O Papa canonizará, em 15 de maio, o mártir do nazismo Titus Brandsma, primeiro jornalista a ser elevado aos altares
O Papa Francisco presidiu a Hora Terça e o Consistório Ordinário Público para a votação de algumas Causas de Canonização, na manhã desta sexta-feira (04/03), na Sala do Consistório.
“Rezarei por você”. O carmelita Titus Brandsma pronunciou estas três palavras, as últimas de sua vida, à enfermeira que, por ordem das autoridades nazistas do campo de concentração de Dachau, aplicou nele uma injeção letal. Um perdão, invocado pelo religioso, professor e jornalista, em seus últimos instantes de vida, na conclusão de uma vida de santidade traduzida em coragem e determinação durante os anos sombrios da invasão nazista.
Santidade que agora é reconhecida pela Igreja, que o canonizará em 15 de maio próximo junto com duas religiosas, a francesa Maria Rivier e a italiana Maria de Jesus, numa grande cerimônia na Praça São Pedro que também elevará à honra dos altares sete beatos cuja canonização foi decretada pelo Papa no Consistório de 3 de maio de 2021, sem fixar uma data por causa da pandemia. A cerimônia foi então marcada para maio. Dentre os beatos está também Charles De Foucauld, religioso francês e explorador do Saara e da cultura tuaregue, ponte de diálogo entre as religiões.
Dez novos santos em 15 de maio
Em 15 de maio, serão dez os novos santos proclamados pelo Papa Francisco. No início da cerimônia desta sexta-feira (04/03), o prefeito da Congregação das Causas dos Santos, cardeal Marcello Semeraro, leu os nomes e apresentou um breve perfil dos três beatos, “irmãos e irmãs que acolheram a luz de Deus em seus corações e a transmitiram ao mundo, cada um de acordo com sua própria tonalidade”. Os milagres a eles atribuídos e reconhecidos pelo Papa, acrescentou o cardeal, “são um sinal de que o povo de Deus não só admirou o seu martírio ou o exercício heroico de suas virtudes, mas também reconheceu sua proximidade a Deus a ponto de confiar na intercessão deles”.
Brandsma, professor e jornalista contra o nazismo
“Homem manso, mas determinado”, Brandsma, natural da Holanda, onde a devoção a ele é profunda e difundida, em virtude do papel de assistente eclesiástico dos jornalistas católicos, assim nomeado pelos bispos holandeses em 1935, utilizou a rede de jornais católicos para defender a liberdade de informação e a dignidade de cada pessoa e condenar as ideologias nazistas, das quais criticou duramente a abordagem anti-humana. Os seus corajosos escritos tornaram-se um ponto de referência para a resistência moral e cultural do povo holandês, mas entraram em choque com o Reich que temia “aquele professor maligno”, como dizia a manchete do jornal berlinense Fridericus, e decidiu silenciá-lo.
O pretexto foi a carta circular Brandsma enviada em 31 de dezembro de 1941 a todos os jornais católicos, exortando-os a não publicar anúncios do Movimento Nacional Socialista exaltava a “raça”. Caso contrário, dizia, “eles não deverão mais ser considerados católicos e não deverão e não poderão contar com os leitores e assinantes católicos”. Padre Tito foi preso em janeiro de 1942 como um perigoso subversivo e levado para Amersfoort, um “campo de trânsito” à espera da deportação. Os detalhes de seus dias de prisão são conhecidos graças a um diário e algumas cartas enviadas aos superiores, confrades, familiares e amigos. Nelas, a carmelita descreveu o espaço pequeno de sua cela, os maus-tratos, sem expressar tristeza ou reclamações. Embora impossibilitado de receber a comunhão, ele dizia de sentir-se em casa na prisão porque Deus estava ao seu lado.
Morte em Dachau
Ele manteve a mesma serenidade até sua morte ocorrida, em Dachau, através de uma injeção de veneno. A enfermeira que o injetou o ácido fênico relatou seus últimos momentos de vida, durante o interrogatório do processo de canonização: “Ele pegou minha mão e disse: ‘Pobre jovem que você é, eu rezarei por você!” A viagem terrena de Brandsma concluiu-se em 26 de julho de 1942, aos 61 anos. Em 3 de setembro de 1985, João Paulo II o proclamou beato e mártir da fé. Agora, com Francisco, ele se torna santo. O milagre que atribuído à sua intercessão foi a cura de um sacerdote carmelita de um “melanoma metastático dos linfonodos” em 2004 em Palm Beach (EUA).
