“Deveis dar testemunho de Cristo servidor ao lado dos enfermos”, ressalta bispo diocesano ao ordenar seis diáconos permanentes em Dracena
A cerimônia, realizada ontem, dia 20, reuniu familiares e amigos dos novos ministros ordenados oriundos da terceira Região Pastoral.
Dorival Nogueira Santana, José Alípio Pereira, José Antônio Cruz, Luiz Antônio Posari, Nivaldo Aparecido Mota e Rodrigo do Nascimento Ribeiro foram ordenados diáconos permanentes em Dracena durante celebração presidida pelo bispo diocesano de Marília, Dom Luiz Antonio Cipolini, na Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida.

“O próprio Jesus se apresentou como servidor e ordenou a seus discípulos que, a seu exemplo, eles também estivessem no mundo como servidores do Reino de Deus”, ressaltou o bispo diocesano dizendo aos novos diáconos da missão que receberam da Igreja de servir aos mais pobres.
Por ocasião da Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo, Dom Luiz Antonio também evidenciou o papel eclesial em abrir as consciências dos homens e mulheres na edificação de uma sociedade de justiça e fraternidade. “A Igreja não pode nem deve tomar nas suas próprias mãos a batalha política para realizar a sociedade mais justa possível. Mas também não pode e nem deve ficar à margem na luta pela justiça. Deve inserir-se nela pela via da argumentação racional e deve despertar as forças espirituais, sem as quais a justiça, que sempre requer renúncias também, não poderá se afirmar nem prosperar”, disse.

“Jesus nos convida a manifestar o Reino de Deus através de um estilo de vida coerente com a fé que professamos”, salientou o bispo diocesano e dirigindo-se aos diáconos afirmou: “deveis dar testemunho de Cristo servidor ao lado dos enfermos, dos que sofrem, dos migrantes, e refugiados, dos excluídos e das vítimas da violência e encarcerados. Assim estareis contribuindo para a construção do Reino de Deus, que se semeia nesta terra e que frutifica plenamente no Céu”.
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Diocese recebe os primeiros frutos da Escola Diaconal São Loureço
Dom Luiz Antonio Cipolini ordenou seis dos 32 alunos da Escola Diaconal que, até o próximo domingo, dia 21, receberão o diaconado. “Tenham a caridade, a sabedoria e a fé como os maiores dons deixados por Cristo que os escolheram para o ministério ordenado”, ressaltou o bispo.

Casados e com testemunho de vida pautado no Evangelho de Jesus, os novos diáconos permanentes Ivo Fernandes Dutra, Luis Fernando Gobetti, Luiz Carlos Teco, Marco Antônio da Silva, Osvaldo José Mendes e Romildo Melato Júnior, definem-se, agora, como o sacramento de Cristo Servo e como expressão da Igreja servidora (cf. CNBB, Doc. 96).
Às vésperas da celebração do V Dia Mundial dos Pobres, proclamado pelo Papa Francisco, a rito de ordenação expressou a proximidade dos diáconos com o serviço dos mais necessitados. Em sua homilia, Dom Luiz Antonio afirmou que a pandemia aumentou a pobreza e, diante da situação desafiadora, Jesus convida a todos ao amor que transforma a realidade e pediu para que o novos diáconos, “servindo aos que mais precisam, tenham a caridade, a sabedoria e a fé como os maiores dons deixados por Cristo que os escolheram para o ministério ordenado”.
O bispo emérito de Marília, Dom Osvaldo Giuntini, também participou da Missa, juntamente com dezenas de religiosos que acolheram os novos diáconos.

Outros 26 candidatos ao diaconato permanente receberão a ordenação em quatro celebrações que ocorrerão entre hoje e o próximo domingo, dia 21. Todos passaram pela Escola Diaconal São Lourenço que, desde 2015, preparou-os por meio das etapas formativas indicadas nas Diretrizes para o Diaconado Permanente da Igreja no Brasil.
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“O diácono deve estar unido a Cristo”, afirma Dom Luiz ao ordenar seis diáconos permanentes na manhã do último domingo
Antonio Costa de Oliveira, Charles Cardoso Coelho, Cláudio Roberto Brocanelli, Ismael Augusto de Mello, Osmar Musciati Gelain e Valdeci José de Andrade receberam a ordenação diaconal durante celebração no Santuário São Judas, em Marília, que seguiu os protocolos sanitários do momento. “O amor realiza-se na vida de cada dia, nas atitudes, nas ações; se não for assim, é apenas algo ilusório, são apenas palavras”, afirmou o bispo diocesano.
Os seis novos diáconos, juntamente com os que foram ordenados na noite de sábado, também em Marília, na Igreja Matriz de Santo Antônio, foram formados pela Escola Diaconal São Lourenço.

