Edições CNBB oferece curso sobre Pastoral Escolar; proposta é capacitar educadores
A Edições CNBB realizará o Curso de atualização sobre a Pastoral Escolar. O objetivo, segundo a organização, é capacitar os educadores sobre a Pastoral Escolar a partir da obra “Compêndio de Pastoral Escolar para a educação básica na escola católica”.
A formação será realizada no período de 15 a 18 de março de 2022, por meio da plataforma de cursos da Edições CNBB, completamente online. O público-alvo são pastoralistas, gestores, agentes de pastoral, estudantes do curso de Teologia e interessados no assunto. O Dr. Sérgio Junqueira, professor Livre Docente de Ciência da Religião, será o orientador do curso.
Programação
No dia 15 de março, o curso abordará a temática “Termo e Pesquisa – A relação da Pastoral com a CNBB e ANEC“. Nele, serão estudados conceitos fundantes (Identidade Confessional/ Legislação/ Evangelização/ Pastoral da Educação/ Escola em Pastoral/ ER / Catequese);
Em 16 de março, a proposta é tratar sobre o sujeito, compreensão pedagógica (Educação Infantil/ Ensino Fundamental/ Ensino Médio) e as dimensões da pastoral;
Já no dia 17 de março serão tratadas as temáticas de espiritualidade, Sagrada Escritura e planejamento pastoral;
Por último, no dia 18 de março, serão abordados os grupos de adolescentes/jovem; educadores e a comunidade paroquial e outras pastorais.
O Compêndio
Um guia completo para a educação básica em escolas católicas. Assim a Edições CNBB descreve o “Compêndio de Pastoral Escolar para a Educação Básica na Escola Católica” lançado em dezembro de 2021 para os diversos atores envolvidos na dinâmica das escolas ligadas à Igreja.
O Compêndio reúne a história e a identidade da prática evangelizadora no âmbito escolar, bem como seus fundamentos e desdobramentos pedagógicos. O subsídio é fruto da parceria da Edições CNBB com a Editora Vozes e apresenta-se como imprescindível para as escolas católicas. A obra também “é de grande ajuda para todos aqueles interessados em uma educação capaz de formar para uma vida mais solidária e fraterna”.
Os organizadores da publicação têm sua trajetória acadêmica e profissional ligada às instituições católicas de ensino: Sérgio Rogério Azevedo Junqueira, pós-doutor em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e professor na PUC-PR; Gregory Rial, coordenador do Setor de Animação Pastoral da Associação Nacional de Educação Católica (Anec) e pesquisador na área de educação, pastoral, teologia, filosofia e comunicação social; e irmã Valéria Andrade Leal, assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB com experiência na área de Educação e Pastoral, atuando principalmente nos temas: escola católica, educação, pastoral escolar, animação bíblica, juventude e pastoral juvenil.
“Esta obra haverá de ser referência para todo educador que abraçou a relação ensino-aprendizado como trabalho e serviço à construção de uma sociedade justa e solidária, fraterna e inclusiva”, ressaltam.
Lançado em dezembro de 2021, o livro pode ser encontrado no site da Edições CNBB, no endereço: www.edicoescnbb.com.br. Também é possível falar com a equipe de vendas pelo WhatsApp: (61) 2193-3019
Fonte: Edições CNBB oferece curso sobre Pastoral Escolar; proposta é capacitar educadores - CNBB
Cardeal Parolin: o bombardeio de uma maternidade na Ucrânia é inaceitável
O Secretário de Estado do Vaticano, respondendo a perguntas feitas por jornalistas, expressou sua consternação com o bombardeio de um hospital-maternidade na Ucrânia. O cardeal reiterou que a Santa Sé está disposta a mediar o conflito se for chamada a fazê-lo
O bombardeio de um hospital pediátrico é inaceitável. Não há motivações. Foi o que disse o Cardeal Pietro Parolin à margem de uma conferência em Roma, expressando sua preocupação com uma guerra sem tréguas. A declaração do Secretário de Estado do Vaticano veio após um ataque aéreo russo que, segundo o chefe da administração militar regional de Donetsk, destruiu um hospital em Mariupol com maternidade e enfermarias pediátricas: fala-se de feridos e mortos entre crianças e mulheres em trabalho de parto.
O cardeal afirmou ainda que o espaço para tratativa é estreito, esperando, todavia, que se possa chegar a uma posição negociada. Referindo-se ao telefonema que ele teve na terça-feira (08) com o Ministro das Relações Exteriores russo Sergei Lavrov, Parolin disse que a conversa não ofereceu nenhuma garantia. Em particular, não foram garantidos os corredores humanitários.
Santa Sé pronta para mediar
O Secretário de Estado reiterou que a Santa Sé deu sua disponibilidade para tomar medidas na frente diplomática para encontrar soluções que possam acabar com a guerra. Em particular, a Santa Sé pediu a suspensão do conflito e a consolidação das negociações, colocando-se à disposição para mediar, se for considerado útil, mas deve ser chamada a fazê-lo. "A presença de dois cardeais na Ucrânia, o esmoleiro papal Konrad Krajewski e o prefeito interino do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral, Michael Czerny, é um sinal - disse Parolin - de que o Papa quer dar sua contribuição não apenas em um nível mais propriamente diplomático e espiritual, mas também em nível de ajuda humanitária". Por fim, referindo-se às palavras do patriarca ortodoxo russo Kirill, o cardeal disse que estas declarações não encorajam e não promovem um entendimento. Pelo contrário, correm o risco de inflamar ainda mais os ânimos, levando a uma escalada que não resolverá a crise de modo pacífico.