Maria Rivier, uma vida dedicada à educação
Com a Brandsma, será canonizada a francesa Maria Rivier. Sua santidade foi cultivada desde o tempo em que criança que sofria de uma doença que a impedia de andar, prometeu à Virgem Maria que, se ela fosse curada, dedicaria sua vida à educação das crianças. Ela foi curada e aos 18 anos abriu uma escola para crianças em sua cidade natal. Na época da Revolução Francesa, tão hostil à religião católica e suas instituições, seu carisma fundador floresceu: a jovem fundou a Congregação das Irmãs da Apresentação de Maria. As irmãs se dedicaram não somente à formação religiosa e educação das jovens, mas também a um verdadeiro apostolado para o despertar da fé e da prática religiosa nas paróquias onde reuniam as pessoas todos os domingos, explicando a doutrina e convidando-as à oração. Maria Rivier morreu em 3 de fevereiro de 1738 e foi beatificada por João Paulo II em 1982. O milagre atribuído à sua intercessão diz respeito à recuperação vital, em 2013, de um menino de Meru, no Quênia, que nasceu não obstante a “ausência prolongada de atividade cardíaca, respiratória e neurológica”.
Maria de Jesus, a “Senhora” a serviço do pobres e pequenos
Maria de Jesus, fundadora das Irmãs Capuchinhas da Imaculada de Lourdes, nasceu em Palermo sob o nome de Carolina Santocanale, em uma família rica. Na casa de seus avós em Monreale, ela viu a necessidade de seu povo por assistência e educação. Então ela abandonou a ideia de uma vida de clausura, que cultivava desde menina, e se colocou a serviço da população, que a chamava de “senhora”, mas que admirava sua humildade. Ela abraçou a espiritualidade franciscana e tornou-se terciária. Reuniu outras jovens que queriam passar a vida ajudando o próximo. Estabeleceu-se na cidade de Cinisi, onde, no oratório, abriu um jardim de infância, um educandário e uma oficina de costura. Trabalhou até o último de seus dias e morreu ao final de um dia cansativo em 1923. O milagre de sua canonização diz respeito a duas gravidezes levadas a termo, entre 2016 e 2017, por uma mulher siciliana que sofria de uma doença grave que havia causado sua infertilidade.
Nove cardeais elevados à Ordem dos Presbíteros
No final do Consistório, seguiu-se a Optatio de nove cardeais da Ordem dos Diáconos para a Ordem dos Presbíteros. Eles são os cardeais Manuel Monteiro de Castro, (Diaconia de Domenico di Guzmán); Santos Abril y Castelló, (San Ponziano); Antonio Maria Vegliò, (San Cesareo in Palatio); Giuseppe Bertello, (Santissimi Vito, Modesto e Crescenzia); Francesco Coccopalmerio, (San Giuseppe dei Falegnami); João Braz de Aviz, (Santa Elena fora de Porta Prenestina); Edwin Frederick O’Brien, (San Sebastiano al Palatino); Domenico Calcagno, (Anunciação da Santíssima Virgem na Via Ardeatina); Giuseppe Versaldi, (Sagrado Coração de Jesus em Castro Pretorio).
A Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB disponibilizou para os jovens um Planner Quaresmal

Seu dia é um reflexo do amor de Deus? O período quaresmal é tempo de graça e de reflexão para toda a Igreja a partir da oração, jejum e caridade. Neste ano, a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude (CEPJ) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) traz uma proposta para todos os jovens: o Meu Planner Quaresmal.
Ele funciona como um guia diário para registrar a rotina do jovem nos dias da quaresma. Clique aqui para fazer o download.
A proposta é ajudar as juventudes do Brasil para uma vivência mais íntima neste tempo litúrgico que nos prepara para a Semana Santa e Páscoa e que nos estimula à conversão, à melhoria de nós mesmos, e isso não é possível sem revermos a qualidade das nossas relações fraternas.
