O Papa: o cristão é como São José, deve proteger
"Ser cristão não é apenas receber a fé, confessar a fé, mas proteger a vida, a própria vida, a vida dos outros, a vida da Igreja", disse Francisco na Audiência Geral.
"São José, padroeiro da Igreja Universal" foi o tema da última catequese do Papa Francisco sobre São José, na Audiência Geral desta quarta-feira (16/02), realizada na Sala Paulo VI.
Segundo o Papa, "estas catequeses são complementares à Carta apostólica Patris corde, escrita por ocasião dos 150 anos da proclamação de São José como Padroeiro da Igreja católica pelo Beato Pio IX". "Mas o que significa este título? O que significa que São José é padroeiro da Igreja?", perguntou Francisco.
No final de cada história em que José é o protagonista, o Evangelho observa que ele toma consigo o Menino e a sua mãe e faz o que Deus lhe ordenou. A tarefa de José é proteger Jesus e Maria. Jesus, Maria e José são o núcleo primordial da Igreja. Citando ainda a Patris Corde, o Papa disse que «sempre nos devemos interrogar se estamos protegendo com todas as nossas forças Jesus e Maria, que misteriosamente estão confiados à nossa responsabilidade, à nossa guarda». Aqui há "um traço muito bonito da vocação cristã: proteger. Proteger a vida, proteger o desenvolvimento humano, proteger a mente humana, proteger o coração humano, proteger o trabalho humano... O cristão é - podemos dizer - como São José: ele deve proteger. Ser cristão não é apenas receber a fé, confessar a fé, mas proteger a vida, a própria vida, a vida dos outros, a vida da Igreja".
"O Filho do Altíssimo veio ao mundo numa condição de grande fragilidade. Ele quis precisar ser defendido, protegido e cuidado", frisou Francisco, acrescentando:
Deus confiou em José, como fez Maria, que encontrou nele o esposo que a amava e respeitava e sempre cuidou dela e do Menino. «Neste sentido, São José não pode deixar de ser o Guardião da Igreja, porque a Igreja é o prolongamento do Corpo de Cristo na história e ao mesmo tempo, na maternidade da Igreja, espelha-se a maternidade de Maria. José, continuando a proteger a Igreja, continua a proteger o Menino e sua mãe; e também nós, amando a Igreja, continuamos a amar o Menino e sua mãe.
Segundo o Papa, "nós devemos aprender com José a “guardar” estes bens: amar o Menino e a sua mãe; amar os sacramentos e o povo de Deus; amar os pobres e a nossa paróquia. Cada uma destas realidades é sempre o Menino e a sua mãe".
Hoje é comum, é de todos os dias criticar a Igreja, para apontar as suas incoerências, os seus pecados, que na realidade são as nossas incoerências, os nossos pecados, porque a Igreja sempre foi um povo de pecadores que encontra a misericórdia de Deus. Perguntemo-nos se, no fundo do coração, amamos a Igreja. De fato, só o amor nos torna capazes de falar plenamente a verdade, de uma forma não partidária; de dizer o que está errado, mas também de reconhecer toda a bondade e santidade que estão presentes na Igreja, começando precisamente por Jesus e Maria. Amar a Igreja, proteger a Igreja e caminhar com a Igreja. Mas a Igreja não é aquele pequeno grupo que está perto do padre e manda em todos, não. A Igreja somos todos, todos nós. A caminho. Guardar um ao outro, guardar reciprocamente. Esta é uma boa pergunta: quando tenho um problema com alguém, tento protegê-lo ou condená-lo imediatamente, falo mal dele, o destruo? Proteger. Proteger
O Papa encorajou os fiéis a pedirem a intercessão de São José nos momentos mais difíceis de suas vidas e de suas comunidades. "Onde os nossos erros se tornam um escândalo, peçamos a São José que nos dê coragem para dizer a verdade, pedir perdão e recomeçar humildemente".
Onde a perseguição impede que o Evangelho seja proclamado, peçamos a São José a força e a paciência para suportar abusos e sofrimentos por amor ao Evangelho. Onde quer que os meios materiais e humanos sejam escassos e nos façam experimentar a pobreza, especialmente quando somos chamados a servir os últimos, os indefesos, os órfãos, os doentes, os descartados da sociedade, rezemos a São José para que seja Providência para nós
Fonte: O Papa: o cristão é como São José, deve proteger - Vatican News
Pascom-Brasil divulga o terceiro podcast da série especial sobre a CF 2022 com reflexão sobre o “Discernir”
A educação na fé, o papel da família no processo educativo e os horizontes da educação cristã integral. Esta é a abordagem do terceiro episódio da série especial CF 2022. A conversa sobre o Discernir é com a jornalista e professora universitária, Suzana Coutinho, e o coordenador do setor de Animação Pastoral da Associação Nacional de Educação Católica (ANEC), Gregory Rial. Quem comanda o bate-papo é o coordenador-geral da Pascom Brasil, Marcus Tullius.

