diocesano da Pastoral Litúrgica, Pe. Anderson Messina Perini, as cinzas recordam os fiéis três verdades fundamentais: “que somos nada, que somos pecadores e a morte”. O sacerdote indicou também que receber as cinzas na cabeça ajudam os católicos a reconhecerem a pequenez humana diante de Cristo e, com isso, buscarem a conversão no período quaresmal.

A Quaresma é uma faixa de tempo da liturgia eclesial que se inicia na Quarta-feira de Cinzas e se estende até o entardecer da Quinta-feira Santa com o objetivo de preparar os fiéis para a Solenidade da Páscoa do Senhor. Em entrevista, o Pe. Anderson explicou dois pontos importantes para a compreensão e vivência do Tempo quaresmal: “primeiro redescobrir a identidade cristã mediante o conhecimento e encontro pessoal com Jesus Cristo por meio dos exercícios penitenciais da oração, jejum e da caridade; e segundo, nossa conversão será ainda maior mediante uma contínua meditação da Palavra de Deus nos oferecida neste tempo favorável para iluminar nossa consciência diante do pecado e infundir em nós a confiança na misericórdia divina”.

Procure a comunidade paroquial mais próxima e participe da Santa Missa da Quarta-feira de Cinzas!

 

FRATERNIDADE

Todos os anos, a Igreja no Brasil proporciona a Campanha da Fraternidade (CF) como indicação de reflexão para gerar conversão entre os fiéis. Sempre com um tema social, a CF buscar unir a fé à ação para que os católicos espalhados pelo país sejam sal da terra e luz do mundo (cf. Mt 5,13-14).

Em 2022, o tema proposto é Fraternidade e Educação e o lema “Fala com sabedoria, escuta com amor” (cf. Pr 31, 26). Em vídeo, lançado hoje nas redes sociais, o Pe. Danilo Nobre dos Santos, assessor diocesano da CF, motiva que a proposta neste ano quer estabelecer “diálogos em vista de uma educação que seja humanizadora para a prática integral da caridade”. As produções, feitas em parceria entre a Pastoral da Comunicação (Pascom) Diocesana, Pascom da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, de Marília, e equipe diocesana da CF, divulgará nas redes sociais vídeos explicativos nas quartas-feiras da Quaresma e na Oitava da Páscoa.

 

 

A Diocese de Marília também preparou um subsídio com cinco encontros de meditação da CF 2022, com a Oração da Via-Sacra e um roteiro de celebração penitencial. “Nosso objetivo é proporcionar aos nossos fiéis a prática da oração quaresmal unida à reflexão a fim de gerar vida à sociedade”, explicou o coordenador diocesano de pastoral, Pe. Marcos Roberto Cesário da Silva, ao indicar que o material foi entregue às 65 paróquias durante o mês de fevereiro e concluiu: “reze conosco e façamos desta Quaresma uma oportunidade de conversão que nos configure cada vez mais a Nossa Senhor Jesus Cristo!”.