O bispo auxiliar da arquidiocese de Belém e membro da CEPJ, dom Antônio de Assis Ribeiro, SDB, bispo auxiliar na Arquidiocese de Belém e membro da CEPJ, convida os jovens para esse tempo favorável para conversão do coração para não caírem no individualismo, na violência, nos vícios e na indiferença aos outros.
“Assim como não existe verdadeiro amor a Deus sem o amor ao próximo, também não existe autêntica conversão sem nos educarmos para a fraternidade. A conversão profunda passa por um processo de educação de cada um de nós como mudança de mentalidade que reorienta a nossa vida, que gera atitudes novas e promove o nosso desenvolvimento integral”, afirmou.
O prelado, em nome da Comissão para a Juventude, deseja uma Santa quaresma as jovens brasileiros. “Que seja um tempo caracterizado por um forte esforço em vista do crescimento pessoal para ser mais sereno e equilibrado consigo mesmo e mais humano para com os outros, sobretudo, para com os parentes, amigos e colegas de estudo ou trabalho”, exorta o bispo
Como o “Meu Planner Quaresmal” funciona?
Ele está dividido em blocos que ajudam a organizar as ações. Duas partes são reservadas para anotações para iniciar o dia e outro em seu término, chamados de “Manhã” e “Noite”, onde o jovem irá anotar o que fez o seu dia mais próximo de Deus e aos irmãos e seus agradecimentos. Outros três blocos são reservados à oração e reflexão. Há o local do jovem colocar suas intenções de oração do dia, qual passagem do Evangelho irá ler e o que esta lhe disse ao coração.
Clique, baixe e imprima agora mesmo: Meu Planner Quaresmal
Os jovens e a CF 2022
O bispo de Valença (RJ) e presidente da Comissão para a Juventude da CNBB, dom Nelson Francelino Ferreira, conclama os jovens de todo o país para um protagonismo desse novo cenário de educação que há de brotar com todo empenho em busca de uma educação que gere vida e vida em plenitude.
O prelado afirma que, neste momento da pandemia, a construção de um ‘novo normal’ desafia as juventudes. Segundo ele, o cenário de medo, insegurança e apreensão “nos fez reencontrar nossa fragilidade, impotência, humanidade. Vejo com alegria no cenário juvenil do nosso Brasil esse brotar de novas atitudes, iniciativas e mentalidades sobretudo em relação ao meio ambiental, economia, justiça, verdade, autenticidade, coragem, profetismo”, afirma.
Por outro lado, dom Nelson afirma que essa realidade não aparece na grade curricular estudantil e nas salas de aula. De acordo com ele, “estamos com uma educação muito direcionada para o sucesso profissional, de conseguir dinheiro e conquistar um lugar de destaque na sociedade. Sentimos falta, contudo, de valores como vida, cuidado e responsabilidade, como vemos no apelo do Papa Francisco na Christus Vivit”.
Os jovens neste contexto, segundo o presidente da Comissão para a Juventude da CNBB, são convidados a lançar cenários e horizontes esquecidos por diversos interesses, mas chamados ao protagonismo da cultura do cuidado, da paz, que pode frear essa perspectiva da ambição e desumanidade.
“Conclamo toda a juventude o Brasil a fazer parte, organizar esse modo de pensar para um mundo que sonhamos e do qual temos condições de assumir o protagonismo e reparar os equívocos que esquecem o ser humano na sua essência. Assim, estaremos dando nossa contribuição na construção do Reino de Deus com uma juventude conectada, criativa e inspiradora que não abre mão de seus valores”, exorta.
Subsídio da CF 2022 para os jovens
O bispo lembrou que a Edições CNBB lançou um subsídio específico para os jovens vivenciarem a Campanha da Fraternidade. O material é destinado aos grupos de jovens e idealizado para ampliar a reflexão sobre a indispensável relação entre fraternidade e educação, com o objetivo de encorajar o engajamento desse importante público nas questões apresentadas pelo tema e pelo lema da campanha. O subsídio está disponível para compra no site da editora. Clique aqui para acessar.