A íntegra da conversa está disponível no Spotify e outros agregadores de podcast.
Confira aqui: T1E3: Discernir · Pascom Brasil (spotify.com)
A fé no processo educativo e a educação cristã integral
“Educação na fé, pois a fé é algo pessoal e cada pessoa vai se educando. É lá que eu vou buscar os meus princípios, o discernimento dos sinais que acontecem ao nosso redor, à luz da fé”, esta é a consideração da professora Suzana sobre a importância da fé no processo educativo. Ela alerta que ela que a tomada de decisões na vida nem sempre é fácil, mas a partir da experiência de fé.
Gregory, que também é professor de Filosofia, destaca que integral é um contraponto ao fragmentado, do rompido e que a educação cristã forma a pessoa em todas as dimensões.
“Falar de uma educação cristã integral, na perspectiva do cristianismo, é assumir uma visão de ser humano muito diferente das visões humanísticas clássicas. O humanismo divide o homem em mente e corpo, espírito e matéria. O cristianismo, especialmente no pós-Vaticano II, está recuperando esta visão integral do ser humano. A antropologia cristã dos séculos XX e XXI tem dado conta de que é preciso compreender o homem em todas as suas dimensões.”
A família
Suzana Coutinho, que também atua na Pastoral da Educação, destaca a gravidade da terceirização do papel educador que a família, às vezes, transfere para outras instâncias. Ela também destaca, a partir das reflexões do Papa Francisco, a importância dos atos que são praticados em família, pois são capazes de motivar as crianças no processo educativo.
“A família é a primeira educadora em todos os sentidos: na vida de fé, nas questões sociais e morais. O papel educativo é muito mais amplo do que pegar um papel e ensinar.”
O coordenador de Animação Pastoral da ANEC reforça que muitas famílias terceirizam para a escola a sua tarefa formativa e alerta para os riscos da frase “a escola ensina e a família educa”. Segundo o educador, as crianças são seres que não dissociam os espaços. “A escola é um tipo de continuidade do ambiente doméstico, que reproduz discursos, aprendizados, comportamentos culturais e vice-versa. Também se leva para a família outros aprendizados que a escola permite ter”, afirma.
Educação para todos
O texto-base destaca a educação como direito universal e que esta é, inclusive, a compreensão da Igreja (cf. Texto-base CF 2022, 187). Gregory destaca que a falta de recursos na educação pública, cortes orçamentários são questões que nos fazem pensar se a educação é realmente prioridade no nosso país.
“Há uma incongruência entre o plano nacional de educação, que é muito bem pensado e é monitorado por diversos órgãos, e as propostas de governos que nós vimos nos últimos anos. Nós temos muitas propostas difusas e pouco recurso. Isso sinaliza que a educação no Brasil não é uma prioriedade. Nós temos projetos de governo para a educação, mas não temos projeto de Estado.”
O educador ainda destaca as disparidades por regiões do Brasil e por áreas. Segundo Gregory, o Anuário Brasileiro da Educação Básica, publicado pela Organização Não-Governamental Todos pela Educação, revela dados tristes.