Na cerimônia de ordenação, o bispo diocesano Marília, Dom Luiz Antonio Cipolini, ressaltou que o diaconato permanente sempre foi objeto de inúmeras reflexões na Diocese. “No ano de 2014, numa Assembleia Geral do Clero, aprovou-se a implantação e, no início de 2015, instituiu-se a Escola Diaconal. Foi uma longa caminhada até aqui, exigindo perseverança e determinação dos professores, alunos, direção e das famílias dos candidatos ao diaconado”, afirmou.
“Para viver plenamente sua vocação à santidade, o diácono, assim como todo batizado, deve estar unido a Cristo”, disse o bispo diocesano ao indicar aos diáconos que a intimidade com Jesus é a condição para fazer com que o amor humano não se perca pelo caminho e que o serviço generoso aos pobres está na raiz da vocação, e enfatizou: “o amor realiza-se na vida de cada dia, nas atitudes, nas ações; se não for assim, é apenas algo ilusório, são apenas palavras”.

A celebração, mantendo os protocolos higiênicos exigidos no momento, reuniu padres, diáconos, amigos e familiares dos seis diáconos recém-ordenados.
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Sete diáconos são ordenados em Garça e bispo fala sobre a importância do testemunho matrimonial
Humildade, compromisso com os pobres e com as próprias famílias foram os temas abordados por Dom Luiz Antonio Cipolini em cerimônia no último domingo.

Em celebração na Igreja Matriz de São Pedro Apóstolo, de Garça, os diáconos Antonio Rodrigues da Cruz, Edson Vicente, Eloi Francisco de Souza, Jair Batista Paiva, José Eduardo Evangelista Caparroz, Marcos Roberto Leal da Fonseca e Roberto Colombo se alegram pelo dom do chamado divino e, com a homilia do bispo, refletiram a lógica do abaixamento.
“Somos todos chamados a abaixar-nos, porque Jesus fez-se servo de todos. Se há alguém que é grande na Igreja, é Jesus, que se fez o menor e o servo de todos”, exortou Dom Luiz Antonio e afirmou aos novos ministros ordenados que o autêntico poder eclesial está no cuidado de todos: “como os diáconos são os guardiões do serviço na Igreja podemos dizer que vocês são os protetores do verdadeiro poder eclesial”.
O bispo diocesano falou também da importância do serviço aos pobres e da humildade, e finalizou com um pedido: “cuidem de seus lares com carinho e dedicação. Evitem a todo custo o contratestemunho matrimonial que tornará vazio o exercício do ministério diaconal”.

No próximo final de semana, mais 13 candidatos receberão a ordenação diaconal. No sábado, dia 20, a cerimônia será na Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida, de Dracena, às 19h. Em Tupã, a última celebração, no dia 21, também às 19h, na Paróquia São Pedro Apóstolo.
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Diocese de Marília cria Comissão para proteção de menores e vulneráveis contra abusos sexuais
Em resposta ao pedido do Papa Francisco, Dom Luiz Antonio Cipolini publicou o Decreto de criação, deu a provisão aos membros e assinalou que a Igreja de Marília quer “o bem estar e a integridade física, psíquica e espiritual dos mais frágeis”. Segundo a advogada que integra a equipe, Bárbara Corrêa Travizi Parpineli, “as pessoas não são protocolos, mas filhos amados de Deus que demandam cuidado, acolhida e responsabilidade”.