Gesto concreto: Coleta Nacional da Solidariedade
A Campanha da Fraternidade tem como gesto concreto a Coleta Nacional da Solidariedade, realizada no Domingo de Ramos nas comunidades de todo o Brasil. Os recursos são destinados aos Fundos Diocesanos e Nacional da Solidariedade, os quais apoiam projetos sociais relacionados à temática da campanha. Em 2021, o Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) da CNBB, apoiou 80 projetos, nos quais as entidades que se candidataram se comprometeram, entre outros aspectos, a prestar contas periódicas de sua efetivação e resultados.
Ucrânia: Papa Francisco pede que cessem os ataques e prevaleça a negociação e o bom senso
O Papa Francisco lançou no domingo, 6 de março, após a oração mariana do Angelus, um novo apelo em favor da Ucrânia, para que seja garantido o acesso às zonas de guerra e sejam assegurados os corredores humanitários. O pontífice agradece a todos os envolvidos no acolhimento de refugiados e aos jornalistas comprometidos em relatar a crueldade da guerra. Francisco relança a ação diplomática da Santa Sé para as negociações de paz.
“Correm rios de sangue e lágrimas na Ucrânia. Não se trata apenas de uma operação militar, mas de guerra, que semeia morte, destruição e miséria. As vítimas são cada vez mais numerosas, assim como as pessoas que fogem, especialmente mães e crianças. A necessidade de assistência humanitária neste país atormentado está crescendo dramaticamente a cada hora”
Assegurar corredores humanitários
O Pontífice dirigiu seu veemente apelo a fim de que sejam realmente assegurados os corredores humanitários e para que seja garantido e facilitado o acesso das ajudas às zonas sitiadas, para oferecer o socorro vital aos oprimidos por bombas e pelo medo.
“Agradeço a todos aqueles que estão acolhendo refugiados. Acima de tudo, imploro que os ataques armados cessem e que prevaleçam a negociação e o bom senso. E um retorno ao respeito ao direito internacional!”
Agradecimento aos jornalistas
O Papa dirigiu um agradecimento particular aos jornalistas que, colocando em risco a própria vida, contam a dura realidade da guerra:
“E também gostaria de agradecer às jornalistas e aos jornalistas que colocam suas vidas em risco para garantir a informação: obrigado, irmãos e irmãs, por seu serviço! Um serviço que nos permite estar perto da tragédia daquela população e nos permite avaliar a crueldade de uma guerra. Obrigado, irmãos e irmãs”.
Esforço diplomático da Santa Sé a serviço da paz
O Papa concluiu ressaltando o esforço diplomático da Santa Sé para colocar-se a serviço da paz:
A Santa Sé está pronta para fazer tudo, para colocar-se a serviço desta paz. Nestes dias, dois cardeais foram à Ucrânia, para servir o povo, para ajudar. O cardeal Krajewski, esmoleiro, para levar ajuda aos necessitados, e o cardeal Czerny, prefeito (interino) do Dicastério (para o Serviço) do Desenvolvimento Humano Integral. Esta presença dos dois cardeais ali é a presença não só do Papa, mas de todo o povo cristão que quer se aproximar e dizer: ‘A guerra é uma loucura! Parem, por favor! Vejam esta crueldade.
Subsídio Campanha da Fraternidade 2022 - Diocese de Marília
Todos os anos, a Igreja no Brasil proporciona a Campanha da Fraternidade (CF) como indicação de reflexão para gerar conversão entre os fiéis. Sempre com um tema social, a CF buscar unir a fé à ação para que os católicos espalhados pelo país sejam sal da terra e luz do mundo (cf. Mt 5,13-14).
Em 2022, o tema proposto é Fraternidade e Educação e o lema “Fala com sabedoria, escuta com amor” (cf. Pr 31, 26). Em vídeo, lançado hoje nas redes sociais, o Pe. Danilo Nobre dos Santos, assessor diocesano da CF, motiva que a proposta neste ano quer estabelecer “diálogos em vista de uma educação que seja humanizadora para a prática integral da caridade”. As produções, feitas em parceria entre a Pastoral da Comunicação (Pascom) Diocesana, Pascom da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, de Marília, e equipe diocesana da CF, divulgará nas redes sociais vídeos explicativos nas quartas-feiras da Quaresma e na Oitava da Páscoa.