Hoje é Dia de oração e jejum pela paz

Na Audiência geral desta quarta-feira o Papa Francisco falou da sua tristeza sobre o agravamento da situação na Ucrânia e convocou um Dia de oração e jejum pela paz.
"Peço a todas as partes envolvidas para que se abstenham de qualquer ação que possa causar ainda mais sofrimento às populações, desestabilizando a convivência entre as nações e desacreditando o direito internacional". Dessa maneira o Papa Francisco no final da Audiência Geral, falou sobre a situação na Ucrânia, apelando "aos que têm responsabilidade política para fazer um sério exame de consciência diante de Deus, que é o Deus da paz e não da guerra" e que "quer que sejamos irmãos e não inimigos". "Mais uma vez, a paz de todos está ameaçada por interesses de parte".
Tenho uma grande tristeza em meu coração com o agravamento da situação na Ucrânia. Apesar dos esforços diplomáticos das últimas semanas, cenários cada vez mais alarmantes estão se abrindo. Como eu, muitas pessoas ao redor do mundo estão experimentando angústia e preocupação. Mais uma vez, a paz de todos está ameaçada por interesses de parte. Gostaria de apelar aos responsáveis políticos para que façam um sério exame de consciência diante de Deus, que é o Deus da paz e não da guerra, o Pai de todos, não apenas de alguns, que quer que sejamos irmãos e não inimigos. Peço a todas as partes envolvidas que se abstenham de qualquer ação que possa causar ainda mais sofrimento às populações, desestabilizando a convivência entre as nações e desacreditando o direito internacional.
E o Papa Francisco fez um apelo a todos, crentes e não crentes:
Jesus nos ensinou que à insistência diabólica, à diabólica insensatez da violência se responde com as armas de Deus: com a oração e o jejum. Convido a todos a fazerem no próximo 2 de março, Quarta-feira de Cinzas, um dia de jejum pela paz. Encorajo, de modo especial os crentes a se dedicarem intensamente à oração e ao jejum naquele dia. Que a Rainha da Paz preserve o mundo da loucura da guerra.

O Papa: a confiança não deve ser colocada nas armas

Em sua conta no Twitter @Pontifex, Francisco recorda uma frase da Encíclica "Fratelli tutti" para sublinhar a brutalidade da guerra e mais uma vez escolhe comunicar tanto em ucraniano quanto em russo.

Uma vela é a imagem escolhida para acompanhar o tuíte do Papa Francisco da segunda-feira (28/02), mais uma vez também em ucraniano e russo, extraído do número 260 da Encíclica Fratelli tutti.

As razões da paz são mais fortes do que todo o cálculo de interesses particulares e toda a confiança posta no uso das armas.

Junto com a frase, também as hashtags #RezemosJuntos e #Ucrânia

Diplomacia e diálogo para a paz

"Resistamos na oração" é o comunicado cotidiano do chefe da Igreja greco-católica ucraniana, Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk, que fala também das atrocidades e do rosto desumano de quem mata, de uma guerra sangrenta, desumana e cruel. Lembrando que é o primeiro dia da Quaresma para quem segue o calendário gregoriano, Shevchuk destacou que será um tempo muito especial na espera da Ressurreição. Mais uma vez, agradeceu ao Papa pela proximidade expressa no Angelus e a todos aqueles que estão ajudando a Ucrânia. Há um forte apelo pelo fim da guerra que tem como alternativa a diplomacia e o diálogo, caminhos para alcançar a paz. “É preciso sentar-se à mesa das negociações”, concluiu o arcebispo.

As orações de Bartolomeu

Na conversa telefônica de segunda-feira com o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, o presidente ucraniano, Zelensky, "descreveu a situação em seu país após a invasão militar da Rússia". O presidente Zelensky expressou gratidão pelas "demonstrações de apoio do Patriarcado Ecumênico à sua nação atribulada".

Fonte: O Papa: a confiança não deve ser colocada nas armas - Vatican News


Dom Volodemer Koubetch fala sobre a Igreja Católica Ucraniana e a guerra na Ucrânia

O Paraná abriga a maior comunidade de descendentes ucranianos do Brasil. São aproximadamente 600 mil pessoas, das quais mais de 90% são católicas. Sendo assim, para atender essa população, é natural que no Paraná estejam as sedes duas Eparquias Ucranianas: a Metropolia São João Batista, em Curitiba (PR), e a Eparquia Imaculada Conceição, em Prudentópolis (PR). Elas fazem parte da Igreja Católica como uma Igreja Particular, uma Diocese, e seus bispos integram a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mais particularmente, o regional Sul 2.

Diante da situação dramática de guerra que a Ucrânia vive, o regional Sul 2 da CNBB divulgou uma entrevista com o arcebispo da Metropolia São João Batista, dom Volodemer Koubetch, sobre a Igreja Católica Ucraniana no Brasil, sua organização, as características dos seus fiéis e sobre como estão vivendo esse momento triste de sua história.