A criação da Comissão na Diocese de Marília é uma resposta à Carta Apostólica do Papa Francisco sob forma de Motu Proprio Vos Estis Lux Mundi (Vós sois a luz do mundo), de 9 de maio de 2019. O texto assinala que “os crimes de abuso sexual ofendem Nosso Senhor, causam danos físicos, psicológicos e espirituais às vítimas e lesam a comunidade dos fiéis”. Desta forma, para que tais fenômenos não aconteçam mais, “é necessária uma conversão contínua e profunda dos corações, atestada por ações concretas e eficazes que envolvam a todos na Igreja, de modo que a santidade pessoal e o empenho moral possam concorrer para fomentar a plena credibilidade do anúncio evangélico e a eficácia da missão da Igreja”.
O objetivo é facilitar que as pessoas possam informar para a Comissão sobre possíveis abusos que estejam acontecendo aos menores e pessoas em situação de vulnerabilidade no território diocesano e, ao mesmo tempo, assegurar que as informações recebidas sejam convenientemente averiguadas e que sejam tomadas as medidas necessárias “para o bem estar e integridade física, psíquica e espiritual dos mais frágeis na Diocese”, afirmou Dom Luiz.

Em Marília, a Comissão para tutela de menores e pessoas em situação de vulnerabilidade tem a presidência do bispo diocesano e a coordenação do vigário geral, Pe. Mauricio Pereira Sevilha. Integram a equipe o chanceler do bispado, Pe. Adeflor Xavier Pereira Junior, o coordenador diocesano de pastoral, Pe. Marcos Roberto Cesário da Silva, a advogada auditora da Câmara Eclesiástica Auxiliar de Marília, Bárbara Corrêa Travizi Parpineli, e a notaria, a arquivista Vanessa Ferreira da Cunha Faxina. As psicólogas Alessandra Faria Rossi e Maria Apparecida Gomes Piola também compõem o grupo que “tem o objetivo de ouvir, tutelar, proteger e tratar os menores e vulneráveis”, como indicou o Dom Luiz durante a cerimônia de instituição.
“A Igreja tem enfrentado muitos escândalos nesta dimensão e o Papa Francisco nos pede para olhar, acolher e ajudar as vítimas. É um trabalho muito delicado, mas queremos ser instrumentos de purificação da Igreja; o fundamento de tudo é servir aos pequenos, como Jesus fez”, ressaltou o vigário geral.
Ao entregar a provisão para os membros, Dom Luiz Antonio reforçou a responsabilidade da Comissão, agradeceu a disponibilidade de todos e afirmou que “o Reino de Deus vai acontecendo à medida que se adere à voz do Espírito Santo que nos pede cada vez mais transparência”.
No ato, ao resumir o compromisso da equipe, em nome de todos, a psicóloga Maria Apparecida disse que a Comissão “não quer ser indiferente à dor de quem já foi abusado, mas ao contrário, instrumento do cuidado de Deus”. Para advogada Bárbara, os trabalhos da equipe, que nos últimos meses estudou o assunto, assinalaram a responsabilidade de zelar pela vida dos menores e vulneráveis: “as pessoas não são protocolos, mas filhos amados de Deus que demandam cuidado, acolhida e responsabilidade”.

Para entender como fazer uma denúncia e receber a assistência da Comissão, basta acessar no site da Diocese, ler o Decreto de instalação e o Regulamento, que contêm as informações necessárias. O mesmo link proporciona o acesso também à nomeação e provisão dos membros da equipe.

O Departamento de Comunicação da Diocese de Marília preparou um Press kit da Comissão para proteção de menores e vulneráveis contra abusos sexuais.
Diocese conclui Mês Missionário com formação on-line
“O encontro tem o intuito de formar e preparar os agentes de pastoral a fim de que redescubram não apenas a sua missão, mas o próprio ser missionário”, destaca o Pe. Willians Roque de Brito, assessor do Conselho Missionário Diocesano (COMIDI).
O evento é uma ação direta do Conselho Missionário Diocesano (COMIDI). Em entrevista à reportagem da Diocese, o assessor, Pe. Willians Roque de Brito, relata que “a formação dos agentes de pastoral com a perspectiva missionária é uma proposta do Plano Missionário Nacional a todas as Dioceses. E foi nesse sentido que nós organizamos este encontro on-line, que é provável que se torne uma ação anual no mês de outubro que tem o intuito de formar e preparar os fiéis a fim de que redescubram não apenas a sua missão, mas o próprio ser missionário”.