A Diocese de Marília também preparou um subsídio com cinco encontros de meditação da CF 2022, com a Oração da Via-Sacra e um roteiro de celebração penitencial. “Nosso objetivo é proporcionar aos nossos fiéis a prática da oração quaresmal unida à reflexão a fim de gerar vida à sociedade”, explicou o coordenador diocesano de pastoral, Pe. Marcos Roberto Cesário da Silva, ao indicar que o material foi entregue às 65 paróquias durante o mês de fevereiro e concluiu: “reze conosco e façamos desta Quaresma uma oportunidade de conversão que nos configure cada vez mais a Nossa Senhor Jesus Cristo!”.
Missas com imposição de cinzas marcam a abertura da Quaresma
Celebrações recordam o diálogo de Deus com Adão após o pecado: “Pois tu és pó, e ao pó tornarás” (Gn 3,19). No Brasil, a Igreja inicia também a Campanha da Fraternidade (CF) que, em 2022, terá a educação como temática. Na Diocese de Marília, um subsídio e uma série de vídeos auxiliarão os fiéis na reflexão.
Hoje, dia 2 de março, em todo o mundo, a Igreja inicia o Tempo litúrgico da Quaresma com a celebração da Quarta-feira de Cinzas. O rito de imposição das cinzas quer lembrar o diálogo de Deus com Adão após o pecado: “Pois tu és pó, e ao pó tornarás” (Gn 3,19).
Segundo o assessor diocesano da Pastoral Litúrgica, Pe. Anderson Messina Perini, as cinzas recordam os fiéis três verdades fundamentais: “que somos nada, que somos pecadores e a morte”. O sacerdote indicou também que receber as cinzas na cabeça ajudam os católicos a reconhecerem a pequenez humana diante de Cristo e, com isso, buscarem a conversão no período quaresmal.
A Quaresma é uma faixa de tempo da liturgia eclesial que se inicia na Quarta-feira de Cinzas e se estende até o entardecer da Quinta-feira Santa com o objetivo de preparar os fiéis para a Solenidade da Páscoa do Senhor. Em entrevista, o Pe. Anderson explicou dois pontos importantes para a compreensão e vivência do Tempo quaresmal: “primeiro redescobrir a identidade cristã mediante o conhecimento e encontro pessoal com Jesus Cristo por meio dos exercícios penitenciais da oração, jejum e da caridade; e segundo, nossa conversão será ainda maior mediante uma contínua meditação da Palavra de Deus nos oferecida neste tempo favorável para iluminar nossa consciência diante do pecado e infundir em nós a confiança na misericórdia divina”.
Procure a comunidade paroquial mais próxima e participe da Santa Missa da Quarta-feira de Cinzas!
FRATERNIDADE
Todos os anos, a Igreja no Brasil proporciona a Campanha da Fraternidade (CF) como indicação de reflexão para gerar conversão entre os fiéis. Sempre com um tema social, a CF buscar unir a fé à ação para que os católicos espalhados pelo país sejam sal da terra e luz do mundo (cf. Mt 5,13-14).
Em 2022, o tema proposto é Fraternidade e Educação e o lema “Fala com sabedoria, escuta com amor” (cf. Pr 31, 26). Em vídeo, lançado hoje nas redes sociais, o Pe. Danilo Nobre dos Santos, assessor diocesano da CF, motiva que a proposta neste ano quer estabelecer “diálogos em vista de uma educação que seja humanizadora para a prática integral da caridade”. As produções, feitas em parceria entre a Pastoral da Comunicação (Pascom) Diocesana, Pascom da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, de Marília, e equipe diocesana da CF, divulgará nas redes sociais vídeos explicativos nas quartas-feiras da Quaresma e na Oitava da Páscoa.