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Papa Francisco volta a tratar da realidade dos idosos em novo ciclo de catequeses: “diálogo entre as gerações fortifica a família humana”
A realidade dos idosos e o diálogo entre as gerações tem sido trabalhado pelo Papa Francisco em novo ciclo de catequeses. Na audiência geral de 2 de março, Francisco tratou da temática “Longevidade: símbolo e oportunidade”.
Para iniciar, Francisco lembrou que a bíblia traz algumas genealogias, que seguem por séculos. “Esta cadência secular do tempo, narrada em estilo ritual, confere à relação entre longevidade e genealogia um profundo significado simbólico, forte, muito forte”, apontou o Pontífice.
“É como se a transmissão da vida humana, tão nova no universo criado, exigisse uma iniciação lenta e prolongada. Tudo é novo, no início da história de uma criatura que é espírito e vida, consciência e liberdade, sensibilidade e responsabilidade. Durante este longo período de tempo, a qualidade espiritual do homem é também lentamente cultivada. Os tempos de transmissão são mais curtos, mas os tempos de assimilação requerem sempre paciência”, continuou o Papa.
O Santo Padre destacou que o excesso de velocidade, que agora obceca todas as fases da nossa vida, torna cada experiência mais superficial e menos “nutriente”. “Os jovens são vítimas inconscientes desta divisão entre o tempo do relógio, que quer ser queimado, e os tempos da vida, que requerem uma adequada “fermentação”. Uma vida longa permite experimentar estes longos tempos, e os danos da pressa”, disse.
Segundo o Papa, a velhice certamente impõe ritmos mais lentos: mas não são apenas tempos de inércia. De fato, a medida destes ritmos abre, para todos, espaços de significado da vida desconhecidos pela obsessão da velocidade. “A perda de contato com os ritmos lentos da velhice fecha estes espaços para todos”, ressaltou.
Para o Pontífice, a aliança entre as duas gerações extremas da vida, crianças e idosos, também ajuda as outras duas, jovens e adultos, a criar laços entre si para tornar a existência de todos mais rica em humanidade. “É necessário o diálogo entre as gerações, se não há diálogo entre jovens, idosos e adultos, se não há diálogo, cada geração permanece isolada e não pode transmitir a mensagem. Um jovem que não está ligado às suas raízes que são os avós, não recebe a força, como a árvore, das raízes, e cresce mal, cresce doente, cresce sem referência. É preciso buscar como uma exigência humana o diálogo entre as gerações. É importante o diálogo entre avós e netos que são os dois extremos”, reforçou.
“Esta sociedade que tem o espírito do descarte, descarta as crianças que não são bem-vindas e descarta os idosos, descarta, não são necessários. A velocidade nos coloca numa centrífuga que nos varre como confetes. Perdemos completamente de vista o todo. Cada um agarra-se ao seu pedacinho, flutuando sobre os fluxos da cidade-mercado, para a qual ritmos lentos são perdas e velocidade é dinheiro. A velocidade excessiva pulveriza a vida, não a torna mais intensa. A sabedoria nos pede para perder tempo”, completou Francisco.
O ritmo dos idosos
O Papa destacou a importância de perder tempo com os filhos, com as crianças, pois este diálogo é fundamental para a sociedade. Não somente com os pequenos, mas com os idosos, com um avô ou uma avó “que talvez não raciocina bem ou perdeu a capacidade de falar, mas você está ali com ele ou com ela, perdendo tempo, e esse perder tempo, fortifica a família humana”. Segundo Francisco, “crianças e idosos nos dão outra capacidade de ver a vida”.
“Os ritmos da velhice são um recurso indispensável para apreender o significado da vida marcada pelo tempo. Os idosos têm o seu ritmo, mas são ritmos que nos ajudam. Graças a esta mediação, com os idosos, o destino da vida ao encontro com Deus torna-se mais crível: um desígnio que se esconde na criação do ser humano “à sua imagem e semelhança” e que é selado com o Filho de Deus que se fez homem”, disse o Pontífice.
Aliança das gerações
Francisco ressaltou que nos tempos atuais há uma maior longevidade da vida humana e que isto nos dá a oportunidade de incrementar a aliança entre todos os tempos da vida. “Temos de fazer mais aliança, nos ajuda aumentar e aliança também com o sentido da vida na sua totalidade. O sentido da vida não está somente na idade adulta, dos vinte cinco anos aos sessenta, não. O sentido da vida vai do nascimento até a morte e você tem de ser capaz de dialogar com todos, cultivar relações afetivas com todos. Assim a sua maturidade será mais rica, mais forte”, apontou.
O Santo Padre finalizou com uma oração. “A aliança das gerações é indispensável. Numa sociedade em que os idosos não falam com os jovens, os jovens não falam com os idosos, e os adultos não falam com os idosos e nem com os jovens, é uma sociedade estéril, sem futuro, uma sociedade que não olha para o horizonte, mas olha a si mesma, e se torna sozinha. Que Deus nos ajude a encontrar a música adequada para esta harmonização das diferentes idades, crianças, idosos e adultos, todos juntos, uma verdadeira sinfonia de diálogo”, concluiu o Papa.
Essa nova fase de catequese foi iniciada na audiência geral de 23 de fevereiro. Na ocasião, Francisco disse que “a velhice é um dom de sabedoria e maturidade para todas as idades da vida”.