O Encontro de Formação Diocesana do Mês Missionário tem como tema “Jesus Cristo é Missão” e ocorrerá às 20h via canal do YouTube da Diocese.
“Na variedade dos carismas, o Espírito de Deus congrega a única Igreja”, destaca Dom Luiz na abertura do Sínodo
Em celebração que reuniu representantes das 65 paróquias, Diocese de Marília inicia fase diocesana do Sínodo que tem como tema “Por uma Igreja Sinodal: comunhão, participação e missão”
À luz do Espírito Santo, invocado por meio de um canto no início da Missa presidida pelo bispo diocesano de Marília, Dom Luiz Antonio Cipolini, a celebração foi marcada pelo encontro do povo de Deus e pela entrega de uma vela que acompanhará as reflexões nas comunidades paroquiais que terá como tema “Por uma Igreja Sinodal: comunhão, participação e missão”.
Em sua homilia, o bispo diocesano explicou que o processo do Sínodo exigirá de todos o envolvimento. “Na variedade dos carismas, o Espírito de Deus congrega a única Igreja”, disse o bispo diocesano ao afirmar que, com a Palavra de Deus e o espírito de unidade eclesial, a Diocese de Marília inicia o caminho sinodal com o comprometimento de escutar as pessoas com paciência e atenção.

“É uma alegria para todos nós caminhar nesta Igreja que quer ser fiel ao Evangelho. Caminhemos juntos, de mãos dadas com o Papa Francisco”, motivou Dom Luiz.
A fim de promover a consciência sinodal da Igreja e lembrar a todos da vocação de fermento na humanidade para a construção do Reino de Deus, os presentes tiveram a oportunidade de renovar as promessas batismais.