A Diocese de Marília também preparou um subsídio com cinco encontros de meditação da CF 2022, com a Oração da Via-Sacra e um roteiro de celebração penitencial. “Nosso objetivo é proporcionar aos nossos fiéis a prática da oração quaresmal unida à reflexão a fim de gerar vida à sociedade”, explicou o coordenador diocesano de pastoral, Pe. Marcos Roberto Cesário da Silva, ao indicar que o material foi entregue às 65 paróquias durante o mês de fevereiro e concluiu: “reze conosco e façamos desta Quaresma uma oportunidade de conversão que nos configure cada vez mais a Nossa Senhor Jesus Cristo!”.
Hoje é Dia de oração e jejum pela paz
Na Audiência geral desta quarta-feira o Papa Francisco falou da sua tristeza sobre o agravamento da situação na Ucrânia e convocou um Dia de oração e jejum pela paz.
O Papa: a confiança não deve ser colocada nas armas
Em sua conta no Twitter @Pontifex, Francisco recorda uma frase da Encíclica "Fratelli tutti" para sublinhar a brutalidade da guerra e mais uma vez escolhe comunicar tanto em ucraniano quanto em russo.
Uma vela é a imagem escolhida para acompanhar o tuíte do Papa Francisco da segunda-feira (28/02), mais uma vez também em ucraniano e russo, extraído do número 260 da Encíclica Fratelli tutti.
As razões da paz são mais fortes do que todo o cálculo de interesses particulares e toda a confiança posta no uso das armas.
Junto com a frase, também as hashtags #RezemosJuntos e #Ucrânia
Diplomacia e diálogo para a paz
"Resistamos na oração" é o comunicado cotidiano do chefe da Igreja greco-católica ucraniana, Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk, que fala também das atrocidades e do rosto desumano de quem mata, de uma guerra sangrenta, desumana e cruel. Lembrando que é o primeiro dia da Quaresma para quem segue o calendário gregoriano, Shevchuk destacou que será um tempo muito especial na espera da Ressurreição. Mais uma vez, agradeceu ao Papa pela proximidade expressa no Angelus e a todos aqueles que estão ajudando a Ucrânia. Há um forte apelo pelo fim da guerra que tem como alternativa a diplomacia e o diálogo, caminhos para alcançar a paz. “É preciso sentar-se à mesa das negociações”, concluiu o arcebispo.
As orações de Bartolomeu
Na conversa telefônica de segunda-feira com o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, o presidente ucraniano, Zelensky, "descreveu a situação em seu país após a invasão militar da Rússia". O presidente Zelensky expressou gratidão pelas "demonstrações de apoio do Patriarcado Ecumênico à sua nação atribulada".
Fonte: O Papa: a confiança não deve ser colocada nas armas - Vatican News
Dom Volodemer Koubetch fala sobre a Igreja Católica Ucraniana e a guerra na Ucrânia
O Paraná abriga a maior comunidade de descendentes ucranianos do Brasil. São aproximadamente 600 mil pessoas, das quais mais de 90% são católicas. Sendo assim, para atender essa população, é natural que no Paraná estejam as sedes duas Eparquias Ucranianas: a Metropolia São João Batista, em Curitiba (PR), e a Eparquia Imaculada Conceição, em Prudentópolis (PR). Elas fazem parte da Igreja Católica como uma Igreja Particular, uma Diocese, e seus bispos integram a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mais particularmente, o regional Sul 2.
Diante da situação dramática de guerra que a Ucrânia vive, o regional Sul 2 da CNBB divulgou uma entrevista com o arcebispo da Metropolia São João Batista, dom Volodemer Koubetch, sobre a Igreja Católica Ucraniana no Brasil, sua organização, as características dos seus fiéis e sobre como estão vivendo esse momento triste de sua história.
Dom Volodemer, como se organiza a Igreja Católica de Rito Bizantino Ucraniano aqui no Brasil?
Hoje, nós temos duas Eparquias: a Eparquia Imaculada Conceição, em Prudentópolis-PR, criada em 2014, e a Arquieparquia São João Batista, ou Metropolia como a denominamos, com sede em Curitiba-PR. A Eparquia São João Batista já tem 50 anos de história e foi elevada a Arquieparquia, ou Metropolia, em 2014, com a criação da Eparquia em Prudentópolis. A maioria das nossas paróquias está aqui no Paraná, mas temos também uma paróquia na Zona Leste da cidade de São Paulo e três paróquias no norte de Santa Catarina.