Diálogo entre as gerações
A velhice pede dignidade:
Bento XV: a paz será estável se for justa apaziguando ódios e rancores
Nestes tempos, abalados pelo drama da guerra na Ucrânia, recordamos o primeiro documento magisterial pontifício dedicado exclusivamente ao tema da paz: a Encíclica de Bento XV, “Pacem, Dei Munus Pulcherrimum”, publicada em 1920
Em 1920, a Europa ainda estava abalada pelas feridas abertas da I Guerra Mundial e pelas questões não resolvidas que levariam ao início da Segunda Guerra Mundial. O Tratado de Versalhes havia oficialmente posto um fim à guerra, mas não tinha sido encontrada nenhuma solução definitiva para as questões que provocaram o início da guerra. Foi nesta época, marcada por frágeis equilíbrios, que Bento XV, publicou a Encíclica Pacem, Dei Munus Pulcherrimum ("Paz, maravilhosa dádiva de Deus"), em 23 de maio de 1920, Pentecostes. No texto escrevia que nenhuma paz pode ser consolidada, se "ódios e ressentimentos não forem apaziguados" e se não for uma paz "justa, honrada e duradoura". Já três anos antes, Bento XV descrevera a guerra como “um massacre inútil”.
Depor os ódios e ajudar os que sofrem
Para os cristãos, Bento XV, como o Papa Francisco hoje, pede para estarem perto daqueles que sofrem: "Nós vos rogamos, pelas entranhas da caridade de Cristo, que luteis, tanto quanto possível, não somente para induzir os fiéis que vos foram confiados a depor seus ódios e a perdoar suas ofensas, mas também para promover com maior intensidade todas aquelas obras de caridade cristã que serão de ajuda aos necessitados, de conforto aos aflitos, de proteção aos fracos, e que, em suma, trarão alívio oportuno e múltiplo a todos aqueles que sofreram os maiores danos da guerra".
Pessoas com sinais das atrocidades da guerra
Os horrores da guerra descritos na Encíclica Pacem, Dei Munus Pulcherrimum, são os mesmos que são relatados na Ucrânia e nos países hoje devastados pelos conflitos: "Se olharmos em volta, onde a guerra se desencadeou, aparecerão diante de nós imensas regiões de desolação e miséria, incultas e abandonadas". Como no passado, estamos diante de "um quadro de misérias" no qual "uma humanidade oprimida" sofre e pede ajuda: "Multidões são reduzidas a tais extremos que lhes falta pão, roupas e abrigo; muitas viúvas e órfãos estão esperando por algum tipo de ajuda; uma incrível multidão de pessoas necessitadas, especialmente crianças e jovens, testemunham em seus corpos instáveis a atrocidade da guerra". “Nunca houve dias", escreve ainda o Pontífice, "em que os limites da caridade mais do que agora deveriam ser ampliados, já que todos nós somos oprimidos e perturbados pela mais grave das angustias".
Uma Liga de Nações para garantir a paz
Bento XV espera pela criação de uma Liga das Nações que possa garantir a paz no futuro: "Seria verdadeiramente desejável ... que todos os Estados, uma vez removidas as suspeitas mútuas, se unissem em uma única sociedade ou, melhor, quase em uma família de povos, tanto para garantir a cada um a sua independência como para salvaguardar a ordem da sociedade civil. A formação desta sociedade de nações é encorajada, além de muitas outras considerações, pela necessidade geralmente reconhecida de reduzir, se não abolir, as enormes despesas militares que não podem mais ser suportadas pelos Estados, a fim de evitar tais guerras mortíferas e terríveis no futuro, e de assegurar a cada povo, dentro de seus justos limites, a independência e a integridade de seu próprio território”.
A paz precisa de caridade
Portanto neste dramático momento histórico estão refletidas as páginas dolorosas já vividas pela humanidade. A paz precisa, como lemos na encíclica "Pacem, Dei munus pulcherrimum", não de acordos extemporâneos, mas de soluções duradouras. E a semente da paz não pode criar raízes, lembra Bento XV, a menos que todos os rancores sejam depostos através de "uma reconciliação fundamentada na caridade mútua". Este "preceito da caridade" se reflete nas palavras de Jesus: "Amai vossos inimigos; fazei bem aos que vos odeiam; rezai por aqueles que vos perseguem e difamam". É "árduo e difícil obedecer a esta lei", mas os cristãos por primeiro, sublinhou Bento XV, são chamados a imitar Jesus que na cruz disse estas palavras: "Pai, perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem". Estas palavras devem ser acompanhadas de oração e caridade que, como escreve o Papa Bento XV, é o selo de uma paz autêntica.
Fonte: Bento XV: a paz será estável se for justa apaziguando ódios e rancores - Vatican News
Inscrições abertas para o Seminário Nacional de Iniciação à Vida Cristã para Presbíteros
Pela primeira vez, a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, da CNBB, promove um Seminário Nacional de Iniciação à Vida Cristã direcionado aos presbíteros. A iniciativa ocorrerá de 5 a 7 de abril, por meio da plataforma Zoom, das 8h30 às 12h, e contará com certificação emitida pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, a PUC-Rio.
A proposta, segundo Mariana Venâncio, assessora da Comissão, é que o seminário reflita sobre as implicações pastorais da Iniciação à Vida Cristã (IVC); o papel da Catequese a serviço da IVC, além de abordar temas importantes para se compreender a teologia da IVC, como a mistagogia, por exemplo”.