“Hoje nós temos mais ou menos 15% das escolas rurais que não têm água potável, cerca de 10% não têm energia elétrica e 10% não têm banheiro.Como que você quer dar uma educação de qualidade, se você não tem um espaço minimamente estruturado para que estas pessoas tenham acesso à educação? É muito cômodo levar a discussão da educação para um lado ideológico, discutir visões de mundo e pedagogias, e esquecer de coisas tão básicas e elementares como água e energia na escola.”
Conheça os outros dois podcasts:
Primeiro podcast sobre a CF 2022 aborda quaresma, educação e diálogo – CNBB
Escutar os apelos da realidade educativa é o tema do segundo episódio da série CF 2022 – CNBB
O Papa transfere para os bispos competências reservadas à Santa Sé
Com um motu proprio, Francisco estabelece que os ordinários das Igrejas locais poderão intervir na gestão dos seminários, na formação sacerdotal, na redação de catecismos e em outras áreas sem requerer aprovação do Vaticano, mas uma confirmação mais simples
Uma possibilidade análoga é concedida aos bispos em relação à formação sacerdotal (os bispos podem adaptá-la "às necessidades pastorais de cada região ou província") e à incardinação dos sacerdotes, que a partir de agora podem ser incardinados – para além de em uma Igreja particular ou um em um Instituto religioso - também em uma "associação pública clerical", reconhecida pela Santa Sé, a fim de evitar "clérigos acéfalos e vagantes". O critério de descentralização, mas também de "proximidade", também se reflete no alongamento de 3 para 5 anos do período de "exclaustração", ou seja, a possibilidade que autoriza um religioso a viver fora de seu próprio Instituto por razões sérias. O motu proprio, assim como sobre a competência das Conferências episcopais para publicar catecismos, intervém transferindo da Santa Sé para a responsabilidade das Igrejas locais as decisões sobre possíveis reduções no número de Missas a serem celebradas com relação às intenções e recebimentos.
O bispo dom Marco Mellino, secretário do Conselho de Cardeais e membro do Pontifício Conselho dos Textos Legislativos, explica os princípios gerais que inspiraram o motu proprio do Papa:
O Motu proprio, com o qual algumas normas dos dois Códigos da Igreja católica - o Código de Direito Canônico para a Igreja latina e o Código dos Cânones das Igrejas Orientais para a Igreja oriental - são alteradas, é mais uma peça que se une ao trabalho de reforma que o Papa Francisco começou desde o início de seu pontificado e está prosseguindo.
Responde ao espírito de "descentralização salutar" indicado na Exortação apostólica Evangelii Gaudium, n. 32, com o objetivo de favorecer e valorizar a dinâmica de proximidade na Igreja, sem com isso comprometer a comunhão hierárquica.
A intenção que o anima é profundamente pastoral e está bem delineada no proêmio introdutório do texto, no qual se diz que, tendo em conta a cultura eclesial e a mentalidade jurídica própria de cada Código, certas competências até então atribuídas à Santa Sé, e portanto exercidas pelo governo central, estão sendo "descentralizadas", ou seja, designadas aos Bispos (diocesanos/eparquiais ou unidos em Conferências episcopais ou segundo Estruturas hierárquicas orientais) e aos Superiores Maiores dos Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica com a intenção precisa de fomentar sobretudo o sentido da colegialidade e da responsabilidade pastoral, bem como de satisfazer os princípios da racionalidade, da eficácia e da eficiência.