Somos uma Igreja Greco Católica Ucraniana, que hoje é governada pelo Arcebispo Maior Dom Sviatoslav Shevchuk, com sede na capital da Ucrânia, Kiev. Mas, como Católicos somos submissos ao Bispo de Roma, o Papa, e aqui no Brasil, pertencemos à CNBB, tendo maior contato e colaboração aqui no Regional Sul 2.
Como o senhor recebeu a notícia dessa guerra que se iniciou na Ucrânia?
A gente recebeu com muita tristeza. Tristeza é a melhor palavra para expressar o sentimento deste momento tão dramático para a Ucrânia e para o mundo. Até o Papa Francisco, em seu apelo, usou a palavra tristeza. Mas, com esse sentimento vem outros de dúvida, de medo, de angústia, de decepção, de indignação, de revolta. É um momento chocante e muito dramático para o povo ucraniano e para toda a humanidade.
Tivemos notícias de que nosso Arcebispo Maior, dom Sviatoslav Shevchuk, junto com outros sacerdotes, teve que se esconder no subsolo da Catedral da Ressurreição, em Kiev, quando começaram os bombardeios. Até achávamos que, com essa crise, ele iria fugir para Roma ou outro lugar, mas ele decidiu ficar e pediu para que todas as igrejas permanecessem abertas para acolher as pessoas que vierem buscar ajuda.
Quais os interesses por trás dessa Guerra?
É poder, é dinheiro, é influência. Os analistas, especialistas e historiadores tem dito que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pretende restaurar o império da antiga União Soviética, que tem uma história ainda mais antiga, o Império Russo. É isso que Putin quer: influência, poder, territórios. Ele quer de volta todos aqueles territórios que pertenciam à antiga União Soviética e quer evitar que a União Europeia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se estendam mais, por isso quer evitar a todo custo que a Ucrânia entre para a Otan e a União Europeia.
O povo ucraniano já passou por outras guerras e isso o caracteriza como um povo de resistência
Sim, é um povo de resistência, de sofrimento que vem de longa data, que já sofreu muito durante a guerra, que teve muita gente eliminada. Depois, é um povo que sofreu nos países de imigração. As coisas não foram fáceis em nenhum lugar, mesmo em países desenvolvidos como o Canadá e os Estados Unidos, os ucranianos sofreram. Porém, como é um povo resistente, forte, de luta e de fé, eles conseguiram evoluir na vida, prosperaram, tanto é que hoje em dia a maioria tem um nível bom de vida, inclusive aqui no Brasil. É um povo resistente e de muita fé.
Outra característica forte é que o povo ucraniano conserva ao máximo a sua cultura, inclusive o idioma ucraniano, que é a mais difícil e complicada. Mas os demais aspectos são mantidos naturalmente, a culinária, o bordado, a pessanka (ovos coloridos, pintados à mão), a iconografia, as danças folclóricas. Também o rito da missa, a Divina Liturgia, é conservado, conforme as exigências canônicas. Quanto à língua, a Divina Liturgia é celebrada em ucraniano, mas, conforme as situações de domínio da língua, ela pode ser celebrada integralmente ou algumas partes em português.
O que a Igreja Católica Ucraniana no Brasil tem feito para demonstrar proximidade ao povo ucraniano?
O que se tem feito é pelo lado da fé e das manifestações populares. Pelo lado da fé, é o contato quanto possível, a proximidade, dar apoio moral e as orações. As manifestações populares são de cunho religioso, cultural e civil, como a que aconteceu na noite de sexta-feira, 25, no Memorial Ucraniano, em Curitiba. É isso o que a gente pode fazer. Eu já mandei uma mensagem ao nosso arcebispo maior dom Sviatoslav Shevchuk e isso repercutiu muito positivamente lá. As pessoas, os fiéis, os bispos, sentem esse apoio moral, diante dessa grande provação que vivem.