“Além disso, o seminário irá apresentar experiências e pistas para a implementação do projeto da IVC, que poderão orientar os presbíteros que tiverem dúvidas sobre como começar”, argumentou.
Padre Jânison de Sá, também assessor da Comissão, acrescentou que a iniciativa buscará animar e motivar todos os presbíteros para que possam assumir sempre mais o projeto da Iniciação à Vida Cristã.
“Nós percebemos a necessidade, a urgência desse maior envolvimento de todos os padres nessa missão tão bonita que é iniciar na fé às pessoas, às gerações. E por isso a presença, o apoio, a atuação do presbítero é fundamental”, disse.
O assessor destacou também que a Comissão espera contar com a presença dos presbíteros para uma melhor compreensão, reflexão e prática de uma catequese à serviço da Iniciação à Vida Cristã com inspiração catecumenal nas paróquias e comunidades.
Inscrições e programação
As inscrições para participar do Seminário poderão ser realizadas até o dia 30 de março, no formulário disponível no Google Forms (clique aqui). Aqueles que se inscreverem, posteriormente, receberão o link de acesso ao seminário via e-mail.
Confira a programação completa:
05/04
8h30 – Saudações iniciais:
Dom Joel Portella Amado (Secretário Geral da CNBB)
Dom João Francisco Salm (Presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada)
Dom Waldemar Passini (Comissão para a Animação Bíblico-Catequética)
Pe. Waldecir Gonzaga (Diretor do Departamento de Teologia da PUC-Rio)
Pe. José Adelson Rodrigues (Comissão Nacional de Presbíteros)
09h – Oração inicial
09h20 – A Iniciação à Vida Cristã: uma apresentação do Documento 107 – Pe. Abimar de Moraes
10h20 – Interação
10h40 – A teologia da IVC – Dom Antônio Luiz Catelan Ferreira
11h40 – Interação e encerramento
06/04
8h30 – Oração inicial e saudação – Dom José Antônio Peruzzo (Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética)
09h – Querigma e mistagogia na IVC – Irmã Sueli da Cruz Pereira e pe. Patrick Brandão
10h20 – Interação
10h40 – O caminho de implementação da IVC: sugestões práticas – Irmã Maria Aparecida Barboza e Pe. Cláudio D’Angelo Castro
11h40 – Interação e encerramento
07/04
8h30 – Oração inicial e saudação – Dom Armando Bucciol (Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética)
9h – Mesa-redonda: Experiências de implementação da IVC nas Dioceses
Mediação: Pe. Jânison de Sá e Mariana A. Venâncio (assessores da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética)
Experiências:
Dom Carlo Verzeletti (Diocese de Castanhal, Regional Norte 2)
Pe. Edson de Bortoli (Diocese de Caçador – Santa Catarina);
Pe. Leandro Francisco Pagnussat (Diocese de Goiás);
Pe. Erickson Ramos da Silva (Diocese de Jundiaí-SP);
Pe. Bruno Moreira Rodrigues e pe. Emílio José Castelo Ferreira (Arquidiocese de Fortaleza).
11h30 – Interação
Fonte: Inscrições abertas para o Seminário Nacional de Iniciação à Vida Cristã para Presbíteros - CNBB
Romaria dos Bispos Eméritos do Regional Sul 1 a Aparecida
Nesta segunda-feira, dia 7 de março, aconteceu a primeira peregrinação dos Bispos Eméritos do Regional Sul 1 ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, que se iniciou com a celebração da Santa Missa, presidida por Dom Nelson Westrupp, SCJ, bispo emérito da Diocese de Santo André, e membro da Comissão Nacional dos Bispos Eméritos. No início da celebração, os Bispos foram acolhidos pelo arcebispo metropolitano Dom Orlando Brandes, que expressou sua alegria em receber os bispos eméritos na casa da Mãe Aparecida.
Após a celebração, os bispos eméritos se reuniram com a presidência do Regional Sul q da CNBB, e cada um pode partilhar a vida, os desafios da emeritude, e as atividades que têm realizado. Na ocasião Dom Nelson expressou sua alegria pelo encontro e destacou a importância da iniciativa. Dom Pedro Luiz Stringhini, Bispo de Mogi das Cruzes e Presidente do Regional, em sua fala agradeceu a presença dos Bispos Eméritos e destacou a importância do ministério episcopal de cada um, dizendo ser um dom de Deus e testemunho para toda a Igreja.
O encontro foi encerrado com um almoço oferecido pela comunidade redentorista do Santuário Nacional. Foi um bonito momento de convivência, partilha e oração, destacou o padre Thiago Faccini Paro, secretário executivo do Regional, que informou que os Bispos presentes fixaram que a romaria deverá acontecer todos os anos, sempre na primeira segunda-feira da quaresma.
O encontro também contou com a presença de Dom Moacir Silva, Arcebispo de Ribeirão Preto e referencial para os Bispos eméritos e de toda a Presidência do Regional Sul 1 da CNBB. Atualmente o estado de São Paulo tem 32 bispos eméritos.
Fonte: Romaria dos Bispos Eméritos do Regional Sul 1 a Aparecida | CNBB Regional Sul 1 (cnbbsul1.org.br)
Francisco: penso nas mães e seus filhos que fogem das guerras, que o mundo reencontre a concórdia
No Dia Internacional da Mulher, pensemos nas mulheres que estão sofrendo com a guerra que está sendo travada na Ucrânia. Neste ano, o Papa exortou a olhar para a humanidade das mulheres que pode regenerar o mundo.