É evidente, de fato, que quando a autoridade tem um conhecimento direto e mais próximo das pessoas e dos casos que exigem uma ação pastoral de governo, esta ação, em virtude da própria proximidade, pode ser de mais rápida eficácia.
Neste sentido, portanto, as mudanças normativas que estão sendo feitas com este Motu Proprio refletem ainda mais a universalidade compartilhada e plural da Igreja, que inclui as diferenças sem homologá-las, garantida, no que diz respeito à sua unidade, pelo ministério petrino próprio do Bispo de Roma.
Fonte: O Papa transfere para os bispos competências reservadas à Santa Sé - Vatican News
Divulgado o tema do II Dia Mundial dos Avós e dos Idosos
O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida divulgou, nesta terça-feira, 15, o tema da II Jornada Mundial dos Avós e dos Idosos, a ser celebrada por toda a Igreja no dia 24 de julho de 2022, um domingo. O tema escolhido pelo Papa Francisco para a ocasião é “Dão fruto mesmo na velhice” (Sl 92, 15), e pretende destacar o quanto os avós e idosos são um valor e um dom, tanto para a sociedade quanto para a comunidade eclesial.
O tema é também um convite a reconsiderar e valorizar os avós e os idosos, “tão frequentemente deixados às margens das famílias, das comunidades civis e eclesiais”, segundo o Dicastério. “A experiência de vida e de fé deles pode contribuir, com efeito, para construir sociedades conscientes das suas próprias raízes e capazes de sonhar um futuro mais solidário”, salienta no comunicado divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé.
Pelas redes sociais, o perfil do Papa Francisco explicou que a escolha do tema deve-se à intenção de “promover o diálogo entre as gerações, especialmente entre avós e netos”.
“É muito importante unir a sabedoria dos idosos e o entusiasmo dos jovens. O encontro entre avós e netos é um encontro-chave, principalmente neste momento de crise econômica e social que a humanidade atravessa. Os idosos devem ser cuidados como um tesouro da humanidade: são a nossa sabedoria, a nossa memória. É fundamental que os netos permaneçam ligados aos avós, que são como raízes, das quais extraem a linfa dos valores humanos e espirituais”.
O convite a dar ouvidos à sabedoria dos anos revela-se particularmente significativo no contexto do caminho sinodal que a Igreja tem empreendido, segundo o Dicastério.
Paróquias, dioceses, associações e comunidades eclesiais do mundo inteiro são motivadas a encontrar as modalidades para celebrarem essa Jornada, cada qual no seu contexto pastoral. Para isso, o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida vão disponibilizar ferramentas pastorais destinados e pensados para auxiliar nas celebrações.
Fonte: Divulgado o tema do II Dia Mundial dos Avós e dos Idosos - CNBB
Formação Missionária: Centro Cultural Missionário dá início ao primeiro curso do ano de 2022
Teve início na terça-feira, 14 de fevereiro, de forma online, o curso de formação missionária, promovido pelo Centro Cultural Missionário, o CCM. A iniciativa segue até a próxima quinta-feira, 17, e conta com mais de cem pessoas inscritas.
Participam cristãos leigos em geral, agentes de pastoral, membros de grupos, pastorais e movimentos, participantes dos Conselhos Missionários e das Pontifícias Obras Missionárias (POM), seminaristas, consagrados, ministros ordenados, membros de Congregações religiosas, institutos, catequistas, líderes de comunidades e novas comunidades.