Dom Volodemer, como se organiza a Igreja Católica de Rito Bizantino Ucraniano aqui no Brasil?

Hoje, nós temos duas Eparquias: a Eparquia Imaculada Conceição, em Prudentópolis-PR, criada em 2014, e a Arquieparquia São João Batista, ou Metropolia como a denominamos, com sede em Curitiba-PR. A Eparquia São João Batista já tem 50 anos de história e foi elevada a Arquieparquia, ou Metropolia, em 2014, com a criação da Eparquia em Prudentópolis. A maioria das nossas paróquias está aqui no Paraná, mas temos também uma paróquia na Zona Leste da cidade de São Paulo e três paróquias no norte de Santa Catarina.

Somos uma Igreja Greco Católica Ucraniana, que hoje é governada pelo Arcebispo Maior Dom Sviatoslav Shevchuk, com sede na capital da Ucrânia, Kiev. Mas, como Católicos somos submissos ao Bispo de Roma, o Papa, e aqui no Brasil, pertencemos à CNBB, tendo maior contato e colaboração aqui no Regional Sul 2.

Como o senhor recebeu a notícia dessa guerra que se iniciou na Ucrânia?

A gente recebeu com muita tristeza. Tristeza é a melhor palavra para expressar o sentimento deste momento tão dramático para a Ucrânia e para o mundo. Até o Papa Francisco, em seu apelo, usou a palavra tristeza. Mas, com esse sentimento vem outros de dúvida, de medo, de angústia, de decepção, de indignação, de revolta. É um momento chocante e muito dramático para o povo ucraniano e para toda a humanidade.

Tivemos notícias de que nosso Arcebispo Maior, dom Sviatoslav Shevchuk, junto com outros sacerdotes, teve que se esconder no subsolo da Catedral da Ressurreição, em Kiev, quando começaram os bombardeios. Até achávamos que, com essa crise, ele iria fugir para Roma ou outro lugar, mas ele decidiu ficar e pediu para que todas as igrejas permanecessem abertas para acolher as pessoas que vierem buscar ajuda.

Quais os interesses por trás dessa Guerra?

É poder, é dinheiro, é influência. Os analistas, especialistas e historiadores tem dito que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pretende restaurar o império da antiga União Soviética, que tem uma história ainda mais antiga, o Império Russo. É isso que Putin quer: influência, poder, territórios. Ele quer de volta todos aqueles territórios que pertenciam à antiga União Soviética e quer evitar que a União Europeia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se estendam mais, por isso quer evitar a todo custo que a Ucrânia entre para a Otan e a União Europeia.

O povo ucraniano já passou por outras guerras e isso o caracteriza como um povo de resistência

Sim, é um povo de resistência, de sofrimento que vem de longa data, que já sofreu muito durante a guerra, que teve muita gente eliminada. Depois, é um povo que sofreu nos países de imigração. As coisas não foram fáceis em nenhum lugar, mesmo em países desenvolvidos como o Canadá e os Estados Unidos, os ucranianos sofreram. Porém, como é um povo resistente, forte, de luta e de fé, eles conseguiram evoluir na vida, prosperaram, tanto é que hoje em dia a maioria tem um nível bom de vida, inclusive aqui no Brasil. É um povo resistente e de muita fé.

Outra característica forte é que o povo ucraniano conserva ao máximo a sua cultura, inclusive o idioma ucraniano, que é a mais difícil e complicada. Mas os demais aspectos são mantidos naturalmente, a culinária, o bordado, a pessanka (ovos coloridos, pintados à mão), a iconografia, as danças folclóricas. Também o rito da missa, a Divina Liturgia, é conservado, conforme as exigências canônicas. Quanto à língua, a Divina Liturgia é celebrada em ucraniano, mas, conforme as situações de domínio da língua, ela pode ser celebrada integralmente ou algumas partes em português.