Olhando para Maria com o Filho nos braços, penso nas jovens mães e nos seus filhos que fogem das guerras e da fome ou que esperam nos campos de refugiados. São tantos! Que a Rainha da paz obtenha concórdia para os nossos corações e para o mundo inteiro.
O Papa recorda num tuíte em sua conta @Pontifex para o Dia Internacional da Mulher, o sofrimento e a dor de tantas mulheres. Ele exorta a olhar para Maria a fim de que o mundo possa reencontrar seu caminho através da oração à Virgem.
Em lágrimas enquanto se despedem de seus maridos, sólidas em abraçar seus filhos assustados, corajosas em gritar nas ruas "não" a uma guerra que não pertence a ninguém, prontas para ajudar os soldados que deveriam ser inimigos, e que, em vez disso, são jovens assustados e frágeis. O conflito entre Rússia e Ucrânia mostrou o rosto das mulheres de hoje: um poliedro composto de cuidado, força, delicadeza, mas sobretudo expressão de um amor que, na dor, se torna casa e abrigo.

Mulheres, uma combinação de sonhos e concretude
Para essas mulheres, sejam elas russas ou ucranianas, o mundo olha hoje no Dia Internacional da Mulher dedicado a elas e no qual as palavras do Papa Francisco, proferidas várias vezes, parecem costuradas em sua pele queimada pela dor. Na solenidade da Mãe de Deus, 1º de janeiro passado, o Pontífice recordou Maria, mulher que "protege meditando" e sublinhou que "as mães olham o mundo não para explorá-lo, mas para que tenha vida: olhando com o coração, conseguem manter juntos os sonhos e a concretude".
Enquanto as mães dão a vida e as mulheres custodiam o mundo, vamos todos trabalhar para promover as mães e proteger as mulheres. Quanta violência há contra as mulheres! Chega! Ferir uma mulher é ultrajar Deus, que obteve a humanidade de uma mulher, não de um anjo, não diretamente: de uma mulher. Assim como de uma mulher, a Igreja toma a humanidade dos filhos.

Maria e a piedade
A violência contra as mulheres é um problema "quase satânico", disse o Papa em sua entrevista televisiva a Mediaset em dezembro de 2021, depois de ouvir o testemunho de vida familiar difícil de Joana. A ela, ele repetiu a palavra "dignidade":
Qual é a dignidade das mulheres espancadas e abusadas? Uma imagem me vem à mente ao entrar na Basílica. À direita, a piedade de Nossa Senhora, Nossa Senhora humilhada diante de seu filho nu, crucificado, malfeitor aos olhos de todos. Aquela é a mãe que o criou, totalmente humilhada. Mas ela não perdeu sua dignidade e olhar aquela imagem em momentos difíceis como o seu de humilhação e onde se sente de perder a dignidade, olhar aquela imagem nos dá força... Olhe para Nossa Senhora, fique com essa imagem de coragem.
O olhar de esperança
Humilhação, sofrimento e dureza de espírito: hoje, no coração de cada mulher, em momentos particulares da vida, se continua vivendo esta oscilação. Há o cuidado, há o olhar que se apoia na fragilidade, na dor, por exemplo dos próprios filhos. Esse olhar feminino - explicou o Papa - transforma o desânimo e oferece esperança mesmo num cenário de guerra.
Vêm à mente os rostos das mães que cuidam de um filho doente ou em dificuldade. Quanto amor há em seus olhos, que enquanto choram sabem infundir motivos de esperança! O seu olhar é consciente, sem ilusões, mas para além da dor e dos problemas oferece uma perspectiva mais ampla, a do cuidado, do amor que regenera a esperança.
Há palavras-chave nestes pronunciamentos de Francisco que fazem suspirar de alívio, porque nas mulheres, ainda que maltratadas, abusadas e vítimas, há a semente de Deus que é Amor, há o exemplo de Maria que ajuda, há o seu sim que não é rendição, mas confiança no Senhor e também numa humanidade que nestes dias não vê luz e que parece aniquilada pelo ruído doloroso da guerra.
CNBB e organismos da Igreja no Brasil lançam mensagem contra Projetos de Lei que regularizam a mineração em terras indígenas
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e organismos da Igreja do Brasil divulgaram nesta segunda-feira, 7 de março, uma mensagem contra o Projeto de Lei (PL) nº 490/2007, que dificulta a demarcação de terras indígenas, e o PL 191/2020, que regulariza a mineração em terras indígenas.
No documento, as organizações manifestam “preocupação com as iniciativas econômicas ligadas à mineração” e fazem um chamado para que todos os cristãos “protejam a vida, os povos originários e as florestas”. O texto afirma ainda que “ministros e lideranças do governo falam há dois anos em ‘passar a boiada’ enquanto o povo está ‘distraído’ e que “agora, com o planeta olhando com atenção à guerra que acontece na Europa, parlamentares governistas querem apreciar em regime de urgência essas proposições, a começar pelo PL 191/20”.
Para as organizações, a não promoção de uma discussão ampla com o conjunto da sociedade brasileira esconde o verdadeiro desastre social, ambiental e trabalhista que tem sido recorrente nas atividades mineradoras, se agravando os conflitos com povos indígenas. Assinam a carta os presidentes da Comissão Episcopal Especial para a Ecologia Integral e Mineração, a Rede Eclesial Pan-Amazônica – REPAM-Brasil e o Conselho Indigenista Missionário (CIMI).