A próxima Assembleia dos Bispos do Paraná, nos dias 13 a 15 de março, acontecerá na Colônia Marcelino, em São José dos Pinhais-PR. Esse, certamente, será um momento significativo para a Igreja Católica Ucraniana
Será muito significativo. Primeiro, por valorizar aquela comunidade que é histórica. Estamos celebrando o centenário da visita do Metropolita Andrey Sheptytsky, que foi um dos líderes mais importantes da Igreja Católica Ucraniana, tanto no sentido eclesial quanto civil na Ucrânia, e ele passou pela Colônia Marcelino. Também estamos celebrando os 50 anos de fundação da Eparquia São Batista (desde 2014, Metropolia). Com isso, essa Assembleia dos Bispos terá um sentido histórico profundo, pois vai valorizar a comunidade ucraniana e terá um grande sentido de eclesialidade. Neste tempo sinodal, será uma manifestação de grande sinodalidade na Igreja do Paraná, entre a Igreja Católica Latina e a Igreja Católica Ucraniana. É um momento de alta beleza espiritual e de um testemunho cristão para a própria Igreja, para a sociedade e o mundo de hoje, que precisa de união, solidariedade, fraternidade e, principalmente, de paz.
Oração e jejum: o apelo do Papa Francisco
A guerra é uma coisa diabólica e para vencer satanás, vencer o mal, como disse Jesus aos apóstolos, é só com oração e jejum (cf. Mt 17,21). Então, o Papa Francisco, como tem um senso muito concreto e muito prático da vida e da espiritualidade cristã, está recomendando isso num dia que já é de penitência, de oração e de jejum. Ele está pedindo isso a toda a Igreja, nesse contexto de conflito e de guerra lá na Ucrânia atacada pela Federação Russa.
Fonte: Dom Volodemer Koubetch fala sobre a Igreja Católica Ucraniana e a guerra na Ucrânia - CNBB
Saiba quais são os materiais da CF 2022 que estão disponíveis para download
Os materiais da Campanha da Fraternidade 2022, com o tema “Fraternidade e Educação” e o lema bíblico, extraído de Provérbios 31, 26: “Fala com sabedoria, ensina com amor” já estão disponíveis para serem baixados e/ou acessados no site das Campanhas da CNBB.
A presidência da CNBB justifica, na apresentação do texto-base da CF, que se trata de uma campanha que, mais do que abordar outro aspecto específico da problemática educacional, vai refletir sobre os fundamentos do ato de educar na perspectiva católico-cristã.
Nessa perspectiva, a educação é compreendida não apenas com um ato escolar, com transmissão de conteúdo ou preparação técnica para o mundo do trabalho, mas de um processo que envolve uma “comunidade” ampliada que inclui todos os atores (família, Igreja, Estado e sociedade).
Saiba quais são os materiais da CF 2022 que estão disponíveis para download:
Identidade visual
Pensando a educação em todos os âmbitos da vida, a identidade visual da Campanha da Fraternidade de 2022, feita pelo leigo Antonio Batista de Souza Júnior, tem como inspiração o capítulo oitavo do Evangelho segundo João, eco do lema que é proposto. Baixe (AQUI) o cartaz.
Áudios para rádios
A CNBB também disponibiliza três Spots para a Campanha da Fraternidade 2022. Os roteiros foram executados pelas Assessoria de Comunicação da entidade, com produção da TV Aparecida.
O primeiro Spot, referente à primeira fase da Campanha, de 28 de fevereiro a 13 de março, pode ser baixado (AQUI). O conteúdo é de apresentação geral da CF.
Os outros dois spots, referentes as outras fases da Campanha, serão disponibilizados nos dias 11 e 18 de março. O segundo será sobre a Igreja Católica e a Educação. E o terceiro spot será focado na Coleta da Solidariedade, a ser realizada no dia 10 de abril.
Vídeos para as televisões
Da mesma forma, a CNBB disponibilizou três VT’s para a Campanha da Fraternidade 2022. Os roteiros também foram executados pelas Assessoria de Comunicação da entidade, com produção da TV Aparecida. O material pode ser conferido no Youtube da CNBB e no site das Campanhas.
Fonte: Saiba quais são os materiais da CF 2022 que estão disponíveis para download - CNBB