Ao iniciar o curso, o diretor do CCM, padre Djalma Antônio da Silva, desejou as boas-vindas a todos. E enfatizou a temática trabalhada no primeiro dia “A missão, paradigma de toda obra da Igreja. O porquê do Programa Missionário Nacional (2019-2021)”.
Na ocasião dom Odelir José Magri, presidente da Comissão para a Ação Missionária da CNBB, saudou a todos e enfatizou que o curso se realiza dentro do âmbito de datas celebrativas, como o Ano Jubilar Missionário, por exemplo. O bispo relembrou que se celebra a criação dos 50 anos do Conselho

Missionário Nacional, o Comina; os 50 anos das Campanhas Missionárias e também os 50 anos do projeto Igrejas-irmãs, entre outras iniciativas.
“Queria desejar que esse momento seja muito bonito, forte de informação no sentido de capacitação, de preparação também para a relação missionária, onde atuamos, mas também no enriquecimento pessoal e formação espiritual e missão e isso nos coloca na dinâmica de que toda experiência formativa na dinâmica missionária possa aquecer o coração e se o coração aquece, os pés se movem”, disse.
Com o propósito de oferecer aos participantes um bom conhecimento do Programa Missionário Nacional 2019-2023, além de uma reflexão aprofundada sobre seus conteúdos, o curso busca favorecer o crescimento da consciência missionária e motivá-los a serem agentes ativos no processo de conversão pastoral e na concretização desse Programa nos ambientes de sua atuação.
Ademais, busca contribuir para que a missão seja, de fato, parte integrante da vida do cristão católico e dos organismos eclesiais.
O curso conta com a assessoria de dom Esmeraldo Barreto, bispo de Araçuaí (MG); Aparecida Alves – Pedagoga, neuropsicopedagoga ; missionária leiga e membro do GT Formação; padre Édipo Campos – Vigário paroquial da Paróquia São Benedito em Itajubá (MG); padre Jadson Barbosa e Silva – Pároco da Paroquia Nossa Senhora da Penha em São Luís do Maranhão e padre Mauricio da Silva Jardim – Diretor das Pontifícias Obras Missionárias (POM).
Confira a programação completa (AQUI).
Fonte: Formação Missionária: Centro Cultural Missionário dá início ao primeiro curso do ano de 2022 - CNBB
Assembleia do clero elege Conselho de Presbíteros para o biênio 2022-2023
“Ninguém trabalha sozinho!”, observa Dom Luiz Antonio Cipolini durante reunião que ocorreu na Casa Pastoral Dom Osvaldo Giuntini, em Adamantina, e que compôs o grupo que tem o papel de auxiliá-lo na condução dos trabalhos da Diocese de Marília.
O balancete financeiro da Cúria Diocesana, alguns encaminhamentos do Centro Diocesano de Pastoral (CDP), como o Sínodo 2021-2023, convocado pelo Papa Francisco, figuraram entre os assuntos do encontro que teve como ponto alto a eleição do Conselho de Presbíteros para o biênio 2022-2023.
O grupo de padres, composto por membros indicados pelo bispo e eleitos pelos próprios sacerdotes, tem a missão de auxiliar Dom Luiz na condução da Diocese a fim de promover o bem pastoral do povo de Deus.
Antes das escolhas, o bispo diocesano dirigiu-se aos integrantes do último Conselho que tem vigência até o próximo dia 31 de dezembro. “Diante da pandemia, os senhores me ajudaram nas decisões tomadas, agradeço-os pelo empenho em sempre fazer o melhor!”, disse.
Os novos vigários episcopais, que coordenam os trabalhos nas três regiões pastorais, foram apresentados por Dom Luiz após consultar o clero: para a Região Pastoral I, que compreende as paróquias entre Garça e Quintana, Pe. Anderson Messina Perini, na Região Pastoral II, que engloba as comunidades paroquiais entre Herculândia e Adamantina, o missionário passionista, Pe. Rogério de Lima Mendes, CP, e para a Região Pastoral III, o Pe. Rui Rodrigues da Silva auxiliará nas atividades pastorais entre as cidades de Flórida Paulista e Panorama.
Os padres Marcelo Feltri Ribeiro, Willians Roque de Brito, José Afonso Maniscalco, Wagner Antonio Montoz e André Luiz Martins dos Santos foram, respectivamente, eleitos pelo presbitério mariliense.
Em seguida, os padres José Ribeiro da Silva e José Orandi da Silva aceitaram compor o grupo como designados do bispo. O vigário geral, Pe. Maurício Pereira Sevilha, o coordenador diocesano de pastoral, Pe. Marcos Roberto Cesário da Silva, e o Pe. Luiz Henrique de Araújo, representante dos presbíteros, também integram o Conselho.
“Ninguém trabalha sozinho! O Conselho de Presbíteros exerce um grande bem na vida da Diocese”, finalizou Dom Luiz Antonio ao agradecer os padres conselheiros eleitos e, retomando as palavras de São Paulo Apóstolo, afirmou “que a escolha concorre para o bem daqueles que amam a Deus (cf. Rm 8, 28)”.
Caminhada com cerca de 400 pessoas marca início da Fazenda Esperança na Diocese
Bênção da pedra fundamental contou com a presença do bispo diocesano de Marília, Dom Luiz Antonio Cipolini, e do presidente geral da Fazendo Esperança, Pe. José Luiz de Menezes. “A Fazenda está nascendo do grito de socorro dos mais pobres que estão na dependência química, sobretudo da população de rua de nossa cidade”, ressaltou o frade presidente da unidade de Garça.