Leia a carta na íntegra ou acesse o PDF aqui
Povos indígenas na casa comum: um direito inviolável
Louvado sejas, meu Senhor, que no Cântico das Criaturas recordas que a Terra, a nossa Casa Comum, se pode comparar ora a uma irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma boa mãe, que nos acolhe nos seus braços. Nós mesmos somos terra (cf Gen 2,7; LS 1-2).
Desde o processo que culminou na promulgação da Constituição Federal de 1988, está havendo uma investida para apropriação dos territórios indígenas – seja por mineradoras ou por empresários do agronegócio. Nos dois últimos anos, o Parlamento brasileiro tem tentado permitir a mineração em territórios indígenas, por meio dos Projetos de Lei 490/2007 e 191/2020, que se tornaram prioridades anunciadas pelo Governo Federal, por meio da Portaria nº 667, de 9 de fevereiro de 2022.
O primeiro projeto permite exploração mineral, turismo, agronegócio e cria o marco temporal, enquanto o segundo propõe a permissão de pesquisa e da lavra de recursos minerais e hidrocarbonetos, bem como o aproveitamento de recursos hídricos para geração de energia elétrica em terras indígenas, e institui a indenização pela restrição do usufruto de terras indígenas.
Não é à toa que ministros e lideranças do governo falam há dois anos em “passar a boiada” enquanto o povo está distraído. Agora, com o planeta olhando com atenção à guerra que acontece na Europa, parlamentares governistas querem apreciar em regime de urgência essas proposições, a começar pelo PL 191/20. Sem discussão com o conjunto da sociedade brasileira, esconde-se o verdadeiro desastre social, ambiental e trabalhista que tem sido recorrente nas empresas de extração mineral, se agravando os conflitos com povos indígenas.
Reiteradamente, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem manifestado preocupação com as iniciativas econômicas ligadas à mineração, para alterar os territórios preservados em nosso País. É um chamado a todos os cristãos para que protejam a vida, os povos originários e as florestas. Não aceitamos a legalização da poluição dos rios e das populações com mercúrio, a destruição dos barrancos e dos igarapés, a abertura de novas frentes de desmatamento da Amazônia e o genocídio dos povos.
A vida está em primeiro lugar, perante qualquer tipo de argumentação para o desenvolvimento econômico. Para qualquer iniciativa, se faz muito necessário um amplo e irrestrito debate com o conjunto da sociedade brasileira, principalmente os povos indígenas, que bem-informados precisam decidir sobre os usos do território, respeitando-se seus direitos já consagrados na Constituição e nos Acordos e Convenções internacionais dos quais o Brasil é signatário.
A crise no equilíbrio climático, os fenômenos meteorológicos extremos, a contaminação de territórios até agora protegidos, a criminalização e perseguição de lideranças que defendem suas comunidades e territórios são fruto dos projetos gananciosos do extrativismo predatório, associados a grandes empresas e bancos internacionais. Parar a tramitação desses projetos e iniciar um debate aberto e profundo é o mínimo que exigimos de nossos parlamentares.
Brasília-DF, 4 de março de 2022.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)
Dom Sebastião Lima Duarte
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral Especial Ecologia Integral e Mineração
Dom Erwin Kräutler
Presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica – REPAM-Brasil
Dom Roque Paloschi
Presidente do Conselho Indigenista Missionário (CIMI)
O Papa canonizará, em 15 de maio, o mártir do nazismo Titus Brandsma, primeiro jornalista a ser elevado aos altares
O Papa Francisco presidiu a Hora Terça e o Consistório Ordinário Público para a votação de algumas Causas de Canonização, na manhã desta sexta-feira (04/03), na Sala do Consistório.
“Rezarei por você”. O carmelita Titus Brandsma pronunciou estas três palavras, as últimas de sua vida, à enfermeira que, por ordem das autoridades nazistas do campo de concentração de Dachau, aplicou nele uma injeção letal. Um perdão, invocado pelo religioso, professor e jornalista, em seus últimos instantes de vida, na conclusão de uma vida de santidade traduzida em coragem e determinação durante os anos sombrios da invasão nazista.
Santidade que agora é reconhecida pela Igreja, que o canonizará em 15 de maio próximo junto com duas religiosas, a francesa Maria Rivier e a italiana Maria de Jesus, numa grande cerimônia na Praça São Pedro que também elevará à honra dos altares sete beatos cuja canonização foi decretada pelo Papa no Consistório de 3 de maio de 2021, sem fixar uma data por causa da pandemia. A cerimônia foi então marcada para maio. Dentre os beatos está também Charles De Foucauld, religioso francês e explorador do Saara e da cultura tuaregue, ponte de diálogo entre as religiões.
Dez novos santos em 15 de maio
Em 15 de maio, serão dez os novos santos proclamados pelo Papa Francisco. No início da cerimônia desta sexta-feira (04/03), o prefeito da Congregação das Causas dos Santos, cardeal Marcello Semeraro, leu os nomes e apresentou um breve perfil dos três beatos, “irmãos e irmãs que acolheram a luz de Deus em seus corações e a transmitiram ao mundo, cada um de acordo com sua própria tonalidade”. Os milagres a eles atribuídos e reconhecidos pelo Papa, acrescentou o cardeal, “são um sinal de que o povo de Deus não só admirou o seu martírio ou o exercício heroico de suas virtudes, mas também reconheceu sua proximidade a Deus a ponto de confiar na intercessão deles”.