“Nossa Diocese tem a graça de contar com tantos homens e mulheres que abraçam a fé e cumprem a missão de evangelizar”, destacou o coordenador diocesano de pastoral, Pe. Marcos Roberto Cesário da Silva. O sacerdote ainda explicou que o Sínodo quer escutar o Espírito Santo e o fiéis para “que a Igreja, num caminho único, consiga revisar a caminhada e ir ao encontro de todos”, finalizou.
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Fotos: Roberta Bernardinelli I Pascom Paróquia Sagrada Família de Lucélia
Matriz de São Miguel celebra hoje o seu padroeiro
Para a data, a comunidade realizou um tríduo preparatório com a venda de bolos. Logo mais, haverá Missa em honra arcanjo com a benção do Santíssimo Sacramento.
O cronograma para o dia de São Miguel foi iniciado no último domingo, dia 26, com o Tríduo preparatório e a benção das famílias com o tema “São Miguel, perfeito adorador do verbo divino”. No dia seguinte, na Missa das 19h30 foi realizada a benção da saúde com a temática “São Miguel, Guardião do Paraíso”. E a conclusão do tríduo ocorreu ontem na celebração das 19h30 com a benção da água, do sal e de objetos de devoção com o tema “São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades”. Vale lembrar que em torno das celebrações, desde o início do tríduo até hoje, ocorre a venda do Bolo de São Miguel no Salão Paroquial.
Hoje, com missas em honra dos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, a comunidade paroquial encerra a Quaresma do padroeiro. Já houveram celebrações Às 7h e às 15h e, logo mais, às 19h30, a Missa Solene contará com a benção do Santíssimo Sacramento.
Pelo segundo ano consecutivo, Santuário tem celebração especial em substituição à Romaria
Como acontece anualmente no terceiro domingo de setembro, o Santuário Sagrado Coração de Jesus de Vera Cruz celebraria neste domingo, 19/09, a 37ª edição da Romaria Interdiocesana do Apostolado da Oração. O evento, que reúne milhares de fieis, foi, pelo segundo ano consecutivo, suspenso devido à pandemia do coronavírus (Covid-19). No entanto, uma celebração especial será realizada, com o retorno das Capelinhas do Sangrado Coração de Jesus, que peregrinaram todas as paróquias da Diocese de Marília desde o mês de setembro de 2020, onde foi a lançada a campanha o “O Santuário vai até você“, celebração que também substituiu a Romaria.
A participação presencial está liberada seguindo os protocolos sanitários de prevenção à covid-19: uso de mascara, aferição de temperatura, higienização e distanciamento social.
UM POUCO DA HISTÓRIA DA ROMARIA
Em 28 de outubro de 1939 aconteceu a 1ª Romaria em Vera Cruz, sendo a primeira concentração religiosa, junto com a inauguração provisória do Santuário Sagrado Coração de Jesus. A obra não estava concluída, mas isso não foi impedimento para os devotos vindos de várias cidades, entre elas Araçatuba, Bauru, Tupã, entre outras, por todos os meios de locomoção possíveis (caminhões, jardineiras, carroças, trens e outros). Naquela época, a Cia Paulista de Estrada de Ferro, previamente informada e solicitada, acrescentou vários vagões de passageiros às composições ordinárias e organizou mais dois trens especiais, um com 10 carros de Bauru, e outro com 16 carros de Marília para a Festa de inauguração do Santuário.
“A hospitalidade, o esplendor das solenidades programadas, e o clima emocional que se viveu naquela tarde em Vera Cruz criaram condições para o deslumbramento que foi a 2ª Romaria, realizada no ano seguinte, também no mês de outubro, na Festa do Cristo Rei, com a presença de 8.000 romeiros,” disse Monsenhor Florentino Santamaria, o Reitor do Santuário à época.
A 3ª Romaria foi organizada pelos Apostolados da Oração da Diocese no mês de junho de 1941, por ocasião da Festa Litúrgica do Sagrado Coração de Jesus. Nessa época, com a participação do Brasil na 2ª Guerra Mundial, o clima de guerra dominando o país durante e no pós-guerra, foi aconselhável a suspensão dessas grandes concentrações religiosas.
Consolidação
As romarias foram retomadas somente em 1984, com o incentivo do Cônego Antônio Flumian, juntamente com Monsenhor Santamaria, e não pararam mais. Todos os anos, no 3º domingo de setembro acontece a Romaria Interdiocesana do Apostolado da Oração, que ano após ano, solidifica o amor pelo Sagrado Coração de Jesus.
O APOSTOLADO DA ORAÇÃO
O Apostolado da Oração (AO) é um movimento religioso composto por leigos católicos. A finalidade é a santificação pessoal e a evangelização das famílias com especial devoção ao Sagrado Coração de Jesus. O sentido do apostolado é a doação a Deus, pelo conhecimento da palavra, pela oração, pelo oferecimento diário e pela fidelidade à igreja.
No livro dos estatutos do AO, encontra-se a definição: “O AO constitui a união dos fiéis que, por meio do oferecimento cotidiano de si mesmos, se juntam ao Sacrifício Eucarístico, no qual se exerce continuamente a obra de nossa redenção, e desta forma, pela união vital de Cristo, da qual depende a fecundidade apostólica, colaboram na salvação do mundo”.