O que a Igreja Católica Ucraniana no Brasil tem feito para demonstrar proximidade ao povo ucraniano?

O que se tem feito é pelo lado da fé e das manifestações populares. Pelo lado da fé, é o contato quanto possível, a proximidade, dar apoio moral e as orações. As manifestações populares são de cunho religioso, cultural e civil, como a que aconteceu na noite de sexta-feira, 25, no Memorial Ucraniano, em Curitiba. É isso o que a gente pode fazer. Eu já mandei uma mensagem ao nosso arcebispo maior dom Sviatoslav Shevchuk e isso repercutiu muito positivamente lá. As pessoas, os fiéis, os bispos, sentem esse apoio moral, diante dessa grande provação que vivem.

A próxima Assembleia dos Bispos do Paraná, nos dias 13 a 15 de março, acontecerá na Colônia Marcelino, em São José dos Pinhais-PR. Esse, certamente, será um momento significativo para a Igreja Católica Ucraniana

Será muito significativo. Primeiro, por valorizar aquela comunidade que é histórica. Estamos celebrando o centenário da visita do Metropolita Andrey Sheptytsky, que foi um dos líderes mais importantes da Igreja Católica Ucraniana, tanto no sentido eclesial quanto civil na Ucrânia, e ele passou pela Colônia Marcelino. Também estamos celebrando os 50 anos de fundação da Eparquia São Batista (desde 2014, Metropolia). Com isso, essa Assembleia dos Bispos terá um sentido histórico profundo, pois vai valorizar a comunidade ucraniana e terá um grande sentido de eclesialidade. Neste tempo sinodal, será uma manifestação de grande sinodalidade na Igreja do Paraná, entre a Igreja Católica Latina e a Igreja Católica Ucraniana. É um momento de alta beleza espiritual e de um testemunho cristão para a própria Igreja, para a sociedade e o mundo de hoje, que precisa de união, solidariedade, fraternidade e, principalmente, de paz.

Oração e jejum: o apelo do Papa Francisco

A guerra é uma coisa diabólica e para vencer satanás, vencer o mal, como disse Jesus aos apóstolos, é só com oração e jejum (cf. Mt 17,21). Então, o Papa Francisco, como tem um senso muito concreto e muito prático da vida e da espiritualidade cristã, está recomendando isso num dia que já é de penitência, de oração e de jejum. Ele está pedindo isso a toda a Igreja, nesse contexto de conflito e de guerra lá na Ucrânia atacada pela Federação Russa.

 

Fonte: Dom Volodemer Koubetch fala sobre a Igreja Católica Ucraniana e a guerra na Ucrânia - CNBB


Saiba quais são os materiais da CF 2022 que estão disponíveis para download

Os materiais da Campanha da Fraternidade 2022, com o tema “Fraternidade e Educação” e o lema bíblico, extraído de Provérbios 31, 26: “Fala com sabedoria, ensina com amor” já estão disponíveis para serem baixados e/ou acessados no site das Campanhas da CNBB.

A presidência da CNBB justifica, na apresentação do texto-base da CF, que se trata de uma campanha que, mais do que abordar outro aspecto específico da problemática educacional, vai refletir sobre os fundamentos do ato de educar na perspectiva católico-cristã.

Nessa perspectiva, a educação é compreendida não apenas com um ato escolar, com transmissão de conteúdo ou preparação técnica para o mundo do trabalho, mas de um processo que envolve uma “comunidade” ampliada que inclui todos os atores (família, Igreja, Estado e sociedade).

Saiba quais são os materiais da CF 2022 que estão disponíveis para download:

Identidade visual 

Pensando a educação em todos os âmbitos da vida, a identidade visual da Campanha da Fraternidade de 2022, feita pelo leigo Antonio Batista de Souza Júnior, tem como inspiração o capítulo oitavo do Evangelho segundo João, eco do lema que é proposto. Baixe (AQUI) o cartaz.