Brandsma, professor e jornalista contra o nazismo
“Homem manso, mas determinado”, Brandsma, natural da Holanda, onde a devoção a ele é profunda e difundida, em virtude do papel de assistente eclesiástico dos jornalistas católicos, assim nomeado pelos bispos holandeses em 1935, utilizou a rede de jornais católicos para defender a liberdade de informação e a dignidade de cada pessoa e condenar as ideologias nazistas, das quais criticou duramente a abordagem anti-humana. Os seus corajosos escritos tornaram-se um ponto de referência para a resistência moral e cultural do povo holandês, mas entraram em choque com o Reich que temia “aquele professor maligno”, como dizia a manchete do jornal berlinense Fridericus, e decidiu silenciá-lo.
O pretexto foi a carta circular Brandsma enviada em 31 de dezembro de 1941 a todos os jornais católicos, exortando-os a não publicar anúncios do Movimento Nacional Socialista exaltava a “raça”. Caso contrário, dizia, “eles não deverão mais ser considerados católicos e não deverão e não poderão contar com os leitores e assinantes católicos”. Padre Tito foi preso em janeiro de 1942 como um perigoso subversivo e levado para Amersfoort, um “campo de trânsito” à espera da deportação. Os detalhes de seus dias de prisão são conhecidos graças a um diário e algumas cartas enviadas aos superiores, confrades, familiares e amigos. Nelas, a carmelita descreveu o espaço pequeno de sua cela, os maus-tratos, sem expressar tristeza ou reclamações. Embora impossibilitado de receber a comunhão, ele dizia de sentir-se em casa na prisão porque Deus estava ao seu lado.
Morte em Dachau
Ele manteve a mesma serenidade até sua morte ocorrida, em Dachau, através de uma injeção de veneno. A enfermeira que o injetou o ácido fênico relatou seus últimos momentos de vida, durante o interrogatório do processo de canonização: “Ele pegou minha mão e disse: ‘Pobre jovem que você é, eu rezarei por você!” A viagem terrena de Brandsma concluiu-se em 26 de julho de 1942, aos 61 anos. Em 3 de setembro de 1985, João Paulo II o proclamou beato e mártir da fé. Agora, com Francisco, ele se torna santo. O milagre que atribuído à sua intercessão foi a cura de um sacerdote carmelita de um “melanoma metastático dos linfonodos” em 2004 em Palm Beach (EUA).
Maria Rivier, uma vida dedicada à educação
Com a Brandsma, será canonizada a francesa Maria Rivier. Sua santidade foi cultivada desde o tempo em que criança que sofria de uma doença que a impedia de andar, prometeu à Virgem Maria que, se ela fosse curada, dedicaria sua vida à educação das crianças. Ela foi curada e aos 18 anos abriu uma escola para crianças em sua cidade natal. Na época da Revolução Francesa, tão hostil à religião católica e suas instituições, seu carisma fundador floresceu: a jovem fundou a Congregação das Irmãs da Apresentação de Maria. As irmãs se dedicaram não somente à formação religiosa e educação das jovens, mas também a um verdadeiro apostolado para o despertar da fé e da prática religiosa nas paróquias onde reuniam as pessoas todos os domingos, explicando a doutrina e convidando-as à oração. Maria Rivier morreu em 3 de fevereiro de 1738 e foi beatificada por João Paulo II em 1982. O milagre atribuído à sua intercessão diz respeito à recuperação vital, em 2013, de um menino de Meru, no Quênia, que nasceu não obstante a “ausência prolongada de atividade cardíaca, respiratória e neurológica”.
Maria de Jesus, a “Senhora” a serviço do pobres e pequenos
Maria de Jesus, fundadora das Irmãs Capuchinhas da Imaculada de Lourdes, nasceu em Palermo sob o nome de Carolina Santocanale, em uma família rica. Na casa de seus avós em Monreale, ela viu a necessidade de seu povo por assistência e educação. Então ela abandonou a ideia de uma vida de clausura, que cultivava desde menina, e se colocou a serviço da população, que a chamava de “senhora”, mas que admirava sua humildade. Ela abraçou a espiritualidade franciscana e tornou-se terciária. Reuniu outras jovens que queriam passar a vida ajudando o próximo. Estabeleceu-se na cidade de Cinisi, onde, no oratório, abriu um jardim de infância, um educandário e uma oficina de costura. Trabalhou até o último de seus dias e morreu ao final de um dia cansativo em 1923. O milagre de sua canonização diz respeito a duas gravidezes levadas a termo, entre 2016 e 2017, por uma mulher siciliana que sofria de uma doença grave que havia causado sua infertilidade.
Nove cardeais elevados à Ordem dos Presbíteros
No final do Consistório, seguiu-se a Optatio de nove cardeais da Ordem dos Diáconos para a Ordem dos Presbíteros. Eles são os cardeais Manuel Monteiro de Castro, (Diaconia de Domenico di Guzmán); Santos Abril y Castelló, (San Ponziano); Antonio Maria Vegliò, (San Cesareo in Palatio); Giuseppe Bertello, (Santissimi Vito, Modesto e Crescenzia); Francesco Coccopalmerio, (San Giuseppe dei Falegnami); João Braz de Aviz, (Santa Elena fora de Porta Prenestina); Edwin Frederick O’Brien, (San Sebastiano al Palatino); Domenico Calcagno, (Anunciação da Santíssima Virgem na Via Ardeatina); Giuseppe Versaldi, (Sagrado Coração de Jesus em Castro Pretorio).
A Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB disponibilizou para os jovens um Planner Quaresmal

Seu dia é um reflexo do amor de Deus? O período quaresmal é tempo de graça e de reflexão para toda a Igreja a partir da oração, jejum e caridade. Neste ano, a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude (CEPJ) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) traz uma proposta para todos os jovens: o Meu Planner Quaresmal.
Ele funciona como um guia diário para registrar a rotina do jovem nos dias da quaresma. Clique aqui para fazer o download.
A proposta é ajudar as juventudes do Brasil para uma vivência mais íntima neste tempo litúrgico que nos prepara para a Semana Santa e Páscoa e que nos estimula à conversão, à melhoria de nós mesmos, e isso não é possível sem revermos a qualidade das nossas relações fraternas.
O bispo auxiliar da arquidiocese de Belém e membro da CEPJ, dom Antônio de Assis Ribeiro, SDB, bispo auxiliar na Arquidiocese de Belém e membro da CEPJ, convida os jovens para esse tempo favorável para conversão do coração para não caírem no individualismo, na violência, nos vícios e na indiferença aos outros.
“Assim como não existe verdadeiro amor a Deus sem o amor ao próximo, também não existe autêntica conversão sem nos educarmos para a fraternidade. A conversão profunda passa por um processo de educação de cada um de nós como mudança de mentalidade que reorienta a nossa vida, que gera atitudes novas e promove o nosso desenvolvimento integral”, afirmou.
O prelado, em nome da Comissão para a Juventude, deseja uma Santa quaresma as jovens brasileiros. “Que seja um tempo caracterizado por um forte esforço em vista do crescimento pessoal para ser mais sereno e equilibrado consigo mesmo e mais humano para com os outros, sobretudo, para com os parentes, amigos e colegas de estudo ou trabalho”, exorta o bispo
Como o “Meu Planner Quaresmal” funciona?
Ele está dividido em blocos que ajudam a organizar as ações. Duas partes são reservadas para anotações para iniciar o dia e outro em seu término, chamados de “Manhã” e “Noite”, onde o jovem irá anotar o que fez o seu dia mais próximo de Deus e aos irmãos e seus agradecimentos. Outros três blocos são reservados à oração e reflexão. Há o local do jovem colocar suas intenções de oração do dia, qual passagem do Evangelho irá ler e o que esta lhe disse ao coração.
Clique, baixe e imprima agora mesmo: Meu Planner Quaresmal
Os jovens e a CF 2022
O bispo de Valença (RJ) e presidente da Comissão para a Juventude da CNBB, dom Nelson Francelino Ferreira, conclama os jovens de todo o país para um protagonismo desse novo cenário de educação que há de brotar com todo empenho em busca de uma educação que gere vida e vida em plenitude.
O prelado afirma que, neste momento da pandemia, a construção de um ‘novo normal’ desafia as juventudes. Segundo ele, o cenário de medo, insegurança e apreensão “nos fez reencontrar nossa fragilidade, impotência, humanidade. Vejo com alegria no cenário juvenil do nosso Brasil esse brotar de novas atitudes, iniciativas e mentalidades sobretudo em relação ao meio ambiental, economia, justiça, verdade, autenticidade, coragem, profetismo”, afirma.
Por outro lado, dom Nelson afirma que essa realidade não aparece na grade curricular estudantil e nas salas de aula. De acordo com ele, “estamos com uma educação muito direcionada para o sucesso profissional, de conseguir dinheiro e conquistar um lugar de destaque na sociedade. Sentimos falta, contudo, de valores como vida, cuidado e responsabilidade, como vemos no apelo do Papa Francisco na Christus Vivit”.
Os jovens neste contexto, segundo o presidente da Comissão para a Juventude da CNBB, são convidados a lançar cenários e horizontes esquecidos por diversos interesses, mas chamados ao protagonismo da cultura do cuidado, da paz, que pode frear essa perspectiva da ambição e desumanidade.
“Conclamo toda a juventude o Brasil a fazer parte, organizar esse modo de pensar para um mundo que sonhamos e do qual temos condições de assumir o protagonismo e reparar os equívocos que esquecem o ser humano na sua essência. Assim, estaremos dando nossa contribuição na construção do Reino de Deus com uma juventude conectada, criativa e inspiradora que não abre mão de seus valores”, exorta.
Subsídio da CF 2022 para os jovens
O bispo lembrou que a Edições CNBB lançou um subsídio específico para os jovens vivenciarem a Campanha da Fraternidade. O material é destinado aos grupos de jovens e idealizado para ampliar a reflexão sobre a indispensável relação entre fraternidade e educação, com o objetivo de encorajar o engajamento desse importante público nas questões apresentadas pelo tema e pelo lema da campanha. O subsídio está disponível para compra no site da editora. Clique aqui para acessar.
Gesto concreto: Coleta Nacional da Solidariedade
A Campanha da Fraternidade tem como gesto concreto a Coleta Nacional da Solidariedade, realizada no Domingo de Ramos nas comunidades de todo o Brasil. Os recursos são destinados aos Fundos Diocesanos e Nacional da Solidariedade, os quais apoiam projetos sociais relacionados à temática da campanha. Em 2021, o Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) da CNBB, apoiou 80 projetos, nos quais as entidades que se candidataram se comprometeram, entre outros aspectos, a prestar contas periódicas de sua efetivação e resultados.