Ser um membro do AO é vivenciar o desejo de viver essa espiritualidade. O AO tem aproximadamente 50 milhões de associados no mundo, dos quais 6 a 7 milhões no Brasil, e está presente em 70 países do mundo.
A espiritualidade do AO vive-se a partir de quatro propostas:
1. Oferecer diariamente, pela manhã, o dia que começa, pondo-se à disposição para que o Espírito Santo atue em cada momento do dia e leve à realização concreta dos valores do Evangelho.
2. Aprender a rezar, a criar intimidade com Deus, a viver no silêncio do coração a inspiração e a novidade do Evangelho para cada dia. Juntamente com isso, procura-se ainda formar a própria fé, dando inteligência dos mistérios e a capacidade de dialogar com as interrogações e desafios que hoje são postos à Igreja.
3. Alimentar uma profunda devoção à celebração da Eucaristia, como o Sacramento que resume e inspira a vida cristã, descobrindo nele a presença amorosa de Deus, na pessoa de Jesus e do seu Coração.
4. Viver unidos ao Santo Padre, na oração pelas intenções que pede mensalmente a todos os cristãos, saindo dos horizontes quotidianos e abrindo-se aos problemas da grande família humana.
A FITA
A fita, que os membros do Apostolado da Oração usam é o sinal de pertença e entrega da parte daqueles que foram chamados para servir ao Sagrado Coração de Jesus. A cor vermelha é o sangue, a vida de doação plena que o Senhor entregou por cada um de nós.
A medalha tem o Sagrado Coração de Jesus, a nos lembrar sempre do quanto Ele nos ama. O Bentinho é o símbolo do AO e nele está gravado Venha a nós o Vosso Reino, para lembra-nos a todo instante que estamos buscando esse reino. Usa-se a fita não como enfeite, mas como sinal dos que foram chamados para servir e disseram sim. Deve-se honrar a fita porque ela simboliza o amor de Cristo por nós e também o compromisso que assumimos com Ele. A fita estreita é a fita do(a) zelador(a) aquele que está começando a trilhar os caminhos do Apostolado. A larga é a do(a) zelador(a), que busca novos caminhantes para ajudá-lo(a) a servir.
HISTÓRIA DO A.O.
O AO está intimamente ligado à ordem dos jesuítas, a Companhia de Jesus. Começou em 1884 em um Colégio dessa ordem na França, onde estudantes de filosofia e teologia estavam ansiosos para fazer algum apostolado. Seu orientador lhes fez ver que enquanto eram estudantes não tinham condições para fazer pregação e outros trabalhos de apostolado direto. O que poderiam fazer era oferecer seus estudos, os sacrifícios voluntários e outros atos de piedade. Dois anos depois, este mesmo padre orientador espiritual publicou um livro chamado O Apostolado da Oração. O livro e a devoção obtiveram a aprovação do superior geral da ordem dos jesuítas, e o próprio papa Pio IX aprovou-os em 1849. Um bom teólogo, padre Gautrelet, SJ, deu o embasamento teológico à devoção ao Sagrado Coração, bem como ao AO, e daí por diante a devoção se propagou rapidamente. Em 1861 começou a circular o Mensageiro do Coração de Jesus, como órgão oficial do AO. Passou a ser publicado em várias línguas, e a associação recebeu estatutos próprios e a aprovação oficial do papa.
A sede da associação está em Roma e o superior geral dos jesuítas é também o superior geral do AO. Ele os dirige por intermédio de um delegado e um secretário-geral.
A ideia central, da qual nasceu o AO, é esta: todos os batizados são chamados a cooperar na edificação do Corpo da Igreja e da comunidade de fé. Nem todos o fazem da mesma maneira (Ef 4,16). Nem todos podem trabalhar diretamente como apóstolos e missionários. Mas todos podem e devem fazê-lo por meio da oração e do sacrifício. São Paulo diz (Cl 1,24) que o cristão deve completar em sua pessoa o que falta à Paixão de Cristo, em favor do Corpo de Cristo, a Igreja. Assim, nossa vida torna-se um sacrifício, uma oblação oferecida com Cristo, em Cristo, para a Glória de Deus e a salvação do próximo.
O A.O. NO BRASIL
O AO começou no Brasil em Itu, São Paulo, em 1871, por iniciativa do padre Bartolomeu Taddei, SJ, considerado o fundador e propagador do AO no Brasil. Antes disto houve um pequeno centro isolado em Pernambuco, em 1867, mas que não teve projeção nacional. Em 1888 havia cerca de 300 centros de AO pelo Brasil inteiro, com mais de 400 mil membros. Com a difusão do AO houve um despertar intenso para a Sagrada Eucaristia e a vida de fé. Atualmente, o AO continua a crescer em fervor espiritual e apostólico, em todo o território nacional.
MEJ
Em sintonia com a Igreja, o Movimento Eucarístico Jovem (MEJ) é um movimento que se propõe oferecer uma formação cristã para crianças, adolescentes, e jovens, nos níveis: espiritual, humano, pessoal e sociocomunitário. O MEJ trata-se de uma ramificação da associação Apostolado da Oração, voltada para os jovens.
(A História do AO conta com trechos extraídos do livro de Pe. Otmar Jacob Schwengber, SJ, Apostolado da Oração e MEJ em perguntas e respostas, Edições Loyola, 2011).
“Jesus manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso”.
Pastoral da Comunicação – Pascom
Vera Cruz/SP