 

Áudios para rádios

A CNBB também disponibiliza três Spots para a Campanha da Fraternidade 2022. Os roteiros foram executados pelas Assessoria de Comunicação da entidade, com produção da TV Aparecida.

O primeiro Spot, referente à primeira fase da Campanha, de 28 de fevereiro a 13 de março, pode ser baixado (AQUI). O conteúdo é de apresentação geral da CF.

Os outros dois spots, referentes as outras fases da Campanha, serão disponibilizados nos dias 11 e 18 de março. O segundo será sobre a Igreja Católica e a Educação. E o terceiro spot será focado na Coleta da Solidariedade, a ser realizada no dia 10 de abril.

Vídeos para as televisões

Da mesma forma, a CNBB disponibilizou três VT’s para a Campanha da Fraternidade 2022. Os roteiros também foram executados pelas Assessoria de Comunicação da entidade, com produção da TV Aparecida. O material pode ser conferido no Youtube da CNBB e no site das Campanhas.

 

Fonte: Saiba quais são os materiais da CF 2022 que estão disponíveis para download - CNBB


O Papa: a velhice é um dom de sabedoria e maturidade para todas as idades da vida

Na Audiência Geral desta quarta-feira, Francisco sublinhou que é importante a interlocução dos jovens com os idosos e dos idosos com os jovens. Esta ponte será a transmissão da sabedoria na humanidade.
O Papa Francisco iniciou um novo ciclo de catequeses, nesta quarta-feira (23/02), dedicado ao tema do sentido e o valor da velhice.
Ouça e compartilhe

Segundo o Papa, "esta idade da vida diz respeito a um verdadeiro "novo povo" que são os idosos". "Nunca fomos tão numerosos na história da humanidade", sublinhou Francisco e o "risco de ser descartados é ainda mais frequente: os idosos muitas vezes são vistos como um peso". "Na primeira fase dramática da pandemia, foram eles que pagaram o preço mais alto. Já eram a parte mais frágil e transcurada", frisou o Pontífice, aconselhando a ler a Carta do Direito dos Idosos.

Amizade e aliança entre as diferentes idades da vida

Junto com a migração, a velhice está entre as questões mais urgentes que a família humana é chamada a enfrentar neste momento. Não se trata apenas de uma mudança quantitativa; está em jogo a unidade das idades da vida, ou seja, o verdadeiro ponto de referência para a compreensão e apreciação da vida humana em sua totalidade. Existe amizade, existe aliança entre as diferentes idades da vida ou prevalece a separação e o descarte?

Segundo o Papa, "vivemos num presente onde convivem crianças, jovens, adultos e idosos. No entanto, a proporção mudou: a longevidade tornou-se massa e, em grandes regiões do mundo, a infância é distribuída em pequenas doses. Falamos também do inverno demográfico. Um desequilíbrio que tem muitas consequências".

A velhice pede dignidade

Nas culturas "desenvolvidas", a velhice tem pouca incidência

A cultura dominante tem como modelo único o jovem adulto, ou seja, um indivíduo que é autodidata e que sempre permanece jovem. Mas é verdade que a juventude contém todo o sentido da vida, enquanto a velhice simplesmente representa o seu esvaziamento e sua perda? É verdade isso? Somente a juventude contém o sentido pleno da vida, e a velhice é o esvaziamento da vida, a perda da vida? A exaltação da juventude como a única idade digna de encarnar o ideal humano, aliada ao desprezo pela velhice vista como fragilidade, degradação ou deficiência, foi o ícone dominante do totalitarismo do século XX. Será que esquecemos isso?

Segundo Francisco, "o prolongamento da vida tem um impacto estrutural na história dos indivíduos, das famílias e das sociedades. De fato, na representação do sentido da vida, e nas chamadas culturas "desenvolvidas", a velhice tem pouca incidência, porque é considerada uma idade que não tem conteúdos especiais para oferecer, nem significados próprios para viver. Além disso, falta o incentivo das pessoas a procurá-los, e falta educação da comunidade para reconhecê-los".