“A Fazenda está nascendo do grito de socorro dos mais pobres que estão na dependência química, sobretudo da população de rua de nossa cidade”, disse o Frei Zilmar Augusto Moreira de Oliveira, presidente da unidade de Garça.
O bispo diocesano de Marília, Dom Luiz Antonio Cipolini, o presidente geral da Fazendo Esperança, Pe. José Luiz de Menezes, o pároco da comunidade São Pedro, Pe. Anderson Messina Perini, o prefeito da cidade, João Carlos dos Santos, as religiosas Franciscanas de Cristo Rei e Franciscanas de Siessen, autoridades civis e pastores de diversas Igrejas cristãs participaram da ação que teve a bênção da pedra fundamental do prédio como ponto alto.

A caminhada contou com cantos e testemunhos de pessoas que tiveram as vidas e famílias restauradas pela Fazenda da Esperança. Na ocasião, juntamente com a Diretoria, os participantes auxiliaram na distribuição de alimentos aos moradores de rua, prática constante dos fiéis que estão à frente da Fazenda na cidade. A estimativa é que em Garça a instalação seja inaugurada no primeiro semestre de 2022.

SAIBA O QUE É
A Fazenda da Esperança é uma comunidade terapêutica que atua desde 1983 no processo de recuperação de pessoas que buscam a libertação de seus vícios, principalmente do álcool e da droga. Seu método de acolhimento contempla três aspectos determinantes: o Trabalho como processo pedagógico; a Convivência em família; e a Espiritualidade para encontrar o sentido da vida.

A Fazenda está de portas abertas em todos os estados brasileiros para acolher homens e mulheres fragilizados pelo consumo das drogas, transformando dor em alegria. O número de comunidades no mundo já ultrapassou uma centena de unidades estruturadas em países da Ásia, África, América e Europa, sob contínuo crescimento devido a globalização dos graves problemas sociais que assolam a humanidade.
As pessoas que se identificam com o carisma da Fazenda podem encontrar sua vocação na Igreja fazendo parte da Família da Esperança – uma Associação Privada de Fiéis, de caráter internacional, reconhecida pelo Pontifício Conselho para os Leigos, cuja missão é levar a Esperança, Jesus Cristo, ao maior número de jovens do mundo inteiro, conforme as palavras do Papa Bento XVI.
(Fonte: https://www.portalfazenda.org)
Neste final de semana, fiéis podem participar de ação que visa o comprometimento e a consciência eclesial
Realizada desde 1998 em todas as paróquias do país, a Campanha da Evangelização tem a finalidade de articular e subsidiar as atividades evangelizadoras nas três regiões pastorais da Diocese de Marília e em toda a Igreja do Brasil
Com o tema “Ide, sem medo, para servir”, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) motiva a arrecadação nas paróquias e comunidades espalhadas em todo o território nacional com o objetivo de sustentar as atividades pastorais e evangelizadoras em toda a Igreja.
Do montante arrecadado na Campanha, 45% será administrado pelo Centro Diocesano de Pastoral (CDP) com a finalidade de articular e subsidiar as atividades pastorais nas três regiões pastorais e na Diocese como um todo. Com o restante do valor, 20% será destinado à sede do Regional Sul 1 da CNBB, que motiva a pastoral nas arquidioceses e dioceses do Estado de São Paulo a partir das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2019-2023), e 35% é enviado à CNBB em Brasília (DF) para a manutenção da entidade e distribuição entre os trabalhos das 12 Comissões Episcopais Pastorais.