Projetos para os idosos viverem plenamente

Em suma, para uma idade que é parte decisiva do espaço comunitário e se estende por um terço de toda a vida, há – às vezes – planos de assistência, mas não projetos de existência. Planos de assistência, sim; mas não projetos para fazê-los viver plenamente. E isso é um vazio de pensamento, imaginação, criatividade. Sob esse pensamento, o que cria o vazio é que o idoso, a idosa são material de descarte: nessa cultura do descarte, os idosos entram como material de descarte. A aliança entre gerações, que restitui ao humano todas as idades da vida, é o nosso dom perdido e devemos recuperá-lo. Deve ser reencontrado nesta cultura do descarte e nesta cultura da produtividade.

Segundo o Papa, "quando os idosos comunicam seus sonhos, os jovens veem bem o que devem fazer. Os jovens que não mais questionam os sonhos dos idosos, farão fadiga para carregar seu presente e suportar seu futuro. Se os avós se voltam para suas melancolias, os jovens vão olhar ainda mais para seus celulares. A tela pode permanecer ligada, mas a vida se extingue antes do tempo. A repercussão mais grave da pandemia não está na desorientação dos jovens? Os idosos têm recursos de vida já vivida aos quais os jovens podem recorrer a qualquer momento. A velhice é um dom para todas as idades da vida. É um dom de maturidade, de sabedoria".

Diálogo entre jovens e idosos

O Papa sublinhou que é importante a interlocução dos jovens com os idosos e dos idosos com os jovens. "Esta ponte será a transmissão da sabedoria na humanidade", disse Francisco, esperando que essas reflexões sobre a velhice "sejam úteis a todos nós, para levar adiante esta realidade que o profeta Joel dizia, de que no diálogo entre jovens e idosos, os idosos possam doar sonhos e os jovens possam recebê-los e levá-los adiante. Não nos esqueçamos que tanto na cultura familiar quanto na social, os idosos são como as raízes da árvore: eles têm toda a história ali, e os jovens são como flores e frutos".

Francisco concluiu, dizendo que "se o suco não vier das raízes", os jovens "nunca poderão florescer. Tudo o que há de bonito numa sociedade está relacionado às raízes dos idosos. O idoso não é um material de descarte, mas uma benção para uma sociedade".

Fonte: O Papa: a velhice é um dom de sabedoria e maturidade para todas as idades da vida - Vatican News


Papa para a Quaresma: “Não nos cansemos de semear o bem"

“A Quaresma vem recordar-nos que o bem, como aliás o amor, a justiça e a solidariedade não se alcançam duma vez para sempre; hão de ser conquistados cada dia”. É o convite do Papa Francisco na sua mensagem para a Quaresma 2022, a partir de uma exortação do Apóstolo São Paulo
Foi publicada nesta manhã (24/02) a mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2022. A reflexão sugerida pelo Santo Padre é sobre a exortação de São Paulo aos Gálatas: “Não nos cansemos de fazer o bem; porque, a seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido. Portanto, enquanto temos tempo, pratiquemos o bem para com todos” (Gal 6, 9-10a). É um convite para perseverarmos, na sua mensagem Francisco reflete sobre algumas palavras de São Paulo.
Ouça e compartilhe

Quaresma tempo de semear

No trecho do Apóstolo sobre a sementeira e a colheita o Papa diz: “Temos uma imagem que Jesus muito prezava. São Paulo fala-nos dum kairós: um tempo propício para semear o bem tendo em vista uma colheita. Qual poderá ser para nós este tempo favorável? Certamente é a Quaresma, mas é-o também a nossa inteira existência terrena, de que a Quaresma constitui de certa forma uma imagem. Francisco recorda também que “o primeiro agricultor é o próprio Deus, que generosamente continua a espalhar sementes de bem na humanidade”. Ponderando por fim:

“Esta chamada para semear o bem deve ser vista, não como um peso, mas como uma graça pela qual o Criador nos quer ativamente unidos à sua fecunda magnanimidade”

Em Deus, nada se perde

E a colheita? Continua o Santo Padre: “Mas de que colheita se trata? Um primeiro fruto do bem semeado, temo-lo em nós mesmos e nas nossas relações diárias, incluindo os gestos mais insignificantes de bondade. Em Deus, nenhum ato de amor, por mais pequeno que seja, e nenhuma das nossas ‘generosas fadigas’ se perde”. E Francisco explica que na realidade, só nos é concedido ver uma pequena parte do fruto daquilo que semeamos, pois, “segundo o dito evangélico, um é o que semeia e outro o que ceifa”.

“É precisamente semeando para o bem do próximo que participamos na magnanimidade de Deus”

“Semear o bem para os outros - continua o Santo Padre - liberta-nos das lógicas mesquinhas do lucro pessoal e confere à nossa atividade a respiração ampla da gratuidade, inserindo-nos no horizonte maravilhoso dos desígnios benfazejos de Deus”.

Não nos cansemos de fazer o bem

O segundo ponto da expressão do Apóstolo analisada pelo Papa refere-se a “não nos cansarmos de fazer o bem”. Perante a amarga desilusão por tantos sonhos desfeitos, adverte “a tentação é fechar-se num egoísmo individualista” e “refugiar-se na indiferença”. Porém Deus anima “dá forças ao cansado e enche de vigor o fraco. (…) Aqueles que confiam no Senhor, renovam as suas forças”.

“Ninguém se salva sem Deus”

Por isso, “não nos cansemos de rezar. Precisamos de rezar, porque necessitamos de Deus. A ilusão de nos bastar a nós mesmos é perigosa. Neste ponto Francisco recorda o nosso sofrimento com a pandemia: “No meio das tempestades da história, encontramo-nos todos no mesmo barco, pelo que ninguém se salva sozinho; mas sobretudo ninguém se salva sem Deus, porque só o mistério pascal de Jesus Cristo nos dá a vitória sobre as vagas tenebrosas da morte".

E convida: “Não nos cansemos de extirpar o mal da nossa vida. Possa o jejum corporal, a que nos chama a Quaresma, fortalecer o nosso espírito para o combate contra o pecado. Não nos cansemos de pedir perdão no sacramento da Penitência e Reconciliação, sabendo que Deus nunca Se cansa de perdoar”. O Papa recorda também que não devemos nos cansar de fazer o bem “através duma operosa caridade para com o próximo. Durante esta Quaresma, exercitemo-nos na prática da esmola, dando com alegria”. “A Quaresma – disse ainda Francisco - é tempo propício para procurar, e não evitar, quem passa necessidade; para chamar, e não ignorar, quem deseja atenção e uma boa palavra; para visitar, e não abandonar, quem sofre a solidão”.

A seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido

Quanto ao terceiro ponto das palavras do Apóstolo o Papa falou sobre “A seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido”, aqui Francisco nos pede perseverança, fé. Afirmando que “cada ano, a Quaresma vem recordar-nos que o bem, como aliás o amor, a justiça e a solidariedade não se alcançam duma vez para sempre; hão de ser conquistados cada dia".

Dom da perseverança leva à salvação

“Neste tempo de conversão – explica ainda o Papa - buscando apoio na graça divina e na comunhão da Igreja, não nos cansemos de semear o bem. O jejum prepara o terreno, a oração rega, a caridade fecunda-o. Na fé, temos a certeza de que ‘a seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido’, e obteremos, com o dom da perseverança, os bens prometidos para salvação nossa e do próximo”.

Fonte: Papa para a Quaresma: “Não nos cansemos de semear o bem" - Vatican News


Privacy Preference Center