Pe. Marcos Roberto C. da Silva, coordenador diocesano de pastoral, na Assembleia Diocesana, foto de Vinicius H. S. Cruz
“A Coleta da Evangelização é um auxílio financeiro para a formação dos agentes de pastoral e para as atividades do anúncio do Reino de Deus”, explica o Pe. Marcos Roberto Cesário da Silva, coordenador diocesano de pastoral, que encoraja os fiéis: “sejam generosos nas doações, com o pouco de nossos fiéis, nossa Diocese e a Igreja no Brasil farão muito no serviço generoso aos nossos irmãos e irmãs, seja no campo pastoral, seja na dimensão da caridade!”.
Criada em 1997, durante a 35ª Assembleia Geral da CNBB, e iniciada em 1998, a Campanha busca ser um gesto espontâneo dos fiéis à ação concreta da Igreja no Brasil e nas comunidades espalhadas no território nacional, despertando, por meio da arrecadação, “o comprometimento e a consciência eclesial dos discípulos missionário para com a evangelização”, concluiu o Pe. Marcos.

Diocese de Marília encerra Ano de São José com elevação de Paróquia à Santuário
“Jamais para envaidecer, somente para santificar nossa Congregação, nossa Diocese e os peregrinos que aqui vão chegar!”, afirmou o primeiro reitor do Santuário de Osvaldo Cruz, o missionário passionista Pe. Rogério de Lima Mendes, durante celebração presidida por Dom Luiz Antonio Cipolini.

“Considerando o grande número de fiéis de nossa Igreja Particular que recorre a São José como um intercessor, um amparo e um guia nos momentos de dificuldade” e “para favorecer o crescimento do amora este grande santo, para que mais pessoas se sintam impelidas a implorar sua intercessão e para que todos imitem suas virtudes e dedicação”, foram as palavras do Decreto lidas no início da celebração da Missa presidida pelo bispo diocesano de Marília, Dom Luiz Antonio Cipolini, que marcou o encerramento do Ano de São José na Diocese.
PATERNIDADE DE JOSÉ
Seguindo os protocolos sanitários exigidos do momento, o templo ficou repleto de fiéis, de padres e diáconos que acompanharam o momento. Ocasião que o bispo escolher para enfatizar a figura paterna de São José e, ao mesmo tempo, encorajar os pais de família.
“Hoje quero destacar a figura de São José! O valor encarnado por ele é a paternidade. São José nos ajuda a compreender o que é necessário para ser um pai de acordo com o plano de Deus”, disse Dom Luiz Antonio e aconselhou os pais presentes: “a paternidade deve enriquecer-se, em relação aos filhos, pela amizade. Como é bom abrir o coração uns aos outros, sem nada esconder”.

ZELO PASTORAL
Com 300 anos de criação no mundo, há seis décadas, o cuidado pastoral da Paróquia São José em Osvaldo Cruz, agora Santuário Diocesano, está sob a responsabilidade dos padres da Congregação da Paixão de Jesus Cristo (Passionistas).

“Partilhamos da alegria e encantamento deste tempo novo de esperançar! Somos Santuário: que bom viver tudo isso; jamais pra envaidecer, somente para santificar nossa Congregação, nossa Diocese e os peregrinos que aqui vão chegar!”, ressaltou o missionário passionista Pe. Rogério de Lima Mendes, pároco e primeiro reitor do Santuário Diocesano. A celebração contou com a presença do Pe. Leudes Aparecido de Paula, superior provincial da Congregação e também de dezenas de padre passionistas.
Confira algumas fotos da celebração:










Assembleia aprova Plano de Pastoral, vota prioridade e planeja aniversário da Diocese
A 44ª edição da Assembleia Diocesana de Pastoral reuniu no domingo, em Osvaldo Cruz, o clero e lideranças pastorais que elegeram a Ação Missionária como pilar para 2022 nas 65 paróquias da Diocese e nas pastorais, movimentos e serviços eclesiais a nível diocesano.
“O que nos une é o Espírito Santo e o amor que temos à Diocese”, ressaltou o bispo diocesano de Marília, Dom Luiz Antonio Cipolini, durante a celebração eucarística que deu início ao encontro que teve como principal objetivo a aprovação do Plano Diocesano de Pastoral (PDP).
Dom Luiz afirmou que o esforço pastoral é para fazer “com que a Igreja de Jesus aconteça na Região Alta Paulista”. Diante do retorno das atividades nas comunidades e na Diocese, o bispo diocesano concluiu a reflexão com uma motivação a todo povo de Deus: “tenhamos coragem e ousadia para retomar nossos trabalhos com paciência, carinho e cuidado para que a Igreja de Jesus se torne mais viva e que consigamos dizer como o salmista: ‘maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria!’”.

O fortalecimento da Pastoral da Sobriedade a nível diocesano e a peregrinação dos jovens à Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que ocorrerá no ano de 2023 em Lisboa, Portugal, também integraram a pauta da Assembleia Diocesana.
“Gratidão a todos que organizaram a Assembleia e que acolheram o convite de juntos pensarmos a pastoral diocesana. Vamos ouvir o que o Espírito Santo nos inspira! Comungamos nosso Senhor na Santa Missa e, na comunhão, busquemos sempre instaurar uma Igreja Missionária que proporciona o Pão, a Palavra e a Caridade a todos”, afirmou Dom Luiz Antonio.
PRIORIDADE PASTORAL
Com vigência entre os anos de 2022 e 2025, a 44ª edição da Assembleia teve como tema central a apresentação e aprovação do PDP, formulado após consultas às paróquias, pastorais e movimentos diocesanos.
O coordenador diocesano de pastoral, Pe. Marcos Roberto Cesário da Silva, explicou a estrutura do texto, embasada nos 70 anos de criação da Diocese, que ocorrerá no próximo ano, e nos pilares da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária, motivados pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023 (DGAE).
“Queremos impulsionar os trabalhos pastorais de nossa Diocese à luz das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora e do Magistério eclesial, fazendo memória da nossa história, vivendo o momento presente e olhando para o futuro”, ressaltou o Pe. Marcos.

Com a proposta da Assembleia Diocesana de escolher um pilar das DGAE como prioridade por ano, após reflexão e votação, os participantes optaram que em 2022 a ação pastoral conjunta das 65 paróquias será o Pilar da Ação Missionária.
“Conseguimos um diagnóstico social e religioso ao sair em missão e temos que estar convencidos para anunciar”, disse a agente de pastoral, Madalena Furtado Guerreira, do Santuário Sagrado Coração de Jesus, de Vera Cruz, após a escolha missionária para 2022.
Surpreendido com a decisão da Assembleia, o assessor do Conselho Missionário Diocesano (COMIDI), Pe. Willians Roque de Brito, destacou que será uma oportunidade para que todos percebam “que a missão é a espinha transversal que perpassa todas as demais atividades da Igreja” e finalizou dizendo de seu desejo de que “a ação missionária extrapole as ideias e caia na vida e no coração de cada fiel”.
PEREGRINAÇÃO
O encontro eclesial anunciou que os 70 anos da Diocese em 2022 será marcado pela visita missionária das relíquias de Santa Terezinha do Menino Jesus. A peregrinação ocorrerá no segundo semestre do próximo ano em todas as paróquias.
“Revigorar nossa vida de fé vislumbrando tempos melhores com fortalecimento e alegria no serviço a Deus, à Diocese e aos nossos irmãos e irmãs”, explicou o Pe. Guilherme Massoca Baptista aos presentes.
SÍNODO DIOCESANO
A Assembleia Diocesana também refletiu a possibilidade de um Sínodo local em preparação aos 75 anos de criação da Diocese que será celebrado em 2027.
“A articulação do Sínodo visa contribuir com a reestruturação pastoral e aprimoramento de nossa missão evangelizadora”, ressaltou o Pe. Francisco Antônio dos Anjos Andrade, que falou da proposta à Assembleia. Após a apresentar a ideia, a Assembleia aprovou a realização.
Confira algumas fotos:

















